quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Brasileira e jovem no exterior: problema na certa

Essa história está arquivada faz tempo, mas precisa ser compartilhada.

Seguinte: 2009 (é, eu sei) foi um ano cheio de coisas. Desemprego, desilusão, viagem, mais viagem, voltar a trabalhar e tentar (e não conseguir) mudar a vida. Mas não estou escrevendo para explicar o que aconteceu. Quero me focar na parte da primeira viagem.

Sempre fui uma pessoa individualista. Gosto de fazer tudo sozinha e na minha. Amo amigos, família e tal, mas prezo pela minha independência acima de tudo. À convite do meu pai, que queria companhia para assistir ao show do Paul McCartney na Escócia (pois é), acabei aproveitando a oportunidade (e o desemprego) para ir uns dias antes para a Europa, sozinha, para conhecer alguns lugares.

Nunca tive problemas em aeroportos. Nunca fui parada pela Alfândega, nunca nem olharam na minha cara. E ó que eu viajo bastante, desde criança.

Na imigração do aeroporto de Lisboa, em Portugal, o policial olhou meu passaporte: brasileira, 20 e poucos anos, viajando sozinha. Me olhou torto, medindo de cabo a rabo e tentando decidir se eu seria prostituta ou carga de drogas. Perguntou o que eu fazia no Brasil. Nem ousei dizer que estava desempregada. Percebi que a mera desconfiança de que eu não tinha um emprego no Brasil me daria um problemão. Como eu estava em Portugal de trânsito (não ficaria lá, só ia passar umas horas na cidade e a tarde voaria para a Holanda), ele deixou como estava.

Na Holanda, tudo lindo. Já estava com bilhete do metrô na mão e tudo, saindo com a minha mala, quando um policial me pergunta da onde estou vindo. Respondo. Depois pergunta qual minha nacionalidade. Mal terminei de falar "brazilian" e ele já estava com a minha mala num canto pedindo a chave para abrir e fuçar o que tinha dentro.



Perguntou o que eu estava fazendo na Holanda.
- Viajando, ué. Quero conhecer melhor a Europa.

Perguntou se eu estava viajando sozinha:
- Sim, e já viajei sozinha várias outras vezes. 

Perguntou se tinha alguém me esperando fora do aeroporto.
- Quem dera. Vou é ter que me virar para descobrir como chegar no albergue.

Enquanto isso, ele sacudia CADA PEÇA DE ROUPA - calcinhas, casacos, meias... - que tinha dentro da minha mala à procura de coisas ilícitas.

Ele disse que não acreditava que eu estava apenas viajando. Disse que eu estava com drogas no corpo. Simples assim.

*Por que eu não lembrei de pegar meu passaporte velho e vencido? Tinham uns 20 carimbos de países diferentes para eu enfregar na cara do seu policial, inclusive visto dos EUA. Ou eu era a traficante master, ou uma simples viajando latino-americana.*

Daí que o policial NÃO se convencia de que eu estava limpa e simplesmente viajando. Brasileira, jovem, sozinha na Europa. Não tinha roupa de prostituta na minha bagagem, não tinha N-A-D-A de errado com nada. Então, achou que eu estivesse COM DROGAS NO CORPO. Sabe? Já assistiram “Maria Cheia de Graça”? Então. Naquele esquema.

Então ele disse que eu ficaria retida no aeroporto por três dias para fazer exames (fezes, urina, raio x e o caralho a 4) para ver se eu tava limpa mesmo.

TE JURO. Até hoje, 3 anos depois, o ódio ainda pulsa forte. Por ele e por sua truculência, pelo preconceito dele a brasileiros, por me olhar como se eu fosse sub-raça.

Antes de continuar preciso alertar sobre um aspecto muito preocupante meu: sempre que estou nervosa  choro. É incontrolável: começo a tremer, a gaguejar e as lágrimas logo vêm, incessantes, seguidas de soluços. Coisa de dar pena.

Daí imaginem meu nervosismo tentando explicar MINHA VIDA e MINHAS VIAGENS, em inglês, para um cara truculento e que ameaçava me reter no aeroporto. DESESPERO. Chorei horrores e queria demais mandá-lo à merda.

O foda é compreender o porquê desse preconceito todo contra brasileiros, jovens, sozinhos na Europa, e todo o contexto xenófobo, racista, impregnado nas desconfianças deles por nós… E lá fui eu de novo contar toda a história da minha vida, tentando demovê-lo da decisão de me prender para averiguação - porque era exatamente isso.

Mas daí surgiu o good cop. Não sabia que o conceito bad cop/good cop existe na prática, mas existe. Ele nem quis ouvir a história pela milésima vez. Só sentiu pena e disse que sabia que eu não tinha nada a esconder, e perguntou se eu gostaria que ele desse um chute na bunda do outro policial. Ele até me ajudou a arrumar minhas coisas (uma mala de 15 dias de Europa, sente o drama), me explicou a melhor maneira de chegar ao meu albergue e me desejou boa viagem.

A lição que fica: leve SEMPRE todos os documentos possíveis que provem que você é alguém no Brasil. Que você estuda, trabalha, que tem dinheiro para bancar a viagem. Documento do carro, imposto de renda, o que for, mesmo sendo em Português: eles só vão olhar a cifra, de qualquer modo.

Outra lição que fica: brasileiro é sempre mal visto. Agora somos a 6ª maior economia do mundo, somos os maiores gastadores de dinheiro em Miami, somos um país com sede de viagens e conhecimentos. Aos poucos estão mudando o modo de nos tratar, contanto que tenhamos dinheiro para isso. Mas ainda representamos uma das grandes nações exportadores de imigrantes ilegais, nunca se esqueçam disso.

Para ler meu relato completo da viagem e ver fotos clique primeiro aqui, depois aqui, daí aqui e por último aqui.


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Postado por Anamyself às 08:00 4 comentários

terça-feira, 28 de agosto de 2012

LIVRO: "A Lista Negra" de Jennifer Brown


Terminei de ler "Hate List" (A Lista Negra) hoje, li em inglês, mas ouvi dizer que a tradução está bem boa! Ainda estou naquela depressãozinha pós livro, mas resolvi falar um pouco dele, porque é um que vale a pena!

Valerie é aquilo que se pode chamar (ou que chamam) de "loser", uma vítima de bullying (tema central do livro). Estudante do último ano do colegial, Valerie namora Nick. Eles têm alguns amigos em comum, mas passam a maior parte do tempo sozinhos, incompreendidos pelo resto e compreendidos entre si. Valerie, em um momento de raiva começa uma lista com nome de pessoas que  ela odeia e acredita que o mundo seria melhor sem. Vítimas de provocações diárias na escola, problemas na família, ela e Nick começam então a preencher a longa lista. No dia 2 de maio, Nick aparece na cafeteria da escola com uma arma e começa a atirar, seguindo os principais nomes da lista. Morrem 6 alunos e alguns outros feridos. Valerie tenta impedir o tiroteio e leva um tiro na perna, logo depois Nick se mata. E esse não é o final da história, apenas o começo.

Você não lembra do nosso plano? - Nick diz antes de se suicidar.

Eles tinham ou não um plano? Valerie é ou não também culpada, mesmo não tendo atirado em ninguém? Pelos diálogos que ela relata, eles conversavam muito sobre suicídio, sobre morte, inclusive sobre como seria se realmente aquelas pessoas moressem. O problema é que um estava falando sério e o outro não.

Nick era fã das tragédias de Shakeaspere e falava em como eles eram Romeu e Julieta, como eles pensavam parecido, como "we get to win sometimes". Mas ela nunca percebeu. Eles sentiam tanta raiva que falar dessas coisas era normal, uma forma de extravasar. Valerie decide voltar para a escola, mesmo se culpando e sendo acusada pela maioria, inclusive seus pais. As pessoas estão divididas entre acreditar que Valerie é inocente e dar crédito a ela por ter parado o tiroteio. Lembram daquela história do gordinho que foi filmado se defendendo de um bullying, arrebentou o moleque e virou ídolo? E aí, Valerie heroína ou vilã? Nick, herói ou vilão?

Valerie tem que lidar com o fato ainda ama Nick, mesmo depois de tudo, ela ama um Nick que ela se apaixonou, não o atirador daquele dia. Um Nick que sofria as mesmas coisas que ela, que era doce, amável, enfim, vítima. As pessoas não estão prontas para lidar com isso, elas estão com raiva e sofrendo, então Valerie escolhe se isolar.  Como o ponto de vista inteiro da história é o da Valerie (e de alguns jornais da cidade), nós acabamos simpatizando com  Nick de alguma forma, o que eu achei uma escolha bem interessante da autora.

Quando a raiva e o tempo passam, as pessoas começam a se perguntar, mesmo que em silêncio, sobre os motivos dele. Por que eu estava naquela lista? Onde eu errei? Quais motivos eu dei? Não seria Nick tão vítima como qualquer outra pessoa naquele tiroteio?

Você começa a pensar em todas as pessoas que odiou também quando era adolescente, até que ponto isso era real e se coloca no lugar de Valerie, onde as coisas saíram completamente do controle. De uma forma ou de outra, Nick mudou aquelas pessoas, Valerie em alguns momentos até se pergunta, ele foi um herói? Aquilo era realmente necessário e só Nick viu?

O livro é um drama social de primeira e invoca naturalmente muita reflexão. Na fala dos outros estudantes, dos pais, da própria Valerie, o tempo todo é colocando um "e se...".

- E se eu tivesse prestado mais atenção?
- E se a escola tivesse tomado alguma providência?
- E se eu tivesse percebido antes?
- E se nós tivéssemos tratado ele melhor?

- E se eu não tivesse começado a lista?


Post também publicado no meu blog pessoal.
@_thaprado

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Postado por Thaís Prado às 19:50 2 comentários

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Um repúdio ao facebook (a bad dos novos tempos)




A modernidade trouxe, junto aos prozacs, valiums e rivotris, um motivo a mais para nos deprimir: a vida alheia escancarando sucesso e felicidade no facebook. 

Destaco o facebook, porque trata-se da janela do mundo. As campanhas publicitárias gastam tubos atrás do nosso curtir; fotos de sucesso, corpos belos e magros, amores duradouros, crianças alegres, vidas sociais agitadas, vernissages, lançamentos, shows, filmes, mesas de trabalho organizadas, cupcakes, "solidariedade" enchem nossos feedbacks.

Se há tanta felicidade no mundo, e se todos são tão bem resolvidos e bem amados, por que continuamos a gastar tubos com terapias, com noites regadas a álcool, drogas e um grande vazio na alma?

No twitter as pessoas são mais pés no chão (ao menos as que sigo - muito amor). Reclamam da vida, da solidão, do tédio. Comentam filmes, comentam viagens. São pessoas normais, com altos e baixos. No facebook, parece haver um filtro: o que é ruim não entra. Temos a impressão de que a vida de todo mundo é perfeita. Ou quase de todo mundo - a nossa não.

Esses dias entrei na página de uma amiga de infância, com quem perdi completamente o contato. Eis a vida dela: morou na Itália, fez curso de vinhos e hoje faz harmonizações (ah, que saudade da época em que eu fingia entender de vinho) em um restaurante chique de São Paulo. Além disso, ela está lindíssima, magra, amando e bem amada.

Tem como não bater uma invejinha?

Até porque meu ofício não desperta grandes elogios. Quando digo que sou jornalista na Prefeitura de Osasco me retornam muxixos de desaprovação. Quando dizia que fazia USP, curso de Geografia, me olhavam com uma cara de "que merda inútil". 

O facebook tornou as pessoas intolerantes, arrogantes e, pior: vítimas de seus próprios mundos do faz de conta.  

E assim, a cada perfil que fuço, mais me decepciono com a minha vida, que no fundo não é tão ruim: tenho um emprego, tenho amigos em diversos círculos, já viajei bastante na vida; mas, ainda assim, parece que não evoluí o suficiente. Minha vida parece menor, comparada às suas fotos de Cancun, às suas fotos namorando à beira do lago, aos seus comentários cheios de sabedoria, curtidos por legiões. Sei que é uma grande farsa: não afirmo que ninguém seja feliz, mas sei que há muita ansiedade, muito drama e muita insatisfação não-dita no facebook.

Fiquem na paz e me adicione no twitter, aquela terra que não é um faz de conta: @anamyself


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Postado por Anamyself às 14:48 7 comentários

domingo, 4 de março de 2012

Renovando o guardaroupa - A SAGA

Oi! É a primeira vez que tenho a honra de participar do Corporativismo Feminino. E quis trazer um assunto que tem me intrigado um tiquinho. Algumas já me conhecem de outros carnavais, outras só agora. Meu nome é Ghiza Rocha, estou com 36 anos e tenho uma filhoca de 5, quase 6 anos... E é sobre isso que vou falar.

Minha relação eu, ela e meu guarda-roupas.

Eu sou daquelas que tinham guarda-roupa da Vandinha Addam's sabe? Cheios de roupas iguais e pretas. Nunca tive muita vaidade.Até que... a pequena foi crescendo... A herdeira deu de uns tempos pra cá, de ficar apontando vestidos soltinhos nas vitrines, estampas, cores, tudo bem fluido, alegre... Aponta e fala: “Mamãe, queria te ver assim”...

Putz, chute na boca da mãe né?

Aí comecei a procurar e procurar lojas que apresentassem opções que me convencessem a mudar o estilo-não-estilo que eu tinha... Nada. Gente parece que nada que eu goste posso ter. Por dois motivos: 1- Não me serve. Ou então 2- Custa mais de 5 dígitos.

Aí me revoltei e comecei um curso de corte e costura. Sim daqueles que te deixam na vibe dos tempos da vovó. E estou adorando! Agora posso olhar coisas nas revistas, sites, lojas e posso fazer! Eu mesmíssima, olhando, medindo, comprando moldes apropriados.

Tudo isso acontece paralelo a minha reeducação alimentar, (não eu não fiz dieta!!!) há 6 meses cortei o açúcar refinado da minha vida, optei por adoçantes e troquei tudo que era refinado por integrais, grãos e afins. Muita fruta e pouca gordura. Procurei um endócrino e ele me acompanha desde então. Deu certo, foram até agora 18 quilos que deram ADEUS. Meu manequim hoje é 42/44 depende do que encontro pela estrada afora... Mas... tudo tem um mas... Gente, como é caro refazer guarda-roupas! Então estou me jogando em brechós, lojas de tecido e minha máquina de costura! Mas, (olha o “mas” de novo aí geeeente!) e os acessórios?

Aí que entra uma descoberta minha, eu não estou ganhando nada do site pra fazer divulgação, estou fazendo porque já comprei lá e gostei. E porque tem coisas bem lindinhas, muito dignas e por preços bons. Eles trabalham somente com 3 preços: R$69,90 - R$99.90 e R$129,90. Ou seja, preços considerados “possíveis” dentro do orçamento mediano da mulherada! Então eu estou na cara dura, fazendo este post pra divulgar o link do meu convite. Se vc se inscreverem no site, não se comprometem financeiramente com nada, é apenas mais uma inscrição pelo mundo virtual, mas vocês poderão ver a vitrine bem charmosa que eles possuem. E o mais legal, a gente responde a um pequeno teste, que traça um breve perfil do seu gosto e estilo e o site se encarrega de mostrar produtos que podem te agradar, porém você pode ver todos os outros também. Enfim, eu gostei, e estou convidando todas as minhas amigas, porque é um lugar legal, já comprei, entregam direitinho e tem coisas fofas com preços bacaninhas.

Clica aqui ó, e além de poder usufruir das promoções, você já ganha de cara R$10,00 pra usar como desconto em qualquer produto. E ajuda esta mãe aqui, em plena reforma de guarda-roupas pós perda de peso!


Obrigada meninas!
Ghiza Rocha

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OBS: O que a Ghiza não contou é que é artista plástica e faz trabalhos lindos!!! Pra conferir é só clicar aqui e ir pro flickr dela!

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Postado por B. às 19:37 6 comentários

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tudo bem, eu adoro café.

Sente falta de Companhia?
-Prazer meu nome é café. Sou quente, sou gostoso e te faço ficar acordada a noite INTEIRA!

Porra. Porque é tão difícil hoje em dia ter um relacionamento? Porque nós mulheres reclamamos taaaanto que não tem homem que valha a pena disponível no mercado? Ta eu sei que esse assunto ta mais que malhado aqui, mas foda-se, deu vontade e eu vou falar, “óquei”?

Nos tempos de hoje, na modernidade do beijomeliga fica difícil descrever como seria o verdadeiro homem que as mulheres tanto procuram. Os homens de mentira não são necessários citar não é mesmo? Além dos homens bananas e dos cagões que se multiplicam mundo afora.

Esse post não é indignação com alguém específico, que fique bem claro, mas como mulher e solteira notei que; ou o número desses "tipinhos" aumentou, ou então o número de homens de verdade e disponíveis no mercado, caíram drasticamente. Chorei.

Eu acho que foram poucas as vezes que dei sorte com homens, costumo me classificar como dedo podre – pode falar que é exagero da minha parte, nem me ligo. Mas hoje em dia ser legal, falar sobre futebol e ser amiga dos amigos dele, realmente não é mais o suficiente.

Você sai com as suas amigas, toda linda e cheia de boas intenções. Conhece um fulano que parece ser legal, além de ter aquele sorriso lindo e aquelas covinhas... Ah as covinhas! Vocês trocam olhares a noite toda e ficam naquela conversa tímida até chegar naquele momento que a conversa flui um pouco mais e záz! rola um beijo. Pronto! Nessa hora enquanto ele imagina você pelada jogada na cama, você começa a pensar se a história vai desenrolar ou vai terminar junto com a conta do bar. Não tem jeito, mulé é bicho burro.

Confesso que depois de algumas decepções eu hoje ando sempre com um pé atrás quando o assunto é homem. Ok, os 2 pés atrás virados ainda por cima.

A verdade é que é irônico que o símbolo do infinito seja tão usado hoje em dia, quando ninguém mais faz questão de que as coisas durem, quem dirá que dure para sempre. Ainda bem que tenho amigas maravilhosas que me levam pra dançar, me garantem gargalhadas, noites inesquecíveis e me dão doses de tequila... Beijo Manolas.

E se algum dia o amor vier me procurar, diz a esse monstro que fugi de casa.

Agora se for um moreno, alto, de sorriso safado... Passa meu número pelo amoooooor de Deus!


Verdade seja dita:

O trabalho te faz amadurecer... os estudos te fazem crescer... e os homens... Ah, os homens te fazem esquecer tudo isso aí!

Beijos


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Postado por Tati às 21:35 8 comentários

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Careca sim! Estou vivendo – tem gente que tem cabelo e está morrendo.

Ilustração: Mariana Rolin
 Cansei de cabelo, cansei de post sobre cabelo, cansei de hidratação caseira. Acho que o negócio é, não ter cabelo e pronto. Ui, ela é radical. Não sou. Reparem que não é o mesmo tipo de revolta estilo “nenhum homem presta, vou virar freira”. Tosar a cabeça não tem nada a ver com frustrações com terceiros, é frustração 100%  pessoal. É LOUCURA, MINHA GENTE.

- Mas seu cabelo é tão bonito, que horror.

Quem noonca pegou aquela tesoura de sobrancelha ou a gilette pra arrumar uma franja que me perdoe, mas você não sabe o que é ERRO na vida.

Encara o cabelo no espelho – Eu vou te vencer. Mas todos os produtos e todo o tempo do mundo não são suficientes contra a ira do cabelo. Aliás, o cabelo não é só raivoso, mas irônico também, olha que coisa. Você tá indo dormir em plena sexta-feira sem programa, quando olha no espelho, seu cabelo está PRONTÍSSIMO pra sair, lindo, tirando uma com a sua cara. Agora, tenta domar o bicho quando você tiver um encontrinho! Sem chance. Ele vai usar todo seu poder de frizz contra você, pra mostrar quem manda.

E pintar o cabelo sozinha em casa? Quando você vê que metade ficou manchada e a outra metade tá lá, entupindo o ralo da pia.

Já fui loira, morena, ruiva, cabelo curto, comprido, médio, já fiz de tudo pra agora ter certeza que tudo CANSA. Imaginem usar peruca, minha gente. Que coisa boa dos deuses. Cada dia uma cor, um modelo, manda lavar, chega cheirosinha no ponto, só ajeitar. Ah, o sonho do “cabelo próprio”.

Definitivamente, é isso ai.
CARECA WAY OF LIFE vemnimim! 



Sigam! @_thaprado


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Postado por Thaís Prado às 11:18 5 comentários
 

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