domingo, 23 de outubro de 2011

E quando no coração cabem dois?



Há alguns dias esta frase "Se você acha que ama duas pessoas ao mesmo tempo, escolha a segunda. Porque se você realmente amasse a primeira, não teria uma segunda opção" se alastrou no Facebook, tal como a sujeira no seu scarpin de camurça. E todo mundo saiu compartilhando e curtindo. Eu não concordei. Já amei dois caras ao mesmo tempo. 

Sabe aquela série "Aline"? Acho que foi tudo o que sonhei naquela época. Não precisar me desvencilhar de um para ser feliz. Pois toda vez que optava por um cara eu adoecia literalmente. Sei que parece coisa de mulher safada, mas amava os dois. A personalidade de um não vivia sem a personalidade do outro. Claro que essa história não terminou bem.

Para começar, o primeiro homem era meu namorado há pouco menos de 1 ano. Tínhamos uma história bem bonita. Coisa de cinema mesmo, sabe? Com direito a primeiro encontro no estilo Filme Norte-Americano. A primeira vez que nos vimos eu havia entrado no cinema com umas amigas e não tinha mais ingresso à venda. Ele ficou de fora. Ficamos nos encarando através do vidro fumê e não podíamos no tocar. A sessão ia começar e eu o deixei rindo para o vidro fumê enquanto tropeçava para encontrar um lugar no cinema.

O segundo apareceu-me num show de hardcore. Era bem mais jovem do que eu. Fazia coisas para me impressionar. Ligava para mim e dizia "Eu estou aqui embaixo no seu prédio e preciso te ver". Não tinha perspectiva de vida. Abandonara os estudos. Vivia deprimido e não cortava o cabelo há anos.

Fiquei muito confusa sobre quem realmente amava. E já posso perceber os olhos inquisidores de todos, dizendo que isso era paixão, safadeza, piranhagem, piriguetagem ou qualquer coisa que o valha, mas que não era amor. E eu digo sem constrangimento nenhum que amava os dois.

Acabei tendo que optar por um, não porque joguei limpo. A verdade é que o namorado descobriu através de conversas pelo computador que andávamos nos vendo pela madrugada. Adoeci quando o namoro terminou, não conseguia comer ou rir. E fiquei com o segundo cara. Ele agora ocupava o cargo de namorado e eu me sentia estranhamente infeliz.

Então tomei a decisão de romper com o segundo cara e perseguir o primeiro cara, o primeiro namorado. Foram meses de muito pedido de perdão, só faltei mandar aquele carro brega de declaração de amor. Até que ele, vendo todo meu desprendimento, conseguiu me perdoar e voltamos. Quando voltamos eu me sentia estranhamente infeliz por ter deixado o segundo cara. Mas rompi completamente com o segundo, sofrendo muito por isso. E o namorado às vezes me perguntava se eu tinha feito a escolha certa. Nunca consegui responder. Pois agora não podia voltar de novo para o outro. 

Não foi fácil. Eu pensava num e no outro o tempo todo. Um já tentou atropelar o outro. Os dois eram estranhamente diferentes, em físico e espírito. E eu podia ter sido a mulher mais feliz do mundo se tivesse ficado com os dois. E, claro, com os dois sabendo isso. Porque viver às escondidas, correndo e mudando o nome que sai da sua boca enquanto você suspira... Não é lá uma das atividades mais fáceis. Requer muito teatro, muita concentração e jogo, literalmente, de cintura!

E você concorda com a frase do facebook ou já amou 2 caras ao mesmo tempo como eu?




Até a próxima, @A_Sarita
sarita@corporativismofeminino.com


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Postado por Sarita às 17:22

sábado, 15 de outubro de 2011

Sumiu por quê?



Uma das coisas que me deixam mais perdida e triste nesse mundo dos solteiros, onde eu me arrependo amargamente de ter caído, é quando um cara com quem eu tou me envolvendo, já venho conversando há um tempinho, resolve sumir. Eu sempre acho que a culpa é minha, que eu devo ser uma criatura tão chata e louca, que os caras estão fugindo de mim em disparada para as montanhas! Minha autoestima não é das melhores e eu teria certeza absoluta de que é isso mesmo, sou chata, louca e ninguém me aguenta, se não fosse por uma coisa: os caras do meu passado hoje babam meu ovo. 0_o

Pois é, pois é, pois é... todos os homens que chegaram a ter uma importanciazinha na minha vida hoje são meus admiradores de carteirinha. Os que eu namorei de verdade hoje são grandes amigos meus, os melhores que tenho, embora não os veja muito. Os com quem eu me "enrolei" e até quis namorar, mas eles nunca se manifestaram em prol disso, hoje ficam de saudosismo, achando que deveriam ter me aproveitado mais. Até ensaiam propostas de "revival", mas foi mal aê, passado é passado, depois que eu tiro da cabeça, não pego mais, dá até uma aversãozinha.

Será que, fora os namorados que tive, que eram pessoas muito especiais, os outros caras só são capazes de reconhecer meu valor depois que já não me têm por perto? Que pasa?

Por que, diabos, ninguém reconhece meu valor no presente, caralho?????????? Alguém me põe no colo e me diz que vai passar e vai ficar tudo bem, por favor?????

Será que eu ando fechada, sem mostrar quem eu realmente sou, portanto só me admira quem me conheceu no passado? Algo me diz que um pouco é isso sim, mas não é tudo... Ainda tem alguma coisa que não consigo explicar... será que, por estar me sentindo perdida e com medo eu estou passando má impressão? Acho que um pouquinho pode ser isso também.... :pppp Mas ainda parece que falta alguma coisa para resolver esse mistério... Será que, por estar sentindo falta do carinho e da amizade que eu tinha quando tinha um namorido, eu tou indo com muita sede ao pote quando me interesso por alguém e tou assustando o cara? Mas que espécie de babaca se assusta com uma menininha que só quer carinho????????? Será que os homens andam tão idiotas assim?

Será que eu pareço que quero logo casar, prender, dominar e fagocitar o cara??? Mas eu nem quero nada disso! Eu sou uma das maiores defensoras da liberdade! Não confundir liberdade com promiscuidade. Liberdade que eu falo é que as pessoas possam, mesmo se relacionando, manter seus hobbies, seus gostos, suas atividades solitárias, suas viagens, que não tenham que ficar como que algemados um ao outro. Será que logo eu, que não prendo ninguém, ando parecendo que quero algemar???

Será que o anticoncepcional, com hormônio de gravidez, é que está me deixando louca e tudo isso é só paranóia da minha cabeça? E não existe nenhum grande mistério em torno disso, e a única coisa que aconteceu é que eu dei azar de, em 1 ano e 10 meses, não ter topado com ninguém que tivesse os mesmos valores que eu, para poder reconhecer os meus? Provável.

Não sei. Não sei o que me parece mais provável de todas essas hipóteses. Na verdade, o melhor seria parar de formular hipóteses, mas minha cabeça funciona assim, desde criança... Formulando e testando hipóteses... O problema é quando está fora do meu alcance testar as hipóteses, como agora. Aí fico perdida... como uma gata que caiu do caminhão de mudança. :P

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APRESENTAÇÃO: Olá. Estou aqui como colaboradora (Muito obrigada pelo espaço, meninas!). Ando completamente perdida no mundo dos solteiros, desde que terminei um relacionamento longo. Tive que começar a escrever sobre isso para não surtar. Se não escrevo, os pensamentos ficam girando na minha cabeça, como numa máquina de lavar roupas. Se escrevo, parece que joguei-os no cesto de lixo e fico mais leve. Se alguém aí também estiver perdidaça como solteira e se identificar com o tema, pode me acompanhar em http://gataquecaiudamudanca.blogspot.com . Obrigada! :)

- A Gata que caiu da mudança

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Postado por CF às 22:09 6 comentários

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Infância Policamente Correta


Os pais conservadores que me desculpem, mas a infância de hoje é tão super protegida que não tem graça nenhuma.

Colocar desenhos no perfil do Facebook me traz saudades do tempo em que a infância não era politicamente correta e as crianças eram apenas crianças e não mini-adultos. Hoje, ao invés de brincar, as crianças assumem compromissos cada vez maiores em prol de garantir um futuro decente e superestimado e esquecem do presente. O grande problema da atualidade são os pais que decidem ter filhos, mas só querem arcar com algumas responsabilidades e o resto a babá que se vire. A desculpa são as influências exteriores que põe em xeque a formação de caráter da criança, e não a falta de assistência. Condenam os jogos de videogames ou os programas de TV como os grandes vilões deturpadores infantis. Ora faça-me o favor! O caráter é resultado da criação que se recebe.

Ninguém ataca um casal gay na rua por causa do jogo Tal, mas porque os pais não o ensinaram a respeitar as diferenças e provavelmente justificava ações contrárias como “isso é coisa de viado”. Ninguém estupra porque o programa de TV mostrou que isso é certo, mas porque não aprendeu a ouvir “não”. Ninguém mata por causa dos filmes, mas porque não foram impostos limites. Ninguém invade a tiros uma escola infantil porque sofreu bullying, mas porque os pais não deram atenção às queixas e orientaram o filho a lidar com a situação. Aliás, ninguém insulta gratuitamente o outro por causa de jogo, programa ou qualquer coisa que acusem de causar ruptura de caráter, mas porque os pais não souberam educar, escutar e acimar de tudo, não ensinaram a respeitar. É muito mais fácil transferir a culpa do que assumir a falha. Pais negligentes são os verdadeiros vilões.

Não quero criar polêmica, mas realmente acho que cercar as crianças de todos os lados não a fará um adulto melhor. Sou do tempo em que a alimentação não tinha que ser obrigatoriamente saudável, os chocolates tinham formatos de cigarros, os meninos brincavam com arminhas de brinquedo, e os ícones da época não eram em nada corretos: o Bozo era cheirador, o Mussum bêbado e a Vovó Mafalda era, na verdade, um homem transvestido de mulher. E mesmo assim, crescemos muito bem. =)

A maldade está nos olhos do adultos cri-cri’s que enxergam no desenho violência e apologia homossexual, sendo que o que a criança vê são apenas super-heróis combatendo o crime com a ajuda indispensável do amigo. A decodificação perversa vem de cima. Ou vai me dizer que foi você quem percebeu o pênis na capa da “A Pequena Sereia”, e consequentemente se tornou um pervertido ao assistir o filme?

Tantos “cuidados” não preparam crianças para se tornarem adultos sensatos, mas hipócritas que se indignam com um propaganda de lingerie alegando ser preconceituosa e depreciativa à imagem feminina, mas que vai para o bar e chama de gorda a moça da mesa ao lado. E porque não veem problema das meninas brincarem de casinha? Ao meu ver, isso também é depreciativo, já que reforça a ideia de que o papel da mulher é de servir a casa, aos filhos e ao marido somente (mas isso é outra discussão).

É claro que deve haver um controle do que chega até as crianças, mas particularmente não acho que se deve podar todo o tipo de influência externa, pois dessa forma não há auxílio dos pais em criar filhos que saibam discernir o que é certo ou errado e se transformam em adultos passivos que aceitam tudo que lhe é dito, sem argumentar ou raciocinar sobre aquilo. É conversando e orientando aos filhos que aquilo que se vê na TV ou no jogo não é como se deve agir na vida real. Este sim, na minha opinião é o dever dos pais. Pais devem ser pais e não representantes da Santa Inquisição dando nova roupagem ao Index.

Não sei quanto a vocês, mas o que fundamentou minha formação foi o modo como meus pais me criaram e não o que eu via ou brincava. Eles me mostraram que o mundo não é bonitinho, mas somos nós separamos o joio do trigo; souberam falar sim e não na hora certa; me deixaram de castigo quando aprontava; me deixaram subir na árvore, mesmo sabendo que eu podia me machucar; e me ensinaram a respeitar o outro, independente da minha opinião; e graças a deus não me superprotegeram, mas que educaram sem me privar de diversão.

Pai, Mãe, obrigada por me ensinarem a ser sensata e humana sem deixar a vida chata e monótona.


Follow me: @claris_simao
E-mail me: claris@corporativismofeminino.com


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Depois de meses sem postar nada, estou de volta. Nesse tempo eu fiquei desempregada, briguei com as coleguinhas, formei, arrumei novo emprego, enchi a cara e conheci novas pessoas. Não me aconteceu nada demais, nada de muito novo, apenas falta de criatividade e inspiração para escrever para o CF. Mas agora estou de volta!

Beijos! ;)


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Postado por Claris Simão às 08:00 2 comentários
 

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