quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tá rindo do quê?

Pra começar, que fique bem claro que aqui eu excluo as comédias românticas (que são um vício de infância) e as comédias comédias realmente boas, que são pouquíssimas, mas que terão seu espaço mais pra frente.
Talvez eu seja meio old fashion nesse sentido, mas quando, qual foi o exato momento em que “pinto” e ‘cocô” viraram elementos de comédia? Quando alguém riu disso pela primeira vez? E é isso. Esse pra mim é o maior dos problemas com os filmes desse gênero de hoje em dia. Os elementos que deveriam dar o tom de comédia, são simplesmente, sem graça nenhuma, pra não dizer também de extremo mau gosto.
Ao mesmo tempo eu vejo que tem muita gente que dá risada nesses filmes, então pode ser algum defeito meu de fabricação, mas de qualquer forma, pra mim, não dá! Tá todo mundo rindo e eu passando raiva. Aliás, fui assistir “Passe Livre” outro dia, até rolou uma risadinha ou outra, mas senhor do céu, o que faz alguém achar que o pinto grande de um negão é hilário? Ou que uma mulher espirrando e acidentalmente, com o perdão da palvra, cagando na parede do banheiro inteira, tem algum elemento cômico? Eu devo ter matado essa aula ou, com prazer, reprovado na matéria, porque não entendo, apelação não tem graça!
Lógico, isso tudo vale pra mim, é uma opinião. Assim como eu também acho desnecessário e sem graça um monte de bunda gigante de fora no programa “humorístico” Pânico na Tv. Cada graça é uma pra cada um e provavelmente essa é uma fórmula que funciona pra muita gente. Índios talvez não achem graça em ver gente se estabacando no chão, eu acho. Não precisa de muito para superar o nada que andam esses filmes de comédia no meu conceito. Pra não dizer “nenhum”, eu sou super fã de “Se beber não case”, exatamente por ser um humor bem dosado, o besteirol e as piadas inteligentes.
Piadas inteligentes! Alguém mais é The Big Bang Theory freak? 0/ ISSO é humor e olha que engraçado, sem bunda, sem espancamento, sem ninguém bebendo esperma sem querer (sim, porque isso é nojento, não engraçado). É uma série de humor bem feita, assim como Friends.
Deixo vocês com duas cenas de comédia de verdade… Ah, e não, eu não estou pagando de cult, porque achei Charles Chaplin engraçado. Assista e tire suas próprias conclusões. Fica difícil rir de bunda depois que você aprende a rir direito.
Luzes da Cidade:

Se beber não case:

E vocês, acham o que de tudo isso?
Sigam! @_thaprado
Post previamente publicado no meu blog pessoal


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Postado por Thaís Prado às 21:37 9 comentários

segunda-feira, 25 de abril de 2011

PROMOÇÃO: MULHERES FRANCESAS NÃO DORMEM SOZINHAS!



A autora é neta de francesa que já na infância observava a elegância e o charme da sua avó. Nos pequenos gestos e detalhes do vestiário ela percebeu que a mulher francesa era sedutora e segura. A proposta do livro não é ensinar as mulheres a se comportarem de uma determinada forma para atrair homens. Embora o título seja "Mulheres Francesas não dormem sozinhas", o objetivo não é se tornar uma "mulher fatal".

Se você adotar um estilo de vida mais charmoso e descontraído, a atração dos homens - e amigos - por você acontecerá normalmente. Na obra as mulheres francesas são abordadas de maneira idealizada, a autora traz isso à baila o tempo todo. Sabemos que as pessoas são diferentes e, obviamente, que as francesas são diferentes, o que se evidencia no livro é o estilo de vida delas, como se portam, como comem, cozinham, reúnem os amigos, conservam suas amizades e mantém seu círculo social. A intenção é extrair o melhor do comportamento das francesas para nossas vidas. A autora entrevistou mulheres francesas de todas as idades e reuniu um pouco de suas artimanhas e atitudes misteriosas, charmosas e elegantes.

Já no primeiro capítulo, você se surpreende com o aprendizado: "Francesas não marcam encontros". Pois é, elas reúnem os amigos e não se colocam em situações de "primeiro encontro" que mais parecem "uma entrevista de trabalho". Se você já marcou um encontro, deve saber que essas saídas só tornam as coisas fingidas e muito tensas - Além de não serem nada sedutoras.

O livro é bem gostoso e fácil de ler. Bem dividido em tópicos, sempre exemplificando uma situação cotidiana. O que me chamou atenção é que tudo é bem dirigido a nosso mundo moderno (e a nossa realidade). É um livro para ser lido por todas as mulheres, estando ou não solteira. Porque (que fique claro), o objetivo não é abocanhar um macho, mas atrair boas companhias.

O Blog Corporativismo Feminino, em Parceria com a Editora Objetiva, sorteará nas Redes Sociais - Facebook e Twitter - e aqui no próprio blog alguns exemplares do lançamento "Mulheres Francesas Não Dormem Sozinhas". Para isso, fique atenta. Sortearemos vários exemplares!

O sorteio já está rolando no FACEBOOK.
Para participar:
- Você precisa CURTIR a página do Corporativismo Feminino no Facebook:
- CURTIR a mensagem da promoção no Facebook:
http://www.facebook.com/corporativismofeminino/posts/197136830327778

- E comentar na mensagem da promoção no Facebook: "Eu quero", com seu nome, e-mail, cidade, estado.


Se você não tem facebook, pode também concorrer a um exemplar por aqui.

- Basta seguir publicamente o Blog Corporativismo Feminino pelo Friend Connect do Google (aqui na lateral)

- E preencher o formulário abaixo:



ATENÇÃO:
- É permitida a participação no Facebook e no blog. Porém o ganhador será contemplado uma única vez.
- Promoção válida apenas para o território brasileiro.



Leia a sinopse oficial do livro no site da Editora Objetiva:

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Postado por Sarita às 22:00 0 comentários

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O confuso papel do homem na sociedade


Anos atrás o homem era o provedor e o caçador. Era o mamífero ativo, com atitudes firmes. Hoje vejo que os homens não sabem ao certo como se portar. Onde pôr as mãos e para que câmera olhar. Quando desejamos um homem, vamos à luta. Arregaçamos a manga, sem pudor. E ora eles se assustam com essa atitude outrora máscula, ora se acomodam - Deixando de praticar sua virilidade.

Uma nova espécie de homem surgiu: o metrossexual. Aquele que faz a sobrancelha, as unhas e lifting facial. Sobrou tempo para isso, não há uma família para ser administrada. Sobrou tempo para ficar bonito e apresentável. Eles deixaram de ser o sexo rude, de mãos grossas para ter mãos manicuradas. Homens não precisam mais saber trocar lâmpadas ou entender de mecânica - Isso até pode estragar a sua camisa bem passada. As mulheres não precisam saber cozinhar ou limpar uma casa - Estamos no século XXI, não é? Por que a mulher vai bancar "a empregadinha"? Quer dizer, "não precisam", mas ambos deveriam administrar atividades no geral. Se querem essa INDEPENDÊNCIA tem de saber cozinhar, passar e trocar pneu. Há uma grande balburdia aí. O papel de homem e mulher não se distinguem. Já não há mais profissões estritamente masculinas. Pois bem, façamos tudo. O homem moderno cozinha, lava e passa. A mulher moderna não quer se sujar com isso. O homem moderno não se sente mais obrigado a entender de mecânica. A mulher moderna, querendo bancar A Feminista Alfa, se torna um ser DEPENDENTE que não sabe cuidar das suas próprias calcinhas, pois prefere aprender mecânica. E assim vamos!

As mulheres que em sua maioria querem um matrimônio foram prejudicadas. Afinal nesse mundo moderno o que mais fazemos é sexo sem aliança (e talvez somente sem ela). Qual é o atrativo do homem querer o casamento, então? Eles não sabem se casam mais, não sabem se isso será bom o suficiente. Por que casar se eles podem ter uma perna aberta em cada esquina? Para a mulher talvez o matrimônio seja um atrativo pela segurança, filhos ou cobrança social. Mas para o homem, qual é o atrativo nesse mundo tão moderno?

Estamos pagando contas de motel, dando nosso telefone sem que eles peçam. Estamos fazendo com que os homens se encolham cada vez mais com nossa competência feminina. Será que com a evolução de nós, mulheres poderosas demais, os homens conseguirão manter o falo erguido?



Até a próxima,
@A_Sarita
sarita@corporativismofeminino.com


* Texto cheio de ironia. Adoro o mundo moderno, mas esse mundo moderno fez O Masculino se encolher.

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Postado por Sarita às 10:21

terça-feira, 12 de abril de 2011

Devassa - EU?!

Eu sempre falei que nunca, jamais nem fu eu iria me envolver com alguém casado ou comprometido. Me fodi bonito.

Ele era um meio amigo da época de escola, que com o passar do tempo perdi contato e nunca mais vi. De repente me vi falando com ele no MSN, me encontrando com ele para conversar, e ele falava do namoro patético que estava morno quase frio já. Virei confidente, sabia das crises, da falta de interesse, das muitas vezes que eles não transavam. De repente me preocupei, pq numa das vezes que nos vimos senti muita vontade de beijar ele, e no fundo a gente sabia que ia acaba acontecendo... Não deu outra, o beijo aconteceu e a gente se envolveu.

Eu ouvia ele me falar que há tempos não sentia aquilo que estava sentindo por mim, promessas e tantas outras coisas. Trocávamos sms o dia todo, e eu acreditava de verdade que o namoro-matírio dele estava com os dias contados. Eu desaprovava total o que eu estava fazendo e a gente conversava muito sobre isso, mas era inevitável e toda vez que nos víamos não tinha jeito que desse jeito. Numa noite saímos, e conversa vai, conversa vem, e enquanto a Sandy precisou de 1 milhão para se tornar a garota Devassa, eu só precisei de alguns chopps e algumas caipirinhas...

Foi mal, não deu pra segurar e acabou acontecendo. E não adianta eu falar que foi culpa da bebida pq eu sabia muito bem o que estava fazendo, tanto que a cena se repetiu semanas após. Mas como todo mundo sabe, contos de fadas e príncipes encantados só existem nas pré-escolas e comigo não seria diferente, o príncipe virou sapo e o namoro-café-com-leite continua firme igual prego na areia, mas continua...



Sabe aquela história do “só acredito vendo?” pois bem. Eu descobri que eu não desisto do que quero, mas que posso muito bem simplesmente deixar de querer...

Levantei, ajeitei a “peruca”, subi no salto novamente tipo Like a Lady... E a vida continua né mermo?

Continuo na labuta a procura da batida perfeita... (ou seria namorado perfeito?)


Para doses de tequila, chopp ou caipirinhas, chama eu. o/


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Postado por Tati às 23:52 22 comentários

sábado, 9 de abril de 2011

A Mulher Ideal



Já repararam em como a mídia projetou a imagem da mulher ideal? Ela é magra, bonita (bonita não, glamourosa), bem sucedida, casada, mãe e...tchan tchan tchan tchan...DONA DE CASA. No casa da personagem acima, ela é casada, mas está no caminho. E não pensem que esta imagem se resume apenas à ditadura da mídia, há estudos que pesquisam sobre a “TERCEIRA MULHER”, que embora está muito mais preocupada com sua carreira, não consegue se desgarrar dos conceitos que lhe foram impostos e isto faz com que ela continue responsável por cuidar da casa, dos filhos e do casamento, sem se descuidar da aparência. Desculpa sociedade, mas essa mulher não existe.

Ô Claris, como assim não existe? Existe sim! Eu sou casada, tenho filhos, sou vice-presidente da empresa onde trabalho e estou sempre preparada bem arrumada.

Ah vá! Então quer dizer que se eu aparecer no meio do expediente sua maquiagem vai estar impecável, seu cabelo um brinco e os pés não estarão doloridos do salto? DU-VI-DE-O-DÓ!

E você realmente vai chegar em casa louca de vontade de preparar o jantar pro maridão? E ajudar as crianças a fazer aquele dever de matemática que você nem se lembra mais como é que faz?

Danuza Leão escreveu um texto chamado “Mentiras” e aborda justamente essa situação que nos foi imposta. Essa imagem projetada esta repleta de mentiras no seu significado. Porque não entra na minha cabeça que nenhuma mulher em sã consciência vai chegar cansada do trabalho e vai cuidar da casa com um sorriso nos lábios. Oh delightful! Só que não.

Uma coisa é você, assim como eu, não ter grana para bancar uma empregada e ter sim que arrumar o seu cantinho senão vira um chiqueiro. Outra coisa é você me falar que A-DO-RA varrer o chão e todos os outros afazeres domésticos, e dispensaria qualquer possibilidade de contratar alguém para fazer o seu trabalho, porque afinal ele é seu. Você é mulher e é seu dever cuidar do lar. E faz tudo isso sem deixar de ser bonita e sensual.

ME DIZ BRASIL, QUE MULHER QUE TRABALHA E CUIDA DO LAR QUE TEM TEMPO PARA FICAR BONITA E SENSUAL?

Eu faço unha toda semana no salão, é o luxo que eu me dou de presente porque eu não sei fazer unha em casa e mesmo que soubesse, não tenho paciência para fazer. Mas é um saco ter que fazer somente aos sábados com o lugar lotado de gente, porque os salões só ficam abertos até as 18h, com muita sorte até as 19h. Aqui em BH, eu só conheço UM salão que fica aberto até as 21h, e mesmo assim cobra 32 reais para fazer o pé e a mão. 32 REAIS, BRASIL! Desse jeito, meu salário vai ficar todo no salão. Prefiro continuar no salão lotado (e deixar só a metade do salário lá)!

No prédio onde eu trabalho tem três salões de beleza. Essa semana, desesperada para fazer unha, perguntei para os três quanto era o serviço e o horário de funcionamento. “Até às 17h”. WHAT??? Então pra frequentar esses salões têm que ser dondoca, né?

(Idéia: criar um salão 24h em BH.)

Enfim, vou parar de falar dos salões porque isso é assunto para outro post. Não vamos gastar inspiração, porque né? A coisa aqui ta osso!

Voltando ao assunto, eu já escrevi neste texto sobre a minha falta de habilidade em ser dona de casa e reitero aqui sobre isso. Odeio serviços domésticos mais do que odeio (15 minutos pensando) fígado com jiló. Infelizmente não nasci afortunada e tenho que encarar esse meu ódio (quase) todos os dias. Mas que odeio, eu odeio. Acho que a única coisa que eu gosto é de cozinhar (o que não quer dizer que eu saiba muita coisa), mas me pede para fazer qualquer coisa na cozinha depois do expediente pra você ver!?

Essa imagem que temos da mulher é idealizada. É esse Ideal que compramos, e por mais detestável que seja o papel que ele nos submeteu, temos de pensar que é isso que nos faz ser uma mulher completa: aquela que estuda, trabalha, cuida da casa, dos filhos, do marido, do gato, do cachorro, lava, passa, cozinha, canta, dança e representa. E sempre achando tudo isso glamouroso e se sentindo privilegiada por exercer este papel. Como as mulheres dos anos 50, só que agora com o plus de ter também a obrigação de ser bem sucedida na carreira.

E enquanto o FDP do marido tá jogado no sofá assistindo futebol, tomando cerveja e arrotando.
ISSO É JUSTO???


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Postado por Claris Simão às 13:35 19 comentários

domingo, 3 de abril de 2011

A garota mais popular da escola e eu.




O bullying tem sido a manchete de tantas notícias que eu comecei a rememorar minha infância na escola. Nunca fui uma garota comum. Eu tinha cabelos curtos, era alta demais para minha idade e não tinha o peso ideal. Eu não usava os mesmos objetos das minhas colegas de turma, só usava o que achava bonito. Nunca tive uma bolsa company ou um kichute, achava-os feios e sem graça. Eu sempre convivi bem comigo. Já me apelidaram de coisas depreciativas que envolviam meu cabelo ou a forma física. Mas eu tento lembrar se isso de alguma maneira me afetou, e não consigo dizer que sim.

Lembro de ter alguns poucos amigos, os que estavam fora dos padrões. Lembro do meu pai alcoólatra que nunca me levava às aulas e, por isso, eu ia de carona com a garota mais popular da escola que era minha vizinha. Aquela que era paquerada incondicionalmente e que todo ano era a rainha/princesa de alguma coisa ou estação. O que mais me intrigou (e que só agora parei pra pensar) é que na época eu pegava carona com ela, mas na escola, embora chegássemos na mesma hora, quem tomava notificação/reclamação da escola por atraso era só eu. Ela saía ilesa. Sempre. Embora eu estivesse pronta às 6h30 da manhã na sua calçada, esperando-a sair com a sua família bem estruturada, eu era punida por não conseguir chegar no horário correto das aulas. Agora fico mais intrigada ainda, será que a beleza compra até o horário que você chega em algum lugar? Não sei.

Minha "amiga popular" não me cumprimentava publicamente. Sempre emitindo risinhos com suas amigas nanicas e esbeltas quando eu passava. Eu chegava até a rir junto com elas. A verdade é que o bullying talvez nunca tenha "pegado" comigo. Eu gostava de não me sentir igual aquelas garotas. De não ficar de risinhos nos corredores. Eu preferia jogar bola com os garotos e escutar escondida os discos de rock do meu irmão. O tempo passou, comecei a ir de ônibus para escola. Meu pai não iria perder tempo com isso, eu entendi. Acabei saindo do lugar onde a garota popular estudava. Acabamos nos cruzando em outras escolas, mas embora eu fosse sua amiga de infância, sentia que ela achava inconveniente aquele vínculo. Por muito tempo ouvi seus risinhos irônicos na minha direção e o mais sensato foi fingir que não a conhecia, o que para ela foi um alívio.

Não demorou muito para perdermos absolutamente o contato, porém o vínculo com amigos em comum acabava por nos deixar saber notícia uma da outra. Soube que ela casara com o primeiro namorado e não tinha filhos. Os anos passaram mais um pouco, eu engravidei sem casamento, com o quarto namorado, eu acho. E estranhamente nossas vidas se cruzaram de novo através de uma amiga em comum que me convidou para um jantar. Chegando lá encontrei a moça popular com um corpanzil e um filho numa cadeira de rodas. Seu marido, contou-me nossa amiga em comum, era infiel. E que ela desenvolvera problemas com o álcool, como uma espécie de escape. Choquei-me com o fato, fiquei deprimida por um mês inteiro. Não, não me senti vitoriosa por meu filho ser saudável e por eu não estar num casamento falido. Não senti qualquer sensação de "Acho é bom". E não digo isso aqui porque é politicamente correto. Digo porque realmente o bullying que ela praticou comigo durante toda nossa infância nunca me afetou. Fiquei pensando muito em tudo, em como ela teve sucesso durante toda sua infância. Em como tirava notas boas e podia escolher qualquer garoto para "namorar". Pensei nas vezes que a sua roupa era a mais elogiada ou quando era a garota que dançava melhor lambada. Lembrei dos seus pais, trabalhadores, sempre presentes. Lembrei como ela segurou a mão do menino que eu estava super afim. Até lembrei quando meu pai me comparou com ela, dizendo que eu não era adequada. Lembrei dos apelidos pejorativos dirigidos a mim. Das suas piadas sempre engraçadas ou de como o seu cabelo era longo e tinha uma cor mel que todos admiravam. Lembro quando ela foi escolhida a mais bonita da rua, da escola e de qualquer lugar que ela pudesse freqüentar ou estar. Lembrei de tudo e achei injusto. Por que Deus lhe concedeu tanto conforto e depois lhe puxou o tapete?


Até a próxima,
@A_Sarita
sarita@corporativismofeminino.com


P.S.: Meu filho é um dos garotos mais populares da escola e sempre tenta trazer todos para o seu grupo, não admite que apelidos depreciativos sejam dados. Ele já foi à delegacia denunciar um garoto que batia em outros garotos mais novos. Ele não admite que atributos físicos sejam colocados na frente do que a pessoa realmente é. Não é à toa que no seu aniversário recebi tantos amigos, de todos tipos e formas físicas. Se eu puder me sentir vingada (se for o caso) é pelo fato do meu filho estar trabalhando essa conduta por aí. Isso me enche de orgulho dele, da pessoa boa e feliz que ele realmente é.

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Postado por Sarita às 21:10

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A arte de desistir.


"Perseguir seus sonhos" é uma expressão supervalorizada. "Ser determinado" é uma qualidade muito apreciada. Persistir. Ir até o fim será mesmo uma sábia coisa a ser feita? Se estamos focados demais, olhando demais pra mesma luz... Não deixaremos de notar as outras coisas? Coisas essas que não mereceram nossa atenção, mas poderiam nos levar ao nosso objetivo...

Quando saímos para comprar uma camisa branca deixamos de olhar para os sapatos, para as saias e casacos. Focamos na camisa branca. Olhamos apenas para ela, na direção dela e perdemos a oportunidade de comprar uma boa peça de roupa. Determinação, obstinação, chame como quiser, nem sempre é uma boa atitude - Ou nunca é. O que há de errado em se reinventar?

Mudar de planos e carreira aos 50 anos é determinação, a determinação de buscar o melhor, seja na costura ou na gastronomia. A obstinação para mim está longe de ser uma qualidade, é um defeito. O defeito de se limitar.

Desde os 11 anos, ao andar até o quadro negro - Um longo caminho, eu diria, já que eu sentava na última carteira - para ler uma de minhas redações, eu sabia que queria aquilo. Não os tremeliques da timidez. Eu queria ser lida. No entanto, eu me meti no caminho que pareceu fácil naquele momento, peguei umas vias mal iluminadas que me fizeram enxergar melhor quando a luz de outro caminho era apenas uma penumbra. Eu já desisti até de mim e que Clarice Lispector nem ouça isso, pois ela acha um absurdo desistir de si.

Já eu acho que desistir até de si é como reencarnar novamente no mesmo corpo, com outra perspectiva, outros ares. Não tenho tanto medo de perder o foco nem o chão. Vi pessoas demais morrerem ou partirem, e por que não posso partir e morrer de vez em quando?

Continuo desejando exatamente a mesma coisa dos meus 11 anos, tenho caminhado para isso, investido nisso, olhado para isso, mas se algo me distrair pelo caminho... Eu vou correr atrás do coelho branco.


Até a próxima,
@A_Sarita
sarita@corporativismofeminino.com

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Postado por Sarita às 10:41
 

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