terça-feira, 22 de março de 2011

Bruna Surfistinha - O filme (meu pitaco!)

Atrasada ou a tempo fui ontem assistir ao filme sobre a vida (até então) da dona Bruna Surfistinha. Eu preciso começar só deixando claro que tenho uma certa, justificada ou não, antipatia pela Deborah Secco, ela me dá um pouco de preguiça. Mas continuando...


Bom, na minha opinião, o filme começou bem...Fiz questão de ler algumas resenhas antes, acabei me preparando para as surpresas não tão agradáveis. As maiores críticas que li sobre o filme (concordando com a marioria), são relacionadas principalmente à relação filme/livro ("O veneno do Escorpião"), à adaptação que foi, aparentemente, falha. Eu não li o livro, mas pelo o que entendi, Raquel era de uma família com bastante dinheiro, além de ser cleptomaníaca, o que o filme abafa, martirizando-a. Entre outras coisas que se pode notar, A Bruna é sempre a vitima.

Não acho que isso seja necessário. Por exemplo, eu não gostei de "Meu nome não é Johnny", por alguns outros motivos, mas o que eu gostei foi que não aconteceu essa coisa chata de trazer o personagem como vitima, para que, sei lá, houvesse identificação com o público, ou para aumentasse o moral dele. Segundo o livro, Bruna criou o blog para despejar momentos de solidão, não para ficar famosa, como mostra o filme. Acho que o que eram problemas sérios na vida da Raquel real, acabaram frívolos no filme. Sua doença, suas reais angústias, foram transformadas em uma birra com os pais e a vontade de tomar conta de si própria, o que, na verdade, não é muito mais do que todos nós sentimos.

Mas o que a fez tomar a decisão de ser prostituta? O fato de que ela masturbava homens nas baladas, quando ainda morava com os pais, por rebeldia? Coisas que o filme não mostrou e que ficaram no ar. Apenas a cena do quarto com o colega de sala, que ela, aparece, mais uma vez, como vítima. Acho que a parte "curiosa" da história ficou de lado a troco de muita Deborah Secco pelada, o que no começo até fazia algum sentindo, mas que depois de 2 horas foi perdendo. Passou da personagem mulher-objeto, para Deborah Secco mulher-objeto. Achei desnecessário.


Talvez não tenha sido a potencial melhor adaptação do livro, ou da vida da moça, mas o filme não é ruim, também não é bom.

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Postado por Thaís Prado às 01:21

9 comentários:

Jeeeee \o/ on 22 de março de 2011 09:37 disse...

mt bom o post ;)

Eu li o livro.. nao quis assistir o filme...

Mas achei totalmente improprio... ate pq ela era de familia rica e começou se prostituir pq quis... Achei que ela romanceou a prostituição de uma maneira q se uma adolescente ler tiver meio que a cabeça fraca, vai seguir o exemplo pelo simples motivo q de a grana vem facil e pelo (mal) exemplo de superação dela.

Beeem diferente da Cristiane F. que descreve a realidade nua e crua...

É deprimente um pais com tanta historia interessante pra contar, produzir um filme vazio como esse.

Talento disse...

Eu li o livro e assisti o filme. Achei uma porcaria. Ficou tudo cor de rosa, não gostei. Como já foi dito, se alguma menininha cabeça fraca assistir ao filme é bem capaz de se encantar com a vida de prostituta e sair se vendendo por aí.

Chris Luchini on 22 de março de 2011 21:12 disse...

Na ficção é tudo muito bonito não?!
Amiga, se vc gosta de sapatos passa na minha loja www.gatadesalto.com.br e tô fazendo um sorteio no meu blog o www.chriscares.com.br.
bjok!

Bianca disse...

Totalmente desnecessário foi a Debora Secco nua em todo o filme! Eu fiquei com vergonha por ela!

Deja disse...

Eu fui cliente da Bruna, também fui cliente da melhor amiga dela, pouco antes dela deixar a profissão...

Uma vez quando fui visitar a Gabi e conheci a Bruna, ela me disse "Não vai com ela, vou com você de graça", tempos depois no formspring ela me respondeu que era uma cantada barata padrão para quando aparecia alguém que ela achava gato... Quero dizer, o jeito dela era diferente, possui mesmo uma personalidade ímpar.
Ela não era a mais bonita, mas o diferencial era o atendimento mais caloroso, pouco comum entre garotas de programa que normalmente são frias, mecanizadas.


Mas bem, não gostei do filme, muita glamourização da prostituição, bem como outros filmes que colocam glamour na vida do tráfico. Mas dá audiência, né? As pessoas gostam.

Eu nem queria ver o filme... mas não tinha nada melhor pra ver...

Sarita on 23 de março de 2011 10:17 disse...

Comentário-babado o do Deja. hahahahaha

Depois de ler a entrevista na Marília Gabriela, compreendi mais a "coisa toda". Primeiro a Debora Secco nem se comunicou com a Surfistinha para compor o personagem, de certa forma foi para não ficar caricata. O que não sei se foi válido, já que conseguiram trazer um esteriotipo PLURAL pro personagem-prostituta.

Não acho o filme uma boa ideia, talvez porque eu tenha um irmão adotado. Sabe? Até a própria Bruna se preocupa com esse tipo de abordagem, já que ela enfatizou que foi muito PROTEGIDA pela mãe blá blá. Cara, se bate vira bandido. Se protegera, vira puta? Sei lá, não devemos culpar ninguém. Índole, caráter, vontade cada um tem e fim. Ela tinha a vontade de dar pro mundo, como uma espécie de carência galopante. Foi isso o que passou PARA MIM.

Meg disse...

Resolvi comentar aqui depois que vi o filme hoje. Olha, nao li o livro, mas me falaram que o filme nao foi totalmente fiel ao livro. Sinceramente, nao gostei e nao vi o pq de fazer um filme tb sobre a vida de uma pessoa baseada num livro se nao for exatamente aquilo q aconteceu.
Quanto a estetica do filme achei totalmente desnecessarias todas aquelas cenas de sexo. O filme poderia ter sido feito sob outro vies, a personalidade da Raquel, seus verdadeiros motivos, objetivos, etc. Acho que teria sido bem mais interessante, do jeito q ficou pareceu um filme sem comeco nem fim...
Enfim, essa foi minha humilde opiniao.

Dani on 23 de março de 2011 21:56 disse...

Eu também escrevi um post com minhas impressões sobre o filme e parece que todo mundo teve impressões parecidas.

A história não tem profundidade e sequer sugere um conflito. Além disso, apresenta a prostituição como uma opção sem motivação para ganhar dinheiro.

Triste que o que poderia ser um puta filme na verdade tenha se prendido simplesmente ao vendável, resultando num longa estritamente comercial.

http://pontorouge.blogspot.com/2011/03/bruna-surfistinha.html

beijo rouge

Dani

carlota on 24 de março de 2011 10:58 disse...

putz,quem achou que o filme tá cor de rosa sópode estar de brinks! cara, que coisa mais horrenda! acho que o filme mostra muito bem a vida dura e sem glamour das meninas de programa e acho que Deborah deu um show! Tb assisti a entrevista com a marília e fiquei bolada com o papo da bruna querer ser mãe. na boa? posso até ser execrada aqui,mas assim como ela fez a opção de sair por aí sem medir consequências como ela mesmo disse, devia se tocar e não colocar filhos no mundo, filhos estes que terão que assumir as consequências da vida da mãe, coisa mais chata!!! ela que diz não terrespeitado o amor dos pais,principalmente da mãe, devia botar a viola no saco e deixar de ser egoísta,pohha! beijos e valeu!!

 

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