sábado, 31 de dezembro de 2011

Resoluções de fim de ano OU Que tal ser um pouco clichê dessa vez?




Comecei 2011 muito desanimada. Ainda brigava com Deus por meu filho ter perdido o pai. Jurei que seria mais outro ano, sem muito para aprender. Mas eis que...

1. Aprendi a viver "só por hoje" e aplico isso em tudo que faço.
2. Aprendi a concentrar a vida nas ações.
3. Aprendi a amar, de verdade, mesmo ficando solteira cada mês do ano. E amar é querer que o outro seja muito muito muito feliz, mesmo que você não esteja em seus planos.
4. Aprendi a me amar. E isso foi a coisa mais difícil de se aprender.
5. Aprendi a comer, mas continuo aprendendo.
6. Aprendi que preciso amar mais as coisas que tenho para não sentir saudades delas no futuro.
7. Aprendi a correr 8kms.
8. Aprendi a estender a mão, mas ainda estou aprendendo.
9. Aprendi que existem homens bons, de verdade. E os canalhas também existem, mas isso não é da minha conta.

E agradeço a Deus por tudo abaixo:
1. Oportunidade de ficar sozinha, sem homem, para aprender a chamar um garçom na mesa, dirigir meu próprio carro, escolher minhas próprias roupas e viajar para onde eu quiser.
2. Oportunidade de trabalhar com uma pessoa tão genial, divertida e carinhosa como é minha chefe.
3. Oportunidade de rever os amigos e a família, chorar e sorrir com todos eles.
4. Oportunidade de ser mãe de um menino muito muito muito feliz.
5. Oportunidade de abraçar irmãos de verdade e saber, de coração, que não estou mais sozinha.
6. Oportunidade de olhar o espelho e ver Deus olhando de volta.
7. Oportunidade de me aproximar de Deus.

Neste ano (que é só por hoje), minhas resoluções não são mais perder peso, nem arranjar um emprego. Também não desejo ter um namorado. O que eu desejo é continuar aprendendo, mesmo que isso signifique ficar "solteira", porque seria blasfêmia dizer que estou sozinha.

Isso é legal de fazer, hein? De vez em quando é bom ser um pouco clichê.

Façam também e compartilhem comigo! =)
@A_Sarita
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Postado por Sarita às 00:49

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Divã Cinematográfico - "Timer"

Assisti Timer hoje, uma comédia romântica(?) bem diferente. Não sei se gostei muito, na verdade o filme em geral é bem bobinho, mas traz algumas discussões interessantes. Em resumo, vive-se num mundo onde  existe uma aparelhinho chamado "Timer", que promete dizer a data exata que você encontrará sua alma gêmea. 


Num mundo como o de hoje, onde as pessoas precisam mais do que nunca de certezas e provas científicas, calculem o sucesso de um brinquedinho desses. A pergunta que fica no ar durante todo o filme – É realmente melhor saber? Um dos efeitos que aparecem no mundo pós Timer do filme , é que as pessoas não “perdem” mais tempo namorando, conhecendo outras pessoas se não puderem ter certeza que aquela é a sua alma gêmea. Por exemplo, você sabe que vai encontrar o amor da sua vida quando fizer 48 anos (que é o caso de uma das personagens do filme), o que fazer? 

Um diálogo que eu achei muito interessante e me fez refletir foi esse:

- Você acha que antes do Timer eles pensavam assim, que só acontece uma vez? A expressão "primeiro amor" não implica que teria um segundo e um terceiro?

Na cabeça das duas personagens principais do filme, a princípio nem passa a ideia de que seria possível encontrar um outro amor que não sua alma gêmea. Os amores são válidos. Num mundo onde a tentação por certezas e garantias é cada vez maior, não podemos deixar de acreditar que todas as experiências também são válidas. A vida merece ser vivida com não um grande amor, mas alguns. Acredito demais no amor pra acreditar que existe um só - pra vida toda. 


O que vocês acham?



Sigam! @_thaprado


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Postado por Thaís Prado às 19:53 2 comentários

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

100% você, com gelo e sem limão

Uma coisa é o famoso tiro no pé, o problema é que, no meu caso, o tiro é sempre de metralhadora. Quem noonca? Você sai com alguém, resolve ser espontânea, natural, 100% você, correndo dois riscos, o do cara gostar e você sair meio com o pé atrás ou do cara não gostar e você sair frustrada com você mesma. – Ninguém me aceita do jeito que eu sou! O problema não é esse, a verdade é que ninguém tem a obrigação de te engolir num primeiro encontro. De se encantar com a sua (minha) verborragia alucinada, com tudo de bom e de ruim que você tem a dizer sobre você mesma. Agora, como controlar? Se eu começo a falar, não tem jeito, já sei que não paro tão cedo. E quando vejo, antes fosse só um tiro no pé, mas já estou com metade da perna pra ser amputada and counting.

Começa como um encontro normal e tímido, até acontecer o temido “começamos a nos entender”. Aquela ansiedade em querer tudo, querer saber tudo e contar tudo,  faço melhores amigos em segundos, alguns julgam outros, permanecem. 8 ou 80. Se eu não estou falando é porque não gostei de você. A detalhada história da minha vida (se der tempo, dos meus familiares também), todas as minhas crenças, angústias, expectativas que, basicamente, variam de meia em meia hora.  O mais incrível? Normalmente ninguém perguntou. Vaca amarela way of life a partir de hoje? Nah, seria chato.

Enquanto eu estou mirando no meu pé, pode ter um mirando na minha cabeça, mas a vida segue!



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Postado por Thaís Prado às 11:30 3 comentários

domingo, 23 de outubro de 2011

E quando no coração cabem dois?



Há alguns dias esta frase "Se você acha que ama duas pessoas ao mesmo tempo, escolha a segunda. Porque se você realmente amasse a primeira, não teria uma segunda opção" se alastrou no Facebook, tal como a sujeira no seu scarpin de camurça. E todo mundo saiu compartilhando e curtindo. Eu não concordei. Já amei dois caras ao mesmo tempo. 

Sabe aquela série "Aline"? Acho que foi tudo o que sonhei naquela época. Não precisar me desvencilhar de um para ser feliz. Pois toda vez que optava por um cara eu adoecia literalmente. Sei que parece coisa de mulher safada, mas amava os dois. A personalidade de um não vivia sem a personalidade do outro. Claro que essa história não terminou bem.

Para começar, o primeiro homem era meu namorado há pouco menos de 1 ano. Tínhamos uma história bem bonita. Coisa de cinema mesmo, sabe? Com direito a primeiro encontro no estilo Filme Norte-Americano. A primeira vez que nos vimos eu havia entrado no cinema com umas amigas e não tinha mais ingresso à venda. Ele ficou de fora. Ficamos nos encarando através do vidro fumê e não podíamos no tocar. A sessão ia começar e eu o deixei rindo para o vidro fumê enquanto tropeçava para encontrar um lugar no cinema.

O segundo apareceu-me num show de hardcore. Era bem mais jovem do que eu. Fazia coisas para me impressionar. Ligava para mim e dizia "Eu estou aqui embaixo no seu prédio e preciso te ver". Não tinha perspectiva de vida. Abandonara os estudos. Vivia deprimido e não cortava o cabelo há anos.

Fiquei muito confusa sobre quem realmente amava. E já posso perceber os olhos inquisidores de todos, dizendo que isso era paixão, safadeza, piranhagem, piriguetagem ou qualquer coisa que o valha, mas que não era amor. E eu digo sem constrangimento nenhum que amava os dois.

Acabei tendo que optar por um, não porque joguei limpo. A verdade é que o namorado descobriu através de conversas pelo computador que andávamos nos vendo pela madrugada. Adoeci quando o namoro terminou, não conseguia comer ou rir. E fiquei com o segundo cara. Ele agora ocupava o cargo de namorado e eu me sentia estranhamente infeliz.

Então tomei a decisão de romper com o segundo cara e perseguir o primeiro cara, o primeiro namorado. Foram meses de muito pedido de perdão, só faltei mandar aquele carro brega de declaração de amor. Até que ele, vendo todo meu desprendimento, conseguiu me perdoar e voltamos. Quando voltamos eu me sentia estranhamente infeliz por ter deixado o segundo cara. Mas rompi completamente com o segundo, sofrendo muito por isso. E o namorado às vezes me perguntava se eu tinha feito a escolha certa. Nunca consegui responder. Pois agora não podia voltar de novo para o outro. 

Não foi fácil. Eu pensava num e no outro o tempo todo. Um já tentou atropelar o outro. Os dois eram estranhamente diferentes, em físico e espírito. E eu podia ter sido a mulher mais feliz do mundo se tivesse ficado com os dois. E, claro, com os dois sabendo isso. Porque viver às escondidas, correndo e mudando o nome que sai da sua boca enquanto você suspira... Não é lá uma das atividades mais fáceis. Requer muito teatro, muita concentração e jogo, literalmente, de cintura!

E você concorda com a frase do facebook ou já amou 2 caras ao mesmo tempo como eu?




Até a próxima, @A_Sarita
sarita@corporativismofeminino.com


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Postado por Sarita às 17:22

sábado, 15 de outubro de 2011

Sumiu por quê?



Uma das coisas que me deixam mais perdida e triste nesse mundo dos solteiros, onde eu me arrependo amargamente de ter caído, é quando um cara com quem eu tou me envolvendo, já venho conversando há um tempinho, resolve sumir. Eu sempre acho que a culpa é minha, que eu devo ser uma criatura tão chata e louca, que os caras estão fugindo de mim em disparada para as montanhas! Minha autoestima não é das melhores e eu teria certeza absoluta de que é isso mesmo, sou chata, louca e ninguém me aguenta, se não fosse por uma coisa: os caras do meu passado hoje babam meu ovo. 0_o

Pois é, pois é, pois é... todos os homens que chegaram a ter uma importanciazinha na minha vida hoje são meus admiradores de carteirinha. Os que eu namorei de verdade hoje são grandes amigos meus, os melhores que tenho, embora não os veja muito. Os com quem eu me "enrolei" e até quis namorar, mas eles nunca se manifestaram em prol disso, hoje ficam de saudosismo, achando que deveriam ter me aproveitado mais. Até ensaiam propostas de "revival", mas foi mal aê, passado é passado, depois que eu tiro da cabeça, não pego mais, dá até uma aversãozinha.

Será que, fora os namorados que tive, que eram pessoas muito especiais, os outros caras só são capazes de reconhecer meu valor depois que já não me têm por perto? Que pasa?

Por que, diabos, ninguém reconhece meu valor no presente, caralho?????????? Alguém me põe no colo e me diz que vai passar e vai ficar tudo bem, por favor?????

Será que eu ando fechada, sem mostrar quem eu realmente sou, portanto só me admira quem me conheceu no passado? Algo me diz que um pouco é isso sim, mas não é tudo... Ainda tem alguma coisa que não consigo explicar... será que, por estar me sentindo perdida e com medo eu estou passando má impressão? Acho que um pouquinho pode ser isso também.... :pppp Mas ainda parece que falta alguma coisa para resolver esse mistério... Será que, por estar sentindo falta do carinho e da amizade que eu tinha quando tinha um namorido, eu tou indo com muita sede ao pote quando me interesso por alguém e tou assustando o cara? Mas que espécie de babaca se assusta com uma menininha que só quer carinho????????? Será que os homens andam tão idiotas assim?

Será que eu pareço que quero logo casar, prender, dominar e fagocitar o cara??? Mas eu nem quero nada disso! Eu sou uma das maiores defensoras da liberdade! Não confundir liberdade com promiscuidade. Liberdade que eu falo é que as pessoas possam, mesmo se relacionando, manter seus hobbies, seus gostos, suas atividades solitárias, suas viagens, que não tenham que ficar como que algemados um ao outro. Será que logo eu, que não prendo ninguém, ando parecendo que quero algemar???

Será que o anticoncepcional, com hormônio de gravidez, é que está me deixando louca e tudo isso é só paranóia da minha cabeça? E não existe nenhum grande mistério em torno disso, e a única coisa que aconteceu é que eu dei azar de, em 1 ano e 10 meses, não ter topado com ninguém que tivesse os mesmos valores que eu, para poder reconhecer os meus? Provável.

Não sei. Não sei o que me parece mais provável de todas essas hipóteses. Na verdade, o melhor seria parar de formular hipóteses, mas minha cabeça funciona assim, desde criança... Formulando e testando hipóteses... O problema é quando está fora do meu alcance testar as hipóteses, como agora. Aí fico perdida... como uma gata que caiu do caminhão de mudança. :P

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APRESENTAÇÃO: Olá. Estou aqui como colaboradora (Muito obrigada pelo espaço, meninas!). Ando completamente perdida no mundo dos solteiros, desde que terminei um relacionamento longo. Tive que começar a escrever sobre isso para não surtar. Se não escrevo, os pensamentos ficam girando na minha cabeça, como numa máquina de lavar roupas. Se escrevo, parece que joguei-os no cesto de lixo e fico mais leve. Se alguém aí também estiver perdidaça como solteira e se identificar com o tema, pode me acompanhar em http://gataquecaiudamudanca.blogspot.com . Obrigada! :)

- A Gata que caiu da mudança

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Postado por CF às 22:09 6 comentários

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Infância Policamente Correta


Os pais conservadores que me desculpem, mas a infância de hoje é tão super protegida que não tem graça nenhuma.

Colocar desenhos no perfil do Facebook me traz saudades do tempo em que a infância não era politicamente correta e as crianças eram apenas crianças e não mini-adultos. Hoje, ao invés de brincar, as crianças assumem compromissos cada vez maiores em prol de garantir um futuro decente e superestimado e esquecem do presente. O grande problema da atualidade são os pais que decidem ter filhos, mas só querem arcar com algumas responsabilidades e o resto a babá que se vire. A desculpa são as influências exteriores que põe em xeque a formação de caráter da criança, e não a falta de assistência. Condenam os jogos de videogames ou os programas de TV como os grandes vilões deturpadores infantis. Ora faça-me o favor! O caráter é resultado da criação que se recebe.

Ninguém ataca um casal gay na rua por causa do jogo Tal, mas porque os pais não o ensinaram a respeitar as diferenças e provavelmente justificava ações contrárias como “isso é coisa de viado”. Ninguém estupra porque o programa de TV mostrou que isso é certo, mas porque não aprendeu a ouvir “não”. Ninguém mata por causa dos filmes, mas porque não foram impostos limites. Ninguém invade a tiros uma escola infantil porque sofreu bullying, mas porque os pais não deram atenção às queixas e orientaram o filho a lidar com a situação. Aliás, ninguém insulta gratuitamente o outro por causa de jogo, programa ou qualquer coisa que acusem de causar ruptura de caráter, mas porque os pais não souberam educar, escutar e acimar de tudo, não ensinaram a respeitar. É muito mais fácil transferir a culpa do que assumir a falha. Pais negligentes são os verdadeiros vilões.

Não quero criar polêmica, mas realmente acho que cercar as crianças de todos os lados não a fará um adulto melhor. Sou do tempo em que a alimentação não tinha que ser obrigatoriamente saudável, os chocolates tinham formatos de cigarros, os meninos brincavam com arminhas de brinquedo, e os ícones da época não eram em nada corretos: o Bozo era cheirador, o Mussum bêbado e a Vovó Mafalda era, na verdade, um homem transvestido de mulher. E mesmo assim, crescemos muito bem. =)

A maldade está nos olhos do adultos cri-cri’s que enxergam no desenho violência e apologia homossexual, sendo que o que a criança vê são apenas super-heróis combatendo o crime com a ajuda indispensável do amigo. A decodificação perversa vem de cima. Ou vai me dizer que foi você quem percebeu o pênis na capa da “A Pequena Sereia”, e consequentemente se tornou um pervertido ao assistir o filme?

Tantos “cuidados” não preparam crianças para se tornarem adultos sensatos, mas hipócritas que se indignam com um propaganda de lingerie alegando ser preconceituosa e depreciativa à imagem feminina, mas que vai para o bar e chama de gorda a moça da mesa ao lado. E porque não veem problema das meninas brincarem de casinha? Ao meu ver, isso também é depreciativo, já que reforça a ideia de que o papel da mulher é de servir a casa, aos filhos e ao marido somente (mas isso é outra discussão).

É claro que deve haver um controle do que chega até as crianças, mas particularmente não acho que se deve podar todo o tipo de influência externa, pois dessa forma não há auxílio dos pais em criar filhos que saibam discernir o que é certo ou errado e se transformam em adultos passivos que aceitam tudo que lhe é dito, sem argumentar ou raciocinar sobre aquilo. É conversando e orientando aos filhos que aquilo que se vê na TV ou no jogo não é como se deve agir na vida real. Este sim, na minha opinião é o dever dos pais. Pais devem ser pais e não representantes da Santa Inquisição dando nova roupagem ao Index.

Não sei quanto a vocês, mas o que fundamentou minha formação foi o modo como meus pais me criaram e não o que eu via ou brincava. Eles me mostraram que o mundo não é bonitinho, mas somos nós separamos o joio do trigo; souberam falar sim e não na hora certa; me deixaram de castigo quando aprontava; me deixaram subir na árvore, mesmo sabendo que eu podia me machucar; e me ensinaram a respeitar o outro, independente da minha opinião; e graças a deus não me superprotegeram, mas que educaram sem me privar de diversão.

Pai, Mãe, obrigada por me ensinarem a ser sensata e humana sem deixar a vida chata e monótona.


Follow me: @claris_simao
E-mail me: claris@corporativismofeminino.com


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Depois de meses sem postar nada, estou de volta. Nesse tempo eu fiquei desempregada, briguei com as coleguinhas, formei, arrumei novo emprego, enchi a cara e conheci novas pessoas. Não me aconteceu nada demais, nada de muito novo, apenas falta de criatividade e inspiração para escrever para o CF. Mas agora estou de volta!

Beijos! ;)


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Postado por Claris Simão às 08:00 2 comentários

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E quando ele não faz nada?

É sábado à noite. É a nossa quarta saída. Até o dado momento tudo ficou no 0x0, pergunto-me se me rogaram uma praga, se meu cabelo novo não agradou ou se simplesmente ele não está afim. Eu até pensaria nesta última opção numa boa, não sou tão vaidosa a ponto de não encarar tal realidade. Mas responda-me: Por que ele continua me chamando para sair? Por que me liga e diz que pensou em mim? Por que já me fez um novo convite esta manhã?

Enquanto as amigas dizem que: É porque ele quer algo sério e está enrolando! (duvido!) e os amigos dizem que: Ele é gay! (duvido!), eu tenho certeza: Não vai rolar. E nem é porque me faço de difícil, sou da "galera", eu brinco, eu elogio, eu deixo a mãozinha se demorar no ombro.

As amigas mais experientes dizem: Vai lá e dá uma imprensada na parede. Mas, vê bem, até para "imprensar na parede" você tem que ter uma brecha, uma frestinha de luz sequer. Mas não tem. Ele não dá. Se houvesse um frestinha, eu teria metido o pé na porta e entrado de sola. Mas não, ele fica na dele. Às vezes fala pelos cotovelos. Às vezes fica num silêncio infernal e me pergunta sobre coisas bobas, como "Qual é a sua sobremesa predileta?". E talvez essa pergunta boba é que me faça olhar para ele de novo e topar sair mais uma vez para ficarmos no 0X0.

Ora, o meu espírito feminista do 2º Reich é muito prático: Decida não querê-lo. Por que ELE tem de decidir se quer você? Pois é, pois é. Palmas para essa pessoa perspicaz e prática que eu não sou no momento. Continuo querendo que ele me convide amanhã e depois para eu passar frio na madrugada.



Até a próxima,
@A_Sarita
sarita@corporativismofeminino.com

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Postado por Sarita às 12:56

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sorteio - BAZAR MCD

Está rolando o bazar da MCD aqui na terra da garoa, todas as peças da marca disponíveis no bazar estarão com 50% de desconto. E o que é mais legal? é que a MDC está oferecendo 3 vouchers de R$ 50 para sortearmos entre as leitoras do Corporativismo feminino.

Como participar?
Fácil! Tem que ter twitter, tem que seguir o CF, e tem que postar a mensagem: "Eu vou aproveitar o Bazar da MCD com Corporativismo Feminino http://kingo.to/MtJ"

Vamos realizar o sorteio amanhã, 19/08/11 durante o dia, portanto, não perca tempo!

OBS: Para que a promoção se viabilize deveremos ter um número mínimo de participantes para sorteio!

MCD promove bazar com 50% de desconto


A marca MCD – More Core Division promove bazar “Just For Girls” da coleção de
Inverno 2011 com desconto de 50% em todas as peças. Destaque para os trench coats,
vestidos, moletons, calças de diversas modelagens e acessórios da coleção atual.

O Inverno 2011 da marca tem forte influência na década de 80: mangas e ombros
destacam-se com pregas e franzidos, com muitos detalhes de tachas e rebites de
metal, fazendo um contraponto às golas e capuzes desestruturados. Tops, casacos de
moletom e vestidos com modelagens mais amplas e orgânicas são opções para quem
busca conforto sem abrir mão do estilo.

Para uma maior comodidade nas compras, o bazar foi dividido em dois finais de
semana de agosto, de 12 a 14 e de 19 a 21. O local escolhido foi o novo espaço da
Vértices Casa, que fica na rua Fidalga, 66 – Vila Madalena.


Bazar feminino MCD – More Core Division
Local: Rua Fidalga, 66 – Vila Madalena.
Tel.: (11) 3525-0544
Datas: de 12 a 14 e de 19 a 21 de agosto.
Horário de funcionamento: sextas-feiras das 15h às 21h; sábados e domingos das 11h
às 19h.

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Postado por B. às 21:05 3 comentários

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dicas para se dar bem com os amigos DELE

Resolvi reunir um pouco do conhecimento que tenho sobre o assunto, por meio de observações e vivências, em um post. Sempre tive facilidade em me dar bem com os amigos alheios, e sempre reparei muito bem nos casais, e como eles lidam com certas situações.
Os casos citados são reais.

* Ele tem uma banda fuleira que toca em porões úmidos e féticos do centro da cidade (presumindo que vocês morem em uma cidade cujo centro é deplorável). Você tem duas opções: ou você vai com ele, engole a dignidade e mostra a maior disposição para curtir o rolê pedreirão; ou o libera sem medo para que vá sozinho.
Se você nem é do tipo que curte shows fuleiros em lugares sujos e decadentes, não force a barra. Sua cara amarga diante dele e, principalmente, dos amigos, será fatal. Se você for a UM desses shows e ficar de cara amarrada querendo ir embora, os amigos dele SEMPRE vão lembrar de você como aquela menina que IMPEDE O AMIGO DE SER FELIZ. Não é exagero. Ouço direto homens reclamando das "namoradas megeras" dos amigos por motivos semelhantes.

* Futebol é a mesma coisa. Sempre vai ter uma vadiazinha olhando as pernas dos homens do futebol, e você tem que respirar fundo: não pega bem barraco na frente dos amigos: seja lá por qual motivo seja. Além disso, você tem que se conformar: sempre vai rolar um movimento para emendar uma cerveja e depois uma balada. Mas o futebol é importante na vida dele. Não tente competir com isso. Jamais o impeça de participar. Sei que é difícil pra caralho, mas confie.

Estou falando para evitar esses rolês, mas também não seja uma relapsa. Os amigos precisam conhecê-la, saber que VOCÊ é a NAMORADA dele. Saber dar liberdade, mas também se mostrar presente é para poucas. Se você domar essa arte, a chance de criar ao menos empatia nos amigos é maior.

* Se você é do tipo que sorri e joga charme para todo mundo, controle esse impulso quando estiver ao lado dos amigos dele. Nada de ficar azeda, é claro. Mas lembre-se que fidelidade de homem com outro homem é bem mais sólido que amizade de mulher com outra mulher. Se cruzar pela cabeça de um dos amigos que você está jogando charme para alguém do grupo (mesmo que seja impressão), seu namorado VAI ficar sabendo. A menos que o amigo queira te comer.

* Nem ouse controlá-lo na frente dos amigos. Nada de pedir para maneirar na cerveja e nos bolinhos de bacalhau: ele deve estar ciente de que é melhor não abusar. Se ele é do tipo beberrão e botequeiro, peça para que pegue leve estando SOZINHA com ele.
Repito: você NÃO QUER ficar com fama de ditadora e manipuladora com os amigos dele.

Por fim, o resumo da ópera:
É fundamental avaliar o grupo e os indivíduos que fazem parte da rede "amigos do meu namorado". É bom saber lidar com eles e manter, no mínimo, uma relação cordial. Imagine que um deles pode ser o seu padrinho de casamento, e você não quer ele como desafeto, certo? Aliás, tem muito cara que acha fundamental que sua namorada se dê bem com seus parceiros (o que é compreensível, na minha opinião).

Você tem que saber do que eles gostam e não gostam, e procurar agir dentro dessa esfera. Não precisa deixar de lado sua personalidade, mas maneirar, pelo menos no começo. Às vezes, como eu, você fala palavrão com frequência. E daí descobre que os amigos do moço acham feio mulher falando palavrão. Em vez de falar um "foda-se, pau no cu deles", você vai engolir isso e deixar para mostrar essa faceta aos poucos.

Se você curte encher a cara, também pode pensar em não exagerar nos primeiros encontros com os amigos. NADA mais queima filme do que estrear com uma belíssima perda total diante deles.

Lembre-se: Saiba que você pode ser lembrada eternamente por eles por causa de um só cagada.

POST EM ETERNA CONSTRUÇÃO E ACEITANDO OUTRAS DICAS :)

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Que outras táticas vocês usam para se dar bem com os amigos dele?
Que outras situações são completamente queima-filme diante dos amigos dele?

Beijo,


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Postado por Anamyself às 08:00 9 comentários

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Quando não me amei

Minha história começa num momento que medo e carência eram minhas companheiras diárias. Não que justifique o que revelarei a seguir, mas foram elas que me deram o aval para me amar tão pouco. Foi apenas um homem aparecer com um bote meio murcho e dizer “sobe” para eu me atirar com mala e cuia naquilo.

Ele me prometeu uns desvarios e eu queria tudo aquilo. Queria todas as mentiras sinceras, os segredos de liquidificador e até a vida louca do Cazuza de quebra. Fiquei ali por perto, fazendo pose de indiferente, oferecendo alguns centavos para algo que não tinha preço.

Uns poucos dias passaram até ele me dizer que cairia fora. E toda a lucidez veio de chofre quando ele simplesmente bateu a porta. Lembrei de todas as vezes que transamos sem camisinha, de como eu, tão regrada, pude ter topado aquilo. Lembrei de cada mentira contada, de cada desculpa ensaiada. Lembrei, por fim, de mim. Mas parecia muito tarde. Porque eu estava doente. Um corrimento não me deixava esquecer aquele homem, o cheiro era forte, intenso. Passei longos dias com calafrios numa cidade escaldante, dormindo com cinco cobertores que não me satisfaziam. Febres ininterruptas de 40º. Vômitos. Vergonha de mim mesma. Medo. Agonia. Auto-piedade.

Fui ao hospital, sozinha, debilitada, de táxi. Tratei o corrimento por muitos meses. Mas ainda houve uma suspeita de câncer. Fiz exames de toda espécie e no final o médico disse que não era nada.

Talvez uma virose que se adquire a esmo, disse o médico. Talvez a vergonha, pensei. Talvez uma dor que não tem conserto com agulhas, pontuei. Talvez... eu tenha me amado tão pouco naquela época que o corpo decidira me rejeitar. Soa dramático, soa monótono, mas eu precisava dizer a vocês que é preciso vigiar e não deixar que apaguem sua estrela por tão pouco.




Anônimo

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Postado por CF às 23:41 5 comentários

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A verdade que ELES não contam

Madrugada de um sábado qualquer, a festa havia acabado. Algumas doses a mais de puro álcool agora estão em suas cabeças. O sujeito ao seu lado põe hipérboles no seu cabelo, na sua boca, nas suas pernas, nos seus seios, até no seu figurino já destruído por dois cálculos errados de levar a taça de vinho à boca.

O sujeito agora olha para você com brilhos nos olhos tão intensos que competem com as lantejoulas impressas na sua minissaia. Ele diz que não poderia respirar sem você. Deus mandou ver nos seus estrogênios e é claro que você sentirá peninha, é claro que você agora ficará mais atenta ao sujeito. E com o álcool tudo fica mais fácil de descer, até as palavras sem muita criatividade do sujeito.

Logo você abre sua vida, abrindo por consequência algo mais embaixo. Você se pergunta se está sendo fácil, mas logo se reprime, lembrando que ELE acha que você é a mulher da vida dele.

No dia seguinte ele não liga. Você se pergunta: Como não? Mas eu não era a mulher da vida dele? E se, por ventura, os homens fossem honestos e não tão covardes para dizer a verdade nua e crua, diriam para você: Você teria dormido comigo se eu tivesse dito a verdade?




Até a próxima,
@A_Sarita
sarita@corporativismofeminino.com

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Postado por Sarita às 12:08

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Me, myself and I

O medo de estar só atinge a todo tipo de gente, sem distinção de idade, sexo, condição social. Não importa se vem de família grande, se é filho único. O que mais tem por aí é gente que não gosta de estar só. Gente que prefere nem sair de casa a ir a um restaurante sozinho, ou ir ao cinema sozinho. Viajar sozinho, então, nem pensar.

Creio que essas pessoas sentem um misto de medo de que o mundo as julguem e a condenem como uma pessoa frustrada por estar só, ou e ao mesmo tempo medo de não saber lidar com o seu próprio silêncio.

Não posso dizer que prefira estar só do que acompanhada. Claro que gosto de contar com a companhia de amigos.
Amo meus amigos, não duvidem disso. Prezo sua companhia e seu valorizar cada momento.
Mas gosto de estar só. Não piro. Sei lidar comigo mesma - porque sei que, no matter what, eu só posso me apegar a mim mesma. Só posso confiar plenamente, cegamente, em uma pessoa: eu mesma. Por mais que eu esteja cercada de gente que eu ame e que me amem, sempre haverá momentos que ninguém me dirá o que fazer. Que ninguém me acompanhará.
E isso é uma lição de anos. Depois de me entregar de corpo e alma a tanta gente que, querendo ou não, acaba desapontando - porque, é claro, ninguém é igual a mim.

A verdade é que me acostumei a contar comigo mesma e de estar bem só, e sei curtir esses momentos.

Hoje não dependo de companhia para muita coisa: vou ao cinema com mais frequência sozinha do que acompanhada. Vou a restaurantes sozinha numa boa. A maioria das minhas viagens foi individual: dentro do Brasil e fora, dias ou meses.

Como nunca pude contar com companhia a qualquer hora no lugar que eu bem entender, soube driblar o mal estar de sair sozinha, e transformar isso em um grande prazer em estar só e livre para descobrir o mundo, as pessoas, os lugares ao meu redor.


--

Quem é assim também?

E quem não suporta fazer as coisas sozinha? Por que isso?

Conta, conta!

@anamyself
ou
anamyself@corporativismofeminino.com

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Postado por Anamyself às 07:00 10 comentários

O Passado OU História para boi dormir

Se tem algo que pouco merece minha atenção é o passado. Não é raro encontrar os saudosistas, aqueles que passam a vida toda rememorando o passado e suspirando, sempre colocando hipérboles nas pessoas que foram e nas coisas que aconteceram. Que a vida infantil era mais fácil para alguns pode até ser uma verdade absoluta, mas enquanto você era criança gostava daquela hierarquia familiar toda? O passado é só um filme em preto-e-branco que traumatiza alguns ou que serve de escudo para que se justifiquem os erros do presente, do futuro e da próxima reencarnação. O passado é um amontoado de experiências que tornarão as próximas decisões mais claras, mas não mais fáceis. O passado é só uma lembrança de qualquer coisa que parece um mero sonho/pesadelo se não são deixadas as provas concretas.

Um filho, uma cicatriz na pele ou um perfume talvez sejam os grandes objetos do passado. Eu tinha 5 anos quando meu irmão me levava no bagageiro da sua bicicleta vermelha pelos cômodos da casa ainda sem móveis. Estávamos sozinhos, enquanto minha mãe estava trabalhando em outro estado e o meu pai dando suas escapadelas conjugais. Não lembro da época, não lembro do rosto do meu irmão, nem do sangue que a catraca provocou no meu dedo desnudo. Não lembro sequer para quem meu irmão ligou para pedir ajuda. Não lembro o quanto chorei, nem quanto doeu. Não lembro nem que a bicicleta era vermelha, nem como era meu irmão pequenino. Não lembro como tudo aconteceu. Mas aconteceu, o meu dedão do pé é horrendo. A unha insiste em nascer grossa, se precavendo de qualquer nova catraca. O que a unha grossa não sabe é que não ando mais em bagageiros de bicicleta e o meu irmão já se foi há algum tempo.

Depois há o meu filho que me faz rememorar a adolescência e o jeans folgado demais para o meu corpo. Hoje as cicatrizes na barriga estão lá para dizer-me que uma gravidez houve ali. Assim como o filho, o objeto da prova sexual entre eu e o seu pai. Houve um passado, há marcas por todos os lados. E há os perfumes que nos transportam rapidamente pruma tormenta, mesmo que você esteja há anos de distância do ocorrido. Há perfumes que nos fazem flutuar de desejo como o cheiro de loção pós-barba daquele antigo amante na seção de cosméticos. E não é que você queira o amante de volta na sua cama ou na sua história, é apenas - e tão somente - o sentimento trazido pela fragrância.

O passado é talvez a coisa mais patética do mundo. Você pensa nela. Perde tempo com ela e não percebe que sentirá falta - uma enorme falta - do que agora é presente.

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Postado por Sarita às 02:05

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Descumprimento de Parceria por Parte da Editora Objetiva

Em abril deste ano, uma pessoa responsável pelo Marketing da Editora Objetiva nos enviou uma proposta de parceria. Oferecendo 5 exemplares para promover o livro "Mulheres Francesas Não Dormem Sozinhas", até então lançamento naquela época.

Antes de começarmos a parceria lhe pedi um exemplar para conhecer o livro e, assim, fazer uma resenha para o blog. O livro foi prontamente enviado, fiz a resenha e lancei a promoção no blog. Foram vários convites enviados para que os leitores participassem da promoção, empenho de todas nós do blog, além de usarmos nosso nome.

Após o período de divulgação, os sorteios foram feitos no blog e no facebook... Mas quando escrevemos à Editora informando dos ganhadores e seus respectivos endereços, ninguém respondeu mais nada, foram inúmeros e-mails. Inclusive para o e-mail oficial da Editora. Nenhuma resposta. Nada. Desta forma retiramos dos nossos bolsos os 2 livros que já haviam sido sorteados, pois NÓS temos um compromisso com nossos leitores.

Esse pequeno post é apenas para que nossos leitores saibam do descumprimento da Editora Objetiva.

Estamos decepcionadas e que sirva de alerta a outros blogueiros que tenham a intenção de fazer parceria com uma Editora que até então, pelo nome, e tempo no mercado, parecia séria.
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Postado por Sarita às 17:27

segunda-feira, 11 de julho de 2011

RESULTADO DA PROMOÇÃO: KIT CHERINHO DE BEBÊ

Acabamos de fazer o sorteio do kit "Cheirinho de Bebê", com colônia e sabonete da marca.

O método foi o seguinte: primeiro geramos um número aleatório, por meio do site Random.org. Foram 60 participantes de todos os cantos do País, coisa linda!

E o número sorteado foi:


54!




Que corresponde à ordem de envio do formulário e inscrição no sorteio!


E a pessoa número 54 foi:





ALINE VIEGAS, de Vila Velha, Espírito Santo!

Parabéns, Aline, e um beijo às capixabas! Entraremos em contato!

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Postado por Anamyself às 20:23 4 comentários

domingo, 26 de junho de 2011

PROMOÇÃO! Kit com sabonetes e colônia "Cheirinho de Bebê"

Sempre curti perfumes suaves. Admito que por vezes uso até shampoo e condicionador de marcas infantis, porque são produtos menos agressivos e tal. Mas uma coisa que não abro mão é de sabonete com cheirinho de bebê. Não tem coisa melhor, depois de um dia cheio, chegar em casa e tomar um banho com um sabonete com fragrância levinha, fresquinha, não é?

E é aí que entra a marca Cheirinho de Bebê! Desde 1996, ela produz sabonetes e colônias em duas fragrâncias: a azul e a rosa. São produtos de alta qualidade e aprovado por dermatologistas para o bebê, a mamãe e qualquer um que queira aquele cherinho suave de inocência em sua pele.
Além disso, é um produto autenticamente brasileiro. Também gostei de saber que não foi testado em animais - tá lá um selo na embalagem atestando.

Justificar
O kit que será sorteado é assim!

E com isso percebemos que produtos com cheirinho suave, que remetem à infância, têm adeptos por todos os cantos. E não são só os pequenos. Cada vez mais adultos querem aquele cherinho gostoso de bebê para eles. Inclusive eu.

Eu recebi um kit desses para fazer uma avaliação, e outro kit a marca vai sortear para vocês.

Minha breve avaliação é a seguinte:

Com um slogan "Cheirinho de bebê: todo mundo adooora", a marca acerta em cheio. Tô pensando em usar ao menos o sabonete pra sempre. Deixa minha pele do jeito que eu gosto. Já colônia, não tenho costume de usar. Mas tem uma uma fragrância suave e agradável, e deixa a pele bem macia e levemente perfumada por um bom tempo.

Você já usou esse produto em você, ou no seu filho (caso tenha)?
Quer ganhar um kit para experimentar?

--PROMOÇÃO--

O Corporativismo Feminino, em parceria com a marca Cheirinho de Bebê, lança uma nova promoção. Vamos sortear entre nossos leitores um kit contendo colônia e dois sabonetes.

- Quem pode participar?
Pessoas que estejam seguindo o blog Corporativismo Feminino pelo google Friend Connect OU esteja nos seguindo no twitter (@corporativetes) ou, ainda, "curtir" a nossa página no facebook. Válido apenas para o território brasileiro.

- Como participar?
Basta preencher o formulário abaixo, com seu nome completo e e-mail.



A promoção começa hoje, 27 de junho, e se encerra em 10 de julho. O resultado será divulgado aqui no blog, no dia 11 de julho.

(Ao participar da promoção, o participante automaticamente autoriza a publicação/divulgação do conteúdo enviado nos veículos de comunicação do Blog Corporativismo Feminino.)

Aproveite e conheça um pouco mais sobre a marca nas redes sociais:
Twitter
Blog
Orkut
Facebook

Boa sorte!

Observação: A promoção é patrocinada pela marca Cheirinho de Bebê, e o envio do kit para o vencedor é de sua inteira responsabilidade.

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Postado por Anamyself às 22:21 4 comentários

domingo, 12 de junho de 2011

Vamos falar de protetor solar!


Sei que é quase inverno e que o tema "protetor solar" não está em alta, mas né, é um tema sempre pertinente já que devíamos usar protetor solar todos os dias inclusive se não formos sair de dentro de casa.

Fui dar uma arrumada aqui nas minhas parafernálias cosméticas, e percebi que tenho nada mais nada menos do que uma pequena coleção de protetores, então vou aproveitar pra falar um tiquinho deles.

Quem me conhece sabe que sou branca quase-transparente, daí explica-se o porquê de protetores 50FPS encabeçando minha coleção. (Embora digam que a proteção mais alta se consegue com o 30FPS, que os acima disso não fazem muita diferença, eu ainda insisto nos 50FPS e até mais altos se encontrar, hehe).

Na seqüência da foto:

1 - L'oréal Paris Solar Expertise 50FPS - CREME: Não é um protetor solar caro, compete diretamente com os sundow e copertone da vida - só que sem aquele cheiro insuportável que eles exalam. Quase não tem cheiro, mas assim como seus colegas de faixa de preço, deixa a pele "melecada", visto que não é oil free. Gosto dele pra usar só na praia mesmo, pois de trajes mínimos, debaixo de sol, água salgada e muita areia, um protetor solar oil free seria muito luxo né? Até porque quando estou na praia, reaplico a todo momento e em todo corpo, ou seja, protetor vai igual água, e pra essa finalidade esse tem um ótimo custo beneficio.



2 - Vichy Capital Soleil 50FPS - Olha, essa compra foi uma pequena decepção, só não tão grande pq comprei na Argentina por um preço amigo (considerando que é importado e tal). Também é praticamente isento de cheiro, e não é oil free. O que me atraiu nele foi o fato de ser spray, o que é muito prático pra um protetor solar!! só que o spray dele não é como deveria ser, é um jato de creme bem denso, que acaba se acumulando em uma região só, fazendo com que seja necessário espalhar com as mãos. Ou seja, o raio do spray não tem utilidade nenhuma. Também deixa a pela "grudentinha" por não ser oil free, também não acho legal usar em outro local que não seja praia/piscina, pra passar um dia no parque até uso nos braços (um pouco contrariada), mas no rosto nem pensar, senão fica aquele "brilho". No dia a dia, nem pensar também.

3 - Episol water gel 30FPS - Esse protetor solar é específico para o rosto, não me lembro o preço pois faz uns 3 anos que comprei (inclusive acabei de jogar fora, pois venceu). Ele cumpre o que promete que é deixar a pele sequinha depois da aplicação, mas olha, é uma porcaria! Tem que passar em uma quantidade ínfima, e ainda assim, depois de um tempo ele começa "esfarelar" na pele, dando a impressão que a pele está descascando. Mais de uma aplicação sem lavar o rosto ou limpá-lo com lenço umedecido é completamente inviável, a não ser que você curta fazer cover de uma cobra trocando de pele. Definitivamente, não recomendo.


4 - L'oréal Paris Solar Expertise 30FPS - Spray - Taí um que eu gosto muito! Assim como seu irmão versão creme, ele tem um preço justo e um cheiro muito suave. O spray é leve e transparente, espalha bem no corpo, e é perfeito pra usar no cabelo. Ai vocês dizem: "Mas Bel, protetor solar no cabelo?" Explico: Não exatamente no cabelo, mas nas entradas na testa e na parte do couro cabeludo que fica exposta na divisão do cabelo. Passar protetor solar cremoso nessas regiões é horrível, mas um spray desse é perfeito. (E quem nunca ficou com o couro cabeludo descascando que atire a primeira pedra). Apesar de ser oil free, ele deixa a pele levemente "grudentinha", mas nem se compara a versão creme. Também só uso para exposição em praia/piscina/parque, pois no dia a dia realmente preciso de um protetor que não deixe nenhum vestígio de oleosidade na pele. Mas acho esse L'oréal spray uma das melhores opções mencionadas até o momento, pela ótima facilidade em aplicar.

Agora vamos para os meus queridinhos:

5 - Neutrogena Ultra Sheer Dry Touch 50 FPS - Ele é minha mais nova descoberta e já está na lista de favoritos. Cumpre o que promete, tem um cheirinho bem suave a agradável e não deixa a pele oleosa, é fácil e espalhar e o melhor de tudo: não é tão caro. No fator 50, custa entre R$ 50 e R$ 60, nessa bisnaga bem servida de 88ml. Na versão fator 30FPS é mais barato! Como o preço é razoável, é ele que estou usando no rosto e inclusive nos braços pra ir patinar no parque, chega dessa vida de pele grudando por conta do protetor solar, chega!

6 - ROC Minesol OIL Control 30FPS - Esse o meu queridinho, deixa a pele completamente seca após a aplicação, mais seca até do que o Neutrogena Ultra Sheer (E olha que o neutrogena já é ótimo nesse aspecto), sua formula é bem densa e mais difícil de espalhar, mas isso não faz o deixar de ser perfeito, é um dos melhores protetores que já usei, mora no meu coração forever. O único problema, que o coloca numa grande desvantagem com o Neutrogena é seu valor, também custa entre R$ 50 e R$ 60, porém, no fator 30 (a Johnson não fabrica ele em fatores maiores do que 30FPS, talvez pelo que comentei no início do post), e sua singela bisnaguinha tem apenas 50g, contra os 80ml do Neutrogena. Não sai barato alimentar o corpo de ROC no dia a dia, mas pro rosto continua sendo uma opção, visto que mesmo sendo pouco, pra aplicar só no rosto, dura bastante.

E é isso ai!
E vocês, o o que usam/recomendam?
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Postado por B. às 21:39 10 comentários

terça-feira, 31 de maio de 2011

Resultado do Sorteio da Promoção "Mulheres Francesas Não Dormem Sozinhas"


Post rápido apenas para anunciar os ganhadores da Promoção Mulheres Francesas Não Dormem Sozinhas.

No Facebook, a Natália Balbina!


No formulário inserido no próprio blog, a Fernanda Sallum!






Ainda temos mais exemplares para sortear no twitter EM BREVE!
Por isso fiquem atentos e nos sigam @Corporativetes!

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Postado por B. às 20:29 0 comentários

sábado, 21 de maio de 2011

Da saga "pintar o cabelo" - Home edition

Pinto o cabelo desde os 14 anos e acho que só teve uma vez que resolvi ir a um cabeleireiro pra isso (aguardem ansiosos: história mais pra frente). Fazer a unha e pintar o cabelo são coisas que eu aprendi e gosto de fazer sozinha, mas não foi logo da primeira vez que deu tudo certo. Assim como a saga “fazer a unha” (post), vou compartilhar com vocês, toda a saga “pitando o cabelo em casa”. 

A primeira vez que pintei o cabelo em casa, há 8 anos atrás, resolvi não arriscar muito. Comprei aqueles shampoos que colorem (?). - Google - Casting! Isso. Shampoos tonalizantes. Como eu sempre fui uma freak por mudança de visual, era um tom bem avermelhado. Animada passei no cabelo inteiro e esperei o tempo que tinha que esperar. Lavei e quando secou... Completamente manchado! Acontece que meu cabelo era enorme e um tubinho daquele não dava conta. Como quase tudo aos 14 anos, aquilo foi um desastre completo. Não sabia o que fazer, então continuei com aquele cabelo manchado pra combinar com as minhas espinhas, roupas bregas e aparelho. True story.

Anos depois fui adquirindo prática. Hoje em dia (com cabelo curto) pinto o cabelo como ninguém. Agora vão as considerações. 

Encontrar a cor. Já experimentei muitas, minha cor natural é muito escura pra minha pele e me faz parecer gótica estranha, já pintei de caju, castanho mais claro, vermelho... Até que um dia, tentando lembrar da cor que eu tinha usado há uns anos atrás, que tinha deixado meu cabelo meio alaranjado e tal, comprei um loiro claríssimo. Sim, senhoras e senhores. Era loiro e era claríssimo. Ainda lembro de ter comentado com uma amiga que foi junto – Eu tenho certeza! É esse, como meu cabelo é escuro e a tinta não pega tão bem se não descolorir, vai ficar alaranjado”. É, não ficou. Ficou, como minha mãe fez questão de dizer com “cor de barata”. Ah, esqueci de comentar, esse tipo de decisão: pintar o cabelo, cortar franja, testar um novo shape para as sobrancelhas, são decisões que eu tenho essa mania de fazer logo antes de alguma coisa importante. Do tipo, finalmente sair com aquele cara que eu queria, começar um trabalho novo, primeiro dia no semestre da faculdade. Não muito esperta, eu sei. Mas impulsão funciona assim. E normalmente é algo como, cortar a franja no banheiro com tesoura de jardim, tirar a sobrancelha com o espelho ainda embassado do banho e por aí vai...


Ou seje, eu estava lá com meu cabelo horroroso, pronta pra pular do décimo sétimo andar, quando resolvi descer de elevador mesmo até o cabeleireiro mais próximo. Lá fui instruída a fazer luzes! Eu fiz e consegui ficar pior.Quando terminou eu não tinha nem coragem de virar para o espelho pra ver como tinha ficado, estava tão animada. Olhei pra minha amiga - Tô gata? A coitada olhava pra mim sem conseguir piscar, nem as manicures conseguiam disfarçar. Era o erro. Passei um dia com aquele cabelo, quando percebi que não iria aguentar, fui até a farmácia na esquina e comprei um castanho escuro. Lá fui eu sozinha no banheiro, derrubar tinta pra todos os lados, manchar a unha, ressecar drasticamente meu cabelo pela terceira vez em quatro dias, correndo o risco de não ter mais cabelo em uma semana, passar o bendito castanho escuro. 

No final das contas deu tudo certo. Passei o castanho escuro, deixei meu cabelo “crescer” (manti ele curto por muito tempo) e fiquei sem pintar por uns longos dois anos.

Agora sou ruiva e feliz, com uma tinta que só encontro em UMA loja em São Paulo. Leva o nome creyço de “avelã tentação” e eu rezo todos os dia para que não se acabe. Ou eu terei que voltar a experimentar cores e SENHOR vocês sabem o que isso significa.




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Postado por Thaís Prado às 00:53 6 comentários

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A tênue linha entre o humor e a ofensa

Volto ao mundo blogueirístico depois de meses (malz aê a ausência) pela necessidade de comentar sobre um cara que ainda se sobressaindo muito na mídia. Um cara abjeto, um babaca completo, que sei que muitas, mas MUITAS de vocês idolatram.

Pretendo não me alongar, mesmo sabendo da dificuldade de controlar minha verborragia diante de tal conteúdo. Além disso, já sinto os xingamentos das fãs pululando mesmo sem ter sequer começado a escrever.

Pois então.
Nunca gostei do CQC. Acho as piadas por vezes de mau gosto, por vezes sem graça, mesmo. Não suporto o Marcelo Taz - ele, tal qual Jô Soares, se acha o homem mais inteligente do mundo, com o pleno direito de julgar a tudo e a todos. Quanto aos outros moços do CQC, nunca achei grande coisa. Até agora.

Acabei de ler na Rolling Stone de maio uma matéria sobre um deles, o Rafinha Bastos. A cada parágrafo que lia, mais vontade amaldiçoá-lo, até porque faço parte das minorias que ele ofende em piadas grotestas e simplesmente imbecis.

"Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho. Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade. Homem que fez isso não merece cadeia, merece um abraço."

Rafinha diz na reportagem que seu humor não é para todos: "A minha comédia não é feita pra todo mundo, véio. E eu não quero que seja. Até agora eu cheguei assim. Eu não preciso popularizar a minha comédia", ao que uma menina comentou no site da RS:

"Há uma grande diferença entre provocar com uma piada para fazer uma crítica e fazer uma piada idiota. No caso dessa do estupro, não há nenhum crítica a nada, é ruim, sem graça e bastante ofensiva, piadas preconceituosas no geral são escrotas. Ser políticamente incorreto para apontar hipocrisia da sociedade, por exemplo, é bem diferente de ser um completo idiota. Arrogante, deve achar que quem está achando ruim "não compreendeu" a piada, é "limitado", afinal ele não faz..."

E concordo plenamente com ela.
Poxa, sou super fã de humor negro. Mas fazer piada de ESTUPRO, porra? Ao que isso agrega, deus do céu? Há uma grande diferença entre incomodar - Rafinha não se diz um grande incomodador? - e OFENDER. E Rafinha claramente ultrapassa essa linha com frequência.

Já tinha escrito isso quando hoje me deparei com um artigo brilhante do Marcelo Coelho na Folha de S. Paulo, e precisei mencionar. Ele fala sobre outro CQC, Danilo Gentili, que fez uma piada de muito mal gosto com judeus nos últimos dias. Parece que o texto foi feito sob encomenda para complementar o caso do Rafinha Bastos (e ó que o Marcelo Coelho nem citou a entrevista - deveria!).

"Ser “politicamente incorreto”, no Brasil de hoje, é motivo de orgulho. Todo pateta com pretensões à originalidade e à ironia toma a iniciativa de se dizer “incorreto” -e com isso se vê autorizado a abrir seu destampatório contra as mulheres, os gays, os negros, os índios e quem mais ele conseguir.
Não nego que o “politicamente correto”, em suas versões mais extremadas, seja uma interdição ao pensamento, uma polícia ideológica.
Mas o “politicamente incorreto”, em sua suposta heresia, na maior parte das vezes não passa de banalidade e estupidez.
Reproduz preconceitos antiquíssimos como se fossem novidades cintilantes. “Mulheres são burras!” “Ser contra a guerra é viadagem!” “Polícia tem de dar porrada!” “Bolsa Família serve para engordar vagabundo!” “Nordestino é atrasado!” “Criança só endireita no couro!”
Diz ou escreve tudo isso, e não disfarça um sorrisinho: “Viram como sou inteligente?”.
“Como sou verdadeiro?” “Como sou corajoso?” “Como sou trágico?” “Como sou politicamente incorreto?”
O problema é que “politicamente incorreto”, na verdade, é um rótulo enganoso. Quem diz essas coisas não é, para falar com todas as letras, “politicamente incorreto”. Quem diz essas coisas é politicamente fascista.
Só que a palavra “fascista”, hoje em dia, virou um termo… politicamente incorreto. Chegamos a um paradoxo, a uma contradição.
O rótulo “politicamente incorreto” acaba sendo uma forma eufemística, bem-educada e aceitável (isto é, “politicamente correta”) de se dizer reacionário, direitista, fascistoide.

Leia o artigo inteiro aqui: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/917484-marcelo-coelho-politicamente-fascista.shtml

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"Eu também sou um cara que carrega uma série de preconceitos e faço questão de admitir isso no palco", continua Rafael Bastos.

Pergunta: em que mundo exteriorizar os preconceitos é uma coisa saudável? Desde quando isso é legal? Puro mau gosto. Sem graça e maldoso.

Confesso que passei por um certo conflito anterior antes de começar a escrever esse post. Por um lado, não queria jamais fazer qualquer divulgação de um escroto desses. Depois de ler isso, só desejo a esse merda o anonimato. Infelizmente não está ao meu alcance (tenho 400 e poucos seguidores no twitter, poucos reais na conta, um emprego sem grande destaque; ele, 2 milhões de seguidores, o título de "mais influente" peloThe New York Times, muita visibilidade na mídia e muitos, mas muuuuitos reais na conta). Mas, por outro lado, senti necessidade de alertar àquelas que, como eu, nunca se interessaram muito por CQC, que pelo menos um deles é um belo de um babaca.

"Porque a minha prepotência, a minha arrogância... que eu ainda carrego hoje, eu não perdi isso. Mas, naquela época, eu não respeitava quem estava ao meu redor."

Arrogante. Taí a palavra para definir Rafinha Bastos, que se acha o mais foda, o mais inteligente, o mais bonito do mundo. BABACA.

A matéria inteira está disponível aqui http://www.rollingstone.com.br/edicoes/56/textos/a-graca-de-um-herege/ ou no fim do post.

Com todo o desprezo por um cara desses e por quem acha o máximo piada que ofende sem um porquê, encerro.

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@anamyself

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A Graça de um Herege

Por André Rodrigues - Rolling Stone


Rafinha Bastos, o “homem mais influente do Twitter”, vive sua melhor fase sendo agressivo, odioso e politicamente incorreto – e garante que esse é o verdadeiro caminho da salvação


Foto: Victor Affaro
Rafinha Bastos
Rafinha Bastos: "Eu gosto de incomodar"

Confira abaixo, na íntegra, o perfil de Rafinha Bastos, publicado na edição 56 da Rolling Stone Brasil (maio de 2011).

"Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho." O humorista Rafinha Bastos está no palco de seu clube de comédia, na região central de São Paulo. É sábado e passa um pouco das 20h. Os 300 lugares não estão todos ocupados, mas a casa parece cheia. Ele continua o discurso, finalizando uma apresentação de 15 minutos. "Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade." Até ali, o público já tinha gargalhado e aplaudido trechos que falavam sobre como cumprimentar gente que não tem os braços, o que dizer para uma mulher virgem com câncer, e por que, depois que teve um filho, Rafinha passou a defender o aborto. Mas parece que agora a mágica se desfez. O gaúcho de 34 anos, 2 metros de altura, astro da TV, não está emplacando sua anedota sobre estupro. Os risos começam a sair tímidos e os garçons passam a ser chamados para servir mais bebida. Rafinha aparenta não se dar conta de que algo ruim está acontecendo. Em vez de aliviar, ele continua no tema. "Homem que fez isso [estupro] não merece cadeia, merece um abraço." Em vez de rir, uma mulher cochicha para alguém ao lado: "Que horror".

Horas antes, Rafael Bastos Hocsman conversava comigo em outro de seus empreendimentos, um café frequentado principalmente pelo público gay. Desde que passou a apresentar o programa CQC (Custe o Que Custar) , na Rede Bandeirantes, em 2008, seu nome não para de ganhar popularidade. Hoje ele vai ao ar em rede nacional duas noites por semana. Às segundas-feiras, aparece comentando o noticiário de forma irônica no CQC. Às terças, é um dos repórteres de A Liga, baseado em jornalismo investigativo e de grandes temas (obesidade, condições das cadeias, drogas, entre outros). Nestes três anos, comprou um apartamento, teve um filho (Tom, hoje com 6 meses), ficou sócio de um bar, abriu um clube de comédia com o também humorista e colega de TV Danilo Gentili e acaba de lançar o DVD A Arte do Insulto, com o show de stand-up que o deixou famoso no circuito teatral paulistano - em 20 dias, a vendagem ultrapassou 15 mil cópias. A cereja do bolo veio com o carimbo do jornal norte-americano The New York Times, que o cravou como o homem mais influente do mundo no Twitter.

Parece que as coisas vão bem para Rafinha Bastos. Ainda mais se lembrarmos que o esporte preferido dele é incomodar. Seus textos versam geralmente sobre preconceitos e termos politicamente incorretos. Durante os poucos minutos de suas apresentações, é possível passear por um rosário de sacanagens em cima de gordos, carecas, deficientes, cidadãos de Rondônia, judeus, golfinhos e pagodeiros. "A minha comédia não é feita pra todo mundo, véio. E eu não quero que seja. Até agora eu cheguei assim. Eu não preciso popularizar a minha comédia", ele fala, após um gole de refrigerante. Rafinha não bebe álcool, não fuma, não usa drogas e jura ser fiel à mulher, Junia, com quem está há sete anos. Conhecendo esse seu lado "paz e amor", seu show fica ainda mais esquisito - ou interessante. O estilo agressivo (que ficou óbvio quando comandou um quadro do CQC, o Proteste Já, que promete lutar pelos direitos dos cidadãos), a altura intimidadora e os vitupérios que solta no palco não combinam com o cara que é gentil com estranhos, gosta de ficar em casa com a família e sempre termina as frases com "meu querido". De onde vem essa vontade de provocar? Seria uma vingança? Um roteiro ao estilo "garoto nerd sofre bullying na escola e quando faz sucesso passa a xingar o mundo"?

Assista abaixo ao making of da sessão de fotos com Rafinha Bastos:



"Nunca fui o 'zoão', o piadista. Na aula, eu ficava no fundo. Eu era da turma dos 'filha da puta', mas eu não era filha da puta com todo mundo", ele lembra, sobre a fase escolar. "Eu me relacionava muito bem. Só que era aquele que, se alguém dava uma brecha, eu fazia um comentário absurdo, que não tinha nada a ver. Sempre fui muito observador para fazer graça." Mas uma infância feliz correndo na rua e jogando basquete em Porto Alegre, cidade onde nasceu, não diz muita coisa sobre o grandalhão que gosta de pisar nos calos da audiência. Passear pelos verdes anos do humorista se revela uma pista falsa. É preciso cavar um pouco mais.

"Eu sempre fui muito crítico com comédia. Demorei muito para entender que tem gente engraçada em quem eu não vejo a menor graça. Eu não achei a menor graça no Danilo [Gentili] a primeira vez em que eu o vi. Eu falei para o Oscar [Filho, humorista e repórter do CQC]: 'Você não tem a menor graça, você não tem texto, você não tem nada!' Foi uma briga de não se falar durante dois anos", conta, admitindo, em seguida, sua característica sobressalente. "Porque a minha prepotência, a minha arrogância... que eu ainda carrego hoje, eu não perdi isso. Mas, naquela época, eu não respeitava quem estava ao meu redor."

As coisas se complicam. Agora, além de tentar descobrir de onde vem o gosto pela polêmica, é preciso buscar os motivos da propalada arrogância de Rafinha. Desde criança, Rafinha Bastos tinha um sonho: trabalhar na TV. Fez a faculdade de jornalismo em sua cidade natal e logo passou a produzir e editar reportagens na extinta TV Manchete. Naquela época, já contrabandeava humor nas suas saídas com a câmera, quando cobria atrações culturais, vestibular e assuntos de temática jovem. Depois de alguma experiência no ar, foi para os Estados Unidos estudar e jogar basquete universitário. De volta ao Brasil, passou a trabalhar no portal de internet da RBS (afiliada da Rede Globo no Sul), que o motivou a se aprofundar nas ferramentas do universo virtual. Mas aquilo não era suficiente. Nunca foi.

"Eu queria muito fazer comédia no Rio Grande do Sul. Senti que tinha a manha. Mas teve gente na RBS que falou assim: 'Gaúcho não gosta de comédia. Gaúcho gosta de jornalismo e documentário'", diz. Desde 1998, ele tinha um endereço na internet, intitulado Página do Rafinha. Lá, colocava videoclipes toscos e sátiras que realizava com os amigos e a família. Eram brincadeiras ingênuas, típicas da idade, com garotos vestidos de mulher dublando sucessos da música brega, pop ou qualquer coisa que soasse engraçada. A criatividade do piá começou a se espalhar na rede. "Tinha uns 22 anos e pensei: 'Essa merda que tô fazendo aqui na RBS... Esses filhas da puta estão barrando as minhas ideias. Tudo o que to tentando emplacar nessa merda não tem graça, as pessoas não riem, mas meus amigos tão achando do caralho. Tô perdendo meu tempo com uns idiotas, cara'." Em 2002, Rafinha decidiu que tentaria São Paulo.

Enquanto relembra a história, um garoto todo vestido de preto tal qual um "mini-Johnny Cash" se aproxima de nossa mesa e interrompe a conversa, falando sobre o pai morto. É uma piada. Ele também quer saber o que Rafinha achou de um vídeo que ele mandou para um dos concursos que o humorista realiza na internet. Rafinha escuta as dúvidas do iniciante, dá dicas e arremata com "se o texto for bom, vão rir. Mesmo que você fale 'sua mãe foi estuprada', vão rir. Desenvolve e testa". O rapaz sai de cena radiante. Olho para minhas anotações e vejo duas palavras grifadas: provocação e arrogância. Continuo sem respostas. Mas antes de retomar o fio e explicar como desembarcou em São Paulo com R$ 8 mil - dinheiro ganho do seguro depois de dar perda total em um carro - para tentar transformar a Página do Rafinha em um programa de TV, meu entrevistado joga uma pista quente. "[Gravava os vídeos] com o apoio do meu pai e da minha mãe. Meu pai se acha artista. Ele é do caralho. É muito engraçado. Tem um sarcasmo, uma ironia muito louca."

Então o segredo está no pai? Médico, Júlio Hocsman, pai de Rafinha Bastos, já foi secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, por isso participava de diversos programas de TV. "As primeiras vezes em que eu estive na TV foi acompanhando meu pai. Ficava lá, olhando as câmeras." Piadas? "Eu era criança e meu pai já fazia piada. Eu perguntava: 'Pai, como se diz mesa, em inglês?' E ele: 'Cat [gato]'. Aí eu começava a usar cat. No zoológico, eu via um canguru parado. Meu pai dizia que ele estava quieto porque os cangurus só pulavam na Austrália. Eu tinha 6 anos e acreditei nisso até meus 20 e poucos." Arrogância? "Meu pai sempre me achou do caralho. Ele falava: 'Rafael, você é artista. Você é como eu'. Meu pai tem essa arrogância." Preconceito, humor politicamente incorreto? "De onde vem? Não sei, meu pai sempre foi um cara assim. Meu pai é um cara que carrega muitos preconceitos. Eu também sou um cara que carrega uma série de preconceitos e faço questão de admitir isso no palco. Eu não acho que obesidade é doença, é preguiça. Acho que gordo é preguiçoso." E então Rafinha olha as horas e diz que precisamos partir para o clube de comédia, onde ele irá mostrar trechos de seu novo solo e causar repulsa com aquela piada de estupro.

"Pedofilia... Muitas pessoas são contra a pedofilia, outras pessoas são padres..." Rafinha continua mexendo com temas polêmicos, mesmo após chocar parte da plateia com o papo sobre estupro. A espectadora que achou a piada anterior um horror agora gargalha, aliviada. Pedofilia agradou mais do que violência sexual contra mulher. A plateia se revela uma entidade ainda mais indecifrável do que os humoristas. O show acaba e tomamos o rumo da porta. "Eu não tenho mais a necessidade de ser o mais engraçado. Eu não tenho mais a competitividade que um dia eu tive. Agora eu subo no palco e penso: 'Pô, a galera riu muito mais do [outro] cara'. Ele não foi melhor que eu... Ele agradou mais, isso sim. Você tá entendendo? Eu abracei uma história de que eu sou do caralho. Não faço questão de ser melhor do que o outro. Mas ainda me acho muito do caralho."

A fila lá fora avança por uns 200 metros na rua Augusta. São várias sessões por noite, com um couvert artístico de R$ 30 por pessoa. Naquele sábado, para atender a multidão, havia um show extra às 2h da manhã. Rafinha se apresenta quando quer e pode. A programação é variada, alternando medalhões do stand-up com iniciantes. Na entrada, há uma parede toda recheada com produtos trazendo o logo da casa e as imagens de Rafinha Bastos e Danilo Gentili: são DVDs, chaveiros, camisetas, canetas, canecas. "Quando vi pela primeira vez, achei estranho. Isso parece um altar, um lugar de adoração. Mas agora me acostumei", ele comenta, olhando os produtos. Há até um boneco em miniatura de Danilo. Rafinha se vira para a hostess e pergunta o preço: R$ 300.

Andar pelas ruas com uma pessoa famosa é exercer a arte da paciência. Em cada esquina, Rafinha é abordado para tirar fotos, dar autógrafos ou apenas dizer um "tudo bem, meu querido?"

"Você viu como a plateia retraiu quando eu comecei a falar de estupro? Mas não é bom? A piada não é boa? É boa! Eu gosto da piada!", ele interrompe a caminhada e fala pela primeira vez sobre a apresentação que acabou de fazer. O gigante está ferido. "Eu nunca tinha visto o texto do estupro funcionar tão pouco. As pessoas realmente se assustaram pra caralho!" E, diante daquele momento de fragilidade, Rafinha perde alguns centímetros, encolhe e recua no tempo. "Eu senti um puta clima! Mas isso hoje não me incomoda mais. Antigamente, rolava esse clima e eu ia falar: 'Eu sou gaúcho...' Eu iria para um texto que sei que funciona. Isso anos atrás. Agora, eu falo: 'Não, eu vou fazer o texto do estupro até o final!'"

Anos atrás nem é tanto tempo assim. Rafinha chegou a São Paulo em fevereiro de 2003. Como a vaga ideia de colocar a Página do Rafinha na TV não vingou, passou a fazer alguns bicos para arranjar dinheiro. Trabalhou como locutor de telessexo, teve um programa na internet, produziu pegadinhas para o João Kléber e até pensou em incorporar o gaúcho folclórico e servir espetos numa churrascaria. "Também era uma experiência que eu queria viver. Eu queria me foder. Sabia que hoje eu ia valorizar ainda mais essas coisas. Eu já pensava nisso: 'Tudo isso que está me acontecendo agora vai ser do caralho quando eu for muito do caralho. E vai rolar'. Eu tinha noção."

As certezas de Rafinha começaram a tomar forma quando ele chegou à TV - vendendo produtos, é verdade. Fez comerciais e logo foi contratado pela festa Trash 80's, que resgatava hits dos anos 80 e virou febre entre os jovens da classe média paulistana. Rafinha cuidava do telão, produzia vídeos e era DJ. Com a grana fixa da Trash 80's e o salário da publicidade, as coisas passaram a ser promissoras. Ao assistir a uma apresentação da comediante Marcela Leal, em 2004, ele enxergou a possibilidade de também subir em um palco. Incentivado pela nova amiga, tentou ser engraçado assumindo alguns personagens. Ele então virou um palhaço maldoso, funcionário de uma famosa rede de lanchonetes, e um psicopata mascarado que atacava em Crystal Lake.

"Já era pesado e agressivo. Era um palhaço filha da puta, que colocava minhoca nos lanches, um fracassado... E tinha o Jason. Eu colocava uma máscara e contava uma história. Era ridículo, ruim pra caralho. Um dia a Marcela [Leal] foi assistir e a plateia não riu nada. Ela falou: 'Rafinha, não vão gostar disso. O texto é muito você, sai do personagem'." Inspirado em stand-ups que tinha visto na TV norte-americana, ele percebeu que poderia contar seus causos e emitir suas opiniões sem precisar fingir que era um palhaço ou um assassino serial. Só a sua figura já incomodava o suficiente. Depois ele conheceria o comediante Marcelo Mansfield, uma espécie de segundo pai, que o incentivaria a tentar pela primeira vez um pequeno solo. "Fiquei emocionado. Os caras riram. E era eu ali!" Começou a desenvolver material próprio, criou o espetáculo A Arte do Insulto, produtores da Band o viram no teatro e ele recebeu o convite para integrar o elenco do CQC.

"Preciso reavaliar a piada. Poderia ser mais engraçada ainda. Mas eu acho engraçada... Você já viu uma mulher gostosa na TV reclamando que foi estuprada?", ele dispara perguntas, assombrado pela piada maldita. Inconformado com a reação do público de horas antes, ele busca formas de fazer a piada funcionar, mas prefere se reconfortar no caráter misterioso da plateia. "Às vezes faço uma piada de merda. Não é sempre que eu acerto", admite. "E tenho a tendência a agredir. Isso é uma coisa que às vezes até peco um pouco. Muitas vezes é um tiro no meu pé. Eu saio do palco e 'pedrada, pedrada, pedrada'. Aí entra um cara e diz: 'Meu pinto é pequeno'. E as pessoas riem!"

A audiência forma um corpo difícil de ser domado. Por isso Rafinha Bastos entra batendo, sem cerimônias. Ele acha que, no palco, nenhum assunto é sagrado. "Eu gosto de incomodar. Eu não gosto de achar que estou querendo educar ou passar uma lição. O barato é surpreender, fazer algo que faça eu me sentir livre. Eu não penso duas vezes na hora de falar no palco uma colocação que faço entre amigos, por mais absurda que seja. Tem muita merda que a gente pensa. E, se a piada for boa, tem que entrar." Mas quando ele abandonou as fantasias de palhaço ou a máscara do vilão de SextaFeira 13, quem ele encontrou? Qual é a desse personagem que Rafinha encarna no palco? No que se transformou o moleque dos clipes debochados, que colocava saia e fazia dublagens ingênuas?

"Cara, não é um personagem. Não sou só isso, mas com certeza sou aquilo. Eu penso aquilo. É uma faceta muito presente em minha vida. Se não fosse autêntico, se fosse um personagem, as coisas não teriam dado certo pra mim. É o que me diverte, é o que me faz rir, é o caminho que eu quis seguir." Então chegamos a alguma lição - pelo menos, a lição de Rafinha: faça o que tem vontade, teste, se dedique e as coisas vão acontecer.

"Mas eu não quero ser o braço direito do Marcelo Tas [figura central do CQC] o resto da minha vida. Por mais que eu goste do Tas e me dê bem com tudo aquilo, eu quero crescer, testar, eu quero me foder", diz. "Quero fazer muita coisa, mas stand-up eu quero continuar fazendo. Por mais banalizado que as pessoas achem. Nada me orgulha mais do que bolar três minutos de texto. É melhor do que qualquer programa da Liga, melhor que qualquer sucesso do CQC, do que qualquer coisa."

Isso não quer dizer que a TV esteja descartada: entre as vontades de Rafinha Bastos, está uma série em que interpreta a si mesmo. Ele cita como referências Curb Your Enthusiasm, de Larry David, e Louie, do comediante Louis C.K. Também quer ganhar o DVD de Diamante depois que vender pelo menos 50 mil cópias de A Arte do Insulto. E, por que não, começar tudo de novo? Rafinha acha que isso seria muito engraçado.

"Às vezes tenho vontade de falar: foda-se essa merda toda. Vamos começar do zero. Vamos para Nova York, viver a mesma coisa que vivi em São Paulo. Não é estresse nem nada. Ia ser um desafio. Não seria do caralho fazer isso? Eu penso em atingir a marca de dois milhões de seguidores no Twitter e zerar [ele ultrapassou esse número dias após a entrevista]. Apagar a conta e começar tudo de novo."

Finalmente, ele resolve falar sobre o estudo que apontou Rafinha como a personalidade mais influente do Twitter, à frente de Barack Obama, Justin Bieber, Lady Gaga e Oprah Winfrey. "Pessoalmente isso não me tocou, não. Profissionalmente me tocou porque dei entrevistas. Grana, rolou pouca coisa." Rafinha ainda lembra que, depois da reportagem no New York Times, seu nome voltou a ser citado porque ele disse que cobrava para escrever certos tweets. "Todo mundo faz isso. Uma bobagem. Às vezes procuram e eu aceito. Mas tem coisa que não faço, não." Os tweets de graça, por sua vez, incluem de grandes dicas - "Olá, você tem avós? Gosta deles? Legal! Eles morrerão em breve. Durma bem" - a escatologias, como uma foto mostrando onde ele pretendia guardar um troféu que acabara de ganhar (é exatamente no lugar em que você está pensando). "Essa coisa de 'mais influente do mundo' acaba me dando poder. Mas é algo em que você não toca. Eu nem penso a respeito. Não acho que sou o mais influente do mundo", ele reflete. "Eu faço uma coisa que mais gente se identifica. Quando eu falo assim: 'Se vagina fosse em pedra, viciava mais que o crack', pode não ser a melhor piada do mundo, mas você entendeu."

Entendi, mas o homem que posa com uma coroa de espinhos na cabeça (Rafinha não tem religião, mas no stand-up ele se diz judeu) não consegue ficar apenas no falatório protocolar, nos agradecimentos de praxe. "Eu sou foda. Eu sou muito foda. Não precisa o Twitter me dizer, não precisa o fã me dizer... Minha mulher, talvez, eu até goste. Meu pai. E acaba aí", ele arremata, me encarando.

"Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho." Rafinha Bastos está outra vez no palco de seu clube. Agora já passam das 22h daquele mesmo sábado e, desta vez, todos os lugares estão tomados. Minutos antes, na rua, ele me convidou para rever o show solo: está determinado a provar que a piada sobre estupro é mesmo boa.

A plateia está excitada, chicoteando as paredes do lugar com longas risadas. A luta está ganha para Rafinha. Nessa sessão, quando ele continua com o texto, anunciando o abraço no estuprador, há muitas gargalhadas e até mesmo aplausos. Do palco, ele bate ainda mais forte, ri, faz dancinhas e fala sobre a gravidez de sua esposa e o ultrassom do bebê, quando o pequeno Tom "parecia uma ameba". Ele finaliza a sequência, agradece e recebe um "ahhhhhh". As pessoas querem mais. Ele sai. Precisa ir pra casa ver a mulher e o filho. Ainda dá tempo de me levar até a porta, dar muitos autógrafos no caminho e dizer: "Viu como a piada do estupro funciona?"

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Postado por Anamyself às 06:00 15 comentários

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Look de hoje

Faz tempo, eu sei.

Tenho sentido saudade de vocês, acreditem. Por isso resolvi passar por aqui e postar rapidinho um look que usarei já já para ir ao cinema, levarei a irmã para ver Rio.

Escolhi algo confortável, levando em consideração que vou ter que correr pelo shopping atrás da pestinha hahahahaha.

A saia de poás vai muito bem com a blusa de ursinho, que dá uma descontraída no visual mais clássico. Batom e brincos vermelhos também ajudam quebrar a seriedade do cinza com o preto.



Nos pés, sapatilha, por favor. Não consigo correr e usar salto ao mesmo tempo (lacunas na feminilidade?).

Na bolsa, um casaquinho quentinho para quando o filme começar. Sem o abraço do namorado, cinema torna-se uma fria.

Blusa: Rita Prado
Saia: Riachuelo
Sapatilha: Mr. Cat
Relógio: Swatch
Acessórios: acervo pessoal
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Postado por Anália às 13:22 8 comentários

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Problemas Femininos: Sobre o poder de multiplicá-los

Bom, gente, esse texto acabou ficando levemente revoltado, porque realmente, parece que o drama nunca está completo, até que, não contentes, resolvamos (ou a vida resolva) dar uma complicada extra! Vamos lá!



Problema real: Menstruação

Envolvendo tensão pré e pós menstrual e o período do demo em si. Esse provavelmente é um dos tópicos mais gastos da história, mas pra mim, sempre vale a pena frisar o quanto é insuportável e infelizmente, inevitável menstruar. - Ai, mas é um processo tão natural, é lindo, dor corpo humano. Pra quem me diz isso eu nem respondo, porque sinceramente, quem aqui (que passa por isso todo mês) consegue me dizer que não é um incomodo absurdo na vida? Você passa mal, mastiga os dentes de ansiedade durante uma semana, morre de cólica e quando termina essa fase (gorda e com a pele estragada), o que você ganha por ter passado por tudo em silêncio? Eu digo em silêncio, porque por incrível que pareça, a TPM só é do jeito que é, porque a maioria de nós tentamos controlá-la, se resolvêssemos deixar rolar, pintos cabeças iriam rolar. Voltando, o que ganhamos após tudo isso? Mais pelo menos 4 dias de puro nojo, desconforto, miséria, tortura... Piscina no mês a vontade? Sexo? Conforto? Quem precisa de encosto?


Mas não contentes... como desgraça pouca é bobagem, tratamos de inventar problemas pra complementar a situação na qual nos encontramos. Vamos lá, não basta você estar na TPM e sofrer em silêncio ou, no máximo, com algumas amigas e animais domésticos. Você PRECISA ligar pra arrumar briga com o namorado (ou derivados)! É a coisa mais rara encontrar uma mulher que fale “Querido, estou de TPM hoje, meio surtada, vamos deixar pra nos ver outro dia, ou nos falamos outra hora, ok?”. Mas nãão, a graça está em arrumar problema, cavocar encrenca, escafundrar pancadaria. Cutucamos a onça com todo tipo de vara, agulha, alfinete, até que o bicho rosna, abrindo espaço para o grand piti, que costuma terminar em choradeira. Agora, pra quê mesmo?


Problema real: Machismo

Melhorando está, não vamos negar, mas que ainda existe muito preconceito no ambiente de trabalho e na vida pra mulherada, existe. Ainda somos alvo de piadinhas machistas e não sei sinceramente se isso terá cura um dia, não tem cara de que terá. Se sentir acuada na rua porque um pedreiro não consegue controlar os hormônios ou um motoqueiro não consegue não buzinar e gritar um “chupa que é de uva”. Se tem uma concentração de, no mínimo, dois homens já é difícil atravessar a calçada em paz, quanto maior a concentração pior, porque o ego medíocre dos neandertais começa a palpitar. Qual o problema dessas pessoas? Essas letras de funk que o povo canta como se fosse hino, alguém avisa! 


Mas não contentes... tem mulher que alimenta esse machismo e ISSO sim é um problema. Não digo alimentar cortesias, ele pode pagar a conta, pode vir te buscar em casa, isso não é machista (e nem obrigação dele), é cortês. Qualquer tipo de esforço, vindo do homem ou da mulher para que o outro se sinta cortejado e querido, é válido. Mulher machista acha que é obrigação. Não é, você pode admirar, querer um homem que seja cortês, mas essa é uma qualidade dele como pessoa, não uma obrigação competente a membros desse sexo. Mulher que alimenta a imagem de objeto me dá ainda mais raiva do que homem machista. Nada contra as piranhas, que sejam muito felizes, mas um pouco de classe né, minhas queridas? Deixar homem (qualquer pessoa, na verdade) te ofender e ainda achar bonitinho, pegar papel e caneta e escrever letras de “música” sobre como você é cachorra, sério. Poupem-se. 


Problema real: Gravidez 

Não estou colocando aqui gravidez como um “problema” no sentido negativo, mas como uma problemática extra na vida da mulher. O período de gravidez em si, embora pra muitas seja mágico e tal, é uma revolução. Tudo que tiver para ser desregulado, será, todas as emoções se intensificam, além de algumas novas, que surgem. Você tem uma criança crescendo dentro de você e querendo ou não, por bem ou por mal, ela terá que sair. Ninguém te entende, seu corpo começa a se rebelar contra você. Sua bexiga não te pertence mais, as estrias você entrega pra Deus, dormir de bruços (o único jeito que você conseguia dormir)? Nem pensar. Enjoo, gastrite, incontinência...é a gravidez, e é (pelo menos até então) exclusivamente feminina.


Mas não contentes... engravidamos sem querer, engravidamos de homens idiotas, engravidamos com 16 anos, engravidamos sem saber quem é o pai, engravidamos sem um tostão no bolso. Com um bebê maravilhoso nos braços ou não, ele é uma complicação na vida. Tanto financeiramente, como no tempo, na rotina, muda tudo. Acho que nunca se está estável o suficiente pra se ter um filho e que isso não é fator de exclusão, mas mesmo assim, dá pra facilitar, não? Não! Temos que complicar, sempre. 


E vocês, o que acham de tudo isso, mais algum exemplo? 






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Postado por Thaís Prado às 00:01 4 comentários
 

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