quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Não é para o time que torcemos, mas para QUEM torcemos.

Nunca tive paixão por time nenhum. Meu pai que teoricamente seria a pessoa a me envolver nesse tipo de paixão futebolística, nunca assistia a uma partida de futebol. Depois vieram os namorados e eu, com a mania tosca de me enlaçar no outro, acabava adotando os seus respectivos times. Já fui palmeirense a flamenguista, tudo para fazê-los feliz. Atualmente, o único garoto da minha vida é o meu filho, e é mais que esperado que eu escolha o seu time para chamar de meu. Mas é uma coisa tão superficial que se você me perguntasse quem joga nesse time, eu não saberia dizer sequer o nome de um jogador.

Meu filho joga profissionalmente e eu evito as partidas por motivos óbvios: Eu esqueceria que a criatura chutando as canelas do meu filho é apenas uma criança. A sua paixão por futebol, por seu time, me faz refletir sobre os jogadores. Afinal não torcemos por um time, mas por alguns homens, muitas vezes, oriundos de uma vida difícil e sem infra-estrutura psicológica. É sabido que o futebol é um esporte nascido no seio da periferia e seus operários estão pouco munidos de ginga moral - Não que isso seja determinante e uma verdade indissolúvel. Há os honestos, os ricos de bom caráter! Já pedi para não gastarem seus dedinhos dizendo que O Kaká ou o Lúcio são diferentes. Exceções existem e eu fico verdadeiramente feliz por isso.

Quando o meu filho vibra com sua bandeira e usa suas cores, esses jogadores engordam suas contas e o que fazer com um belo salário de 200 mil mensal para quem não fazia as refeições básicas diárias? Sobe à cabeça. Você não sabe onde enfiar a grana toda. E enfia em coisas que pareciam inalcançáveis, como sexo fácil, carros incríveis, drogas ou lazeres. Sempre digo que é fácil ser um bom caráter quando não há uma grana rebolando bem diante de você. E como é fácil ser fiel se ninguém repara nos seus dotes, além do seu parceiro. É fácil julgar as pessoas sobre seus erros se você nunca esteve aprisionado no mesmo cubículo.

E para quem torcemos? Para que homens com ginga no pé tenham mais grana para alimentar seus anseios outrora reprimidos. Filhos são feitos a esmo. Pensões são recebidas e o amor paterno negligenciado. Às vezes me pergunto se torcemos mesmo por um time ou para que ronaldinhas encham o mundo de novas crianças. E, nessa altura do campeonato, vocês devem achar que o caso Eliza foi que me inspirou a escrever esse texto. Nem tanto. Romário, Adriano, Wagner Love, Ronaldo e uns outros que não me recordo agora conseguem engrossar o caldo do que foi dito acima.

E que não se exima o mau-caratismo das Elizas da vida. Tampouco a monstruosidade do Bruno.

Neymar é a nova promessa das páginas policiais. Quem duvida?


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* E se o jogador muda de time, Zin? A gente torce é pelo time! - Me poupem de comentários assim!

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Postado por Sarita às 10:02

12 comentários:

Deja disse...

Neymar não terá um grande futuro, aposto nisso. Ganso sim, pois parece muito mais maduro até mesmo em campo, no seu estilo de jogar.

Fiquei pasmo com os últimos acontecimentos, no caso do goleiro do santos dizer para um torcedor que o que ele gasta com ração para o cachorro dele, é maior que o salário desse sujeito... Mas é assim, qualquer pessoa de mentalidade medíocre com um pouco de poder (dinheiro é poder), perde fácil a linha, se torna arrogante, prepotente e mostra quem realmente é.

Temos exemplos disso em um sujeito que se torna encarregado de um setor, chefe... entre tantos outros.

Eu gosto de torcer para o meu time, mas não sou alienado, é apenas uma forma de distração, esquecer dos problemas me divertindo acompanhando os resultados, que não mudaram em nada a minha vida, quer dizer, muda sim... sem pequenos momentos de lazer, viver fica insuportável, pra mim esse é um, independente da postura de certas figuras, que vêm e vão embora do meu time...

Talita on 4 de agosto de 2010 11:01 disse...

O tal vídeo na internet com o goleiro falando pra um torcedor (ou todos) que o que ele gasta com a ração do cachorro por mês, é o salário da pessoa.

Eu sou apaixonada por futebol, sério! Mas não aguento esse mundinho de "tudo posso e o que não posso tento" que esses jogadores possuem (e prejudicam o meu time!).

É muito dinheiro pra pouca maturidade...

Beijossss

Ana Paula on 4 de agosto de 2010 12:00 disse...

Eu até acredito mesmo que o Neymar não tera um graande futuro no futebol, mesmo jogando muuito bem, o problema todo é que ficaram enchendo tanto a "bolinha" dele que qualquer criança com 17/18/19 anos(n sei a idade dele) ficaria deslumbrado, acho que ele precisa é de uma cabeça madura pra ele se tocar.

Mas eu cresci em uma familia entre gremistas e colorados, e amooo o meu Time o Inter. Eu sou aquela que torçe,grita,chora,xinga o juiz.
Mas não pelas liindas pernas doos jogadores do Inter, mas sim pelo anor que eu sempre tive pelo clube.
Posso garantir, eu torço pelo mmeu Inter, esteja quem estiver jogando por ele.

BEIJOS!!!

Cris Soleitão on 4 de agosto de 2010 12:39 disse...

Eu sou São Paulina e não abro mão. Não costumo assistir jogos, mas quando assisto deixo as pessoas assustadas, hahahah...

Como disse o Deja, DEVERIA ser apenas mais um hobby. Pra mim é. Só que muita gente pira na batatinha...
O caso de fãs de futebol fanáticos não é diferente dos atuais adolescentes que estão dando um show incrível de vergonha alheia por gostos bem piores.

Quanto ao "a maioria dos jogadores vem da pobreza". Eu acho que em boa parte isso é desculpa.
Outro dia mesmo tava passando na Globo News um documentário sobre famosos em geral que saem fazendo merda por aí [tipo a Lindsay, presa esses tempos]. E no último bloco intitularam: "jogadores brasileiros, um caso à parte". E quando começou o bloco deram o mesmo motivo, que pra mim é desculpa esfarrapada.
Jogadores de basquete americano tbm vêm a maioria da pobreza; lutadores de boxe então, nem se fala; muitos jogadores de baiseball e futebol americano idem.

Um dos motivos de eu ser fã do São Paulo - independente da minha família inteira, dos 2 lados, também serem, rs - é que justamente o SP dá apoio nesse sentido.
Lá os caras tem que aprender a falar direito, tem que ter respeito... tem psicólogos e psiquiatras para acompanhá-los... eles aprendem a ter respeito pelo próximo e a lidar bem com o dinheiro. E isso faz TODA a diferença!!!
Não vou dizer que não deve ter algum caso, mas é mais difícil vermos escândalos com jogadores do São Paulo.

Acho que quando os jogadores começam a ter o passe muito valorizado esse aumento de salário astronômico deveria ser gradual e não da noite para o dia e com a orientação de um economista, que poderia ser contratado pelo próprio time. Assim eles aprenderiam a lidar com isso de forma mais tranquila!!!

Na boa, não importa quanto $$$ tivesse na conta bancária, eu não me envolveria com jogadores. Acho loucura!!!
Vocês devem ter visto a reportagem que passou no Fantástico sobre as 'festinhas' e 'churrascos' que eles costumam dar, né.
Podem me chamar de puritana e ingênua, mas eu fiquei sim chocada!!! E teria nojo de conviver com alguém que frequenta tais ambientes...

Eu trabalho com arte [fotografia e filmagem], convivo com muita gente de indústria e de fandom [literatura, cinema, música, etc] e pretendo, claro, alçar vôos maiores. Tenho consciência, SEI que em todos os meios onde rola MUITA vaidade e MUITO dinheiro esse tipo de coisa acontece, o que só serve pra me deixar ainda mais arisca e cautelosa.

Tudo depende da cabeça de cada um.
Berço não é ter nascido numa mansão, mas ter pais capazes de dar uma boa orientação desde a infância.

Depois dos 25, mas antes do 40! on 4 de agosto de 2010 15:58 disse...

Não entendo nada de futebol, mas dizem que este Neymar é o cara!

Beijos

Andréia Freire on 4 de agosto de 2010 20:16 disse...

Muito, muito bom esse post! Sem tirar, nem por.

Lu Dantas on 4 de agosto de 2010 22:03 disse...

O dinheiro e o glamour do futebol se restringem a poucos. A grande maioria não consegue salários altos como alguns que podemos ver. O torcedor torce pelo clube, mas o que acontece é que a rotatividade dos jogadores é grande e, por isso, é possível que veja no mesmo campeonato o atacante Washington, que jogou pelo São Paulo, jogar pelo Fluminense. Futebol é complexo e difícil de discutir. É como religião..rs

Gosto sempre de ler suas opiniões. Somos sempre parecidas. Beijo p vc e p seu filho que sonha em se tornar grande jogador de futebol.

Bel on 4 de agosto de 2010 22:37 disse...

Nunca fui de acompanhar futebol. Se se for olhar por esse contexto, realmente há muito espaço para indignação. Mas o que me faz ter menos vontade ainda de ter um "time", mais do que os jogadores, são as torcidas que promovem vandalismo e atos de brutalidade, a troco de nada...
Enfim, minha imagem de "esporte" pra torcer e pra vibrar é a que existe em alguns outros países, onde as famílias inteiras vão assistir ao jogo e comer hotdog, sem agressão, sem vandalismo...como gente, e não como animais.

Lu a Dois on 4 de agosto de 2010 23:21 disse...

Post "fechoso" como diz aqui onde moro... assino em baixo !!


bjos

Ana Vicente on 4 de agosto de 2010 23:41 disse...

Perfect...
Torcemos sempre por pessoas... até causas que adotamos, estao ligadas a pessoas.
Sobre seu filho... boa sorte!!
Tomara qeu ele seja um dos bons, pra ganhar um montao de $$$!!!
Bjs

Renata on 6 de agosto de 2010 08:55 disse...

adóro o assunto!!
sou botafoguense roxa! roxa não, alvinegra! rs

amo as análises psicológicas dos jogadores, tanto que já fiz eu mesma lá no rapadura.

eu torço sim pelo meu time, em primeiro lugar! mas é inegável que torço também por jogadores. quero os frutos podres longe de lá, e os bons lá!

o neymar é um dos meus queridinhos. paro muita coisa hj em dia pra ver tb o santos jogar. e espero sinceramente que ele não siga o caminho esperado, que surpreenda.

[machofeelings] eu torço mesmo é pelo bom futebol! rs

bjks

Anônimo disse...

esses moleques são carne de forca.
IMATUROS, tem razão quem diz que logo trocam de coluna esportiva para policial

 

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