segunda-feira, 5 de julho de 2010

TEXTO DA LEITORA: O dia em que eu concordei.

Eu sei que vai parecer um depoimento com voz de ganso no Linha Direta. Mas pra mim, é mais trágico ainda.

Pouco mais de um ano de namoro a minha menstruação atrasou (logo quando a gente estava brigado, pra terminar). Sempre demorava mesmo, por volta de uma semana. Resolvi esperar mais uma semana. Passado esse tempo, eu fui ficando muito nervosa e preferi fazer logo o exame de sangue pra conferir. Fui pra cidade do meu namorado e fomos fazer o exame, bem cedo. Eu fiquei muito nervosa, tremia de medo. O resultado ficava pronto só daí 2 horas. Duas horas de surto, o resultado ficou pronto. Pegamos o exame e tinha um POSITIVO naquele papel. Eu comecei a chorar e ele a falar que precisava falar sério comigo.Eu não sei o que eu esperava dele, mas sei o que eu não esperava. "Você vai tirar essa coisa, eu não quero ser pai". Na hora eu me desesperei tanto que só conseguia chorar. Eu chorava soluçando e ele falando que ia procurar uma clínica pra tirar, que gastaria o dinheiro que fosse mas que ele não teria essa 'coisa'. Pulo essa parte porque ele repetiu a mesma coisa o resto do fim de semana. Me levando pra rodoviária, ele terminou comigo dizendo que não queria essa responsabilidade.

Assim que cheguei em casa, contei pros meus pais que sempre foram muito compreensivos. Depois do choro e choque, meu pai me apoiou em tudo e minha mãe só dizia que eu precisava me casar. Mal sabiam eles que eu já era uma mãe solteira.

Os dias foram passando e eu surtando, não conseguia trabalhar nem comer direito. Minha mãe estava fazendo dos meus dias um inferno, me deixava muito mal, e o 'namorado' ficava falando sobre as pesquisas sobre aborto e falando que jamais ia ficar comigo porque não me suportava, que não queria ter que passar o resto da vida com aquele vínculo comigo. Eu dizendo que não ia tirar, mas a pressão da minha mãe me fazia refletir sobre. Passaram duas semanas nessa loucura e eu pensando muito em que futuro eu daria pra essa criança que não pediu pra nascer: aos 21 anos, mãe solteira, sustentada pelos pais, estou no meu 4o ano de faculdade e não tenho emprego, só estágio. Eu achei que não seria capaz de enfrentar isso sozinha. Fui fraca e acabei concordando em tirar, com a condição de que depois disso, o 'namorado' me deixasse em paz.Ele pesquisou na Internet, pediu Cytotec e modo de uso, tudo saiu muito caro mas ele disse ter valido cada centavo. Ingerir e introduzir. Feito. Diarréia, dores no corpo, febre e o pior, dor na consciência. Começou a sangrar. Fui ao banheiro trocar de absorvente e caiu uma borra de sangue no chão, era o meu feto. Eu posso viver 100 anos que aquela cena eu nunca vou esquecer.

Voltei pra minha cidade sangrando, não imaginei que seria tão forte assim. Ao chegar em casa, fui ao banheiro e minha placenta desceu perna abaixo. Eu me assustei e gritei. Minha mãe correu comigo ao hospital. Exames e toques. "o que aconteceu com você, acontece com muitas mulheres, má formação no feto causa a própria expulsão, fique tranquila que você ainda terá muitos filhos".

Passei a noite tomando soro e fui pra casa. Nenhuma ligação do 'namorado'. Passados dois dias, tive outra hemorragia, corri pro hospital e o médico disse que precisava de uma curetagem, tinha ficado um pedaço da placenta que não queria se soltar sozinho. Eu tomei anestesia geral, mesa de cirurgia e pânico. Quando tudo acabou, eu só conseguia chorar. O 'namorado' não veio me ver até hoje. Isso tem pouco mais de dois meses e ele me pede pra voltar. Eu não consigo perdoar ele, nem a mim. Sonho com morte e criança sempre. Não consigo ver uma criança na rua e não remeter a cena do meu feto.

E eu só escrevi porque eu precisava falar com alguém, mesmo que só falar. Não façam o que eu fiz.

Paola.






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Postado por CF às 00:01

41 comentários:

raphael disse...

texto forte !

.Intense. on 5 de julho de 2010 00:44 disse...

Forte.²


Acredito que...ahn, como fazer um comentário desses sem ser clichê? Cada um toma sua decisão e, acredito que a sua foi tomada no susto, Paola, no desespero, acreditando estar sem grandes opções...eu não sou mãe. Tenho 23 anos, moro com meus pais, trabalho, faço minha segunda faculdade...e já levei vários sustos. Em todos, todos, mesmo assustada, eu sempre pensava o quanto ficaria feliz (passado o susto) se estivesse mesmo grávida. Mas isso sou eu. É a minha história, a minha vida, o meu possivel-futuro-pai, e o que EU faria ou não. Fica mto fácil dizer 'não te apoio'. Só vc, no fim das contas, sabe o quanto foi doído (e quanto é) ter escolhido esse caminho.


No entanto, qdo escolhemos um caminho, o melhor a fazer é esquecer por completo o outro. Tente não pensar no que vc deveria ter feito, segundo sua consciência. Tente se cuidar para viver da melhor forma possível com a decisão que tomou. Cuide-se. Seja com apoio dos pais, de novos amigos, de terapia, de novas histórias...e, pense e repense se reata esse relacionamento - vc já sabe, já provou na pele, o que pode ter que passar se precisar contar com o cidadão uma hora. Pese se vale a pena superar tanta dor e, viver com a mesma pessoa.

Um dia com certeza sua história vai ser outra, talvez vc realmente tenha filhos, cuide deles com todo o carinho do mundo e possa se sentir mais em paz com sua consciência. Talvez vc encontre outra forma de expurgar tanta dor e culpa...vai ser necessário tempo. E que vc se cuide pra estar viva e bem até lá.

Parabéns pela coragem ao escrever, ao risco que vc se expõe, às mil pedras que possam querer atirar em vc. Espero que as leitoras - normalmente super bacanas e solidárias - do CF, possam te dar algum conforto e bons conselhos, ao invés de te atacar.

Tenha fé, no futuro, em vc, e em suas novas histórias.
Bjo intenso.
=*

Nara on 5 de julho de 2010 01:11 disse...

Paola, concordo com o que a amiga acima disse, mas penso se não seria o momento de cuidar de vc agora, não só fisicamente, mas psicologicamente. De fato foi uma experiência mega forte q vc viveu. Se conselho fosse bom, era vendido, mas vou me atrever a te aconselher buscar um bom psicologo. Com ctz vai te ajudar a enfrentar esse momento difícil e tbm lidar com a relação com seus pais e seu ex-namorado. De boa, vou torcer pra tudo ficar bem com vc, sua história me tocou fundo. Pressão de namorado é uma coisa, pressão de família como vc disse q viveu com sua mãe é muito menos suportável mesmo. Eu q o diga.
Beijos pra todos!

Cris Soleitão on 5 de julho de 2010 01:17 disse...

Sendo bem sincera, não tenho condições de comentar uma situação assim sem parecer cruel, então por isso prefiro não falar tanto da minha opinião.

Já ouvi outra história de aborto, passada em outra época e ainda mais sofrida. Eu ainda era adolescente quando ouvi isso em confidência... Acho que acabou sendo o que moldou minha opinião sobre o assunto e até mesmo o meu EXAGERO em cuidados comigo mesma e com o como escolho quem está por perto de mim.
Ainda bem!!!
Foi forte, triste e até me fez ter pesadelos na época, mas acredito que me tornou alguém mais prudente, consciente e matura que a maioria das moças da minha geração.

Espero, de coração, que este texto tenha a mesma serventia para as leitoras do CF que a história que ouvi anos atrás teve para mim!!!

Anônimo disse...

Acho que só você sabe da dor que sente, e como é difícil passar por isso, procure apoio, sendo dos pais, amigos, de algum terapeuta...
Certas coisas têm que acontecer. Eu acredito que nada é por acaso. O tempo ajuda e tente não se culpar, por mais doloroso que seja.

Ana Carolina on 5 de julho de 2010 09:38 disse...

Amiga,

Não se sinta assim, não se sinta culpada, não é o fim do mundo. Tenho 27 anos e posso dizer com uma certa segurança que cerca de metade das mulheres com mais de 25 anos que conheço já fizeram um aborto. (quem acha que não conhece ninguém que tenha feito só não sabe disso).

Infelizmente, isso é muito comum. O pior que poderia ter acontecido não aconteceu, que era você ter tido complicações com isso (de saúde eu quero dizer). O negócio agora é se cuidar pra não ter que passar por isso novamente.

Agora, meu único conselho (e aqui eu não vou medir palavras): não volte para esse merda desse seu ex. O cara é um bosta, um "homem" (com letra minúscula) que não esteve com você quando você mais precisou (mesmo quando você fez o que ele quis, ele sequer esteve lá, nem mesmo te ligou), gente assim a gente tem que mandar à merda e tirar das nossas vidas.

Grazi disse...

Seu texto foi muito forte e me tocou muito.
Há algum tempo atrás, minha opinião seria extremamente radical, acharia vc uma irresponsável e bla bla bla...

Entretanto, depois que levei um susto (graças a Deus) minha opinião sobre isso mudou completamente.

Não digo que você está certa, nem que está errada. Em situações como esta, só você sabe o quanto te custou essa decisão e ninguém tem a ver com isso. Mas como alguém disse aí, certa ou não você tem que aceitar que foi uma decisão sua e cabe a você aprender a conviver com isso. É provável que vc realmente nunca esqueça destes momentos, mas não faça disto um martírio. Você ainda tem muita vida pela frente, para reparar um mal que fez a vc mesma. Força, pense que isto aconteceu para te ensinar alguma coisa, entenda a lição e apenas tente não repetir.

Quanto ao fulano que era teu namorado, ele já provou que não se importa contigo e que sairá correndo na primeira oportunidade que você precisar dele, principalmente se a situação for difícil. Você se sentiria bem do lado dele novamente?

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo....qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim." (Chico Xavier)

Catherine on 5 de julho de 2010 12:04 disse...

Que todos leiam esse teu depoimento, pois reflete a vida de mtas mulheres. Imagina quem não tem dinheiro pra Cytotec e se submete às mãos de carcineiros. Aborto é questão de saúde pública.

Júlia
www.catherinedejupiter.wordpress.com

Kamila disse...

Meus olhos estão marejados. Eu sinto muito, de verdade. Mesmo sem te conhecer, eu te abraçaria. Dizem que ferimentos de guerra nunca cicatrizam por completo, mas eu acredito que tudo acontece por alguma causa. Paola, dias melhores virão, e eu de verdade espero que você seja muito feliz.


Kamila
www.agoraphobia-k.blogspot.com

paula on 5 de julho de 2010 12:57 disse...

Paola,

imagino a barra que você passou e acho que escrever a sua história é o primeiro passo para você começar a recostruir sua vida.

ato de coragem não foi vir até aqui e contar o que você fez, mas ter coragem de ir em frente na decisão que resolveu tomar.

como a Intense disse, acho que você deve tocar sua vida, deixar isso para trás seja com terapia, conversando com seus pais mais vezes, com amigos, ou até escrevendo mais.

você é nova, sua vida não acabou. a situação pela qual passou é, para uma mulher sem dúvida a mais marcante que possa existir, tanto quanto ser mãe, mas em sentido oposto.

muitas vezes somos levadas a tomar atitudes que depois questionamos se estávamos ou não corretas, mas... sem tentar, como saber? agora já está feito, e você precisa cuidar de você.

e... cuidar de você, na minha opinião,não inclui o cidadão que você chama de "namorado", aliás, ser ainda é algo muito humano; o primeiro que você deve excluir da sua vida é ele. porque é fácil agora dizer que quer reatar, mas... e se você precisar dele? vai poder contar?

cuide-se. e passou. novos dias, alegrias e supresas boas virão.
abraço

Bel on 5 de julho de 2010 12:59 disse...

Assino embaixo de tudo que a Intense disse. (Intense querida, já pensou em ser psicóloga?)

Não condeno sua atitude de forma alguma, o fato é que fazer um aborto de forma "ilegal" gera um peso muito maior nas costas de quem o faz. Mas como já disseram, esqueça o caminho que você não escolheu e bola pra frente (sei que não é fácil, mas você tem que se esforçar pra isso).

E concordo com quem disse pra não voltar com seu ex, quem fez o que ele fez devia ser atacado com pulgas no rabo, e ter os braços curtos demais pra coçar!

Se cuide!

Anônimo disse...

Cadê o Homem que engravidou,pq o crime é da mulher que abortou?
Paolo imagino não ser fácil,qdo não se tem um entendimento da Legalização do aborto e nem autonomia do corpo da mulher, ainda mais qdo não se quer fazer isso se torna algo dolorido.Ja abortei por ter um entendimento que não era algo planejado e que não estava pronta pra tal responsabilidade e meu companheiro também pensava assim e sempre esteve do meu lado.por isso temos que lutar por saúde publica que garanta a saúde da mulher.

Anônimo disse...

Eu sei bem o que é isso, pois já passei pela mesma situação. Também usei Cytotec. Mas no meu caso o aborto ocorreu tranquilamente, não tive febre, nem diarréia, nem enjoos. Nem precisei ir ao hospital, fiz ultrasom, fui no ginecologista e tá tudo bem. Eu não estava nem com dois meses direito.

Nessa horas o "homem", um RATO na verdade some, não quer assumir nada, esse tipo de homem não passa de um tremendo covarde. O pior é que as pessoas só sabem julgar as mulheres, como se elas tivessem feito o filho sozinhas. A sociedade brasileira ainda é muito machista. O Brasil tinha que seguir o exemplo dos países desenvolvidos e legalizar o aborto. Pois não é questão de ser a favor ou contra, a questão é a liberdade da mulher decidir sobre sua vida.

Não permita que NINGUÉM te julgue (ainda mais homens, que pra mim não têm nem o direito de abrir a boca pra julgar alguma mulher nessa situação), pois as pessoas que te julgam não tem a menor idéia do que você passou. E também tente não se sentir culpada, é uma experiência difícil, mas não faz de você uma pessoa pior. Tente não pensar por esse ângulo, o dos julgadores.

Anônimo disse...

Complementando, aborto é muito mais comum do que se pensa. Todo mundo aqui mesmo deve ter várias conhecidas que já passaram por isso e nem desconfia.

A sua opinião sobre aborto influi muito na forma como vc vai passar por isso. O meu caso foi igual a anônima de cima. Foi uma decisão conjunta, meu namorado sempre esteve do meu lado e ainda está, mas não era a hora, não era desejado, nem estávamos prontos. Eu penso que ser mãe tem que ser algo desejado, sendo planejado ou não, senão é castigo, punição. Então sempre estive bem tranquila em relação a isso. No mais, é claro que é uma experiência terrível. Vc sente medo, angústia, é péssimo. E NINGUÉM em sã consciência quer passar por isso de novo.

Agora é ter cuidado dobrado. Depois de uma experiência como essa, a gente tem que aprender. Não deixar de se cuidar, nem de se previnir. Usar camisinha, please!

Paola, acho até importante fazer exames pra DST's, porque se o "namorado" não pode te apoiar isso demonstra que ele não se importa, nem tem consideração por vc. Eu não acredito que uma pessoa dessa tenha sido fiel. ;\

Anônimo disse...

Bem, o que tenho a dizer é que estou feliz por não estar na sua situação....mas julgar eu não posso, talvez eu tivesse a mesma atitude.. Só uma coisa, não se condene, os erros existem pra gente aprender mais com eles... Só espero sinceramente que você tenha aprendido a se amar mais, e a reconhecer as pessoas que realmente estão do seu lado, por que o seu ex não estava... e não digo isso por que ele te pediu pra abortar, ele tambem teve medo, mas ele não estava lá quando sua culpa começou a te consumir... Espero que você consiga se perdoar um dia...

Thiara Ney on 5 de julho de 2010 16:53 disse...

Chorei desde a primeira linha, até o final. É no mínimo triste.

Acolhi uma amiga nessa situação, mesmo sendo completamente contra, e até hoje me lembro daquela noite em uqe ela tomou o remédio na minha casa e ficamos sentadas esperando "sangrar". Foi tudo muito triste para mim.

Boa sorte Paola!

Bruna Garcia on 5 de julho de 2010 18:09 disse...

Jesus nos diz:
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei."

E também:
"Na verdade, na verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria." Jo 16.20



Tudo isso porque:
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Jo 3.16


Deus te ama!!!
Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará. - SALMOS 37.5

Renata on 5 de julho de 2010 18:32 disse...

nossa, que você fique bem, viu?! imagino o quanto deve ser triste pra uma mulher "desistir" de ser mãe, mas tb imagino o quão desesperador é se ver na sua situação.

fica tranquila que tudo passa, um dia passa! força!

Letícia disse...

Oq mais me chama atenção da história da Paola, além da tristeza óbvia do aborto, é sobre o namorado.
Ele sempre foi assim durante este um ano de namoro? Sempre foi egoísta, nunca demonstrou consideração por você? Ou ele mostrou um lado ruim que nunca tinha mostrado antes somente neste momento?

Fico intrigada em como podemos nos surprender com as atitudes de pessoas próximas. Será que são elas muito dissimuladas, ou seremos nós que não enxergamos?
Não sei, mas me assusta.

Boa sorte Paola.

Carol disse...

Nossa, confesso q me chocou essa reação da sua própria 'mãe'(q me desculpe, mas isso não é digno de ser mãe, pra mandar vc fazer uma coisa dessas tb) e desse 'ex' aí.. Pôxa vida, viu! Tadinha de vc, numa hora complicada dessas, vc deveria receber + apoio, pelo menos de sua família.. Querida, siga o seu coração e não volte nunca + prum traste fdp como esse krinha aí, pq ele não vale nada! Nadinha mesmo! É só um fdp q quer se dar bem na vida, se aproveitar e não ter responsabilidades nenhuma! Cuide de vc mesma agora, vc precisa de mt ajuda, de sua família, amigos e talvez até profissional.. =/ Desejo td de bom e do melhor pra vc, Paola, de coração mesmo! Fico mt triste c/ essa situação e até mesmo com raiva q tenham te induzido à isso, pq isso não se faz, até pq tb é crime, né, mas tõ torcendo aki por vc!
Bjaum!

Carol disse...

O texto foi forte e fiquei emocionada com o relato. O que acho delicado é o assunto sobre legalização do aborto, como alguns comentários sugerem como se fosse um tipo de solução. Mas não é. O fato de que cada um é dono do seu próprio corpo e que faz dele o que bem entender, significa também que tem de arcar com as consequências: HIV, HPV, herpes, sífilis, gravidez indesejada... Os métodos preventivos estão aí e comparada a inúmeros problemas que sexo sem segurança pode causar, a gravidez indesejada é um dos menos piores. Só porque o cara é namorado fixo não quer dizer que ele não ande com outras (sendo realista, ok?). Hoje em dia, confie, mas se ame primeiro. E, infelizmente, quem pega barriga é a mulher, nós sabemos disso! E quem vai ter que passar por um aborto, sendo ele ilegal ou não, quem é? A mulher! E o fato de ser legalizado não significa que não tenha GRANDES riscos. Então temos que parar de nos iludir achando que o cara também fez o filho e tem que assumir. É o correto? É! Mas acontece sempre? Não! E independente das ciscunstâncias sobra pra quem? Pra mulher!
E só porque uma coisa deixa de ser ilegal não quer dizer que a pessoa não terá o peso na consciência por ter tirado uma vida. Espermatozóide fecundou o óvulo? Na quinta semana, o sistema circulatório do embrião, juntamente com o coração, começa a ser formado. Logo, é um ser vivo. Assim, aborto é assassinato, sendo ele lícito ou não. Isso não quer dizer que eu nunca faria, mas sou contra a legalização. Jamais pediria para "chamarem de certo" uma decisão que eu talvez tomaria (mesmo sendo contra) para evitar consequências de uma irresponsabilidade minha (minha, porque a barriga é minha!).
Mas agora, o que foi feito, foi feito. De uma forma ou de outra, você, Paola, teria que encarar as consequências. Procure, sim, ajuda! E dê um pé na bunda desse cara safado que não te merece!
E seja feliz! É direito seu querer o que é bom pra você! E temos que aprender a escolher o que é bom para a gente! Nem sempre o que é aparente bom no momento, vai continuar sendo bom ali na frente. Boa sorte!

Carol disse...

Não estou aqui para julgar ninguém. O texto foi forte e fiquei emocionada com o relato. O que acho delicado é o assunto sobre legalização do aborto, como alguns comentários sugerem como se fosse um tipo de solução. Mas não é. O fato de que cada um é dono do seu próprio corpo e que faz dele o que bem entender, significa também que tem de arcar com as consequências: HIV, HPV, herpes, sífilis, gravidez indesejada... Os métodos preventivos estão aí e comparada a inúmeros problemas que sexo sem segurança pode causar, a gravidez indesejada é um dos menos piores. Só porque o cara é namorado fixo não quer dizer que ele não ande com outras (sendo realista, ok?). Hoje em dia, confie, mas se ame primeiro. E, infelizmente, quem pega barriga é a mulher, nós sabemos disso! E quem vai ter que passar por um aborto, sendo ele ilegal ou não, quem é? A mulher! E o fato de ser legalizado não significa que não tenha GRANDES riscos. Então temos que parar de nos iludir achando que o cara também fez o filho e tem que assumir. É o correto? É! Mas acontece sempre? Não! E independente das ciscunstâncias sobra pra quem? Pra mulher!
E só porque uma coisa deixa de ser ilegal não quer dizer que a pessoa não terá o peso na consciência por ter tirado uma vida. Espermatozóide fecundou o óvulo? Na quinta semana, o sistema circulatório do embrião, juntamente com o coração, começa a ser formado. Logo, é um ser vivo. Assim, aborto é assassinato, sendo ele lícito ou não. Isso não quer dizer que eu nunca faria, mas sou contra a legalização. Jamais pediria para "chamarem de certo" uma decisão que eu talvez tomaria (mesmo sendo contra) para evitar consequências de uma irresponsabilidade minha (minha, porque a barriga é minha!).
Mas agora, o que foi feito, foi feito. De uma forma ou de outra, você, Paola, teria que encarar as consequências. Procure, sim, ajuda! E dê um pé na bunda desse cara safado que não te merece!
E seja feliz! É direito seu querer o que é bom pra você! E temos que aprender a escolher o que é bom para a gente! Nem sempre o que é aparente bom no momento, vai continuar sendo bom ali na frente. Boa sorte!

Anônimo disse...

EU ja tomei cytotec....
mas nao foi dramatico desse jeito foi normal!!
o meu namorado respeitou minha vontade e esteve sempre do meu lado...
eu nao queria q eu tomasse mas me apoiou.

rayssa gon on 6 de julho de 2010 02:11 disse...

ja passei por situação parecida. mas deu q eu não estava gravida. e o que eu mais queria na epoca era ter o direito de escolher.

Anônimo disse...

Me desculpe, Carol, mas o aborto em países onde é legalizado NÃO tem grandes riscos não. Os riscos são mínimos. O aborto de alto risco é o ilegal, feito em clínicas clandestinas, bem como o uso de Cytotec com uma gravidez muito avançada. Cytotec é pra ser usado no máximo até os 3 meses. Já vi muito caso de gente que já usou com 4, 5, 6 meses, o risco nesses casos é grande. Esses dois casos, sim, tem GRANDES riscos. O aborto legal feito em hospitais é seguro, e o risco é igual ao risco de um parto, por exemplo, ou uma cirurgia como a cesariana, talvez até inferior.

Ana Carolina on 6 de julho de 2010 18:28 disse...

Carol, discordo bastante de você. Vou pegar alguns pontos específicos, desculpe se eu tiver entendido errado.

Quando você diz "O fato de que cada um é dono do seu próprio corpo e que faz dele o que bem entender, significa também que tem de arcar com as consequências", então quer dizer que ela estava ciente das consequências dos seus atos. Mas talvez ela não estivesse: será que, se ela pudesse voltar atrás, ela não teria se prevenido de maneira adequada?
Essa frase também induz ao pensamento de que "só fica grávida quem quer", o que não é verdade, e aí mesmo está um depoimento mostrando isso. (a não ser que você ache que ela está mentindo).

Outro ponto: "E só porque uma coisa deixa de ser ilegal não quer dizer que a pessoa não terá o peso na consciência por ter tirado uma vida." A legalização do aborto não está relacionada com o peso moral do ato. O peso moral vem de cada um, de cada crença e religião; não cabe à lei julgar a moralidade, já que moramos em um país laico (ou seja, as leis - inclusive a da criminalização do aborto - não devem seguir religiões ou crenças específicas).

Marie Peres on 6 de julho de 2010 20:24 disse...

olha eu nem tenho palavras pra expressar o tanto que eu fiquei chocada e que espero que seja mais um texto fictício.. estou perplexa com tamanha barbaridade...

Ana Vicente on 6 de julho de 2010 21:49 disse...

Menina, que triste!
Esse cara que te deixou na mão, não merece sequer que você atenda aos telefonemas dele...
Não cabe a ninguém aqui julgá-la.
Imagino como foi difícil, e acho que o último conselho e óbvio, faça os exames periódicos, cuide do seu corpo. Previna gravidez usando camisinha e tomando pílula, esta é a maior prova de que você de fato sabe o que quer.
Palavras árduas não mudarão o que aconteceu. Tenho certeza que tudo mudou dentro de você...
Cuide disso! Cicatrize suas feridas!Ame seu corpo! A melhor forma de demonstrar é respeitá-lo... e o cara... de fato, é um bosta!!!

Dani disse...

Ana Carolina disse:
"Essa frase também induz ao pensamento de que "só fica grávida quem quer", o que não é verdade(...)"

Todo mundo aqui sabe como se fica grávida. Logo, só fica quem quer ou quem não se cuida. Ok, acidentes tb acontecem, mas não venha dizer que "Não sabe como pode acontecer".

Quanto ao aborto ser legalizado, acho que pouparia a vida de algumas mulheres que se aventuram em clínicas clandestinas. E, sendo bem ácida, ajudaria a diminuir a quantidade de gente nesse mundo, teria filhos quem acha que deve.. menos gente passaria fome... são várias vantagens....

F. disse...

Bom, agora vem a história dos amigos da Paola. Como disseram acima, meu sonho que esse texto fosse apenas uma ficção. Hoje, olhando para uns meses atrás, parece que nada disso ocorreu, que foi tudo coisa da nossa cabeça. É, aconteceu.
Soube da notícia às 11h de um sábado, e eu em plena discussão com meu namorado. Só falei para ele "vou ser tia, amor". E fomos encontrar a Paola. Eu pela segunda vez na minha vida senti o real ódio de um ser humano, aquele ser humano que minha amiga-irmã Paola chamava de 'namorado'. Não quis olhar na cara dele. A retirei de perto dele, fiz questão de levá-la para longe, conversei e mostrei os fatos bons e ruins numa gravidez.
Nunca fui a favor de um aborto, e não serei. Mas como a minha amiga disse 'a gente só sabe oq fazer quando acontece com a gente, é diferente'. Ainda não tive a 'oportunidade' de ficar grávida, já tive situações em que pensei estar, e todas fui apoiadíssima.
Talvez pq quando nasci minha mãe tinha 17 anos. Apoiada em casa e pelo respectivo.
Não foi a situação da minha amiga. Pedi até para minha mãe conversar com ela se ela viesse aqui para minha casa, ela não veio. Ele a fez ficar na casa dele.
Foram dias aterrorizantes, conversas, choros em conjunto (eu, Paola e nosso outro amigo). Aprendemos a odiar o 'namorado' dela, que até então era um grande amigo de todos nós. Tivemos uma conversa em que ela disse que teria, o jeito era evitar ele ficar próximo dela, ele dizia para os amigos que só não namoraria com ela, mas que daria todo apoio à gravidez, enquanto nas costas da gente pressionava nossa amiga a abortar.
Recebo uma msg no celular 'decidi, vou tirar.'. Chorei igual criança, liguei pro meu namorado chorando, debulhando em lágrimas 'ela vai tirar'. Ele ficou puto, não com ela, com ele. O chamou de covarde, idiota, e longe de ser homem.
Chegou o fds que ela 'tiraria'. Na sexta veio para minha casa, saímos, nos distraímos. Sábado à tarde, ela me mostrou o remédio, não havia me contado que era cytotec - eu tinha medo desse nome. Meus olhos encheram de lágrimas, medo não só do que ela estava fazendo, mas medo de perder minha amiga, por causa de um idiota como aquele.
Passei meu domingo rezando, e isso não é um costume meu. Liguei pra ela, ela disse q estava começando a passar mal. Liguei pra ela mais tarde, no hospital. Perguntei sobre ele, ela disse q ele ainda não sabia que ela estava no hospital. Liguei pra ele, e perguntei se ele sabia onde ela estava, contei q estava no hospital e pedi para ele ligar pra ela. Desliguei.
No outro dia, nada de notícias, liguei pra ele, ele disse q ela ligaria pra ele quando chegasse em casa, e ele me avisaria. Recebi a ligação talvez até antes dele. Foram dias tensos. Todos perguntavam cadê minha amiga "teve um problema de saúde". Lembrar do que ocorreu foi horrível. Ao saber que ela havia retornado ao hospital, pior ainda. Ver ela novamente, foi satisfatório, saber que ela estava ali comigo, viva.
Tive medo de perder minha amiga, para a morte. Por causa de uma pessoa totalmente idiota, e irrelevante nas nossas vidas, mas que naquela época foi totalmente relevante na vida de todos nós.
Hoje, sei que minha amiga merece alguem que a ame e cuide bem dela. Por isso vivo brigando com a Paola, e chamando a atenção dela.
Afinal, é minha amiga. Minha irmã. Amo vc, P.

F.

F. disse...

Bom, agora vem a história dos amigos da Paola. Como disseram acima, meu sonho que esse texto fosse apenas uma ficção. Hoje, olhando para uns meses atrás, parece que nada disso ocorreu, que foi tudo coisa da nossa cabeça. É, aconteceu.
Soube da notícia às 11h de um sábado, e eu em plena discussão com meu namorado. Só falei para ele "vou ser tia, amor". E fomos encontrar a Paola. Eu pela segunda vez na minha vida senti o real ódio de um ser humano, aquele ser humano que minha amiga-irmã Paola chamava de 'namorado'. Não quis olhar na cara dele. A retirei de perto dele, fiz questão de levá-la para longe, conversei e mostrei os fatos bons e ruins numa gravidez.
Nunca fui a favor de um aborto, e não serei. Mas como a minha amiga disse 'a gente só sabe oq fazer quando acontece com a gente, é diferente'. Ainda não tive a 'oportunidade' de ficar grávida, já tive situações em que pensei estar, e todas fui apoiadíssima.
Talvez pq quando nasci minha mãe tinha 17 anos. Apoiada em casa e pelo respectivo.

F. disse...

Não foi a situação da minha amiga. Pedi até para minha mãe conversar com ela se ela viesse aqui para minha casa, ela não veio. Ele a fez ficar na casa dele.
Foram dias aterrorizantes, conversas, choros em conjunto (eu, Paola e nosso outro amigo). Aprendemos a odiar o 'namorado' dela, que até então era um grande amigo de todos nós. Tivemos uma conversa em que ela disse que teria, o jeito era evitar ele ficar próximo dela, ele dizia para os amigos que só não namoraria com ela, mas que daria todo apoio à gravidez, enquanto nas costas da gente pressionava nossa amiga a abortar.
Recebo uma msg no celular 'decidi, vou tirar.'. Chorei igual criança, liguei pro meu namorado chorando, debulhando em lágrimas 'ela vai tirar'. Ele ficou puto, não com ela, com ele. O chamou de covarde, idiota, e longe de ser homem.
Chegou o fds que ela 'tiraria'. Na sexta veio para minha casa, saímos, nos distraímos. Sábado à tarde, ela me mostrou o remédio, não havia me contado que era cytotec - eu tinha medo desse nome. Meus olhos encheram de lágrimas, medo não só do que ela estava fazendo, mas medo de perder minha amiga, por causa de um idiota como aquele.

F. disse...

Passei meu dia rezando, e isso não é um costume meu. Liguei pra ela, ela disse q estava começando a passar mal. Liguei pra ela mais tarde, no hospital. Perguntei sobre ele, ela disse q ele ainda não sabia que ela estava no hospital. Liguei pra ele, e perguntei se ele sabia onde ela estava, contei q estava no hospital e pedi para ele ligar pra ela. Desliguei.
No outro dia, nada de notícias, liguei pra ele, ele disse q ela ligaria pra ele quando chegasse em casa, e ele me avisaria. Recebi a ligação talvez até antes dele. Foram dias tensos. Todos perguntavam cadê minha amiga "teve um problema de saúde". Lembrar do que ocorreu foi horrível. Ao saber que ela havia retornado ao hospital, pior ainda. Ver ela novamente, foi satisfatório, saber que ela estava ali comigo, viva.
Tive medo de perder minha amiga, para a morte. Por causa de uma pessoa totalmente idiota, e irrelevante nas nossas vidas, mas que naquela época foi totalmente relevante na vida de todos nós.
Hoje, sei que minha amiga merece alguem que a ame e cuide bem dela. Por isso vivo brigando com a Paola, e chamando a atenção dela.
Afinal, é minha amiga. Minha irmã. Amo vc, P.

F.

Paola disse...

Eu mandei o texto pra uma das corporativetes e pedi pra ser postado não para que me jogassem pedras, e sim para que pudessem entender o que é passar por isso e a dor que pode causar.
Eu agradeço a cada uma das pessoas que comentaram, de verdade, vocês me deram o apoio que eu sempre tive dos meus melhores amigos e que me faltou da minha mãe. Eu hoje, estou mais tranquila e consigo ficar bastante tempo sem pensar nisso, consigo viver normalmente, apesar das dores emocionais, eu posso deitar pra dormir tranquila.
Eu nunca imaginei o que era isso tudo até que passei, mas hoje eu abro a boca pra falar pra que ninguém tenha tanto medo, que ninguém se sujeite a esse tipo de coisa, sozinha.
Novamente, muito obrigada meninas, eu como leitora daqui, agora me sinto mais em casa do que nunca.

Ana Carolina on 7 de julho de 2010 14:46 disse...

Paola,

Que bom que você está melhor! Você está bem de saúde, e viva, e tudo vai melhorar.
Dizem que a gente evolui nas dificuldades, então creio que você amadureceu muito nesse processo todo.
Se você é uma pessoa religiosa, acredite, o seu filho já te perdoou, ele entende que você não pôde acompanhá-lo e estar junto dele nessa vida... mas que vocês vão se encontrar novamente, em um momento mais adequado. ;)

Beijos, e força pra frente!

Carol disse...

Dani disse:
"Quanto ao aborto ser legalizado, acho que pouparia a vida de algumas mulheres que se aventuram em clínicas clandestinas. E, sendo bem ácida, ajudaria a diminuir a quantidade de gente nesse mundo, teria filhos quem acha que deve.. menos gente passaria fome... são várias vantagens...."

Pena de morte, então. Pelo menos quem sobrevive tem chance de escolher seus caminhos. No caso do aborto você impede uma vida de tentar.

Crazy on 7 de julho de 2010 20:01 disse...

Era um feto, um punhado de células que ainda não formava um ser humano. Coloque isso na cabeça e pare de sofrer.

Dani disse...

"Pena de morte, então."

Exatamente isto Carol!!
E quem fica grávida em um momento que não deseja, não tem a chance de escolher seus caminhos?

Carol disse...

Dani, todos nós temos escolhas, assim, devemos arcar com as consequências. Todos nós sabemos como se fica grávida. Quando alguém cisma em beber e dirigir, pode ser que chegue são e salvo em casa, pode ser que não. É um tiro no escuro. Na época da minha avó, a desculpa de que não havia informação até colava, hoje não. Como disse, em momentos de desespero e de não conseguir encarar uma consequencia dos seus atos, alguém acaba optando pelo aborto. Tenho uma irmã que faz estudos sobre isso. Ela ainda não viu casos em que mães que desistiram dessa ideia tenham dito "me arrependi de NÃO ter abortado". Pelo contrário, quando há arrependimento, é por ter tirado a vida do próprio filho. E o arrependimento não é por ter feito algo ilegal, é por ter tirado a vida e pronto. Claro que existem casos em que a pessoa não tem o menor peso depois, como

Crazy disse...
"Era um feto, um punhado de células que ainda não formava um ser humano. Coloque isso na cabeça e pare de sofrer."
Quem pensa assim, não tem o menor peso mesmo!
Mas aí vai de cada pessoa. Cada um sabe onde seu calo aperta, só penso que tirar uma vida nunca é a melhor solução.

Anônimo disse...

Já passei por isso, também escutei"´má formação de feto..."qdo sabia que tinha abortado com cytotec.
Vai passar, pode acreditar.
Passou qdo minha filha nasceu.

Larissa Amado disse...

Sinceramente, Carol, é porque você nunca ouviu uma pessoa totalmente sincera e porque deve viver rodeada de moralistas. Cansei de ouvir colegas no trabalho se arrependendo "devia ter tirado essa também". A questão é que dizer isso (ser sincera) choca, porque o mundo acha que uma mulher DEVE ter sonhos de ter filhos. E quando não tem? Vira uma megera, não é? E quando a ciência mesmo prova que é sim um amontoado de células? Vale a sua fé? Diga por você. Como o que eu digo, sei que vale para mim por ser o que eu acredito. Não crucifique os outros só porque eles não partilham do mesmo moralismo que você.

 

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