quinta-feira, 20 de maio de 2010

Drogas, um assunto sérião, mesmo


O relato impressionante de uma leitora, que recebi por e-mail. Não deixo o nome real para não expô-la.

"Lembro muito bem da primeira vez que usei drogas. Eu era uma garota normal, e do nada estava na casa de meus novos amigos. Achei que fosse tudo muito saudável, que íamos fazer um 'esquenta' com bebidinhas. Do nada, surge a maconha. Pra parecer tão descolada quanto eles experimentei. Não sei tragar, mas acho que nem perceberam. Neste mesmo dia resolvi experimentar o sintético, a 'bala'. Só metade. Eu estava querendo viver e essa me pareceu uma alternativa interessante. Não vou mentir: se droga fosse uma merda, não vendia. A sensação do ecstasy é sim algo maravilhoso. Não estou fazendo apologia, mas de repente, amar o mundo, me pareceu uma idéia interessante e eu fiquei feliz pra cacete.

E então me pareceu natural usar todo fim de semana. Não tinha nada demais, era só felicidade com um gosto leve de dramim. Emagreci uns 5 quilos e estava realmente linda e poderosa. Meus novos amigos eram sensacionais e todo mundo era feliz rangendo os dentes - tenho alguns dentes roídos bem de leve, até hoje. E então resolvi experimentar o ácido. Foi divertido ver legendas de filmes dançantes, luzes de Natal com um nível acima da média de cor e beleza, animais com pêlos de pelúcia, cabelos sedosos, arrepios de calor, de frio. E os olhos? Duas opalas. O chato era ficar 12 horas pirando sem parar e morrendo de sede.

Essas pessoas, esses amigos, claro que estavam num nível de drogadição acima, bem acima do meu. Eu gostava de usar pra balada e confesso que me viciei rápido, pra mim, balada não era balada sem algo mais. Fiquei um ano assim. Meus amigos estavam no pó. Todos diziam que era demais, tão demais que era melhor que eu nunca usasse, pois iria gostar e pra me livrar seria um lixo. E assim foi, eu com meus doces sintéticos e eles os monstros do padê. Um dia por alguma razão caiu na minha boca, senti um gosto horrível e tudo amorteceu. Decidi que realmente de cocaína ficaria longe.

Numa noite extravasei no ácido, um e meio, 14 horas pirando sem parar, me deu uma bad horrível eu achei de verdade que fosse morrer. O corpo com excesso de ácido tem espamos sozinho. Lembro bem de eu, deitada na caa e minhas pernas pulando de 15 em 15 minutos e meu amigo me abraçando dizendo pra eu pensar em coisas boas, porque senão a pira demoraria mais pra ir embora. Tive alucinações sonoras, as pessoas não falavam, apenas emitiam sons como "mamamamamamamama", e eu chorava chorava... decidi parar. E parei por um mês. É difícil parar quando se vê outros usando e saltitando de alegria.

Um colega de trabalho teve uma convulsão na frente de todos. Os bombeiros foram chamados e enfim, resto de cocaína nos dentes, mais um usuário próximo a mim. Eu juro por Deus que não sabia. Demissão por justa causa, óbvio.

E então em dezembro de 2008, mais precisamente na virada do ano, usei sintético pela última vez. Já tinha me afastado bem dos tais amigos - ainda são excelentes amigos, eu os vejo de vez enquando e a grande maioria saiu dessa sozinho também, com uma certa força de vontade, graças a Deus. Não vi muita coisa neste um ano, muita gente deve ter visto bem mais que eu, mas entendi que cocaína destrói sim, que deixa demente. A pessoa fica sem banho, sem fazer a barba e acha que está linda. E o pó chama bebida, o que torna tudo pior.

Enfim, não quero me estender muito. Mas quero dizer pros pais ficarem alertas. Droga não é coisa de vagabundo, de mendigo. A cocaína/ ecstasy /ácido chique ainda existem. Nunca furtei um real pra comprar as minhas, assim como meus amigos também não. Está longe de ser coisa de marginal e está muito próximo de todos nós. Há tempos não conheço ninguém que não fume um, ou use um papelzinho de vez enquando. Entendi também que droga tem muito a ver com carência. Todos os que conheço que usam ou foram usuários tem uma carência de amor e atenção incrível. Eu inclusa. Não é demagogia, é a realidade. E digo mais, ninguém nunca "caiu" em casa. Então fica o alerta maior ainda, porque a juvetude anda muito esperta, deixa a loucura passar pra voltar embora. Se você é mãe/pai/educador: ORIENTE.

Betina'




Heleninha

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Postado por Heleninha às 23:26

18 comentários:

Anônimo disse...

Zin, sempre que leio o título e o primeiro parágrafo dos seus posts, eu já adivinho que são seus. Adoro todo o blog, mas os seus posts são sempre os mais criativos e inteligentes. Parabéns!
(comentei neste post pq não consegui comentar no de baixo)

Anônimo disse...

Quem experimenta pela primeira vez 2 tipos diferentes de drogas no mesmo dia, pede pra se fuder mesmo. Ideia fraca de usar e de ser burra o suficiente pra misturar.

Bruna disse...

Já fui viciada em cocaína, durante uns 3 anos + ou -, tb nunca roubei para comprar, todos os meus amigos que usavam e alguns ainda usam são de classe média alta, e meus pais nunca descobriram, me afundei sim, tudo o que recebia era paras as drogas no fim de semana, como a Betina do texto disse, balada sem algo mais não era balada, digo que quase fui pro buraco, mais por sorte saí a tempo, alguns amigos não conseguiram e estão no fundo do poço hoje.

Bel on 21 de maio de 2010 12:47 disse...

Relato muito interessante, Betina.
Tenho amigos que usam maconha e doce (até onde eu sei, ahah).

Já eu sou bemmm careta quanto à isso, alcool já me deixa bem legal, o resto eu sempre recusei. Rola até uma certa curiosidade, mas o medo de perder o controle do meu corpo é muito maior!

Nunca fui de beber muito (pois sempre tenho que dirigir), mas quando viajo por exemplo, não faço muitas cerimônias, bebo mesmo. - pausa triste - no momento nem posso beber devido à alguns remédios que estou tomando.

Mas enfim, gostei do relato, bem sincero.

Zingara on 21 de maio de 2010 13:42 disse...

Vivo numa área nobre do DF onde a droga é muito comercializada. É fato que ela está em todas as classes sociais. E, como dito, é uma coisa boa, que diverte, que faz com que você se sinta maior e melhor enquanto usa - Do contrário não haveria GUERRA CIVIL.

O tema que nunca foi abordado no blog é de grande valia - Como reflexão.

Curto muito música eletrônica e nesse ambiente há o estigma do lsd. Perdi a conta de quantas vezes me oferecem bala ou montaram uma carreira de coca na minha CNH. E eu nunca quis algo assim porque SINTO MEDO de perder o controle sobre meu corpo.

Acho o álcool muito mais poderoso em termos de DESTRUIÇÃO. E, veja, é lícito...

Zingara on 21 de maio de 2010 13:45 disse...

AnÔnimo 1. Obrigada, acho que vou parar de fricote, virar macho e abrir os comentários. É que né? Se eu digo que só como comida clara, aparece sempre alguém para dizer que eu sou racista. ;P

Bianca on 21 de maio de 2010 13:48 disse...

Vou fazer 16 anos, e nunca vi nenhuma droga na minha frente, só maconha mesmo.
E não, nunca experimentei, alguns amigos meus até se assustam por eu nunca ter visto nem ter vontade de provar :T

Deja disse...

Minha drogadicção é apenas um sintoma de um transtorno, não sou viciado; quando em crise eu uso qualquer coisa, atualmente, cocaína. Mas pode ser sexo, auto-mutilação.
Tento combater a motivação que me faz querer buscar entorpecer a mente, como disse da última vez para meu psiquiatra:"-Não consigo suportar a sobriedade."

Às vezes passo semanas sem usar, depois caio em tentação... a sensação de zerar o contador, fracassar é terrível, o prazer de poucos minutos gerado pela droga é muito inferior.

Há anos atrás, eu abusava do álcool, foi difícil largar pela acessibilidade, na época eu levava uma garrafa pequena ao banheiro do trabalho.
Mas parei porque substitui por outras coisas.

Novamente... o melhor é combater a motivação (Terapia ajuda), no caso de dependentes químicos (isso é uma doença classificada pelo CID10), além disso é necessário medicação, para alcoólatras e usuários de cocaína e crack, existem remédios como o "revia" (Naltrexona), tenho amigos que fazem uso e dizem "ajudar".


E bem, tenho formação superior, carreira (sem trocadilhos), trabalho e nada afeta minha família, pois ganho meu dinheiro e consigo limpar minha bunda, enquanto for capaz de fazer isso, não devo nada a ninguém. E estou limpo há apenas 7 dias.
Poucos conseguem ir levando a vida assim... antes de pensarem em curtir um barato ou buscar algo para esquecer do pé na bunda do namorado, visitem uma clínica para adictos e vão ver que ser drogadinho, ir pra Rehab... não é muito legal para quem não é famoso e adora estar na mídia.

wicca* on 21 de maio de 2010 18:09 disse...

Assunto delicado, ainda mais nos dias atuais. E hoje, é difícil mesmo conhecer alguém que já não tenha se drogado. Eu já experimentei e dei bad trip. Prometi pra mim mesma que se saísse daquilo, não usaria mais, e estou cumprindo, isso já faz alguns anos e estou feliz com a minha decisão. Me dói ver um monte de gente nova se enfiando em drogas porque eu sei o que as drogas são. Sempre que posso falo com amigos pra eles pensarem mais na decisão de usar, explico o que aconteceu comigo e tento abrir os olhos, poucos me ouvem, acham que não são usuários, o que me preocupa mais ainda porque eu hoje faço estágio num fórum e vi apreensão de drogas com um amigo meu.
Medo disso, medo de verdade. Torço pra que quem leia esse post pense melhor nas baladas regadas a ácidos.

Anônimo disse...

Fiz meu estágio em um Hospital Psiquiatrico, que tinha uma Ala só para dependentes químicos; e o que eu vi lá nunca mais vou esquecer.

Imagine uma enfermaria cheia de gente destruída, gente sem dentes, gente transtornada, gente que em menos de 6 meses se tornou um cadáver ambulante, aquilo parecia um grande lixão de gente.

No 1º momento quase chorei, mas não pudia ser frágil frente aos pacientes e ainda mais sendo acompanhada pelo meu supervisor.

Lá eu ví pai e mãe implorar por mais uma internação para seu filho, em uma entrevista com o psicológo uma mãe disse que dava R$ 200,00 por semana para o seu filho gastar em drogas. Quando o psicologo perguntou porque ela fazia isso a mãe respondeu que: preferia encontrar seu filho no hospital em meio a uma crise, do que encontrar seu filho na penitênciária por ter matado alguém na tentativa de roubar algo, para comprar as drogas. E o pai neste momento disse apenas que queria se separar porque a esposa fomentava o vício do garoto.

Confesso que nunca senti muita pena deles (viciados), fiquei chocada com as coisas que ví, mas não sinto nada por eles, tenho pesar pelos pais dessas pessoas.

Acho que o uso de drogas é o MELHOR ATESTADO de BURRICE que alguém pode ter na vida. A história é sempre a mesma, sempre os jovens acham que podem "controlar" o vicio e acabam sendo engolidos por ele.

Pô se quer sentir uma sensação diferente, experimente esportes radicais. Corra, pule, salte de qualquer lugar onde for possível e seguro; mas não seja mais um ESTÚPIDO que vai FERRAR e DESTRUIR uma família inteira.

Tb não acredito em ex-viciado (curado), lá no Hospital sempre tem alguém retornando ao tratamento, gente que está "limpo" a 1, 2 ou até a 6 anos, mas basta uma noite junto a quem utiliza entorpecentes e a porta do inferno está aberta novamente.

O "ex-viciado" tem que estar e se manter em constante vigilância para o resto de sua vida.

Se eu pudesse ter um desejo concedido juro que meu pedido seria este:

que os jovens entendessem que drogas não é legal, não é manero. E quem usa não é o cara mais PHODÁSTICO do mundo. É apenas mais um troxa, babaca e imbecil que vai morrer logo, e que vai peder uma longa vida de incríveis possibilidades.

Anônimo disse...

***

podia

Cllarinha on 21 de maio de 2010 23:35 disse...

Como eu queria qe minha mãe saisse dessa como disseram nos posts que estão livres. É o que eu mais desejoo, por tudoo! ;/ Tenho 16 anos, moro com meus tios, sai de casa porq não tinha orientação sobre assuntos escolares, até coisas de mãe pra filha. Mas não sai por causa das drogas, o fato é que eu queria qe ela saisse dessa, então sai pra estudar pra poder trabalhar e pagar tratamento. E aí, tenho a herança do meu pai, o que pode ajudar tmb, sabe eu penso em mts coisas pra poder ajudar, mas ai quando quero colocar em prática ela não aceita. É mt dificil, assunto bem delicado. E sem tirar que tenho dois irmãos menores que mora com ela, assim como eu me sentia sem orientação, penso qe eles tmb sintam como me senti no passado. Por isso, tudo qe desejo é qe minha mãe saia dessa como vcs. Graças a Deus nunca tive nhm contato com isso, e nem quero ter, fode toda a vida. É complicadoo!

CAROLINA disse...

tenho vontade de experimentar maconha, e bala. sei que é ridiculo isso, mais o que eu posso fazer? nunca quis cocaina, nem crack, prefico conservar em mim a ideia de que "cherar um pó" é horrivel.
ja fiquei internada varias vezes, e pra dor eu tomava morfina, e por muito tempo, então eu quase viciei, como é muito forte, da uma sensação mó foda!
bjs

A puta que o pariu disse...

Vi muita estupidez no comentário do anônimo acima, que faço idéia de quem seja... uma profissional de saúde generalizar como atestado de burrice a drogadicção? Separe pra mim o que é da personalidade de uma pessoa, do que é um trastorno como o meu. Sabe o que é transtorno de personalidade borderline? Talvez não, visto que mesmo vários psiquiatras não entendem ao certo.
Recebi trocentos diagnósticos até mais de um médico concordar com esse... não sou viciado porque não sou um dependente químico (Como já disse, DOENÇA!), mas não experimentei drogas por burrice, algo que não sou com meu Q.I acima da média (Quer dizer, não definimos aqui o que é inteligência para chamar alguém de burro).
Eu tenho um transtorno, que causa risco aumentado para abuso de substâncias, não ia pra balada e curtia uma bala, não cheirava carreirinha para pagar de gatão, bem como não passei por lavagem estomacal, fiquei com braço sangrando no PS porque achava "cool", NEM GOSTAVA DE SER TRATADO COMO LIXO POR MÉDICOS DE MERDA QUE PENSAVAM "MAIS UM BABACA QUE QUER APARECER", "MAIS UM BABACA QUE ENCHEU A CARA", "MAIS UM EMO QUE TENTOU SE MATAR". Porque eles acham que estamos lá tomando o tempo deles, que poderiam ser gastos olhando para a cara de um paciente e receitando um remédio ou preescrevendo inalação para crianças com crise de bronquites.

Beleza, muitos jovens querem curtir um barato e tal, são otários mesmo, mas não venha generalizar não caralho.
Pegue seu diplominha de merda e enfie no ânus.

E eu vou tomar meu seroquel, meu zolpidem, meu depakote, meu citalopram em dose máxima e tentar dormir, porque justamente hoje, 7 dias limpo, tô fazendo o maior esforço para me manter longe do que me faz mal.

Se bem que gente ignorante e com mentalidade tacanha me faz mais mal ainda.

Dai on 22 de maio de 2010 11:23 disse...

Gostei muito desse post e principalmente do espaço que ele abriu pra confissões e discussões.
Acho que nao devemos julgar as pessoas que usam. Elas tem seus motivos e são merecedoras de ajuda, não de julgamentos e xingamentos.
As dependências químicas devem ser tratadas seriamente, com profissionais, e não leigos que tentam julgar e impor o seu parecer sobre o assunto.
Graças a Deus, não tenho nenhuma dependência, mas se tivesse, não gostaria de ser tratada como uma pedante ou um cadáver humano, como dizem alguns.
Esses usuários são gente e precisam ser tratadas como tal.
Respeito acima de tudo.
E parabéns para os que conseguem se livrar desse mal.

Beijinhos.
Parabéns pelo post.

Cris disse...

Eu nunca tive vontade de experimentar... Bem, na verdade eu nunca tive é coragem! Sempre MORRI de medo de me viciar em drogas, cigarros ou bebidas. E, sim, este é um dos motivos de eu ser abistênia!
Embora eu REALMENTE deteste o gosto de cerveja e da maioria das bebidas e não suporte o cheiro de cigarro.

Porém, recentemente tive um problema muito sério de saúde. Quase perdi um órgão e NUNCA senti tanta dor na vida... Garanto que não existe nada pior!!!
Quase toda madrugada eu acordava BERRANDO de dor e dava entrada no hospital. Até que um dia, para que eu não continuasse indo no hospital toda hora o médico me receito um remédio a base de droga. Sim, isso mesmo... daqueles com tarja preta! Me caguei de medo pra tomar... Mas qualquer coisa era melhor que aquela dor.

Não tomei a dose indicada. O medo era tão grande que só tomava 1 por dia, quando doía insuportávelmente.
Na 1ª vez, em meia hora eu adormeci... Durante essa meia hora senti a dor aliviar e me senti consciente, mas meu pai disse que eu parecia dopada mesmo. Dormi 12h direto!

No 2º a mesma coisa.
No 3º dia eu me assustei de verdade!!! O remédio já não fazia efeito nenhum... ZERO. Não conseguia relaxar.
Fui pro hospital de novo. Os remédios que me deram na veia também não funcionavam. Nada funcionou até o meio-dia do dia seguinte, então o médico pediu alguns exames para uma cirurgia de emergência.

Depois disso, quando voltei pra casa, ainda sentia um pouco de dor, mas BEM mais leva... sem comparação!
Toda vez que eu sentia dor minha mãe me dizia pra tomar o remédio, mas me recusei. Tive medo de viciar!!! Se o remédio já parou de fazer efeito no 3º dia era um sinal alarmante de que isso poderia acontecer.

Ainda sinto dores suportáveis [tenho + 1 cirurgia pra fazer], mas nunca mais tomei o dito cujo do remédio!

Não entendo como pessoas que foram orientadas sobre o perigo das drogas ainda insistem em experimentá-la sem necessidade real! E acho que nunca vou entender...

Entendo que é uma doença, mas também sinto muito mais compaixão pela família e pelos amigos do que pelo viciado. Afinal, a decisão de experimentar, foi sim, uma irresponsabilidade e coisa de gente fraca. Pois quem tem convicção no que é melhor pra si não vai pela cabeça dos outros!!!

Deja disse...

Quem diz que todos experimentam porque foram fracos, não faze a menor idéia do que é um problema mental...

Mesmo discursinho de merda de sempre...


E eu fiquei curioso quanto ao remédio a base de droga, wat.

Ignorância, a gente vê por aqui.

Crazy on 25 de maio de 2010 17:26 disse...

Bom, não tenho muita teoria nem prática para falar sobre esse assunto, mas li todos os comentários e sinto-me inclinada a concordar com a Cris...problemas mentais, sei bem que existem e o quão graves são. Já fiz terapia, fui encaminhada para psiquiatra e me receitaram tarja preta, o qual eu me segurei para não tomar, sendo que na época eu chegava a passar CINCO dias seguidos sem dormir nem 2 minutos na noite e estava em total desespero, já chegando ao ponto de ter alucinações auditivas (imaginem q quando eu estava quase conseguindo pegar no sono, eu ouvia alguém gritando meu nome e ficava 100% desperta novamente).
Eu fui sobrevivendo por quase 2 anos dessa forma com tratamentos alternativos e aguentando as crises de pânico q eu tinha. Depois, da mesma forma que veio, foi passando. Sei que existem pessoas com problemas psicológicos realmente mais graves que os que eu tive, mas acredito que em 99% dos casos, quem se entrega às drogas é por pura fraqueza de caráter. Claro que há exceções, mas creio que é a minoria da minoria. Também tenho mais pena dos pais dessas pessoas, e tenho profunda raiva de quem começa a se drogar sabendo muito bem que está financiando traficante. Mesmo assim, até q sou tolerante, pois meu namorado é ex usuário de cocaína, porém eu fiz questão de dizer para ele exatamente as coisas que disse acima e deixar bem claro q se eu soubesse que ele usou de novo, eu não olharia para a cara dela uma segunda vez.

 

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