segunda-feira, 24 de maio de 2010

Eu me vingo, ele se ferra, nós perdoamos.


O sentimento de vingança é praticamente inato. Pelo menos é assim que eu o sinto.
Nós tentamos controlá-lo ao máximo por princípios morais e o escambau, mas ele está sempre lá como uma alternativa proibida.

Você levou um pé na bunda, o que você faz?

a) se mata
b) mata o infeliz
c) mata o infeliz e se mata
d) nada.

Agora, sinceramente, qual faz mais sentido, assim de imediato?

Exatamente, alguém tem que perder a vida nessa história! E vamos combinar, é bem mais conveniente que não seja você!

Não estou dizendo que a vingança seja algo bonito, nobre, estou dizendo que é um sentimento natural que acompanha o ódio, a raiva e a dor-de-cotovelo.
Cada um tem um senso de justiça e a maioria das pessoas acredita que é mais justo que os outros se estrepem do que elas próprias, certo ou errado, estamos todos aí se matando para comprovar, deal with it.

Pode ser uma vingança silenciosa e inofensiva, do tipo; “Vou fazer vários Sims e matá-los de forma trágica”

Ou alguma coisa mais...“Vou ligar pra ele e falar que estou grávida de gêmeos”

A vingança fria e calculista é a mais almejada, acredito eu. Aquela que vemos em filmes e em séries de TV, nos identificamos e ficamos pensando em maneiras de adaptá-la proporcionalmente a nossa situação.
"Vamos fazer assim, você liga pra amiga dele e pede pra ela levar o Coiso na balada, ai você liga pro amigo do amigo da Joice e fala que eu tô dando uma festa e que é para ele aparecer sem falta. Ai chegando lá eu ajo como se não quisesse nada e agarro o amigo do amigo da Joice na frente do Coiso, vamos ver então quem humilha quem?"

Essa história pode ter dois finais, MUITO prováveis.
1. O amigo do amigo da Joice não vai e o Coiso leva uma "amiga".
2. O Coiso simplesmente não está nem aí!


Mas vamos confessar, por mais que a vingança seja incrivelmente sedutora, dá uma moleeeza...
Jurar vingança, pra mim, é bem coisa de gente preguiçosa, procrastinar não leva a nada!
Quando você tem preguiça de se vingar e tratar do assunto com as próprias mãos a alternativa é simples e tem nome: Rogar Praga.

A arte de rogar praga é antiga e já foi adaptada de diversas formas, mas sempre para um mesmo propósito; foder o próximo.
Mamãe já dizia que não devemos desejar o mal do coleguinha, mas mamãe não sabia o que crescia dentro de nós. A angústia de ver a pessoa, que obviamente não merece estar feliz enquanto você está triste, cheia de alegria e luz não tem explicação, é a sementinha da vingança.

- Espero que ele broxe para o resto da vida!
- Espero que o cabelo dela caia!
- Torço para que sofra muito com o próximo trouxa!

E aí vem aquela colega dar uma força; “Relaxa amiga, ele ainda vai se dar muito mal nessa vida”.
Sentimento de vingança pega.

O que não vale é se arrepender, o que está feito, está feito. Também não tem necessidade de sair se vangloriando do feito, afinal isso só prova que você, mesmo depois da vingança, ainda não superou. Uma citação muito boa e muito verdadeira é a de que não há maior vingança do que o esquecimento, de Baltasar Gracian. E realmente é bem por aí, existe coisa pior do que alguém te esquecer, deixar de te dar importância? É complicado, mas eu acho justo.

No fundo nada que fizermos curará a dor da perda de alguém ou de algum mal que tenham lhe feito, muito menos tentar causar a mesma dor. O jeito é esperar o tempo passar e acreditem, ele passa. Inclusive, nada mais frustrante/humilhante do que tentar se vingar e a vingança não colar, isso é bem fim de linha, quer correr o risco? Sabe, gente, o Karma tá aí também, vale a pena gastar energia com isso não.

Vamos ser felizes com o que nos é dado e superarmos o que nos é tirado da maneira mais classuda e diva possível!




And that's the way the cookie crumbles, né não?

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Postado por Thaís Prado às 00:40

12 comentários:

Thaís Prado on 24 de maio de 2010 01:48 disse...

=)!

Deja disse...

A vingança nunca é plena ... ah, deixa pra lá.

JP on 24 de maio de 2010 10:16 disse...

Olá, não encontrei um e-mail então vai aqui mesmo. Meu nome é Jemima, moro na capital de São Paulo e sou gêmea bivitelina. Criei um blog com o propósito principal de reunir histórias de gêmeos - contadas por eles mesmos ou por seus familiares. Vale ressaltar que todos os textos são postados com os devidos créditos. Envio o tema como sugestão de pauta e estou a disposição para contar minha história, inclusive o motivo pelo qual criei este blog.

Em Vizinhos de útero você encontra: depoimentos de gêmeos adultos, relatos de mães e pais de gêmeos, opinião de terapeutas, fotos de gêmeos famosos e artigos relacionados.

http://www.vizinhosdeutero.blogspot.com

Qualquer dúvida, disponham!

Cordialmente,
Jemima Pompeu
E-mail: jemimapompeu@gmail.com
Twitter: @vizinhosdeutero

Bel on 24 de maio de 2010 10:34 disse...

"...mata a alma e envenena!"

Ótimo post!! adorei o fim com o V, adouro esse filme, hehe.

Cris Soleitão on 24 de maio de 2010 12:08 disse...

"A angústia de ver a pessoa, que obviamente não merece estar feliz enquanto você está triste, cheia de alegria e luz não tem explicação, é a sementinha da vingança."

Nossa, já senti muito isso!!! rsrs...
Excelente post. E também cheguei à conclusão de que a melhor vingança é o esquecimento, a superação... Como se a pessoa nunca tivesse passado na sua vida!
CLARO que o que aconteceu não pode ser apagado, mas ninguém precisa ficar sabendo né... rsrsrs...

Zingara on 24 de maio de 2010 12:10 disse...

Sempre uso o jargão "A vingança é ser feliz" em tom de deboche. Por que, né? Enquanto DOER você vai QUERER SE VINGAR por ESTAR mal amada. Agora qdo vocÊ FINGE DESDÉM fica muito mais classuda.

Há mil anos atrás me separei de um cara que namorei por 3 anos. Depois de uns meses, ele assumiu um novo namoro. Na época eu fiquei furiosa, pois havia uma coisa de POSSESSIVIDADE da minha parte. Comecei a namorar outra pessoa SÓ PARA MOSTRAR. E a desejar todo mal a eles (o ex e a atual). A tal PRAGA citada no texto. E, não sei se por minha praga, mas ele teve realmente anos difíceis ao lado da tal pessoa. Sei disso porque voltamos a nos falar e, MEUDEUS, juro que me senti culpada. Sério! Acho que não vou pro céu. ;P

Anônimo disse...

Curti o post, achei engraçado...mas sou vingativa e orgulhosa disso!

A Madrasta Má on 24 de maio de 2010 16:30 disse...

Sou vingativa e tenho o dom de simplesmente deixar de tratar, não destratar, mas fazer de conta que nunca existiu ou existirá na minha vida... ao menos para a pessoa em questão kkkkkkkkkkkk desejo sim: que broche, que morra, que fique gordo e barrigudo, problema de gengiva, óculos, cabelo branco.... hummmmm até inspirei agora... Bjinhos da Madrasta!

Kesi on 24 de maio de 2010 17:41 disse...

É, já diria acho que o Sr. Madruga: A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.Mas eu confesso que já me vinguei de um infeliz. E foi uma vingança bonita. E eu me senti melhor depois dela huahuahauahua

Mas realmente não é sempre que as coisas saem do jeito que a gente quer...

Beijos

Joaninha on 25 de maio de 2010 01:33 disse...

Meu desejo de vingança tá diminuindo...
Um amigo me indicou o texto, "As VERDADES que eles contam", e encaixa direitinho no que estou passando...
È bem difícil entender que ele simplesmente não gosta de mim, não porque eu me ache maravilhosa, mas pq é estranho depois de toda palhaçada de conhecer mãe, apresentar mãe, falar de casamento, filhos... de uma hora pra outra ele não está pronto pra se relacionar, comigo... e posta no Orkut pra quem quizer ver Segredos de Frejat "Procuro um amor que ainda não encontrei..."
Pq não ficou? me levou pra cama? A cabeça de ficante é diferente da cabeça de namorada, a gente toma cuidado pra não gostar...
Mas ele fez questão de namorar, de apresentar familia, de mostrar pra todos nossos amigos em comum... A gente já se conhecia a mais de 4 anos... precisava expor... Ele disse que testou...Perguntei sinceramente se eu estava em uma estante para ser escolhida e testada?
Ele é um covarde, e eu uma burra por gostar dele...

D'touka~chan on 27 de maio de 2010 11:35 disse...

hahahah a melhor vingança de fato é o "tanto faz", continuar tratando a pessoa com educação como se nada tivesse acontecido (lógico com um pé atrás).

Dina Prates on 6 de junho de 2010 14:58 disse...

Nossa , muito bom o seu post fazia tempo que eu ñ lia algo do tipo. Realmente é verdade muitas vezes nos sentimos assim mas não adimitimos a ninguém....

 

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