sexta-feira, 30 de abril de 2010

O pecado de ser bela na Engenharia

Certas coisas me fazem rir. Uma (agora ex) colega de classe, mas que espero que continue minha amiga, porque gosto muito dela, resolveu trancar o curso desanimada com as dependências de Física e Cálculo. Eu peguei em Álgebra Linear, o que me fez ficar totalmente separada de meus amigos originais, perdida numa turma de "dependentes" de Mecânica, Produção e Ambiental. Serviu para que eu me virasse e me obrigasse a conhecer novas pessoas. Sou 100% Humana e sabia que ia penar num curso de Exatas. Mas, foi escolha minha e eu me recuso a desistir. A Engenharia ficou bonita. Foi-se o tempo que só tinham nerds e trabucos. Posso garantir que, na classe em que me encontro 80% das meninas são bonitas e o resto é pegável.

Não quero ficar confabulando sobre a desistência da cidadã, mas a justificativa de que "não empregam engenheiras bonitas" que ela contou pra outra pessoa e acabou por cair na minha orelha, simplesmente não me desceu. Sinto-me como Elle Woods pedindo papel cor-de-rosa pra encapar minha mesa do estágio, saltitando com sapatinhos rosados enquanto levo instrumentos de medição para a linha de produção. Tipo, HELLO, ISSO NÃO ACONTECE. Na minha dinâmica de estágio eu era a única mulher. Minha chefe é mulher. Posso apostar os dois braços que ela não deixou de escolher os outros fulanos da dinâmica porque eles eram lindos e eu era feia. Até porque eu não sou uma completa incompetente, e também não sou de se jogar fora. E o segundo estagiário escolhido é tipo SUPER GATINHO.

Achei uma justificativa "argumentinho de bosta", completamente recalcada e fraca. Dizer que não gosta do curso, vá lá. Dizer que está penando demais e desanimou, ok. Dizer que se é linda demais pra fazer Engenharia é assinar atestado de incapacidade, que, até onde eu sei, tal cidadã não tem. Ela é bonita e apesar das dependências é uma aluna inteligente e esforçada, que sabe trabalhar em equipe. E hoje, ah francamente, a maioria das pessoas deixa pra se formar depois dos 23 anos, uma dependência a mais outra a menos, não vai cagar com a juventude dela.

E vamos ao fato comprovado, de que ser bonita, ajuda e muito na contratações, até quem é relativamente belo costuma ganhar mais. Já li isso até na super interessante.

Por favor criançada, digam que eu sou catinha ahahah:



E finalizando este post indignado, a bicha vai me largar ENGENHARIA OI SOU ENGENHEIRA BEIJOS, pra fazer ADM. Nada contra, conheço uma menina que simplesmente tem muita vocação pra tal coisa. Mas a Produção tem rixa com a Adm e diz que Adm é um curso genérico e sem CREA cujo piso salarial é baixo. É tipo rixa de Civil com Arquitetura. Enfim,espero que vcs entendam a brincadeirinha final e me poupem das pedradas.

BJOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOS DA LORA.

VISITE
www.denovodezoito.blogspot.com

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Postado por Heleninha às 00:01 13 comentários

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A arte de viver da fé ou Dinâmica de grupo é coisa do capeta!


A religião é o ópio da humanidade, diz-se. Mas assim como o ópio, a religião também precisa de usuário para torná-la uma arma. E quem está com a arma em mãos, tentando acertar um alvo tão cego quanto a fé? Na maioria das vezes, um fanático.

Os casos de pedofilia na Igreja Católica estão em evidência na mídia, cada vez mais constatamos que a visão hipócrita do celibato só desenvolve psicopatias humanas. Aí é que os evangélicos parecem sensatos, ao permitirem o casamento dos seus pastores. Afinal Deus quis, segundo algum livro religioso, que o homem e a mulher se reproduzissem. Mas se há sensatez aí, há pretensões grosseiras (e longe de serem humanitárias), os evangélicos acham que todos os seus "irmãos" (jocoso chamá-los de irmãos, não?) estão condenados no juízo final, visto que não estão pregando. Tampouco indo à igreja religiosamente ou batizados segundo sua doutrina "verdadeira" e "única" para a salvação.

A fé nunca pode ser discutida. Se você acredita na força do seu cardigã vermelho para fazer uma prova de matemática, tudo bem. Não é um livro que dirá o contrário.

Confesso que invejo a crença de alguns. É como encontrar uma direção e ver o sentido de levar uma bordoada e um afago vez e outra. Outro dia, a Juliana Paes deu entrevista à Marília Gabriela dizendo que era budista (se não me engano) e que, por isso, tinha que aceitar as intempéries da vida de peito aberto. Afinal a vida era isso "luz e sombra". Haveria um dia para lutar, outro para descansar. E se houvesse dias de luta, que você fosse guerreiro até o final. Se houvesse críticas, que as ouvisse com o mesmo sorriso que ouviria elogios. A atriz trabalhava essa filosofia de vida e tentava viver bem com isso. Não é salutar escolher sofrer ou não? Se eu acreditasse nisso, não estaria em frangalhos agora, pois procuro emprego há meses, faço entrevistas há meses e tudo que vejo são portas fechadas. Eu estaria dizendo "Tudo bem, é só uma longa e tenebrosa DÉCADA de desemprego. Vou sorrir." E me candidataria, ávida pela oportunidade, como mulher-bomba da Al Qaeda, visto que algumas andaram explodindo em metrôs de Londres.

Pois bem, reafirmo, acreditar em algo deve ser algo muito acolhedor. Acreditar que você é o único que será salvo no dia do Juízo Final deve ser muito prazeroso. Acreditar na sua loucura fé deve ser de um conforto imensurável. Mas estamos falando disso em primeira pessoa, quer coisa mais pernóstica que excluir todos os outros seres humanos dos céus por quê ele não interpreta a bíblia segundo a sua visão?

Isso de religião é particular e fedido, como aquela outra coisa pequena e que cada um tem o seu.

O aclamado filme do Chico Xavier não me mostrou a religião, mas uma vida de provação e dedicação - Assim como a Madre de Calcutá, que praticava o mesmo catolicismo dos padres pedófilos. A religião pode ser o ópio que atenua a nossa dor, se usada com respeito.

Noite passada eu acordei com os olhos semi-abertos. Explico o "semi-abertos", sabe quando alguém é alérgico a abelhas e é beijado por elas? Pois bem, olhos mínimos. Não, não fui deixada por nenhuma macho dessa vez. Eu apenas não consigo arranjar um emprego, embora esteja há meses fazendo entrevistas de emprego. “Parece uma espécie de maldição”, a diarista diagnosticou e pediu para que eu fosse à igreja dela para "tirar isso". Eu irei, eu acredito na fé dela, porque a minha foi deixada numa dessas dinâmicas de grupo.

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Postado por Sarita às 00:01 16 comentários

terça-feira, 27 de abril de 2010

MODA MILITAR: Sim, senhora!

A Moda Militar está em alta. Mas não tenha em mente apenas os figurinos camuflados ou os tons verde-escuro, afinal são os casacos suntuosos no estilo "Dom Pedro" que estão desfilando com grande desenvoltura por aí e atraindo olhares emocionados dos fashionistas. Roubamos mais uma peça do vestuário masculino!

Para quem não sabe, essa moda teve destaque entre os punks. Que usaram peças nesse estilo para desafiar o sistema: rígido e regrado.

Como toda moda, a militar tem que ser usada com bom senso e parcimônia. Você deve montar um look, e não uma fantasia. Para não errar, escolha sempre uma única peça.


Peças militares estão no nosso armário desde sempre. Mas são tão sutis que nem as classificamos como "militares". Coturnos são bons exemplos. O óculos estilo "Rayban" também foi utilizado a princípio por militares e depois viraram acessório de desejo de todos nós.

Rachel Bilson desfila básica com o coturno. Uma ótima sacada, já que a moda propõe isso: Arrematar o básico (jeans, camisa branca) com algo mais hard (coturno).

Taylor Swift apareceu com esse vestido vermelho que foge das cores militares. Mas os botões dourados e os bolsos laterais reforçam a ideia militar. Essa é uma boa dica para customizar aquela peça antiga: Inserir botões dourados.





Aposte numa peça (ou no máximo duas) para montar um look sensato. A ideia é sempre contrastar a formalidade com o casual. Os exemplos acima conseguiram retratar bem esse equilíbrio.

Beyoncé aparece super-elegante nessa combinação básica com um casaco de soldado.

Jessica Szohr apareceu feminíssima nesse vestido de tons românticos e deu aquela "quebrada Poliana" com um casaco de soldado mais brincalhão.

O mesmo comentário para Lindsay Lohan que aparece bem feminina nesse vestido azul e sandália nada formais... Mandando toda leveza para o peso da formalidade militar.

A elegante Luiza Brunet deu um toque feminino ao casaco militar. As ombreiras adornadas em dourado marcam o look de forma sutil.


Não se irrite se alguém disser "Sentido" ao vê-la passar.

Victoria Beckham é um bom exemplo. Ela apostou no óculos, no chapéu, no vestido militares e acabou fantasiada.

O look azul marinho e o toque vermelho do sapato e saia, respectivamente, salvam o look do "temático"? Respondam! ;)


E por fim:
Usando o básico ninguém erra...



Assista a essa matéria sobre o tema:






* Imagens retiradas do R7 e do Look Book
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Postado por Sarita às 00:01 6 comentários

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Acabou? Hora de largar o osso!

Nada melhor para fazer isso do que ouvir as músicas certas e evitar as erradas.

Vai aqui uma lista (testada e aprovada por mim) de músicas que ajudam a superar a perda de um inútil amor.

Existem fases até essa superação, basicamente; o drama, a revolta, a volta por cima e por fim, o esquecimento!

1ªs SEMANAS- Pra começar, nas primeiras semanas você está no seu completo direito de sofrer (e que isso nunca inclua ligar e implorar perdão por alguma coisa que você não fez!). Mas chorar ajuda a alivar as tensões e desabafar com amigos é bom para ouvir opiniões e encorajamentos! E aqui estão as músicas fossa para você cantar junto e botar os bofes pra fora!


* Eu te amo – Chico Buarque (mantenha alfinetes, objetos pontiagudos e/ou cortantes fora do alcance das mãos)
* All by myself – Celine Dion
* Love by grace – Lara Fabian
* Without you – Mariah Carey
* Nothing compares to you – Sinead O’Connor
* What can I do – The corrs
* Eu sei que vou te amar – Vinícius de Moraes
* Detalhes – Roberto Carlos (mas eu aconselho com a Bethânia)
* Iris – Goo Goo Dolls
* The Scientist – Coldplay

Passada essa fase, a próxima será a revolta! E nada como berrar essas músicas por aí pra se sentir melhor.


* Oughta know – Alanis Morissette (!!)
* I’ll Survive – Gloria Gaynor
* Não vale a pena – Maria Rita
* Dreams – The Corrs
* Since you been gone – Kelly Clarkson
* Só vou gostar de quem gosta de mim – Caetano Veloso
* Meu guarda chuva – Paula Lima
* Vou botar teu nome da Macumba – Zeca Pagodinho
* Zoraide – Ultraje a Rigor
* Before he cheats – Carrie Underwood (!)


Não aguenta mais ouvir essas daí? Pronto, você agora está pronta para a última etapa. E que venha a volta por cima! Na volta por cima está proibido pensar nele(a), já pensou tudo o que tinha pra pensar, nem revolta merece mais. Agora é você com você mesma. E que venham as coisas boas! Aqui só valem as animadas; nada a ver com romance!


* Just dance– Lady Gaga
* 3 - Britney Spears
* Footloose – Kenny Loggins
* As animadinhas do Michael – Beat it, Smooth Criminal, Thriller…
* Hand in my pocket – Alanis Morissette
* Antigas e bregas – Bagulho no Bumba – Virgulóides, Papo de Jacaré – P.O Box, Mamonas...É o tchan!
* Ricky Martin - todas as lambadassalsamerengue (Oh baby, she moves, she moves...)

Dicas extras: Sair muuito com os amigos (solteiros de preferência), dançar até morrer, beber, cair e levantar, não pronunciar o nome do(a) falecido(a) mesmo que venha o dia inteiro a sua cabeça e por fim, evitar comédias românticas por um tempo!

Mas pode ficar tranquila que as coisas se ajeitam logo e você vai sair dessa muito mais forte, linda, maravilhosa e pronta pra uma muito melhor vamocombiná.

“Um amor só é bom quando é pra dois. Eterno, é antes e depois. Agora não vou mais me enganar, não quero mais sofrer, não dá. Se o teu desejo era me ver, se deu vontade de sabe se tô feliz, até posso dizer que sim. O teu reinado acabou, chegou ao fim Eu não nasci prá você, Nem você prá mim…"

Maria Rita – composição de Arlindo Cruz / Franco

Boa sorte!

E aí, quem tem mais dicas de músicas para cada etapa? Comentem!

@omerengue
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Postado por Thaís Prado às 00:00 14 comentários

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Preciso de férias dos meus amigos

Eu sei que pessoas não são objetos. Pior ainda quando as pessoas em questão são amigas queridas por quem você tem muita consideração. Me sinto mal, mas confesso que tenho o péssimo hábito de enjoar fácil das coisas. E dos meus amigos.

Enjôo das minhas roupas, dos perfumes, enjôo das comidas, enjôo dos mesmos lugares, enjôo de livros e filmes que eu adoro, e porque com pessoas seria diferente?
Isso não é bonito e não é motivo de orgulho. Mas, por favor, não me condenem: aposto que nao sou a única assim.

Acho inconcebível, por exemplo, me imaginar andando SEMPRE com aquele mesmo grupo composto há anos. Grupos de gente que namora alguém do mesmo grupo, que saem e viajam e fazem tudo juntos. Me dá horror em pensar. Só a idéia me enjoa. Preciso de heterogeneiade.

Isso acontece desde sempre. Quando criança, não sabia lidar com o problema, aí persistia na companhia de determinada pessoa, que acabava tomando patadas e sendo vítima das minhas grosserias aparentemente sem motivo. É que logicamente nunca disse a ninguém "não aguento mais você". Dizem que fere sentimentos...

Com a maturidade, aprendi o segredo para lidar com isso sem machucar os amigos. Era essencial saber, em primeiro lugar, que o bode logo passaria e eu voltaria a querer meus amigos perto de mim - então nada de persistir na companhia e gerar conflitos. O melhor era se afastar aos poucos, até passar.
A partir daí, descobri: bastava não ficar restrita a apenas um grupo de amigos. Sendo assim, cultivava amizades no colégio - e mesmo lá tinham grupos diferentes com quem eu andava mais ou menos, dependendo do grau de enjôo. E tinha o pessoal do meu condomínio, subdivido em vários grupos diferentes, também. Pronto: se enjoava de um, começava a andar mais com o outro.

Hoje, minha vida social é composta basicamente por quatro grupos (cada um deles com subdivisões, é claro): tem os amigos da minha prima, com quem andei MUITO há alguns anos, mas acabei enjoando; tem o pessoal que estudou comigo no colegial, o pessoal da faculdade e tem o pessoal do bairro onde eu morava.

De novembro para cá, GRUDEI no pessoal do bairro onde eu morava. Do nível de aturar 1h30 de trânsito no busão lotado para passar a noite com eles. Foi assim quinzenalmente. Daí passou a ser semanalmente. Esse ano, estamos nos vendo às vezes duas vezes por semana. Nos últimos 15 dias, nos vimos umas 8 vezes. Aí comecei a perceber que estava sendo grosseira e estúpida com eles, e finalmente caiu a ficha: enjoei.

Não percebi antes porque estava extasiada de alegria perto deles. E porque estava distante de qualquer grupo de amigos há muito tempo (geral namorando, e a solteira sempre sobrando).

Enjoei de sair com eles. De ouvir AS MESMAS histórias, de fazermos os mesmos rolês. Vejam bem: amo eles com todo o meu ser. Faria qualquer sacrifício para vê-los. Mas, por ora, melhor dar um tempo. Preciso de férias dos meus amigos. E, porque não, eles de mim?

Preciso voltar a andar mais com os outros grupos de amigos, que logicamente deixo de canto quando começo a enjoar.

É muito feio tentar adequar os grupos de amigos às suas fases de bode?

Dáí começo a pensar: será que se um dia eu encontrar um grande amor, vou enjoar dele também? #MEDÃO

--

Me contem aí: vocês enjoam das coisas? da família e dos amigos? Enjoam do namorado?
Se sim, como lidam com isso?

Beijo!
anamyself@corporativismofeminino.com
http://twitter.com/anamyself

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Postado por Anamyself às 00:01 24 comentários

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Timidez: De Charlie Brown ao Máskara

A timidez lhe trancafia num porão e faz você sentir um medo sem objeto, nem textura. Você treme, pode chegar a desfalecer, talvez a visão fique turva, seus lábios fiquem secos e o suor frio pode lamber o seu corpo. E mesmo que você queira que tudo passe, a timidez estará lá, atenta e em guarda.

Sou tímida e já posso ouvir risinhos ao dizer essa simples frase. Isso porque quem me conhece sabe como me porto de forma descontraída e pouco reservada. Em entrevistas de emprego ou dinâmicas de grupo sou a primeira a falar. Também me saio muito melhor em seminários do que em provas escritas.

Tudo bem, vou contar o meu segredo. Mas antes disso, deixarei todos cientes de como continuo tímida e, mesmo assim, falando em público. Quis contar essa história para salvar a vida (pretensão, não?) de algum tímido. Pois bem, aos 12 anos eu estava fora dos padrões escolares. Era a menina esquisita que sentava na última carteira por ser uns 20cm mais alta que os demais (Não, não sou alta hoje!). E talvez isso fosse munição para timidez, embora o DNA tenha mais respaldo. Meu pai aos 30 anos era tímido, perdia várias oportunidades por isso. Escrevia bem, mas não conseguia se expressar. Passava mal, tinha enxaquecas ao pensar na possibilidade de apresentar um trabalho oralmente.

Herdei essa coisa da escrita dele - E da minha mãe também. Portanto, nos anos escolares, minhas redações eram as escolhidas e eu chamada a frente para lê-las. Eu tentava ir. Tentava. Cheguei a desmaiar por várias vezes. Freiras são cruéis afinal. Lembro de me levantar da última carteira e andar até a lousa entre os olhos atentos de 40 alunos. Lembro da visão turva, escura e de, bem, o chão. O que fiz? Nada, apenas não escrevi mais redações.

Meus pais foram chamados. E eu não escreveria mais redações. Mesmo que isso pudesse me levar à reprovação. Minha mãe não me deu uma pilastra de presente para que eu me escondesse, não assinou o atestado de "Ela é doente de timidez". Apenas me disse que era tudo bobagem. Assim: Bobagem. Explico, minha mãe é palestrante, oradora, cara-de-pau e tudo que você usaria como antônimo de timidez. Para ela era simples. Para mim, um pesadelo.

Claro que a historinha da redação é só um episódio de MUITOS. Já estive prestes a ganhar uma medalha de ouro QUANDO uma platéia decidiu gritar meu nome... E eu perdi. Tremi tanto que não conseguia dar um mísera sacada (vôlei). Aquilo tudo era tão ridículo. Eu não queria ver as coisas passarem por mim. Queria contar pro menino da 8ª série que eu o achava muito interessante. Queria contar pros outros o que eu pensava sobre o tempo e espaço com a minha voz. Queria pronunciar minha voz grave para os outros e ter seus olhos atentos a mim.

Eu tinha um plano. Eu não seria tímida. Nunca mais. Pedi para sair da antiga escola, onde eu era a menina-que-desmaia. Matriculei-me num curso de teatro para crianças. Eu não era aquela. Era outra, uma nova. Uma que não teme platéias e poderia ler 10 redações na frente de 400 alunos. Entrei no personagem. Continuo dentro dele. Por isso, reafirmo, sou tímida. Mas ninguém sabe. Talvez aquelas antigas freiras, talvez aqueles 40 alunos. E agora vocês.

Diante de uma roda de 20 pessoas numa dinâmica de grupo, alguém com desenvoltura, gesticulando e olhando para todos com simpatia começa a sua apresentação. Permitam-me continuar "isso" em terceira pessoa, ela, essa mulher nada tímida, diz o que já fez e quais são seus hobbies. E, sabe, esse personagem sou eu em boa parte do tempo. Ele existe para que eu possa circular entre vocês. Sabe a história do Máskara? Talvez seja parecida com a minha. Isso é "se esconder", isso é "abafar"? Não sei, importante é que eu não perca as oportunidades por causa de míseros tremeliques.

Eu sou tímida. E esse é o nosso pequeno segredo.

Charlie Brown foi o personagem que melhor representou a timidez:




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Postado por Sarita às 00:01 9 comentários

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Verdades Normais - E os tipos de mulheres são...



“Não existe mulher interessante feia, a nota máxima alcançável por uma mulher feia é comível” Rui


Porque eu não duvido disso? Tudo bem, “Os Normais” foi uma série cômica, cheia de exageros, mas sem dúvida foi a que retratou a vida com mais veracidade e menos hipocrisia (vide novelas). Sou só eu ou vocês também não estão nada chocadas em ouvir um homem dizer isso? Ô coisa…Nós, Vanis, sabemos muito bem o perrengue da heterossexualidade! Mas a coisa boa que sai de tudo isso é, a previsibilidade…

Mas enfim, andei pesquisando e pelo visto os homens têm um sistema simples para categorizar as mulheres.


O grupo das comíveis e o das não comíveis, basicamente se subdividem assim;

Dentro do grupo das comíveis existem as;


Bonitas, já pra cama! –






















As tchutchuquinhas da vida, modeléts, cocotinhas, loiras aguadas, morenas com ou sem sal…Enfim, diante de uma mulher bonita o intelecto fica em segundo lugar, alguns homens se sentem confortáveis nessa categoria por “conversarsobrecoisasinteressantes” não ser o seu forte. E no fundo, se tratando de uma mulher bonita, tanto faz o que sai de sua boca; “o importante é o que vou colocar dentro” (ignorem o surto!).

No primeiro momento o importante é a atração física…bonitinhas levam vantagem sobre qualquer tipo de feinha; a simpática, a cheirosa, a inteligente, a animada…enfim, qualquer uma.
O que tem de mulher bonita e chata/burra no mundo não tá no gibi e com certeza os homens sabem disso…mas eles ignoram.
Resumindo: Bonitas, já pra cama!


Gostosas ou, no ponto! -






















Alguns homens não tem a capacidade de distinção entre as “bonitas” e as “gostosas” e normalmente fazem confusão. Os que não fazem vêem as gostosas como comíveis independente do pescoço pra cima ou seja, podem ser feias! Aqui valem peitões, bundonas, cinturinhas, quadris e tudo de preferência, bem a mostra para o material poder ser melhor avaliado. Não me levem a mal, garotos, não estou dizendo que é assim que vocês escolhem a mulher que vão casar, mas pra comer vamocominá, né? É bem por aí. Camarões e Raimundas, todas entram no jogo!


Ah! Se rebolarem bastante e souberem “vender o material” ganham pontos, mas se ficarem paradas …Mmm, dá no mesmo.

Agora, as não comíveis;

As Feiosinhas (não gostosas) Voltem para a caverna -























Fubanga, Catira, Catiroba, Catilanga, Caticoco, Trubufu, Mocréia, Brucutu, Cruz Credo...

Pode ser inteligente, pode ter milhões de qualidades, mas num primeiro momento, se não é nem gostosa nem bonita, será muuuito provavelmente não comível (claro, dependendo do grau de carência do indivíduo).
O que as mulheres nessa categoria podem fazer pra se ajudar? Maquiagem, roupas provocantes, saltos e perfume oou ser bem vagabunda e deixar isso claro. Gorda demais, magra demais…não faz muita diferença, você não é gostosa e ponto. Sabe aquela boa vontade que eles tem com as bonitas e as gostosas? Pois é, fica limitada a elas.

Dentro dessas categorias existem variações, claro;

- Pode existir uma bonita com um bafo insuportável (mas mesmo assim, pode apostar que vai rolar uma boa vontade extra)
- Pode existir uma gostosa sem dente (atrapalha, mas não impede)
- Pode existir uma feiosinha suuuper estilosa (o que dependendo do público alvo, funciona muito bem)

Ps. Sem intenção de ofender ninguém por aqui, ein! Nem os homens nem a mulherada! Agora, o maior fator de exceção dessa lista é a CARÊNCIA! Homem carente demais tem pouquíssimas exigências para encher a cama. Não estou dizendo aqui que homens são incapazes de amar, que só a aparência é que importa. Exceções existem sempre e ainda bem!!

Eu gosto de acreditar nos temperos dessas categorias; o charme e a confiança são os principais deles. Quanto mais confiante, mais bonita, do mesmo jeito com as mais charmosinhas. Tem também a sensualidade, o perfume, o jeito de andar, de falar… Mas é assim, basicamanete, que funciona o software masculino.

(Ruis do nosso Brasil, nós te amamos, mas amamos mais ainda reclamar de vocês, então…não se revoltem. Não desejamos mal a quase ninguém!)

=)

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Postado por Thaís Prado às 14:36 16 comentários

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Dias que nem eu me aguento

Esssa semana, confesso, foi um saco! UM SA-CO DO TAMANHO DO SACO DO PAPAI NOEL. Desde segunda estou num mau-humor do cão. As pessoas do estágio também me parecerem à flor da pele estes dias, e tudo ficou difícil, tenso e chato. Tem horas que nem eu me aguento, eu mesma encho meus olhos de lágrimas (hahahahah ficou linda esta frase, merece o prêmio framboesa de pior colocação de como se diz? Enfim, vocês entenderam), querendo que tudo passe, que eu volte a ficar feliz, e que tudo melhore.
Engraçado como mau-humor pega, é tipo um vírus. Dali a pouco, todo mundo com quem eu conversava estava dando patadas uns nos outros por motivos irrisórios. Decidi escutar meu amigo Art, e contar até mil, porque tem dias que, de verdade, o Universo acorda de TPM e tudo que podemos fazer é sentar e esperar o xicão ir embora. Com um OB bem grandão na cabeça, de preferência.
Essa semana o xico foi uma catarata, e então hoje, eu resolvi respirar, sentar e simplesmente fazer o que posso. Se não posso resolver, então está claro que não é problema meu, certo? Certo. Então tudo que estiver ao meu alcance, vou me empenhar ao máximo pra resolver. Se não me pertence, passo adiante.
Afinal, podemos passar felicidade adiante, gentileza adiante... porque não podemos passar problemas? Às vezes quem está de fora, consegue enxergar uma solução melhor para tudo aquilo que parece enroscado e encalhado e que está nos estressando. Quantas vezes minha mãe muito louca não conseguia resolver algo óbvio que resolvi em dez minutos, e vice versa? Uma visão "de bem com a vida" pode nos ajudar muito mais e nos livrar do mau-humor.
De qualquer forma, ainda bem que hoje já é sexta!
\o
SEMANA DE PROVAS, ATIVAR
FORMA DE UMA PROVA DE FÍSICA
=> prometo continuar postando normalmente hein, galhere.
ain ain, ME-DO
Beijos e até sexta que vem!
Heleninha
blog pessoal:

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Postado por Heleninha às 00:18 0 comentários

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A influência de peças masculinas no vestuário feminino

É sabido que na história da moda peças masculinas migraram drasticamente para o vestuário feminino. Exemplo disso é a legging, usada na Idade Média para proteger homens do frio. Coletes, suspensórios, bermudas, calças de alfaiataria etc foram para os nossos guarda-roupas com um toque feminino.

Selecionei peças masculinas que ganharam espaço no vestuário feminino e estão super em alta:

Na Idade Média, as leggings eram usadas por homens com a finalidade de proteger-se do frio. Hoje homem de legging é chacota, embora na Europa essa concepção esteja em alta.

Elas brilharam em cores extravagantes, saídas das aulas de aeróbica (junto com as polainas) nos anos 80. Usando materiais e estampas de toda sorte, elas voltam com tudo em 2010.


Esse sapato estritamente masculino tornou-se popular no século 17 por estudantes da Universidade de Oxford - Por isso o nome. Trata-se de um sapato fechado com cadarço.

Ele ganhou visibilidade de marcas como a MELISSA que criou um modelo oxford mais feminino, misturando cores.


Seu sucesso iniciou no século XX, a partir dos anos 20, principalmente nos filmes de Hollywood a partir dos anos 40, como Humphrey Bogart no clássico Casablanca, além de identificar o estereótipo de gangsters e detetives como Al Capone (Wikipedia). De todas as cores e estampas, eles estão na cabeça feminina.


O colete vem da Roma Antiga, o material utilizado era o ferro para proteger os brigões. Ele só ganhou notoriedade no vestuário feminino nos anos 90, com a ajuda de Kate Moss. Do jeans ao paetê, coletes dão um tcham num visual básico.


Katie Holmes é a garota boyfriend. A pergunta que não quer calar: Tom Cruise reclama dessa compulsão por suas calças?

Besteirol à parte, a calça boyfriend tem que ser 1 número (pelo menos) a mais do que você usa. A ideia é parecer que você roubou a calça de um homem.

Eaí, meninas? Já roubaram algo do guarda-roupa do seu namorado?


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Postado por Sarita às 00:08 20 comentários

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Chantagem Emocional é Freud


Às vezes acho que nunca crescemos, só passamos a ter uma vastidão de pentelhos e contas a pagar. Com uma ressalva: Estamos mais aptos à chantagem. Observo notadamente como as relações estão incrustadas de chantagem. A gente chantageia todo mundo o tempo todo, senão as coisas não acontecem, a privada não funciona, o semáforo não abre. Obviamente, a relação amorosa, a mais conflitante, entra no ranking (ou seria no ringue?) das que são mais bombardeadas por chantagens de todos níveis.

Mas onde quero chegar quando digo que "nunca crescemos"? Basta fazer um apanhado geral (e até superficial) de crianças que você vê em shoppings, parquinhos e até em aeroportos. Vamos à cena num Shopping: Lá está a criança com seus pais. Até que ela vê uma vitrine colorida gritando: "Venha, Chucky querido!". Os pais não querem. Mas a criança quer. E é nesse momento que ela chora. Cho-ra. Mas é em caps: CHO-RA. Todos estão olhando. A criança convence a platéia que seus pais são cruéis e, talvez, nem sejam seus pais... Talvez sejam sequestradores. Os pais, envergonhados, adentram a loja. E então o que eles compram? Mais um ser humano chantagista para fazer parte desse mundão de Deus (?).

Quase pergunto ao homem que estou saindo se ele dava chilique em vitrines coloridas na infância, mas, sinceramente, ele já tem coisas suficientes para me achar ALOK. Ao invés disso, dou o meu melhor sorriso e cruzo os dedos, desejando que ele não seja um chantagista ortodoxo. Porque chantagista ele é, eu sou, tu és, nós somos, vós sois, eles serão... Conjugue isso em todos os tempos que dá certo e é sensato. Mas a gente sempre tem a esperança (a burrice vestida de fada) que eles serão incríveis!

Vamos às situações chantagistas do Segundo Reich em relacionamentos amorosos:

"Se você me deixar, eu me mato".
Frase muito conhecida para quem tem uma lista de ex-namorados de pelo menos 5 pessoas. Ao menos 1 terá se portado dessa maneira (senão você é uma garota de sorte) OU VOCÊ MESMA já se portou assim, né? Confessa! O fato é que você não quer ser responsável pela morte de outro ser humano, não é mesmo? Então o que você faz? Você vai trabalhando a culpa, vai dormindo com a culpa, comendo com a culpa, namorando a culpa. Mas quem fode você é a culpa. A tortura psicológica está lá, só mais um passo e a corda da caridade para sua canonização continuará firme, apertando cada vez mais seu pescoço.

Dica: Não faça caridade. Ninguém (muito menos a criatura chantagista) faria tanto esforço POR VOCÊ. Se ele se matar, ótimo, ele só precisava de UM MOTIVO TORPE (um fim de namoro) para isso. Algumas pessoas tem tendência ao suicídio. Não deixe que ele alimente A CULPA em você. Conheço casos que aconteceu, sim, do cara prometer que se mataria e o fez. E daí? A fraqueza é dele, o problema mental é DELE!

"E aquele dia...?"
Você bebeu muito e acabou se insinuando para os amigos na frente dele. Ele ficou putíssimo, brigaram feio. Mas fizeram as pazes. Vida segue, mas quando ELE QUER ALGO, quer BANCAR O CALHORDA, ele rememora "Lembra aquele dia fatídico que você dançou rebolation para os meus amigos?".

Dica: Larga a mão de se sentir culpada. Você fez. Bancou a putona. Mas passou. Fim. Nada de fazer cara de Madalena no tronco, por favor. Isso o enche de DIREITO para chantageá-la. Não dê munição! Imponha-se!

"Se você viajar, eu vou..."
Muuuuuuuuuuuuuito usado. "Se você for para a puta que pariu, eu vou para a merda". Já disse. Já usei. Já chantageei. Ow coisa boa.

Dica: Use com parcimônia, ou corre o risco de ouvir "Então eu vou pegar o beco".

"Snif. Buá."
O aprendido desde bebezinho. Quero mamar, choro. Quero brinquedo na vitrine, choro. Quero que meu namorado me leve para assistir um filme de mulherzinha, choro. Não é à toa que o jargão "Quem não chora, não mama" é muito usado.

Dica: Chore, mas sem gesticular muito para não dar rugas.

Dessa vez meu texto não vai ter adendo. Só que CHANTAGISTA AQUI é toda espécie humana, não há gênero. E, ah, obviamente há uma vastidão de ATITUDES/FRASES CHANTAGISTAS... Lembrei aqui as triviais.

E você quão chantagista é? E quão chantagista é/era a pessoa que você se relaciona/relacionou?

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Postado por Sarita às 00:13 12 comentários

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Postar, Crescer e Aparecer

Heleninha ;)

Heleninha ;)


O post de hoje deve ser muito revelador pra alguns, mas pra outros não, já que MUITA gente sabe a verdadeira face da pequena Helena.

Nunca vou deixar o CF, que vai sempre contar com minhas histórias e dramas e altas confusões que até Deus duvida, até porque, aqui eu ainda vou me camuflar embaixo da peruca loira e dos seios falsos de boneca inflável, confesso que o Corporativismo Feminino me protege, hehers. E aqui eu posso falar de certas coisas que não consigo falar em lugar algum, e simplesmente AMO receber e-mails das pessoas dizendo que se identificam comigo. Leio tudo e adoro!

Por outro lado, senti falta de ler por aí experiências de quem decidiu largar tudo que tinha nas mãos e tomar um rumo novo, compartilhar como é se sentir "idosa demais" perto de outras pessoas e ao mesmo tempo tão jovem e com toda vida pela frente. O CF é um espaço mais leve pra gente falar de feminices e resolvi falar do "resto", fora. As meninas super me apóiam e eu fico super feliz com isso!

Foi por isso que resolvi criar um blog só meu, "por fora" e o post de hoje é merchan merrrrrrrmo.

Então, o blog ainda não é rico que nem este aqui, que é ".com" e com N seguidores e visitas, sou humilde hahaaha. Resolvi pôr em prática uma idéia que estava na cabeça desde o início de março e então apareceu o nome:

Se vocês quiserem ler, comentar, odiar, seguir, estejam à vontade! Vou ficar muito feliz, quero bastante gente se identificando comigo - megalomania oi. Lá vou postar todos os dias com a minha cara mesmo, e aqui no CF continuo com as sextas-feias, COM CERTEZA! Afinal se não fosse aqui eu nunca ia ter ninguém pra ler o que eu penso, pra me xingar, pra concordar, pra chorar comigo. É aqui que eu tenho minhas melhores amigas, que postam comigo, e me ajudam quando eu preciso.

Enfim, espero que vocês leitores se divirtam lá e aqui também, como sempre!
Muito obrigada por tudo!

Heleninha

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Postado por Heleninha às 00:01 11 comentários

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Você sabe o que é ter pavor de baratas voadoras?

17 anos, um pai alcoólatra e uma mãe ausente me fizeram sair de casa. Fui morar num quarto de pensão próximo a universidade. Criada sem forrar a cama ou lavar um copo, eu tive que tomar vergonha na cara sozinha. Matar baratas voadoras logo ficou simples e indolor. Eu sabia que não haveria ninguém para me ajudar naquilo. O asco desenvolvido por longos anos foi esmigalhado pelo meu tênis vermelho vagabundo.

Sempre achei que fobias ou pânicos são curáveis por nossas próprias mãos. E me arrisco nesse momento a receber comentários ferozes. Nós, aquarianos, estamos aí para isso: Gerar polêmica; expor o outro lado (mesmo que não estejamos de nenhum lado da verdade). Sintam-se livres para rosnar.

Nunca deixei que meu pai me traumatizasse ou ele teria sua vitória triunfante de terrorista emocional. E, por isso, me deixei levar por amores tórridos, confiando em homens aqui e ali, sem ter em mente a emblemática e podre imagem masculina do meu pai. Fui feliz de vez em quando, sem lembrar muito do passado, contrariando o saudosismo humano que sempre apregoa belezas ao passado. Ou endeusando pessoas mortas que foram podres em vida. Vocês são todos muito estranhos.

Meu pai agora está morto. Recebi a notícia há dias atrás. Não chorei, não me senti aliviada, não fiquei feliz. Chorei sua morte há muito tempo atrás, sozinha, num quarto de pensão ao matar uma barata voadora que pousou nos meus livros da estante. A barata sabe como eu o amei, ela foi testemunha da minha homenagem à sua morte. Ela sabe que ao esmigalhá-la perdi um medo.

Não raro, encontro pessoas se escondendo na fortaleza de suas fobias e pânicos. Deixam que elas vivam, enquanto flertam à sombra com suas vida. Nada se popularizou mais que a aclamada BIPOLARIDADE. Você ri e chora em fração de segundos. Crianças são assim, serão elas bipolares? O mundo fica simples para quem se declara BIPOLAR, não? Se eu banco ALOK, justifico o devaneio com o fato de alavancar uma onda negativa vez ou outra. CERTO, isso é comprovado cientificamente, e eu estou sendo injusta ao dizer que TODAS as pessoas estão fingindo. Se não todas, mas quase todas, tem fobias e pânicos irracionais que são contornáveis. Mas se elas se valem do conforto de suas fobias vão continuar lá, amedrontadas por um pokemon. Eu e a barata voadora sabemos disso.

Vamos falar de pânico. Da famosa síndrome do pânico. Quando tirei a carta de motorista, parei de pegar ônibus ou táxi. Ia do trabalho para casa, todo dia. Num carro, sozinha. Via poucas pessoas. Até que um dia tive que pagar uma conta no Setor Comercial e, bem, quase desmaio ao me deparar com uma imensidão de humanos indo e vindo. Asfixia. Pensei: Que porra é essa, meu Deus? Li sobre o assunto e havia um diagnóstico: Síndrome do Pânico. Arrisco-me a ferir psicólogos e estudiosos da psique humana agora, dizendo que: Teorizar suas angústias SEMPRE tornará firme uma patologia. Funciona como uma bula de remédio. Se você tiver paranóias e estiver pré-disposto vai sentir todo o efeito colateral. E, por isso, embora eu faça terapia, sempre me pergunto SE nós não somos responsáveis por nossos próprios diagnósticos psicológicos.

Quando pensei "Tenho síndrome do pânico", eu me apressei em enfiar o carro na garagem. Não comentei com ninguém o assunto, me permiti a asfixia e fui de metrô por longas semanas. Se eu pude enfrentar o meu pai por longos anos e esmigalhar uma barata voadora... Não seria a multidão que me faria recuar.

E você já esmigalhou algum medo? Conte-me!

* Post para ser ouvido ao som de Leila (Legião Urbana).

As grandes dores fazem com que as menores mal sejam sentidas e, na falta das grandes, até o menor desgosto nos atormenta. SCHOPENHAUER

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Postado por Sarita às 00:01 15 comentários

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Texto da Leitora: Desencaixe

Nunca gostei das coisas comuns. O inusitado sempre me foi mais agradável. Essa coisa de usual não me atrai. Ou atrai, mas um curto período de tempo. Me enjôo facilmente do corriqueiro, do padrão. Quanto mais estranho, mais bizarro, mais me interesso e mais eu quero.

Eu gosto dos estranhos e desajustados sociais. Do incomum, do diferente. Tudo que se encaixa num padrão me entedia.

Afinal, para quê ser mais um se podemos ser únicos? Ter o diferencial é importante não só no currículo, mas na vida também. Chega de esticar os cabelos só porque nasceu com eles enrolados, ou de não usar uma roupa/acessório só porque alguém disse que era feio. Assuma-se.

Claro que esses exemplos são banais e fúteis. A diferença está nas suas ações, mas exteriorizá-las é admitir não fazer parte do padrão e que damos a cara à tapa por isso. Gostem eles (os comuns) ou não.

A impressão que tenho, é que o mundo hoje está superlotado de receitas prontas: Para se conquistar um homem, a mulher não deve fazer isso, não deve fazer aquilo, e acima de tudo não deve fazer AQUILO. #Pelamordideus vamos transcender?

Não falo só no quesito homem, não. Falo no geral. Tudo está muito maniqueísta, dividido em certo e errado. O bom é a mistura. O comum parece ser sem sal, sem personalidade e sem nada a acrescentar. Eu gosto dos temperos fortes, aqueles que mesmo depois de terminar, você sente a presença dele.

Pra quê ser igual? Destaque-se! O incomum salta aos olhos. Crie seu próprio estilo, seu sotaque, suas idéias. Não se encaixe em rótulos. Melhor ainda, desencaixe.

Claro, que toda regra tem sua exceção e o que parece ser “normal” nos surpreende às vezes. Mas aparentar ser normal e não ser também não é uma forma de ser diferente? Ah, deixa pra lá.


“Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.

Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!

Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente.

Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre”

(Clarice Lispector)

Clarisse Simão
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Postado por CF às 08:00 8 comentários

terça-feira, 6 de abril de 2010

Depilação a laser - EU FIZ!

Desde criança, sou atormentada pelos meus pêlos. Comecei a raspar as axilas com uns 8 anos, e a raspar as pernas com 10. Tudo porque o pessoal da escola não perdoava, e eu não aguentava a pressão.
Aconteceu que cedo descobri uma alergia à gilette. Nasciam várias espinhazinhas na região raspada. E tive que começar a me depilar com cêra. Uma fortuna todo mês.

Bem recentemente, minha mãe me deu uma maquininha satinelli e parei de gastar 50 reais por quinzena em depilação, uma beleza. Com a perna e a axila funcionava que era uma beleza. Mas o desconforto era demais para depilar a virilha com aquilo - mas eu depilava. E aí comecei a sonhar com depilação a laser, que estava se tornando mais popular por aqui.

Em agosto do ano passado, uma amiga começou a fazer depilação a laser nas axilas. Os relatos dela demonstravam que o método era de fato eficaz e que a dor era grande. Mas nunca me importei muito com dor. #macho

Em fevereiro, tomei coragem e fui até a Skin Max, onde minha amiga fazia a depilação a laser dela, e aproveitando que tinha uma unidade pertinho de casa. Fechei o pacote de 8 sessões fixas de virilha e interglúteos (que maneira bonita de se falar de rêgo) felizona. Parcelei os R$ 1550 em algumas vezes e comecei a me preparar para a dor, marcada dali 20 dias - depois do carnaval, claro, até porque eu estava no auge do meu bronzeado e precisava dar uma embranquecida.

No dia da minha primeira sessão, fui dispensada: continuava muito morena.
É que o laser é ativado pelos pontinhos pretos dos pêlos, e se a cor da pele está diferente da "original", há risco de queimaduras. Então, melhor adiar.
Voltei dali há 15 dias. Fui dispensada de novo e, pior: tive que mudar de unidade, porque minha pele era mais morena do que a máquina permitiria. A depilação não seria tão eficaz e a dor seria maior.

Daí consegui, enfim, marcar para a sexta retrasada. Um dia antes, raspei com gilette a região a ser depilada, como eles recomendam.

A primeira impressão: TODAS as meninas que trabalham na Skin Max, com quem tive contato, foram umas fofas. E é raro um atendimento bom, sem que alguém fique tentando te convencer a qualquer custo a fechar um milhão de pacotes. Elas aconselham, explicam, tiram dúvidas. Por exemplo: disseram que, no meu caso, não seria muito eficaz fazer o laser no rosto, porque meus pêlos já são finos. É que as máquinas tem melhor eficácia quanto mais grosso e mais preto for o pêlo.

A depilação em si: frente e trás não durou nem 10 minutos. MUITO rápido. MUITO limpinho. A dor? Olha... Não vou dizer que não senti nada, mas não foi nada de outro mundo. É como receber várias agulhadinhas na pele. Incomoda, mas nem tensa eu fiquei. UMA BELEZA.

Resultado: 10 dias depois, o pêlo está crescendo num ritmo bem mais lerdo do que seria o normal (ainda mais quando raspado). Na região dos grandes lábios, o pêlo afinou perceptivelmente. Na "testa", já tem pêlos que não querem mais crescer.
Isso porque foi UMA sessão de OITO. A cada sessão, a intensidade do laser se intensifica, e os pêlos vão enfraquecendo cada vez mais.

O que mais me deixa feliz é o fato de ser nova e já estar no caminho da liberdade. Imagina, não ter de se preocupar com depilação quando eu tiver 40 anos?

O problema é que vicia: já quero fechar um pacote de pernas inteiras e de meio braço.

Mas, agora, algo que não diz respeito somente a mim, mas também aos leitores do Corporativismo Feminino (sim, homens estão incluídos: imagine não ter que fazer barba nunca mais na vida!).

O pessoal da Skin Max está com uma promoção especial para vocês, nossos leitores: 5% de desconto além da tabela de descontos vigente. Só não pode ultrapassar os 40%.

Como funciona: quem for fechar um pacote, deve informar na hora da contratação um código. Para receber o código, interessados devem mandar e-mail para contato@corporativismofeminino.com que a gente prontamente informa. E pronto! 5% de desconto garantido!

Quando eu fechei o meu pacote, tive 20% de desconto. É raro não ter promoção nenhuma. O preço não é tão alto. Temos que pensar que é um investimento de longo prazo. Além disso, imagine não gastar mais com depilação todo mês, cêra, coceira, a falta de dignidade de uma sala de depilação, cortes da lâmina, perigos de infecção...

Qualquer dúvida, o site da Skin Max (www.skinmax.com.br) esclarece várias coisas. Lá também tem os telefones de todas as lojas. E se quiserem mais detalhes da minha trajetória pela depilação a laser, é só mandar um e-mail para anamyself@corporativismofeminino.com que esclareço tudo com prazer!

Ah... A promoção é válida apenas para São Paulo.

Beijos!

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Postado por Anamyself às 00:01 21 comentários

segunda-feira, 5 de abril de 2010

10 Lingeries mais que Bizarras


1) GPS Lingerie
Sim, essa é uma das mais novas invenções do mundo sexual-moderno. A Lingerie vem equipada com um sistema de rastreamento GPS. É cada uma, né..


2)Latinhas de coca-cola
Artistas criaram uma lingerie feita de latinhas de coca-cola. Mais parece uma alegoria, se fosse um pouquinho "menor" faria sucesso nos sambódromos em nosso carnaval, vocês não acham?


3) Lingerie Masculina
Esse mundo me assusta. Dizem que está aumentando o número de homens que gostariam de usar lingeries femininas. A Xdress.com oferece uma linha de lingeries masculinas que podem ser compradas via internet. Corram para as montanhas, gente, essa coca é fanta! 




4) StrapLess
Bem, não me perguntem qual o objetivo de usar um treco desse. Dizem que é pra usar com roupas mostram facilmente a marca da lingerie, mas né, isso aqui tá mais pra um tapa-sexo.



5) Cuequinha de torneira
Eu prefiro acreditar que ninguém usa isso fora do carnaval.


6) Lingerie de castidade
Essa é uma lingerie de castidadade. Haha. Antes de vestí-la, a pessoa precisa setar quanto tempo falta para ela se casar através do display na frente do sutiã. Passado esse período de tempo, o traje poderá ser aberto após a inserção da aliança no orifício cor de rosa alí entre os peitos.
Tinha que ser coisa dos japoneses, né.


7) Pijaminha ventilado
Isso mesmo. Fechado na frente, mas com entrada de ventilação traseira. Eu prefiro não imaginar no que o criador dessa peça estava pensando. Sério.

8) Lingerie de castidade 2
Uma lingerie especial, feita do mais puro cetim e com um corte únicamente sexy (NOT), possui algumas correntes e cadeado pra enclausurar a menina. Só não me perguntem qual é o homem que vai querer sexo depois de se deparar com um treco phyno assim..


9) Peludinha
Essa realmente foi uma das piores coisas que já ví em termos de lingerie. A mulherada passa a vida inteira tentando se livrar dos pêlos, e daí me fazem uma lingerie com estampa de pêlo. O bom gosto pediu pra sair, mas se você quiser comprar uma coisa dessa pra presentear alguma inimiga, é só entrar aqui.



10) Sudoku Lingerie
Ok, essa foi a menos pior que apareceu até agora.Ainda que diferente, um bocado nerd, não chega a ser tão bizarra quanto as outras que acabamos de ver, né? Se o seu marido te troca por uma revistinha de sudoku, essa pode ser uma boa saída. haha.  No site ainda tem outros modelos com o famoso tic-tac-toe, aka jogo da velha.

Acabou! Vocês usariam alguma dessas peças, meninas?

Fonte: http://www.oddee.com/

Mas mudando de assunto, eu desapareci aqui do blog né? Foi mal gente, mas uma falta de criatividade absurda tomou conta do meu ser, não tenho conseguido escrever muita coisa publicável não, mas continuo tentando e assim que a critividade voltar eu volto a postar com mais frequência. Aproveito pra avisar que vou sumir mais um pouquinho, já que estou de férias e ainda essa semana embarco pra um rolê nos países vizinhos, e SE eu postar algo sobre a viagem vai ser lá no meu blog pessoal.

Nos vemos por aí!
Pra me seguir no twitter: @bbel, pra seguir o twitter do nosso blog: @corporativetes

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Postado por B. às 13:18 16 comentários

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Hoje acordei meio piazão



É. Tem dias que tudo que eu quero, de fato, é enfiar o dedo no nariz, usar uma calça velha, dar tapinhas nas costas dos amigos. Não quero fazer escova, nem fazer as unhas, nem me empiriquitar pra outras mulheres verem. Quero ir ao mercado de pantufas, de calça de moletom, do jeito que acordei.

Homens são mais práticos mas é porque o mundo é mais tolerante com eles, com suas pancinhas de cerveja, com sua calvície. Ser mulher é muito difícil, mulher repara demais. Conheço meninas que até deixam de andar umas com as outras porque não podem ter amigas "jacus". Daonde que guri pensa nisso? Nesse ponto, o sexo masculino sempre foi mais corporativista, parceiro é parceiro, mesmo que ele esteja com o mesmo par de mais há uma semana.


Eu amo o mundo da Moda, fato, amo roupas e essas futilidades todas. Mas conviver 80% do tempo com homem me fez enxergar o que as pessoas tem a dizer, a julgar menos, a ouvir mais, a fazer menos fofoca, a não julgar só olhando de fora. Homem é tudo igual, fato, mas com eles estou aprendendo a ser diferente.

E vocês, o que acham?
heleninha@corporativismofeminino.com

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Postado por Heleninha às 00:59 17 comentários

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Direto da terra do nunca

Nunca quis ser adulta. Ao contrário de tanta gente que era louca para fazer 21 anos logo, eu preferiria que a vida congelasse na época do colegial, enquanto eu tinha 15, 16, 17 anos. Nunca parei para pensar sobre quantas pessoas devem sofrer da "síndrome do peter pan" (quem quer ser eternamente jovem). Mas eu sofro demais com isso, gente.

Moro na frente de um cursinho e trabalho pertinho de uma escola grandona, de ensino infantil até ensino médio. Quando saio de casa, de manhã, lá estão os jovens de 17, 18 anos na frente do cursinho batendo papo entrea amigos e esperando a hora de entrar na sala. Quando saio para almoçar, passo na frente da escola e vejo um monte de crianças e adolescentes de todas as idades, de uniforme, esperando os pais irem buscá-los, ou indo almoçar, ou simplesmente conversando sobre os planos para a tarde - ir ao cinema, talvez, ou irem todos na casa de alguém, ou no máximo reclamar que "ah, não dá, hoje tenho inglês".

Só sei que me sinto mega saudosista. Começo a lembrar de quando era comigo: no final das aulas, ficávamos no gramadão do colégio conversando, sem compromisso, sem nada. Poderíamos também ir na vendinha na frente da escola para tomar tubaína (só virei alcoólatra na faculdade). Ou poderíamos ir almoçar no Mc, ou no Habibs. Ou poderia cada um ir para sua casa dormir.

É dificílimo pensar que minha vida já foi tão... leve. Que a única preocupação era acordar cedo e passar de ano. Mas eu gostava tanto de ir pra escola encontrar meus amigos que só vagabundeava. Só começava a me importar com notas quando já estava em recuperação.

Minha vida era estar junto de meus amigos a manhã inteira, e rir, e conversar, e fofocar, e desenhar, ou até, quem sabe, me matar para resolver uma questão de física. Ou ficar corrigindo erros de português no caderno dos amigos. Ou jogar can-can em plena aula. E ser expulsa da sala. E ser brother de alguns professores, e ser odiada por outros. De ter amigos daqueles que te completam e que vivem junto com você experiências que serão lembradas para sempre. Nosso grupo se auto-intitulava FUNDÃO, e a vida era boa.

Só sei que eu vivia rodeada de amigos, e por mais que nem tudo fosse perfeito, a felicidade era bem mais acessível do que é hoje em dia.

Não me conformo de crescer. Não me conformo de estar tão longe dos meus amigos e conseguir me encontrar com eles a cada 15 dias - e olhe lá!. Não me conformo de a vida adulta ser tão chata e me privar de tudo que me fazia bem.
Agora tudo se baseia na rotina desgastante de trabalho e o eterno passar de dias em que tudo o que importa é a quantidade de dias até o próximo fim de semana.

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E vocês, sentem muita falta da adolescência? Ou preferem a vida adulta? Gostam da rotina de suas vidas ou como fazem para que a rotina não deixe a vida chata?

Beijo, me tuíta :)

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Postado por Anamyself às 00:01 17 comentários
 

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