sexta-feira, 26 de março de 2010

O dia em que resolvi crescer



De uns dois meses pra cá, aposentei de fato os tênis all star, as camisetas de linha A com bichinhos desenhados, a mania de usar franja no rosto. Não foi proposital, e só fui notar tudo isso hoje, indo para faculdade de salto alto e uma camisa bem feminina comprida, tipo vestido. Do nada guardei a bolsa enorme repleta de desenhos de sapatinhos e comprei uma bolsa de adulta, marrom, pra pôr o meu material da faculdade.
Não sei quem me disse que estou mais mulher, que estou diferente, que eu sou outra pessoa. Antes eu não acreditava, mas hoje, me olhando no espelho enquanto experimentava um sobretudo branco (QUE-RO) eu decidi que cresci. Guardei o meu livro favorito, o Alice no País das Maravilhas dentro de uma gaveta, finalmente. Anos e anos e tirá-lo da cabeceira era como esconder uma parte de mim mesma. Eu sinto que perdi uma das pessoas que mais amei porque decidi não guardar o livro, decidi ser menina mais um tempo, e, se eu pudesse voltar atrás, teria feito tudo diferente. Pelo menos, essa parte.
Heleninha deixou de ser a menininha boba que sofre anos por amor, ela sofre um dia, chora dois, levanta, e vai. Heleninha não quer mais ser a garota bonita e hipócrita tentando parecer uma coisa que ela nunca foi, ou que talvez tenha sido só porque achou que, sendo assim , seria agradável. Heleninha grita, chora, faz o que quer, cresceu e não precisa de quase ninguém. A Engenharia me mudou, muito. Ser uma pseudo Engenheira me fez completar aos 26 anos, a passagem de menina pra mulher, e eu estou encantada com tudo que eu descobri e com tudo que posso fazer. E eu sei que posso muito mais e vou fazer muito mais.


Tchau Alice, um dia eu te tiro de dentro da gaveta, mas só para uma simples leitura do meu passado.

Cresci, e é maravilhoso.

heleninha@corporativismofeminino.com

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Postado por Heleninha às 00:01

25 comentários:

Anônimo disse...

Engraçado, essa mudança, para mim, também aconteceu aos 26 anos! E tb se deveu MUITO à minha profissão. Não comportava mais, para mim, ser médica e menina, decidir, fazer as coisas nem sempre mais fáceis, mantendo uma postura infantil, uma visão idealizada do mundo no meu entorno. Ao contrário de ti, não acho que a perda de um "amor" tenha sido uma consequência da "meninice" exagerada; foi isso, também, mas foi, acima de tudo, essa perda a grande responsável pelo despertar da mulher. É uma fase muito boa, aproveita as descobertas. E verás que, volta-e-meia, a menina volta a adentrar um pouco... porque segurança só vem mesmo com o tempo e com o exercício diário da paciência e da autenticidade.

Beijos.

Jenny C. on 26 de março de 2010 03:39 disse...

Estou entrando nessa fase... tenho quase 24 e percebi que não coloco meus all star há meses,tenho vestido roupas mais adultas, e me sentindo melhor quando pareço uma mulher, e não uma menininha... ainda não saí do casulo totalmente, mas percebi que estou muito diferente porque me disseram... No fundo, acho que é muito comodo pararmos na infância... é como se fosse uma zona confortável. Acho que crescer é sempre amedrontador para "meninas Alice". Acho que minha profissão influênciou um pouco (sempre que entrava em uma turma para dar aula pela primeira vez, os alunos achavam que eu também era uma aluna...). Outro fator que acho que tem influenciado minha mudança é que vou casar ano que vem... confome vou planejando minha nova vida, sinto que vou crescendo, mas tmbém sei que vou conservar uma parte da menina dentro de mim...

Escevi demais (peço desculpas por isso)... e boa sorte para vc! :)

thais disse...

Nossa me identifiquei! Eu fiz 26 anos esse mês e desde o ano passado tenho passado por essa mudança tmb. Já tem algum tempo que praticamente parei de usar all star( tenho de váárias cores hehee), passei para sapatilhas ( que são mais arrumadinhas, mas confortáveis e minha meta é usar salto alto hehe. Sinto que isso representa exatamente essa mudança. Agora estou começando a querer usar maquiagem e roupa de gente grande. Acho graça pq sinto que as meninas passam por isso aos 15 e eu estou passando aos 26. To adorando a fase.

Indy on 26 de março de 2010 10:11 disse...

É né gente,mas 26 anos não é tarde demais pra parar de usar All star?

Zingara on 26 de março de 2010 10:34 disse...

Acho que em alguns aspectos eu sou mais jovem/boba agora. Mais nova eu achava ridículo/cafona bolsa com bichinhos/t-shirts. Agora acho o máximo e bolsa marrom só me lembra fezes. Detesto. hahaha

Não é que eu saia com a camisa da Hello Kitty, mas eu me permito muitas cores por perto aos 30 anos.

Belo texto!

Bruna disse...

Sei lá, cada um tem uma cabeça diferente, conheço mulheres super arrumadas, com roupa de "gente grande" mas com cabeça de 14, eu tenho 28 anos, usa as roupas que vcs falar ser de criança e sou mais respeitada que muita mulher fatal no meu trabalho, acho que crescer para mim foi o dia em que mudei as minhas atitudes e assim fui vista com outros olhos, não por minha vestimenta.

Debbie on 26 de março de 2010 12:55 disse...

éé.. apesar de nunca ter gostado de all star.... acho que ainda sou uma menina.. rs qm sabe quando eu fizer 26 eu me torno mulher.. XD acredito que estou em transição... tenho momentos de menina... momentos de mulher... rs

bjiinhus

Renata disse...

Bruna acredito que a Heleinha não esteja se referindo à esse tipo de maturidade, e sim apenas da aparência...

Pri disse...

Concordo com a Bruna.E mudar de estilo nao significa maturidade.

Rina Pri =) on 26 de março de 2010 17:40 disse...

n acho que 26 é tarde para parar de usar all star. tenho 30 (ouch, em 1 mes!) e continuo usando o meu bem feliz. Acho que a questao é mto maior do que a roupa. Aos 26 eu tava numa transição fdp, ou melhor, tava era mto perdida. A minha transição veio um pouquinho mais tarde por N motivos. Hj sei a hora de ser menina e a de ser mulherão - e, em nenhum momento, deixo de ser A mulher que sou. Estilo, cada um tem o seu. Amadurecimento, também. Mas ele chega pra td mundo (well, na teoria) e é MUITO LEGAL perceber e viver isso :D

♥ Erika Saab on 26 de março de 2010 19:25 disse...

É assim mesmo Heleninha, quando entrei na faculdade usava um cabelo vermelho chanel cheio de presihas que alternava com xiquinhas a la lolita, muitas pulseiras de couro preto no braço, vários brincos, unhas pretas, bota até o joelho e mini-saia, mudei muito, na forma de me vestir, de agir, de falar e amadureci, mas a essência, essa eu acho que todos nós devemos manter e volta e meia a roqueira rebelde de outros tempos se apossa de mim kkkkk

Diux on 26 de março de 2010 19:40 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Diux on 26 de março de 2010 19:51 disse...

Com 23 anos, apesar de formado e ter um emprego, sentia que ainda não havia experimentado o que a vida era capaz de oferecer em sua plenitude.

Morar sozinho por mais de 2 anos, numa cidade estranha, começando do zero e conhecendo pessoas que, hoje, fazem parte da minha vida, foi parte do processo de "crescimento", se é que podemos chamar assim.

Mas o "crescimento" pode ser aquele momento em que você identifica situações que são marcantes. Não aprendemos e não amadurecemos com as coisas boas.
O "Rito de Passagem" não é um passeio de barco, mas um triturador que modifica a sua forma de ver o mundo (ou espera-se que ocorra isso). Bom pra você, Heleninha, que tenha identificado um momento na sua vida em que tenha sentido "crescer". Problemas sempre existiram, basta a nós utilizar disso para nosso proveito. Mesmo que seja apenas "crescer".




"Crescer", "tornar-se adulto" é um processo que, no meu caso, foi muito bom, apesar de todos os problemas.

Priscila C. Souza on 27 de março de 2010 12:06 disse...

É maravilhoso quando crescemos... Passei muito tempo sendo algo que não era eue, há 3 semanas, me encontrei. Do nada igual a você, me vi no espelho e me vi por completo. É bom ser apresentado a uma pessoa que já estava alí, guardadinha, dentro de nós.

Naty on 27 de março de 2010 12:48 disse...

Uauu! Eu tenho 19 e abandoneii as coissinhas mais infantis. Crescer é mto bom, cada fasee da vida tem lados bons e ruins! :)
Otimo bloguinho!


beeijos

http://smell-of-secrets.blogspot.com/

Ivana disse...

Acho que nunca vou ter uma transformação tão radical, porque eu sempre tive a maturidade proporcional à minha idade (talvez um pouco mais), independente do estilo de roupa, rs

Só não quero perder minha essência, e se eu tiver que passar por imatura por me vestir do jeito tal ou qual, me lixarei

Mariana on 27 de março de 2010 16:45 disse...

Estou na fase do "tênis all star, as camisetas de linha A com bichinhos desenhados, a mania de usar franja no rosto". Porém, mesmo tendo apenas 19 anos, sinto que tenho uma cabeça boa se comparada às outras meninas de minha idade. Eu sei ser criança, quando quero posso ser mulher, algumas vezes eu sou uma idosa, sedentária, sem pique para os amigos que só querem saber de festa. Sei quando posso ser o que eu quero. Mas acima de tudo, eu sou o que eu quero.
Ser madura demais deixa a vida azeda, ser criança demais não te deixa sair do conto de fadas. Acredito que um equilíbrio seria perfeito.
Desejo sim crescer mais, mas não quero nunca deixar de lado meu lado criança, pois foi a fase mais gostosa e doce da minha vida.

Bel on 27 de março de 2010 17:56 disse...

Eu lembro até hoje de quando comprei minha primeira roupa social, hahaha. Eu estava terminando o curso técnico e precisava me vestir de social pra apresentar o TCC. Eu tinha 17 e nunca me senti tão estranha em minha vida ¬¬

Depois comecei a trabalhar e fui mesmo obrigada a trocar all star por scarpin. Mas sei lá, de vez em quando ainda uso camiseta do snoopy ou da turma da mônica, hahahaha....mas mesmo assim não tenho dúvidas de que eu cresci, e já faz tempo.

Deja disse...

Eu comecei a me vestir como jovem agora, hoje eu estava de bermuda xadrez e all star.

Sempre me vesti como velho, mesmo em ocasiões informais.

Ane on 28 de março de 2010 01:32 disse...

Ainda não cresci, mas tô tentando ;D.
E nem digo no modo de me vestir, já que às vezes, saio bem mulher - às vezes.

É que eu me sinto menina ainda, me vejo assim. Quando alguém se refere a mim, como mulher, acho até estranho.

Tenho medos bobos, e andei um tempo parada, perdida com toda a idade que eu julgava não merecer.
Estou começando a acordar, mas o processo tá lento ¬¬'.

Boa sorte na nova fase ;).
Beeeijos.

Anônimo disse...

É,engenharia é realmente uma lavagem cerebral...digo por experiência própria.

Acabo de fazer 24 anos e apesar de já me considerar adulta,tenho muitos medos e inseguranças...como uma criança.Talvez por até hoje ser vista assim pelo meus pais.Não pela minha mentalidade,mas pelo jeito superprotetor deles.Digo que detesto,mas no fundo acho que gosto.Crescer DOI!Minha psico diz que eu tenho crises existencias de uma mulher de 30 anos.Vai entender...

Gosto de alternar essas duas pessoas dentro de mim.Gosto de roupas de menina,de sentar no chão com os amigos de infãncia,de bichinhos de pelúcia em cima da cama.E me sinto feliz por ser reconhecida no mercado de trabalho,uma mulher de negócios!Estou feliz assim.Acho que esse é o meu equilíbrio.

Bjs

Verena on 29 de março de 2010 06:19 disse...

Eu acho que não consigo crescer, ainda uso all star (não consigo de jeito nenhum usar salto alto)e ainda ando com minha mochila de bichinhos hahaha e outro dia meu marido me disse que eu tava parecendo uma adolescente hahaha, refleti mto qdo ele me disse isso e até fiquei um pouco chateada, mas depois vi que era a mais pura verdade, s'o que ainda não me sinto preparada pra deixar tds essas coisas que eu me identifico de lado. Fazer o que né? Mas parabéns vc que conseguiu, eu espero um dia tb conseguir.
:)
p.s: eu tenho 27 anos ^^

Dani. on 30 de março de 2010 10:15 disse...

Eu to nos 22, e de um ano e meio pra cá meio que me perdi. Comecei a namorar um cara muito diferente de mim, e só agora estou percebendo como ele me fez mudar, inconscientement. A culpa não é só dele, eu sempre quis agradar, e achava que a guria de all stars, camiseta e mochila não combinava com o guri que usava marcas e roupas de gente grande. De uns dois meses pra cá, comecei a voltar a ser eu mesma: revitalizei o all stars, as camisetas e comprei uma mochila nova. Me sinto mais eu assim. Mas isso não significa que eu seja imatura, acho que a maturidade está vindo pra mim na contramão disso: na volta de quem eu era, de quem eu mudei por um namorado.
Não levem a mal, a gente se ama e se dá super bem, mas eu percebi que, se essa relação vai durar, eu preciso ser eu mesma, em todos os aspectos - inclusive na roupa. Diminuí os ciúmes, as brigas, voltei a ser eu mesma. Amadureci colocando a insegurança de lado, pouco a pouco. E ainda estou nesse processo, e é muito bom analisar enquanto ocorre.

Mas isso não significa que eu não aprendi muito: hoje tenho saltos, maquiagem, e aprendi a combiná-los com meu estilo, e a usá-los nas horas certas.

Desculpa pelo comentário enorme: eu normalmente não comento, só leio (todos os posts), mas me identifiquei MUITO com esse post - de uma forma ou de outra.

Besos, corporativetes! ")

Inaví on 30 de março de 2010 18:32 disse...

Essa mudança realmente acontece. Mas aos 30 estamos nós de novo com nosso querido e amado All Star e nova velha e amada calça jeans batida...rs. E querendo uma mochila cheia de corações da Farm...rsss.

Cris Soleitão on 1 de abril de 2010 10:40 disse...

Também reparei uma mudança nesse sentido comigo nos últimos anos.
Mas a minha mudança foi mais lenta e gradual que a sua.

Ela teve vários motivos, mas também começou na faculdade, quando entrei num curso novo em 2007. Então eu tinha 22 anos.

Teve a ver com grandes decepções de amizade e com começar uma nova vida na faculdade.
De repente também me vi comprando e usando roupas novas e completamente diferentes das anteriores e usando maquiagem completa todo dia. Leve, é verdade, mas com direito até a sombra e rímel... coisas que eu JAMAIS usaria antes.

Doeu. No fundo, eu tinha medo de deixar de ser eu mesma. Mas valeu a pena!
Consegui me reinventar sem deixar de ser eu mesma e sem cair no ridículo. Me adaptei e recomecei.
E, sabe, as pessoas à nossa volta reparam nisso mais do que agente imagina!!!
Ao longo desses anos continuei mudando aos poucos e por consequência, também ganhei mais respeito dos outros aos poucos...

 

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