sexta-feira, 5 de março de 2010

Sobre Cotas

O assunto de hoje é polêmico, e eu espero que as pedras sejam poucas. Se eu escrever alguma merda e você leitor, souber do correto e quiser me corrigir, sinta-se à vontade para fazer isso nos comentários. Mas assim, de boa tá, que eu tô sensível.

Sinceramente? Foi-se o tempo que alunos geniais entravam na UTFPR (Cefet), hoje, com boa parte das vagas destinadas a alunos da rede pública, e utilizando apenas o Enem como vestibular muitos alunos bons ficaram de fora. Minha sobrinha quando fez a inscrição estava em décimo quinto lugar, disputando uma vaga para Engenharia de Produção Civil. Após todo mundo, inclusive cotistas, colocarem suas informações, sua colocação caiu para lá do sessenta, e, obviamente, ela perdeu a vaga. Mas passou na UFPR, que tem uma prova bem mais complicada e duas fases extremamente cansativas. Foi só um exemplo, mas será mesmo que ela não era boa o bastante pra entrar numa UTFPR? Que tipo de profissionais a Faculdade tecnológica está formando, afinal?

Não acho errado ter cota pra colégio público, melhor do que por exemplo, as costas ridículas para negros, índios e os caralho. Daqui a pouco, obesos e pessoas que fazem Kumon também vão querer cotas. Como se cor de pele definisse inteligência, francamente. O que acho errado é o absurdo de vagas disponíveis pra quem veio da rede pública, tirando quem se matou de estudar um ano num cursinho legal (muitas vezes, pessoas que vieram da rede pública e conseguiram um dinheirinho ou uma bolsa pra entrar num Positivo da vida) e tirou um puta notão, do páreo. Ou abram mais vagas, ou melhorem de uma vez o ensino público para que as vagas sejam disputadas pela inteligência, e não por classe social. Se é assim, quando eu tiver um filho, vou enfiar ele num colégio público, só pra ele ter a cota garantida. E aí? Quem vai vir bater na minha porta pra me dizer se eu tenho ou não condições de pagar um colégio bom pra ele? Ninguém! E pode ter certeza que muita gente que pode pagar um colégio particular legal, já teve a mesma idéia que eu.

Quanto ao PROUNI, pô, acho uma puta inicativa. Muitos alunos da minha classe são PROUNI, e dois deles tem ótimas notas. O que eu acho errado é que, se, a pessoa estudou apenas um período numa escola particular, ela perde o direito ao benefício, como se ela fosse eternamente rica e pudesse pagar horrores de faculdade também. A recepcionista da empresa onde trabalho, passou com uma nota altíssima na PUC, mas não pode pagar a mensalidade. Estudou apenas dois anos num colégio particular e perdeu o direito ao PROUNI. Nesse caso, acho que o governo ou seja lá quem for que disponibilize tal benefício, analise a vida da pessoa e decida se ela pode ou não participar. Já vi gente com PROUNI e carro na garagem, é mole? E, de novo o caso, se meu filho, mesmo eu tendo condições de enfiá-lo num colégio particular, coloquei ele num público, além da cota, conforme for, ele também tem direito ao PROUNI numa faculdade particular.
Acredito que cada caso deveria ser analisado do jeito certo e não simplesmente beneficiar quem veio de escola pública como se todo mundo que estivesse lá fosse pobrão, e quem estuda em colégio pago fosse ricasso. Não é bem assim. Muita gente paga um curso como Engenharia com MUITA dificuldade, ou depende da boa vontade da empresa onde trabalha pra ajudar a bancar, simplesmente porque não pode apelar para o PROUNI.
A conclusão que eu tiro é a óbvia, só melhorando a educação como um todo e não dando privilégios pra nenhum tipo de aluno, as vagas em Universidades Públicas seriam mais bem distribuídas, formando profissionais competentes, e, quem concoresse às vagas das particulares tivesse sua vida analisada a fundo, para que o benefício da bolsa integral ou parcial não fosse parar em mãos erradas.
E vocês, o que acham?

Heleninha

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Postado por Heleninha às 00:01

47 comentários:

cami disse...

Não tenho como concordar mais. Terminei o colegial ano passado e prestei vestibular na ufrgs, onde 30%, se não me engano, das vagas são destinadas a cotistas. Apesar de minha nota ser superior a absolutamente todos os que entraram por cotas, tenho um ano de cursinho a frente. Em um curso onde 50 vagas são disputadas por mais de 400 pessoas, as 16 que são, literalmente, dadas baseado não exclusivamente nas notas, mas na cor da pele e no lugar onde o candidato estudou, tem um peso enorme! É fato que o ensino público tem muito o que melhorar, mas dar vagas em razão disso é cobrir o sol com a peneira.

Zee on 5 de março de 2010 00:45 disse...

Para mim cota é nivelar o Ensino Superior por baixo. A gente tem que basear pelos alunos que não tem uma estrutura de ensino para entrar na faculdade, mas entra mesmo assim. E esses alunos depois de um tempo, por não conseguirem acompanharem até largam o curso, e quem ficou pra trás se ferrou, né.
Se o Brasil tivesse um ensino fundamental e médio de qualidade essa besteira de cota não seria necessária! Eu sempre fico indignada!!!

Tata on 5 de março de 2010 08:15 disse...

Eu estudei em colégio publico quase que a vida toda, menos a 2 anos do fundamental... Prestei vestibular pra medicina dois anos atrás, fiz 1.200 pontos e não passei, mas alguns cotistas com 400 pontos passaram, justo??? Acho que não...
O correto é melhorar o ensino publico do País, porém isso acarretaria numa população mais crítica, e nenhum governo quer isso...
Por outro lado, prestei por prestar pq eu não conseguiria me manter financeiramente, já que seria em outra cidade e periodo integral, a pesar da faculdade ser publica, gera gastos como por exemplo moradia e alimentação, e isso seria inviável pra mim... Agora pergunto, como outras pessoas que dizem não ter grana, etc etc etc fazem pra se manter lá??? Pq o auxilio universitário demora pra conseguir, e o que se consegue não é suficiente... Fica a duvida...

Deja disse...

Eu apenas acho que deveriam melhorar o ensino público e eliminar essa palhaçada de cotas. Pra mim isso é apenas um paliativo e, concordo com os pontos que a Heleninha levantou, existem muitas "brechas" nessa "solução" que acabam beneficiando alguns de forma injusta.

O justo seria uma avaliação pela inteligência e esforço.

Anônimo disse...

Concordo plenamente. Sou super contra a qualquer tipo de cota, ENEM e afins. Acho que esse tipo de coisa fere a Constituição que diz que os direitos são iguais.

Se somos todos iguais, se queremos provar que todo mundo tem competência, pra que guardar vagas para uma certa classe social e/ou racial?

Sou formada em Letras e quando minha turma começou,grande parte era constituída por "cotistas".

Como essas pessoas tinham um nível cultural muito baixo (por virem de escolar públicas), elas acabaram tendo uma dificuldade absurda para pegar os ritmo dos estudos. O que aconteceu é que muita gente entrou na faculdade achando que aprenderiam assuntos vistos na escola. Imagina, haviam alunos que achavam que estavam no curso de Letras para aprender gramática ! ( Pelo amor de Deus, saber gramática é pré-requisito para entrar em Letras, bem como saber a tabuada e fazer contas é pré-requisito para fazer Matemática).

Outra mentalidade tacanha foi a de achar que "basta pagar pra passar". Como a grande maioria da turma não tinha condições intelectuais de acompanhar as aulas acabaram abandonando o curso, ou seja, várias pessoas que tinham condições intelectuais de estarem na sala de aula, perderam suas vagas para esses "cotistas".

Outra situação absurda aconteceu no segundo semestre.Tínhamos uma excelente professora de Lingüística mas como ela reprovou muitos alunos (leia-se, a maioria cotistas)eles acabaram fazendo um auê danado, e para a surpresa de muitos, ela acabou sendo DEMITIDA ! Sim, demitiram uma excelente professora por conta de um bando de ignorantes que acham que ainda estão na escola pública, ou seja, que basta se matricular e pronto, você é aprovado automáticamente.

Notei que após esse episódio o ensino foi caindo de qualidade (claro,infelizmente, o ensino começou a se nivelar "por baixo", para poder atingir os cotistas);muitas vezes eu tinha vontade de sair da sala por que os assuntos vinham tão mastigados que pra mim era mais interessante ficar na biblioteca ou então pesquisar os assuntos dados na internet.

Lembro que no 7ª semestre uma professora mandou a gente fazer trabalho sobre 4 livros de Shakespeare. E me acredite, EU era a ÚNICA que tinha lido os 4 livros. Tinha gente que NUNCA tinha lido sequer Romeu e Julieta.

O que acontece é que NÃO DÁ para você querer colocar numa sala de faculdade gente sem base. Não se trata de preconceito racial ou social, pelo amor de Deus, se trata de bom senso !

O que precisamos urgente é de melhoras no Ensino (e não só no público, pois tem muita escola particular que também não é isso tudo),aumento do número de vagas nas faculdades, melhores salários e condições de trabalho para os professores.

Quando eu estagiei vi de perto o absurdo que acontece nas escolas e se as coisas continuarem dessa forma, o ensino vai se nivelar cada vez mais por baixo e teremos muito alunos saindo da sala da faculdade falando "ingrês" , "pobrema", entre outros absurdos.(acredite, tive uma colega que falava assim !)

Ah, estou postando anônimo por que não quero ser reconhecida aqui por alguém que tenha estudado comigo, seria muito chato ! Espero que entendam !

Renata on 5 de março de 2010 09:28 disse...

Acredito que educação deva ser para TODOS da mesma forma por isso penso que TODOS deveriam por seus filhos em escolas públicas e exigir a melhoria da qualidade. Sou a favor das cotas por classe social acompanhada de ações que favoreçam a permanencia na universidade como auxilio psg etc. porque vivemos numa sociedade por natureza desigual e portanto que necessita de cotas p não ser praticamente continuação do sistema escravista, se antes as pessoas eram escravas ao menos tinham o minimo: casa, comida e trabalho. Atualmente o que vemos é falta de moradia, dinheiro para compra de comida, e considerado por mim o maior problema: A FALTA DE EMPREGO! Os alunos das escolas públicas que vc considerou em seu post "menos inteligentes" são na verdade os filhos da classe desempregada, que vão p escola comer merenda pq n tem em casa a comida, que os pais tornam-se alcólatras por não conseguirem empregos dignos e infelizmente isso faz parte do histórico do nosso país, a classe dominante hj é herdeira da classe dominante do passado e é uma parcela pequena em comparação com a classe herdeira da antepassados escravos, se fizer uma análise histórica verá que esses "menos inteligentes" sem as cotas tem quase 0% de chances de entrar numa universidade pq o sistema o induz a ser empregada doméstica, trabalhador informal jovem etc. E não adianta o clichê, "a conheço um menino mt pobre que se esforçou e entrou p faculdade". garanto que se vc conhece um nesse estilo deve conhecer ou saber de ao menos 50 que nunca deixarão de ser pedreiros, faxineiras, trabalhadores do tráfico etc. Enquanto os filhos da classe média tem a maioria, familias estruturadas, boas escolas, alimentação de qualidade, lazer, acesso facilitado a cultura etc. Os nosso discursos perante alguns assuntos não devem ser baseados só no nosso umbigo, devemos pensar coletivamente e sem inocência.
Adoro o blog e fiquei até impressionada com o seu texto pq achei ele um tanto "inocente".

Anônimo disse...

Vou comentar como anonimo pq eu não tenho conta no google e aí assim é mais fácil.
Sempre leio o blog, mas hoje me identifiquei muito. Até porque prestei vestibular ano passado, pela segunda vez, e essa história do Enem e tudo mais me irritou profundamente.
Fiz a minha inscrição na UTFPR também e fiquei em primeiro lugar no meu curso, no último dia fiquei em 60 e alguma coisa. Foi frustrante.
Resultado, não passei na UTFPR e como tinha tentado medicina na UFPR, passei só na primeira fase, hoje to no cursinho de novo, Positivo como você mencionou ali. E lá tem MUITA gente de escola pública. Eles fazem esse colégio de manhã, a tarde vai pro positivo e aí no vestibular pega cota pra escola pública, sendo que estudou num dos melhores cursinhos da cidade. Acho isso simplesmente frustrante, saber que por mais que eu me mate de estudar, provavelmente vá perder a minha vaga pra um deles.
Giu.

Anita on 5 de março de 2010 10:04 disse...

Além de achar paleativo como os demais já disseram, incentivam a coisas que são 'erradas', tipo isso que vc falou, de ter dinheiro pra por em escola privada boa, mas põe em publica pelas facilidades.
Já vi isso, é comum se vc quer saber!
O governo realmenre peca nessa área, a pessoa estuda 1 ou 2 anos em escola particula e pronro.fool del. Vai ter que pagar mensalidade!
Eh f*da, pq o gaverno FHC não fornecia estrutura publica nenhuma, entrava em faculdades quem tinha 'boa capacidade' ou dinheiro pra comprar uma boa capacidade e quem não tinha, se deu mal, fadado a ser pobre, sem diploma o resto da vida, ou que pagasse a ele.
O governo Lula, vou deixar claro que não sou partidária...Não tenho intenção nenhuma em nenhum partido, criaram essas cotas pra aumentar o numero de pessoas que vão a universidade...Pessoas da escola publica... Não sendo apenas paleativo, mas tb mascarando a realidade educacional pra ficar bem na fita da ONU. Em contra partida o governo FHC simplesmente sucateou as universidades federais! Devida a politica neoliberal do PSDB, com a proposta de depois retirar a mão do Estado da educação, e privatizar o ensino superior como nos EUAS.
Sinceramente, não faço ideia do que seja pior ou melhor...Sou formada, gaças a Deus, quando eu entrei na universidade, ainda não havia cotas, mas presenciei uma universidade totalmente caída...
Queria muito que a educação do nosso páis fosse melhorada...Porém, tem muita coisa obscura por traz disso tudo!

Anônimo disse...

Comecei a comentar aqui faz pouco tempo e estou adorando o blog! Bom, sou paranaense também (mas de Guarapuava) e estudei em escola particular com muito esforço dos meus pais! Fui para Curitiba fazer terceirão (no Positivo) e estudei na Puc. Não sei quantas vezes meu nome não esteve na chamada por falta de pagamento, quase morria de vergonha, os professores falavam comigo como se eu fosse uma criminosa por não ter dinheiro pra pagar a mensalidade em dia!!! Me formei à 2 anos e ainda pago a bolsa rotativa. Sério Heleninha, concordo plenamente com tudo que você falou!!!!

Paulinha

Deja disse...

Gostei da argumentação da colega Renata, mas discordo quanto ao post ser inocente, ela não teve pretensões de elaborar uma tese e expôs pontos pertinentes e reais com os quais eu concordo. Simples.

Sempre estudei em colégio público, precisei trabalhar por 5 anos e ter muito conhecimento como autodidata em minha área (T.I), para conseguir pagar uma faculdade.

Não fiz federal porque mesmo sendo um excelente aluno em uma escola estadual, eu era limitado em relação a um aluno mediano de um bom colégio particular e que estivesse fazendo um cursinho como o "Objetivo" e "Anglo". Fiz diversos simulados nessas instituições, a melhor faixa que eu obtinha era "C", para a nota de corte era suficiente, mas ainda sei que em uma segunda fase eu não passaria. Simples, faltava conteúdo, matérias... na grade da minha escola estadual, que eram exigidas nos vestibulares.

Posso dizer que eu apenas me garantia em matemática, porque tenho aptidão e também tive por dois anos uma professora que ministrava aulas na USP e ela me forçava e cobrava demais.

E bem, em 1998 eu trabalhava como técnico e colaborava (e muito) com o orçamento doméstico, não tinha 50 reais para a inscrição na FUVEST, tão pouco condições de fazer um cursinho.

Essa é uma história comum, muitos como eu se sacrificaram para fazer uma faculdade particular, enquanto estudantes de classes mais abastadas estão em faculdades federais.

Uma melhoria no estudo público, não utilização de cotas, programas realmente eficazes de incentivo na aquisição do primeiro emprego e uma carreita; Um auxílio com transporte, alimentação, material escolar, como complemento, não seriam medidas nada paliativas.

Mas quem se importa? Falta de vontade política...

Estudei também com quem frequentava a escola para comer a merenda, quem trabalhava muito, mesmo com 15 anos, e não conseguia se concentrar nos estudos, por isso comento, pelas minhas experiências e expiações...

Ps, se eu quiser me declarar como negro, eu posso. A cor da pele não determina a raça.

Zingara on 5 de março de 2010 10:53 disse...

Quando fiz minha graduação não existiam tais benefícios e eu me acho ALTAMENTE TOSCA para discorrer sobre. Mas tenho um bom exemplo de como o sistema de cotas para negros é furada: Minha ex-chefe é loira-'nórdica' e na época que fez vestibular pra UFRJ era muito pobre, não tinha dinheiro nem pra pegar ônibus. O sistema de cotas seria uma grande injustiça, não é?

Acho a discussão muito válida, Heleninha. Vc exemplificou muito bem.

paula on 5 de março de 2010 10:53 disse...

concordo 200% com tudo que você escreveu e, além disso, se eu fosse negra pensaria "será que os caras acham que, por que sou negra, não tenho a mesma capacidade?" e sobre cota para alunos de escola pública ... bem... é bater o carimbo e assinar o MEA CULPA assumindo que o ensino público fundamental no Brasil é um lixo... parabéns pelo texto!

BIA on 5 de março de 2010 12:56 disse...

Como disse a Renata "Os alunos das escolas públicas que vc considerou em seu post "menos inteligentes" são na verdade os filhos da classe desempregada, que vão p escola comer merenda pq n tem em casa a comida, que os pais tornam-se alcólatras por não conseguirem empregos dignos e infelizmente isso faz parte do histórico do nosso país, a classe dominante hj é herdeira da classe dominante do passado e é uma parcela pequena em comparação com a classe herdeira da antepassados escravos, se fizer uma análise histórica verá que esses "menos inteligentes" sem as cotas tem quase 0% de chances de entrar numa universidade pq o sistema o induz a ser empregada doméstica, trabalhador informal jovem etc. E não adianta o clichê, "a conheço um menino mt pobre que se esforçou e entrou p faculdade". garanto que se vc conhece um nesse estilo deve conhecer ou saber de ao menos 50 que nunca deixarão de ser pedreiros, faxineiras, trabalhadores do tráfico etc. Enquanto os filhos da classe média tem a maioria, familias estruturadas, boas escolas, alimentação de qualidade, lazer, acesso facilitado a cultura etc. Os nosso discursos perante alguns assuntos não devem ser baseados só no nosso umbigo, devemos pensar coletivamente e sem inocência."

E mais, se estamos aqui, discutindo em nossos lares/trabalho na frente de um computador, podemos dizer que temos ainda algum "luxo".
Basta visitar a periferia e verão que esse direito de igualdade que está na constituição, só é reivindicada quando pesa para o lado da gente.
Eles não sabem o que é igualdade!

Grazi on 5 de março de 2010 13:02 disse...

Cara Anônima formada em Letras:

Você está defendendo que apenas a "elite" que estudou em escolas particulares podem frequentar universidades? Por que só esses tem condições intelectuais de acompanhar as aulas?

Você acha que só os "cotistas" abandonam o curso PORQUE são burros demais para uma universidade? Você está muito engada!

Posso dar um exemplo disso. Faço Ciência da Computação em uma universidade particular, no primeiro semestre todas as cadeiras tem 2 duas turmas de 60 alunos. Conforme o curso vai seguindo adiante, se transforma em uma turma com 60 e vai indo.. Quando se olha a plaquinha dos formandos as turmas tem no máximo 25 alunos.

E olha só, a maioria das pessoas que estudam lá pagam e muito bem para estudarem lá, muitos vieram de escolas particulares (digo com segurança que mais de 50%). Veja você então, que entrar em um curso e não seguir adiante seja pq o curso não é como vc esperava, seja pq vc não acompanhou o ritmo das aulas ou seja por qualquer outro motivo não é exclusivo dos burros das escolas públicas que não acompanham o ritmo dos estudos.

Agora, o que é um absurdo é você afirmar que as pessoas que vc citou tinham "nível cultural muito baixo (POR virem de escolar públicas)" e "acabaram tendo uma dificuldade absurda para pegar os ritmo dos estudos."(por causa disso)
Tenho colegas filhinhos de papai que andam de BMW e estudaram nos melhores colégios da cidade, que repetem diversas vezes algumas cadeiras por terem dificuldade de acompanhar a matéria.

Você não tem o direito de generalizar os alunos de escolas públicas, baseado na sua turma. Muitos destes "cotistas" tem muita capacidade, sim senhora, e precisam apenas de uma chance de entrar na universidade.

Grazi on 5 de março de 2010 13:13 disse...

Agora que terminei de ler os outros comentários, após eu ter achado um absurdo comentário da "formada em letras".

Concordo plenamente com a Paula, colocar cotas para alunos de escolas públicas em universidades federais é admitir que o ensino é uma merda!

O que acontece bastante aqui é o seguinte: as pessoas que tem condições de pagar pela faculdade estão tomando o lugar das que não tem em universidades federais. Enquanto as pessoas que poderiam estar em uma universidade federal, dependem desse tipo de benefício, caso queiram fazer faculdade.

Anônimo disse...

DIScordo! Porém estou sem tempo de estruturar os devidos contra-argumentos.
Vou colar aqui posts de um blog que falam por mim sobre esse assunto.

http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2009/07/argumentos-circulares-pra-continuar-com.html

http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2008/07/sou-contra-poltica-de-cotas-no-paraso.html

Beijos!

Gabi Sikorski on 5 de março de 2010 13:38 disse...

Heleninha, amei seu texto! Concordo plenamente! Essa coisa de cotista é uma grande injustiça com a gente, da classe média, que sempre paga o pato nesses apectos. Nossos pais se matam pra pagar um colégio particular pra gente porque querem que entremos numa instituição decente e de preferência pública, daí chegam os cotistas e tiram todas as nossas vagas! Puta sacanagem! Mesma coisa o PROUNI. PROUNI, ENEM e cotas são soluções imediatistas pra um problema antigo! Se for assim, vou exigir cota pra loiras tb! rs.
Enfim, o governo devia tomar vergonha na cara, parar de enxer as cuecas e as meias de dinheiro e estruturar da melhor maneira possivel o ensino no Brasil. Desde as creches até o ensino médio! Beijos

Anônimo disse...

Essa é uma história comum, muitos como eu se sacrificaram para fazer uma faculdade particular, enquanto estudantes de classes mais abastadas estão em faculdades federais.

Concordo com o Deja. Não é dificil ver MUITA gente ralando, entrando em "projetos da faculdade" pra conseguir bolsa. Já na faculdade pulica daqui (USP) você vê grande parte dos alunos chegando de carro proprio que o papai deu, morando em casas enormes, com festas todo fim de semana e achando que são melhores que qualquer um.

E a maioria que é contra cotas nunca estudou num colégio publico pra saber como FALTA conteudo. Existem professores que são CONCURSADOS e simplesmente não dão NADA NA AULA, pq ninguem pode tirar eles de lá. Não adianta fazer abaixo assinado, chamar os pais, convocar a diretora... E ele continua lá, sem dar matéria e pegando TODAS AS AULAS possíveis.

Deja disse...

Eu quero uma (co)cota pra mim. E tenho dito.

Daiane on 5 de março de 2010 15:27 disse...

Enem Maledito!!!
Se não fosse essa droga desse enem eu estava no IFTriângulo(CEFET tbm). Aqui em Minas, mais precisamente no triângulo mineiro, os cursos do total de 30 vagas, 15 eram destinadas a pessoas que prestaram o enem. Eu não prestei(por idiotice mesmo), me matei de estudar e fiquei em 19ª colocação. MALDITO ENEM. E maldita burrice minha não ter feito essa droga!!!

Anônimo disse...

Renata,

em nenhum momento disse que pessoas que estudam na rede pública são menos inteligentes. Meus irmãos pegaram as "vacas magras" do meu pai qdo era pequenos e fizeram boa parte de seus estudos em colégio público. Minha irmã passou na UFPR com uma nota digna de entrar em Medicina, numa época onde não existiam cotas. O que falta na rede pública é um ensino decente, como vemos nos colégios particulares mais caros. E, eu passei na UFPR (na linha de corte, mas passei, ahhaahha) e MUITA GENTE, mas muita gente mesmo, pelo menos na minha classe, veio de colégio público, mas não de coleginho de bairro, mas de colégio público bom como o Instituto de Educação do Paraná, ou o Estadual, também numa época SEM COTAS. Acho que vc deve reler o meu post.

Heleninha.

Gabriela Passos on 5 de março de 2010 20:17 disse...

concordo contigo ^^

Meu irmão passou na faculdade federal do paraná para engenharia cívil, sem nenhuma cota, mais é porque ele é muito inteligente, e
é raro acontecer isso... acho que seria bem mais útil melhorar a educaçao pública do país e tirar todas as cotas ^^

Poetíssima on 5 de março de 2010 20:30 disse...

Parabéns, passei por aqui e gostei.. abraços!
Voltarei outro dia com mais calma!

Abraços!

Anônimo disse...

Concordo com tudo!
Estudei a minha vida inteira como bolsista, inclusive cursinho! Sempre tive de ser a primeira da sala, pra manter minha bolsa, assim como tive que ser a primeira de muitos pra ganhar uma bolsa 100% num cursinho bom!
Levei 3 anos pra passar num vestibular de Medicina e hoje eu passei, numa faculdade publica!
E eu jamais poderia entrar na faculdade com cotas ou coisas do tipo, mesmo não podendo pagar 1 ano da escola que estudei...

Não acho que cota seja solução pra nada.. É levar o problema adiante, ao inves de se preocuparem em melhorar o ensino publico. Não concordo com soluções fáceis e milagrosas...

Muito bom o post, Heleninha!!

Lygia

Bel on 5 de março de 2010 22:37 disse...

Cotas para negro só reafirma o preconceito, na minha opinião.

Quanto à cotas para alunos de escola pública, BEM:

É justo um aluno com mais conhecimento perder a vaga para um com menos conhecimento? Não...

Mas...

É justo alguém que estudou a vida inteira em escola pública e que não tem condições financeiras de pagar uma faculdade não poder ter um curso superior em universidade PÚBLICA só porque não teve condições de estudar em escolas melhores? NÃO, de jeito nenhum!

As cotas para estudantes de escola pública podem parece injustiça aos olhos de quem estudou em bons colégios, que se matou de estudar em um cursinho....mas pense que geralmente essas pessoas que entram em universidades publicas tem condições de pagar uma faculdade particular, enquanto alunos de escolas públicas, normalmente não. (Claro que há excessões, não dá pra falar nada abrangendo 100% dos casos)..

Por isso, na minha visão, faculdade pública deveria ser feito preferencialmente para alunos de escolas públicas sim. Até o ensino médio segue-se uma lógica que diz, grosseiramente falando "escola pública é ruim, só estude lá se você não pode pagar", aí pra universidades a lógica inverte, qual o sentido disso?

Masssss, realmente não adianta muito alunos ter acesso a uma universidade se a educação primária foi precária. Eu estudei a minha vida inteira em escola pública (escolas bem ruins, por sinal), e olha, eu saí da escola sem saber muita coisa que deveria ter aprendido. Algumas coisas aprendi com esforço, como escrever o mínimamente correto, outras coisas aprendi na marra, como a física e a química (que eu apanhei horrores quando entrei na faculdade, pois minha base era quase inexistente). Mas outras coisas ficaram pra trás, são um prejuizo que vou carregar pro resto da vida.

boo on 6 de março de 2010 01:59 disse...

Olha, eu tenho uma opinião absolutamente diferente acho que de todas aqui....

Entrei na UFPR no primeiro ano em que foi feita reserva para cotas sociais e raciais. Eu que já tinha cursado 1 ano em outro curso anteriormente, percebi uma mudança impressionante entre os alunos. Pra muito melhor.

Em primeiro lugar, é possível observar que ss negros paranaenses e curitibanos apareceram! Ué... mas não se dizia que Curitiba tinha poucos negros? Esse tipo de questionamento levou a uma série de outros. E percebemos quão elitista e como a UFPR só era frequentada por brancos. E que os negros não a alcançavam por uma série de razões.

Isso é apenas o mais visível de todo o processo. Agora as primeiras turmas estão se formando, com a mesma qualidade que antes. E mais, a experiência de troca é absurdamente maior. As turmas contém todo o tipo de gente e a formação é muito mais profunda. E aí vemos até que ponto o conhecimento produzido dá conta de várias realidades sociais. Por isso... por quê essa qualidade de ensino diminuiria? Não vejo nenhum cabimento para essa afirmação. Ao contrário, acho que finalmente estamos conhecendo o Brasil.

Segundo ponto. As cotas estão abrindo um espaço essencial para que novas pesquisas sejam realizadas, em que se produz conhecimento socialmente engajado. Os professores finalmente estão sendo verdadeiramente testados, os alunos estão aprendendo a trabalhar e construir com o diferente.

Tem coisa melhor?

Dejair, de novo... disse...

Eu não sou contra cotas para alunos de escolas públicas, mas apenas acho um paliativo.

Por que não melhorar? Recursos existem sim, falta vontade política.

Em minha opinião, o Brasil deveria seguir os moldes de países como a Coréia do Norte, na quantidade de horas em que os alunos permaneceriam dentro da escola, mas adaptado à nossa realidade... Um jovem, adolescente... passando 12 horas em uma escola, com aulas com conteúdo, práticas esportivas para lazer, cursos profissionalizantes, idiomas... tudo com uma boa estrutura.... alimentação, transporte, material didático... tudo gratuito.

Alguns precisam trabalhar para ajudar a família e não podem passar 12 horas em um colégio? Em casos de famílias com baixa renda, um auxílio como cesta básica por exemplo...

Teríamos jovens preparados para ingressarem em qualquer boa faculdade (dependeria somente dele), afastaríamos eles das ruas... da criminalidade. (Estudei em um colégio no Jd. Rosana, periferia de SP, a maioria dos meus colegas já estão mortos ou presos.)

Tudo isso é utópico? Sim, diante dos governantes que temos e da população omissa... mas não seria tão difícil isso na prática.

As últimas gestões de SP construiram "Céus", sempre fui totalmente contra... o dinheiro gasto com isso poderia ter melhorado diversos colégios, levado para dentro deles o que os "Ceus" oferecem (E atenderia mais pessoas) e assim, levar as escolas para dentro dos moldes da minha utopia.

Massssss... os "Céus" criado pela gestão do PT foram eleitoreiros...

Ps, sou apartidário, antes que venham discutir sobre isso comigo. Penso que cada partido levanta uma bandeira, seja como social democrata ou pseudo-comunista, mas o único intuito é ganharem poder e dinheiro.

Thati Freitas on 6 de março de 2010 11:45 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabee Ribeiro on 6 de março de 2010 15:29 disse...

Eu concordo plenamente com o seu post.
Tenho dois primos inteligentíssimos que tentam o PROUNI e não conseguem, mesmo não tendo condições de estudar em uma faculdade particular.
Este ano, quando eu tentei vestibular, o meu maior medo era de perder a vaga para um cotista. Imagina a situação... vi no jornal, uma vez, uma menina que perdeu a vaga para um cotista que fez trocentos pontos a menos que ela...

Outro caso é o da minha irmã: não tem condições de pagar uma faculdade particular, mas por morar num bairro "nobre", não é aceita. Eu acho que o governo realmente deveria investigar a vida da pessoa. Não é porque a mãe dela comprou um terreno a preço de banana há anos atrás, que ela é tem condições, não é mesmo?

Quanto às cotas, eu sou totalmente contra as "cotas raciais". Isso é racismo implícito, como se os negros/índios e afins não tivessem a mesma capacidade que um branco...
Já as cotas para quem estudou numa escola pública, eu acho válido, pelo ensino público ser uma porcaria. Funcionaria direito, se eles colocassem mais vagas, tipo: 80 para não cotistas, 40 para cotistas, ou algo assim.
Porém, seria muito mais fácil se melhorassem o ensino. Seria melhor e todo mundo sairia feliz. ;P

Anônimo disse...

Pra mim a BOO disse TUDO.

É simplista acreditar que o aluno que entrou com as cotas teve molesa.
Porque pra entrar na faculdade, mesmo que com cotas, o cara provavelmente teve que ralar muuito. Provavelmente a unica preocupação dele não era ir pro cursinho e estudar, ele teve que superar muita coisa pra conseguir isso.
Faço engenharia e na minha sala tem alguns estudantes cotistas e eu posso dizer com toda certeza que eles são uns dos que mais ralam. Se dão até melhor que muitos que vieram de escola particular. Porque eles sabem valorizar onde eles estão, sabem que não é todo mundo que tem essa oportunidade.

Também é simplista acreditar que "é só melhorar as escolas, oras". Isso não é imediato. Leva anos, décadas até, pra conseguir melhorar uma coisa que está no nível atual. Porque é defasado DEMAIS o ensino público no país. Isso não quer dizer que não deva ser uma preocupação, apenas significa que devemos lutar por um ensino melhor, mas sem esquecer daqueles que dependem hoje desse ensino precário.

Crazy on 6 de março de 2010 23:37 disse...

ÓTIMO POST! perfeito o tema, e tb concordo com seu posicionamento.
Vc diz ver gente do PROUNI com carro na garagem. Eu te digo q meu namorado é funcionário público, e está CANSADO de ver gente com bolsa família que chega reclamando q não pode ficar muito tempo na fila pq deixou o carro estacionado em lugar proibido. E, segundo ele, muitas vezes dá até prá ter uma idéia de que o carro nem é um "pau velho" não, já que as pessoas às vezes estão até com o chaveiro que trava automático na mão...e ganhando bolsa família pagos com dinheiro que eu e outras pessoas q não têm carro pagam de imposto.
SISTEMAS DE COTAS, BOLSA-FAMÍLIA E OUTROS SÃO MEDIDAS POPULISTA E ASSISTENCIALISTAS, QUE VISAM TAPAR O SOL COM A PENEIRA E PROMOVER OS POLÍTICOS QUE AS APOIAM. Se houvesse mesmo interesse em ajudar o povo a progredir, as escolas públicas seriam de boa qualidade e haveria incentivo para que se criassem novas vagas de trabalho, assim não seria necessário que os pobres, negros, minorias etc vivessem de favor, pq é isso q essas medidas fazem

Crazy on 7 de março de 2010 00:37 disse...

ah, e quanto às cotas especificamente para negros, eu digo o seguinte: as mulheres também foram por muito tempo injustiçadas. Acredito que nossa geração é a primeira q está tendo um pouco mais de igualdade, já que a das nossas mães era bem diferente, raramente uma mulher fazia faculdade e só podia trabalhar em empregos tidos como "de mulher" (professora, enfermeira) e ganhando mal. E, mesmo hoje em dia, ainda há desigualdade, no meu trabalho já vi mulher sendo mandada embora depois de voltar da licença maternidade, pq a empresa achava q ela não teria tempo de se dedicar como antes com um bebê; E tá cheio de histórias assim. Então, se há cotas para negros, sugiro que se criem também incentivos para mulheres, afinal, se os negros defendem que os brancos têm uma "dívida histórica" para com eles, os homens também teriam uma dívida histórica para com as mulheres. Porém, acho essa idéia de dívida histórica patética. As mulheres estão aí para mostrar isso: cada vez mais evoluindo e lutando contra a desigualdade, sem nunca terem tido um pingo de incentivo do governo, o que mostra que com esforço e MÉRITO todo mundo tem chances, sem depender de cotas

Deja disse...

Eu acho que algumas pessoas deveriam estudar intepretação de texto, novamente... não sou contra cotas para alunos de ensino público, mas isso é um paliativo (procure no dicionário o significado). O ensino das escolas públicas PRECISA melhorar.

Pessoas estúpidas...

mulherpolvo on 7 de março de 2010 09:10 disse...

Sou totalmente contra as cotas. tem que ter escola descente e gratuita, e não baixar o nível da universidade.

Nanda on 7 de março de 2010 16:45 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nanda on 7 de março de 2010 16:47 disse...

Tá, o que eu acho... Não é que eu seja APENAS contra, mas é que estando no terceiro ano, dentro de um colégio particular, na porta de um vestibular, tendo a pele mais branca que num sei o que, eu faço parte da parcela prejudicada pela criação dessas cotas, seja para negros, índios, estudantes de escolas públicas, obesos ou lutadores de Kumon. Sejam elas quais forem, a visão que eu tenho é que são destinadas a "tapar um buraco" que, diga-se de passagem, é beeem mais embaixo. Se alunos da rede pública não têm a mesma condição de passarem em boas universidades, seria tão mais coerente reforçar o ensino de base. Não acho justo que jovens de potencial, mas sem poder aquisitivo, sejam limitados pelo ensino de base que tiveram e, por consequencia, fadados à um péssimo curso superior. Menos justo, ainda, é qualquer um destes arrancar o lugar de um aluno de escola particular, que se mata de esudar por uma boa faculdade e que, muitas vezes, teria mais potencial para entrar no curso. E você, Heleninha, nem se aprofundou em dizer as consequencias disso. Muitos dos alunos beneficiados pelas cotas, entram numa faculdade sem condições de prosseguir com o curso. E se prosseguem, não há duvidas de que são esses os futuros profissionais "meia-boca", desqualificados, que se vê por aí. Pode até parecer preconceito de uma aluna riquinha e fútil, mas juro que meu instinto de me defender não está em jogo. É uma questão puramente óbvia. O governo brasileiro nunca foi dos mais justos, não é nesse ponto que vai ser, não é?

Sabrina Mix on 7 de março de 2010 16:58 disse...

Pois é, Heleninha, já vi casos de alunos que estavam matriculados em duas escolas: uma particular e uma pública, a fim de não perderem os benefícios e ainda assim conseguirem boa pontuação em Universidades que não beneficiam alunos de escolas públicas. Complicado isso, não?!

Beijos e sucesso!!!

MEU BLOG: http://www.sabrinamix.com

Anônimo disse...

Engraçado esse povo que diz que o buraco é mais embaixo quando na verdade só ta olhando pro buraco do próprio umbigo.

Dizem que não é justo para com os alunos de escolas particulares que se mataram de estudar. Como se os de escolas públicas também não tivessem se matado de estudar também. Talvez até mais porque eles tem que tentar aprender sozinhos coisas que alunos de escolar particulares tem quem ensine.

Além disso, é falacioso o argumento que defende que estudantes cotistas apresentam rendimento inferior aos demais estudantes. Estudos foram feitos nessas áreas e é possível notar que o rendimento é equivalente.
(para ilustrar isso, deixo três links:
http://www.universia.com.br/noticia/materia_clipping.jsp?not=9049 http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1286509
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/unicamp-estudo-mostra-bom-desempenho-de-alunos-da-escola-publica-na-universidade/ )

Deviamos procurar nos informar antes de sair afirmando coisas sobre as quais não temos certeza.

Grazi on 8 de março de 2010 08:56 disse...

Concordo com o anônimo(a) acima.

Alunos do Prouni em universidades particulares, naturalmente se esforçam mais para fazer por merecer o benefício de estar estudando.

Ema prova disso é que há vários anos não há nenhum aluno laureado no meu curso, e está para se formar e ser laureado um aluno que é bolsista do Prouni.

Repito, acho ridículo esse papo de vcs acharem que só pq as pessoas vieram da escola pública são amebas! Pelamordedeus!!

Depois dizem que não é discurso de patricinha nojenta....

sophia on 8 de março de 2010 14:06 disse...

hum, eu acho que o caso das cotas pra escola pública foi julgado errado. apenas pessoas que sairam da escola publica e comprovarem isso vão ganhar as cotas. não vale quem fez cursinho... e tente considerar que alguém que saí de escola pública e vai concorrer com estudantes de escola particular ou cursinho tão bem abaixo da concorrência. além disso tem mais alunos concorrendo a vaga de escola pública do que a vaga universal. é mais dificil ainda

Ana disse...

eu concordo no que vc falou sobre o prouni mas tem um porém,acredito que o governo botou a regra de ter que ter feito o ensino médio em escola publica pois eles msmo sabem q numa escola publica o aluno nao tem tantas chances de conseguir passar nas universidades publicas,em q os alunos das particulares são no minimo 3 anos treinados para isso.
E a renda tbm é um requisito de avaliação,então se alguém consegue passar msmo tendo grana é culpa do sistema nao ter conseguido checar direito.
E como bolsista do prouni eu posso dizer,não basta se ''pobre,negro,excluído,de escola publica'' p/ fazer funcionar,se vc tá dizendo que tem vários alunos do prouni na sua facul e só citou 2 como tendo notas altas,é meio um erro pois p/ vc continuar com a bolsa vc tem q ser um ótimo aluno,não pegar dp e nunca faltar,senão o fato de vc ter sido ''injustiçado'' na sua educação de ensino médio,vai ser completamente sem valor,quem é de escola publica deve sim agarrar aos ''benificios''(isso nao é um,o ensino q a gente recebeu devia ter sido melhor)mas nunca se acomodar com isso

Bruna disse...

Concordo plenamente .. Na UFPR surgiu o tal do Reuni agora .. Que vai encher de vagas pra cursos que estão saturados .. Além do quê, acho que as cotas estão ligadas mais ao preconceito do que à uma oportunidade propriamente dita.
Beeeijos

Tita disse...

Se os alunos de escolas públicas estão excluindo os geniais, talvez seja pq os "não-geniais", foram excluído$ da$ benesses de se tornarem geniai$. Então, já que a grande maioria não pode usufruir do privilégio de pagar um cursinho decente, frequentar uma escola em que tenha pelo menos professor (mesmo sendo ruim) na sala de aula, para, se possível, tentar conseguir ser "genial" o suficiente para entrar em uma faculdade particular, o governo tente COMPENSAR, REPARAR os danos que o próprio governo causou e que outros setores da sociedade consentiram com sua vergonhosa omissão.
A questão foi essa: Facilitar a vida quem tem condições difíceis ou quase nulas de chegar e se manter lá para que a balança fique menos desequilibrada, ou vamos manter a sina: quem tem mais dinheiro ,tem melhor educação; que consegue 80% das vagas no único tipo de instituição de ensino superior que os que não tem $ poderiam estudar; que consegue os melhores empregos; que ganham os melhores salários; que colocam seus filhos nas melhores escolas; que se tornam geniais e o ciclo da desigualdade continua. Enquanto o filho do não genial, não tem alimentação adequada em casa, não tem dinheiro para comprar um livro para se tornar genial, não tem dinheiro para comprar uma revista para se tornar genial, não tem dinheiro da ônibus para ir a escola para se tornar genial, escola esta que não tem professor, não tem um pai ao lado para corrigir o caderno pq o pai não sabe ler pq muita$ coisa$ geniai$ lhe foram negadas. Eu pergunto, independentemente da inteligência de dois alunos, qual a probabilidade (estou falando de razão, de estatística e não qualidades intrínsecas à pessoa) dos dois chegarem ao mesmo ponto (uma universidade pública, por exemplo)? Lembre-se as exceções são apenas exceções, e não chegam nem perto do montante que não alcança a meta. Pense: se você leitor, fosse privado de todos os seus privilégios, você teria chegado onde você chegou? Recomendo a você que realmente se IMPORTA com o problema da desigualdade social, e que não apenas é aquele que se sente incomodado com a situação de alguém estar tirando uma vaga sua ou que poderia ser sua ou mesmo que poderia ser de um outro “genial”, conhecer na carne a situação de quem é muito pobre. Visite/frequente uma escola de “não-geniais”, coma a comida deles, tenha acesso ao que eles tem, ou melhor, o que eles não tem, vista a roupa deles, assista a uma aula com o professor deles, passe a experiência de não ter dinheiro da passagem para ir à escola,comprar um caderno ou um livro porque você teve que comprar pão alguma coisa menos supérflua, como alimento ou pagar uma conta . P.S.: 1- não sou a favor a todos os tipos de cotas , não me encaixo e nem usufruo de nehuma delas, e não entrarei no mérito de avaliação das cotas; 2-claro que alguns que não merecem usufruem das “cotas”, mas milhares que realmente precisam são beneficiados. Os milhares é que vão fazer a diferença, não os alguns; 3- realmente o texto é imenso; 4-os erros de português advêm da minha “não-tão-genialidade”5- lembrando que as medidas são REPARATÓRIAS E COMPENSATÓRIAS para diminuir o desequilíbrio social enquanto as outras medidas de longo prazo surtem efeito.

Anônimo disse...

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Manu on 10 de março de 2010 01:15 disse...

Tata: entendo tua situação e a tua dúvida, passei por isso. Sou de classe média e meus pais chegaram a trabalhar 3 turnos, para me manter fazendo Medicina (óbvio que eu não trabalhava!) em uma Federal. Isso leva a um segundo ponto...

Bel: discordo de ti, acho que as vagas na Federal são direito de toda a população todos devem poder concorrer a uma melhor formação (que, infelizmente, está só nas Universidade Públicas, em muitos locais do País). Se as pessoas não competem em condições de igualdade, a culpa é do ensino público. Uma faculdade sai cara demais, até para quem estudo em escolas particulares.

Nanda: Kumon é um método de ensino, não uma luta. O nome da luta é Sumô!

VAMOS À MINHA OPINIÃO SOBRE O TEXTO:

Heleninha, concordo absurda e absolutamente com tudo o que você falou. E mais, acho discriminatório destinar vagas a uma determinada cor, raça, sexo, classe social. O que precisa é de um Governo que invista na formação das pessoas / estudantes desde antes do Ensino Fundamental, na pré-escola, para que tenhamos pessoal mais qualificado, alunos capazes de obterem óitimas notas no vestibular e em um curso superior REALMENTE por sua capacidade intelectual (que tenha sido devidamente estimulada), e não pessoas "empurradas com a barriga" para dentro de uma escola ou Universidade, só para mostrar pra ONU que o analfabetismo está diminuindo e que o número de alunos matriculados em curso superior está aumentando. Sou filha de mãe professora, e vejo casos e casos que mostram que o Governo só quer "números", sem se preocupar com os verdadeiros resultados, pressionando (não entrarei em detalhes) professores a aprovarem alunos incapacitados. Por isso tanta gente termina o primeiro grau sem saber ler e escrevendo como semianalfabeto! o sistema de cotas vem para compactuar com isso. Não digo que não haja cotistas bons, mas alguém que fez 400 pontos a menos, certamente, está menos preparado do que alguém que fez 400 pontos a mais, não é? Paliativos podem 'tapar buraco' e gerar números, mas não resolvem o problema da má-formção profissional que vemos. As mudanças têm de vir de baixo, com investimento $$, em pessoal qualificado e de condições de estrutura e recursos (audiovisuais, de material didático) na escola pública. Assim como devem ser disponibilizados incentivos às famílias, condições de aprender dignamente, pois concordo que crianças com fome e que trabalham não estão em condições de estudar em pé de igualdade. Mas o triste é ver que não faltam recursos (estou pagando meu primeiro IRenda em breve - e, com 2 MESES de salário só para o Governo, questiono: para onde vai tanto dinheiro, de tantos brasileiros? CUECAS!??!!), falta é decência e moralidade, bem como interesses dos governantes. O mesmo interesse que vai continuar sem existir, porque, enquanto o Governo criar "bolsa-tudo", ProUni (ainda que sem critério...) e vagas para cotistas, vai continuar se elegendo e podendo roubar EM PAZ, porque povo burro não questiona e povo satisfeito com compra de votos velada (o que esses programas do Governo são!) não reclama, o que mantém a corrupção em alta! Para que formar pessoas questionadoras e dar oportunidades iguais, sem cotas e sem "n" bolsas, se você pode encher barriga e "tapar os olhos" das pessoas para os problemas sociais e educativos de seu País?

edu disse...

Minhas visitas no blog passaram de diarias pra semanais... nao sei se tá corrido, ou se é so desanimo.

Mas sobre o ótimo post. Gostei mesmo viu.

Bem, minha opinião reflete minha vivência, meu ponto de vista.

Sempre estudei em escola pública, e sempre me esforcei pra ser um bom aluno (quase sempre, ok).

Ao sair do ensino fundamental optei por estudar num colégio técnico, numa ETE da vida. O ensino é melhor do que num colégio publico convencional, e logicamente vagas restritas então tem um Vestibulinho. E já no colegio percebia-se que havia a galera interessada na zueira, e os que estavam a fim de estudar... pode parecer preconceito meu, mas os "filinhos de papai" eram os que tavam afim de zoar.

Depois começou o dilema da faculdade. Eu não tinha condições de bancar uma, tentei as Fatecs, sem muito sucesso por anos. E um dia passei na Fuvest.
Não mudou muito, a galera afim de estudar era a galera mais pobre, eram os que davam valor. O pessoal que vinha de colegio de elite logicamente tinham mais conhecimento, o ensino publico ainda é muito fraco.

Tive muita, muita difuculdade na faculdade. Coisas que eram básicas e eu não sabia. Tive que ralar muito, e ainda to lá.. falta só uma mas vou me formar!
Ter que trabalhar, e carregar umas faculdade exigente nas costas não é fácil. Mas também não posso culpar apenas o trabalho. Eu sei que muita da minha difuldade é por falta de conhecimento de assuntos que eu deveria ter visto no colégio.

Logicamente que o ideal seria melhor a qualidade do ensino público e equalizar essa equação... como isso é uma utópia, acho válido dar um empurrazinho pra galera que véio do ensino publico e está afim de estudar, porque aqueles que nao estão nem adianta que não vão passar num vestibular dificil. Depois é cada um conseguir se formar, vai ter que ralar muito, correr atrás do que ficou faltando.

Quanto a cotas raciais, acho bobeira, uma coisa não tem relação com a outra.

walmea on 29 de janeiro de 2012 01:26 disse...

meu filho foi selecionado pelo prouni, pra cursar o curso de logistica
na puc de mg.conseguimos juntar todos os documentos (que não são poucos) que prova
que não temos condiçoes de pagar uma faculdade pra ele.
ontem dia da intrevista a supervisora do prouni na faculdade
negou a ele o direito da bolsa, por ter estudo o ensino medio
numa escola privada com bolsa de 90 por cento.
esses 10 por cento que pagavamos pra ele, eram pagos com sacrificio.
ele trabalha como padeiro num supermercado ganhando um salario que não chega a 800,00 e meu marido é aposentado, com um salario de 1.200,00. e por isso tudo e por ter condiçoes de provar na justiça que não temos como pagar uma bolsa pra ele, resolvemos procurar os nossos .
direitos.

 

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