quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

PRECIOSA

Adianto que o texto a seguir talvez esteja repleto de clichês e frases prontas. Mas não vou conseguir falar de como TUDO É DIFÍCIL sem parecer uma sentimentalóide.

Não é incrível que alguém que tenha dinheiro e a família toda com saúde não seja feliz? Ou que alguém que tenha que matar um leão todo dia para conseguir fazer uma refeição seja, incrivelmente, feliz? É aquilo, dito em frases de MSN: A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.

Claro que os seus problemas sempre serão os maiores. É sempre assim. A sua vida é uma árdua tarefa. E você carrega o maior de todos os fardos por ter que levantar às 6 da manhã para trabalhar. E, sim, as coisas só dão erradas pra você, afinal seu pão com manteiga sempre cai virado pro chão. Seu cabelo poderia ser melhor, sua bunda menor. E sua mãe? Nossa, você é um ser iluminado por aturá-la, não? E o último namorado que você teve a fez sofrer de verdade, não é? Mas, calma aí, sua vida não é tão banal assim, você tem um problema DE VERDADE. O MAIOR dos problemas. Duvido que alguém o suporte. Só você consegue.

Nunca achei que devemos comparar nossos problemas com os dos outros. E se comparar que seja para o melhor. Enquanto está num trânsito parado, não pense "Eu poderia estar pior num ônibus apinhado!", pense "Eu poderia estar sobrevoando esse engarrafamento todo...". Mas hoje eu vou fugir dessa parafernália otimista, vou falar de PRECIOSA. Um personagem esteticamente marginal que nunca soube o que é DOÇURA, que foi violentada por pessoas que deveriam resguardá-la do mundo. Quantas PRECIOSAS estão por aí? Quantas sangram por aí e morrem anônimas?


Mas não vamos falar de humilhação ou de desgraça! Vamos falar das nossas vidas e de como elas são verdadeiramente difíceis. E de como é difícil suportar uma nova bordoada. E vamos falar de como é difícil acreditar num novo dia. E, bem, que tal conversarmos sobre como tudo é incrivelmente difícil PARA VOCÊ?

A vida sempre será de uma vilania sem nome. Há percalços, doenças, sangue e cacos de vidro por todos os lados. Mas até quando devemos sentir APENAS pena de nós? Não direi "Arregace as mangas" ou "Siga em frente" - Não tenho respaldo para incitar qualquer otimismo dessa natureza. O que quero dizer nesse texto meio sem tema definido é que: Você é preciosa.


* Texto feito após assistir o filme PRECIOSA. Recomendo para desidratar.

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Postado por Sarita às 00:01

19 comentários:

Fran... on 25 de fevereiro de 2010 09:41 disse...

Texto lindo!...
Admiro muito quem sabe ver mais o que tem do que o que não tem nessa vida!
Tem uma frase, não sei de quem, que diz: "A felicidade não consiste no que não temos, mas sim no bom uso das coisas que temos!"
Ps: Zin eu exclui meu twitter, fiquei um pouco enjoada daquilo e tava tirando meu tempo!...

Me manda um depoimento com seu msn que eu te adciono...

Beijos

Lady Cereja on 25 de fevereiro de 2010 09:52 disse...

Amei o texto, amei o blog!!!
Virei fã! O Corporativismo já tá super linkado lá no meu blog!
Beijos Zingara!

Vanessa Rodrigues on 25 de fevereiro de 2010 10:56 disse...

Já to baixando o filme ... Ótimo texto !

lorena on 25 de fevereiro de 2010 11:28 disse...

Nossaaa adoreiii o texto, estava msm precisando ler issoo, ficou ótimooo

Tita on 25 de fevereiro de 2010 11:40 disse...

Acho que é isso aí mesmo. Às vezes, nem precisamos olhar pro lado pra ver que somos melhor ou pior. Por vezes, ficamos reclamando dos nossos pseudoproblemas e acabamos por não perceber que o problema não é a situação em si, mas a forma como lidamos com ela. Eu não to dizendo que temos que estar sempre felizes, mesmo estando na m... mas que devemos (se quisermos) reclamar sim, mas já visualizando uma forma de modificar o que nos incomoda.

Lays Rodrigues on 25 de fevereiro de 2010 12:10 disse...

Muito lindo seu texto! É tudo verdade! Ainda tou pra assistir esse filme, dizem que é muito bom :)

edumariano on 25 de fevereiro de 2010 12:36 disse...

Poxa Não conheço o filme mas fiquei com vontade de ver
Bjo.

Bel on 25 de fevereiro de 2010 16:55 disse...

Adoro esses seus textos com uma mensagem nas últimas palavras =D

Também nunca ví esse filme, nem ouvi falar, pra ser sincera. Vou procurar. :D

Manu on 25 de fevereiro de 2010 18:24 disse...

Aparece um texto novo, aqui no meu "blogs que acompanho", de tua autoria, Zin, e, ao clicar pra ler, abre uma página dizendo que ele não existe... O que houve? O título que aparecia nos feedsd tava me deixando DOIDA de vontade de ler!

Mariana on 25 de fevereiro de 2010 18:46 disse...

olá,
Quando acabei de ver o filme tb fiquei a pensar no assunto... sempre achamos que nossos problemas são gigantescos quando neste mesmo momento existem pessoas a sofrer, a passar fome, horrores de guerra, tremores de terra, enchentes e isso transforma aquela chatisse que achavamos ser um problemão em algo tão pequeno...
Creio que isso que faz um bom filme, passa uma mensagem, atinge algo dentro de nós, cutuca a ferida e nos deixa a pensar.
adoro o blog
bjs

Zingara on 25 de fevereiro de 2010 19:41 disse...

Manu, é que como sou atrapalhada postei um texto que não era para ESSE BLOG, era pro meu pessoal. Percebi o erro e deletei.

sekh disse...

owww
que lindo
todos os textos sao maravilhosos
mas os seus vao fundo

Nanda on 25 de fevereiro de 2010 21:27 disse...

Estou louca para ver esse filme... já estava me preparando para a desidratação, mesmo! haha

Olha, sinceramente, não entendi se o final do texto foi irônico ou não. Mas esses dias estive pensando (pós assistir "Uma prova de amor" hehe)em como os problemas em nossas vidas são relativos. Tem gente que sofre por tão pouco, e gente que não sofre, mesmo com tantos motivos em mãos. E não é de se culpar o primeiro caso, nem chamar de hipocrisia. Cada um encara os próprios acontecimentos de acordo com a bagagem que já tem. Encara com a visão que já formou sobre mundo. E aí, nem dá mesmo pra dizer: que futilidade, a garota tá quase se matando porque perdeu o namorado... ela já passou por coisa pior, por acaso?

mulherpolvo on 26 de fevereiro de 2010 08:30 disse...

Zin, vez em quando percebo uma bruxaria entre o CF e meus botões... Ando sentindo pena de mim, pela minha solidão, pelo meu passado. Sim, amiga, mulheres de 35 anos tem passado!!! Mas, a auto piedade, por outro lado, também não cola mais. É o bate papo franco consigo mesma, é se olhar nos olhos e perceber a própria preciosidade... Nem é pra "seguir em frente" assim como um trator não... É pra parar e pensar. E só depois de perceber que na vida não há mocinhos e vilões, apenas um monte de gente atrapalhada e meio caolha, seguir em frente.

Priscila C. Souza on 26 de fevereiro de 2010 20:56 disse...

Belo texto... sempre achamos que os nossos problemas são os piores. Mas, sempre, conseguimos suportá-los... e a vida é feita dessas coisas. Momentos bons e ruins, só não devemos desistir.

Anônimo disse...

Zin,

Você é tão foda, que, além de me substituir nessa sexta ainda escreveu sobre um filme q eu tava louca pra comentar aqui. Fomos mesmo separadas no nascimento ahahahha;
esse filme é lindo LINDO, eu saí do cinema arrasada, pensando em quantas preciosas exustem no mundo e ninguém faz porra nenhuma por elas, simplesmente porque, se as preciosas - e me incluo nisso - querem que suas vidas mudem, elas mesmas tem que fazer alguma coisa pra isso.

=)

Heleninha

Camila on 28 de fevereiro de 2010 21:18 disse...

Amei o texto, Zin.
É pra parar e pensar, refletir.
Sempre achamos que os nossos problemas são os piores mesmo, mas afinal, são os nossos problemas.
Não é egoísmo. Cada um tem uma vida e em cada vida, problemas diferentes.
Mas é isso.
Só por estarmos aqui (sobre)vivendo, já é uma preciosidade.
: D

PS: Fiquei doida pra ver o filme, já vou baixar.

Lusinha on 2 de março de 2010 19:34 disse...

Depois de tanto "engradecer" meus problemas, decidi encará-los de outra forma.
Bjitos!

Mary on 4 de março de 2010 17:20 disse...

Lindo texto e filme intrigante.

Não sei como vc conseguiu desidratar. Foi tão chocante que eu mal conseguia chorar. Parece que as lágrimas entalaram na garganta.

 

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