segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

The One

Recebemos um monte de textos, girls! Publicarei alguns, na medida do possível, tô adorando isso! E Hoje começamos com o "The One", da Clarisse Simão, um texto que achei absurdamente lindo:

Vocês já tiveram a sensação de terem encontrado AQUELA pessoa? Aquela que você olha e pensa “Oh God! He can be the one”? Claro que essa sensação já me invadiu diversas vezes, mas no final, parece que era apenas false alarm.

Hoje eu me peguei pensando nisso e em como eu quero sentir isso. Sim, eu quero me apaixonar. Quero ter um companheiro, alguém que eu possa ligar no meio da tarde só para ouvir a voz e não precisar falar nada de mais. Alguém para eu ficar olhando enquanto dorme. Alguém que eu possa pensar “este será o pai dos meus filhos”.

Há muito eu já desconfiava disso, mas eu descobri que tenho o sonho de casar. Não necessariamente na igreja e vestida de noiva, mas casar. Construir uma família e ter um marido para dividir a vida. Aqueles casamentos bem clichês, sabe? Em que o marido chega em casa do trabalho, senta no sofá para ver o jornal na TV, tomando café (ok, essa parte foi o meu vício falando mais alto) enquanto me conta como foi seu dia e eu lhe conto o meu. Depois coloca o filho na cama, conta uma historinha para ele dormir e segue para o nosso quarto.

Descobri também que tenho o desejo de ser mãe e esposa à moda antiga – ok, não tão antiga, quero continuar trabalhando.

Parece contraditório, mas eu nunca fui conservadora e de princípios obtusos, no entanto, eu, uma mulher nada old fashion way, sonho com coisas assim. Dentro de mim mora uma garotinha romântica, quem diria!

Ultimamente venho pensando muito nesta questão, muito mesmo. Não sei se foi conseqüência dos dois anos de namoro e dos planos feitos ou apenas uma fase de fragilidade emocional, mas o fato é que eu quero encontrar o meu “the one”. E não, eu não estou assim pelo fim do meu namoro. Foi triste, sinto falta dele e tudo mais, mas já passei pela fase de me flagelar, afinal, já faz um tempo que terminamos. I moved on.

Enfim, acontece que eu não gosto de ser solteira. E o pior: não gosto da idéia de levar uma vida só. A verdade é que eu morro de medo da solidão. Desde pequena, essa idéia me atormenta. Às vezes não sei responder se eu quero apenas uma companhia ou um amor. Sempre que penso em “solidão” me vem na cabeça uma imagem, bastante nítida, de uma pessoa amargurada sentada no escuro numa poltrona na sala, amparada apenas por uma luz que vem da lareira (claro, porque se não tenho marido e filhos, pelo menos uma lareira eu tenho que ter) e nada mais. Brincadeiras a parte, não sei se foi de um desenho ou filme que eu tirei essa imagem, mas sempre imaginei assim.

Não quero ser uma dessas mulheres de meia-idade que, se não passaram por três divórcios, ainda estão esperando a tal metade da laranja. Quero me apaixonar, e esta tarefa nunca foi fácil para mim. Foram poucos os homens que passaram pela minha vida e levaram algo de mim, que me marcaram.

Sei que tudo isso é piegas, e talvez até utópico, mas afinal, quando se trata de amor, o que não é? E é difícil, ao ver um casal na rua, não me permitir pensar “Droga! Eu também quero isso para mim”.

“Se permita apaixonar”, alguns poderão dizer, mas não é fácil. É aquela eterna batalha: quando eu quero, ele não quer. Quando ele quer, eu não quero. Valeu, Murphy! Isso quando o Senhor Do Contra não resolve botar na minha vida um cara que eu quero, e ele me quer, mas mora em outra cidade. Far, far away. This is not fair!

Por Deus, será pode não pode dar um desconto aqui???

Desculpem o sentimentalismo, mas a garotinha romântica resolveu dar as caras e pretende ficar por um tempo.


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Postado por Anália às 00:01

18 comentários:

mulherpolvo on 15 de fevereiro de 2010 07:27 disse...

Lindo, amei!!
Essa imagem da solidão, eu vi num desenho do Pica-Pau, e é tão triste que marca mesmo as garotinhas desavisadas. Casar é bom, mas talvez não seja prudente alimentar muitas expectativas, quando me casei pela primeira vez (de duas) eu tinha tantas que acabei me decepcionando.
Quanto ao "the one", outro dia achei que tinha encontrado o meu. Em dez dias ele pulou fora e eu fiquei uns meses lamentando, pois ele parecia ser tudo a ver comigo. Agora ele reapareceu e nem sei se ainda quero. Sinto medo. O terceiro casamento TEM que dar certo...

Idiota on 15 de fevereiro de 2010 09:49 disse...

Geralmente também sou flagelada por Murphy quando me percebo apaixonada. Foram poucas vezes, mas sempre que percebia, acontecia alguma merda (não necessariamente provacada por moi) que acabava a relação.
Então, eu vivo o eterno dilema: amo me apaixonar, mas morro de medo da sensação "atropelada por um caminhão", quando a merda vem.
A única coisa é que, assim como a Clarisse, eu hoje em dia admito que também quero ser surpreendida pela casinha cor-de-rosa, esposo e filhinhos. Siiiiiiim!!!!!!
Mas sem igreja, por favor...

Priscila C. Souza on 15 de fevereiro de 2010 09:57 disse...

Estou nessa fase de me adaptar ao término, me acostumar a estar sozinha e desejando que algo de bom aconteça. Talvez, ficamos presos demais ao fato de encontrar "o cara certo" e esquecemos de viver a vida de maneira mais tranquila. Decidi fazer isso. Se for a hora, Deus me "apresentará" o doido que decidirá dividir a vida comigo, mas se for pra ocupar meu tempo, com pessoas legais e que acrescente algo na minha vida, já é alguma coisa.
Nada de pesamentos ruins! Nada de pressa e desespero.
Murphy, as vezes, desaparece!

Zingara on 15 de fevereiro de 2010 10:46 disse...

Também não gostava da ideia de ser solteira. Tanto que emendava um relacionamento no outro. Topando que qualquer idiota ocupasse o cargo de namorado. E a posteriori PERCEBENDO que tinha feito uma GRANDE MERDA.

Sou muito romântica, mas não vejo romantismo em ter um marido. Pelo que vejo por aí, é mais fácil você encontrar UM TRASTE, UM PESO, UM OBSTÁCULO do que um homem que sirva para compartilhar ALGO. O que conheço são péssimos PAIS.

Eu fico até feliz que exista ainda alguém com essa visão VINTAGE. SABER DA REALIDADE não é nada agradável.

Deja on 15 de fevereiro de 2010 16:11 disse...

Belo texto...
É algo assim que quero também, me livrar da minha relação doentia, ser um homem de família...

Ás vezes encontro alguém e penso... "É ela", daí acontece algo e tudo vai pelo ralo.

Curioso que quem me quer, não presta, são apenas pessoas que me levariam mais ainda para baixo, mas daí aparece alguém legal, ficamos amigos... mas até demais, e nada acontece.

Merda de vida.

Luci. on 15 de fevereiro de 2010 19:15 disse...

perfeito, perfeito. em cada centímetro, cada linha, perfeito. a parte do fim de um namoro de 2 anos, de se descobrir querendo achar AQUELE, e de acontecer de qdo os dois querem, serem de cidades distantes.
perfeito, acho que é um texto emblemático.
vamos encontrá-los. vamos.

wicca* on 16 de fevereiro de 2010 12:24 disse...

ai meu deus
texto incrível, em todos os sentidos, até porque eu consigo sentir cada linha por pensar da mesma forma.
e isso é comum quando a gente já passou por tanta coisa e quer apenas aquele porto seguro pra descansar os braços sem medo dos dias passarem.
tá de parabéeeeeeens garota!

Luu on 16 de fevereiro de 2010 13:12 disse...

Ficou liiiindo mesmo!!Principalmente a parte: "Isso quando o Senhor Do Contra não resolve botar na minha vida um cara que eu quero, e ele me quer, mas mora em outra cidade" Cabe Perfeitamente a mim ! As vezes a vida faz uma grande sacanagem.. PQP --'

¤*Daia*¤ on 16 de fevereiro de 2010 14:58 disse...

Essa coisa de amor... vai muito da capacidade de entrega de cada um. Já perdi tantas oportunidades por medo de me entregar, de mostrar meus sentimentos... ou talvez não tenha perdido nada, não sei dizer, afinal, nunca aconteceu. Mas sempre pensava nisso quando estava procurando por "alguem" especial... que era + difícil pq eu não me entrego tão fácil assim!

Fato é que quando é pra ser, é e pronto. Às vezes não adianta não querer... mas se a gente se entrega um pouco, já ajuda né? Hahaha!

E a entrega não é física... é entrega dos sentimentos. De expor o que se sente, demonstrar, falar...

Bjo

Bel on 16 de fevereiro de 2010 16:55 disse...

Às vezes acho tudo tão inatingível, que nem me permito sonhar ~_^

Anna Paz on 17 de fevereiro de 2010 00:16 disse...

Quero acreditar que chegará um momento em que Murphy vai dar um "break" para nós e permitirá que o tão sonhado "The One" nos encontre.

O fogo é que as desilusões que sofremos no campo amoroso nos marcam de uma maneira tão profunda que, muitas vezes, ficamos com o pé atrás com quem tenta se aproximar. Pelo menos é assim que eu me sinto. Vamos ficando calejadas...

Confesso que, mesmo assim, quero acreditar no amor e me identifico muito com "a garotinha romântica que resolveu dar as caras e pretende ficar por um tempo".

Parabéns pelo seu texto!

Vivi's on 17 de fevereiro de 2010 10:34 disse...

"O fogo é que as desilusões que sofremos no campo amoroso nos marcam de uma maneira tão profunda que, muitas vezes, ficamos com o pé atrás com quem tenta se aproximar. Pelo menos é assim que eu me sinto. Vamos ficando calejadas..." (2)

Eu encontrei o meu "The one" exatamente como diz o texto. Mas no meu caso a história é triste: O The one, o tal, não me quer... então acho que eu preferia mil vezes mais não ter dado de cara com ele e ter q conviver sendo a tal melhor amiga...

Alguém tem uma solução para eu seguir agora? Preciso preencher esse vazio q ficou...

Cris Soleitão on 17 de fevereiro de 2010 15:57 disse...

Sou o total oposto.
Já fui romântica, mas nunca ao extremo. Atualmente, esse meu lado tá quase morto.

Nunca me vi no futuro como mãe, casada e feliz... e também nunca como solterona solitária.
Sempre tive uma imagem do meu futuro de uma dessas mulheres bem vestidas, bem sucedidas e respeitadas pela competência e inteligência.
Nos últimos anos me senti um pouco decepcionada... pretendia já estar num nível mais avançado de carreira na minha idade, mas continuo seguindo em frente e batalhando pelos meus sonhos.

Recentemente fiz um desses testes bobos de internet pra descobrir qual série/personagem mais nos parecemos/identificamos. Não à toa, pra mim deu House MD.

Eu sei que House é solitário, maluco e viciado, mas é brilhante e no fundo todos o adoram.
P.S.: eu não sou viciada não, tá... rsrsrs...

Raíssa on 17 de fevereiro de 2010 17:20 disse...

aaai que lindo! *-*
feeling the same :/

Clarisse Simão on 18 de fevereiro de 2010 03:41 disse...

Nossa, nem acredito q o meu texto foi o primeiro a ser publicado. O_O

*Orgulhosa de mim mesma*

Enfim, obrigada por publicarem e obrigada pelos comentarios. Estou extremamente feliz.

Beijos e até a próxima (assim espero...rs)

Anônimo disse...

nao gostei... quando disse lindo esperava q tirasse suspiros.

Steve's on 5 de março de 2010 17:43 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Steve's on 5 de março de 2010 17:44 disse...

O negócio é começar uma relação sem criar muitas expectativas... Sonhe, mas com os pés no chão. E para quem reclama que tal pessoa não aparece, tem uma frase que me tocou muito e é verdade: "Aqueles que gostam de fazer amizades acabam inevitavelmente ‘tropeçando’ em alguém interessante" Pensem e meditem nela! ;)

 

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