segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Você é substituível! *


Havia alguém que era imprescindível no seu dia-a-dia e que compartilhou com você algumas refeições por algum tempo. Houve alguém que você chamava de "amor" e julgou impossível nomear outra pessoa com o mesmo título, mas nomeou. E quando acreditou que não podia amar, amou ainda mais ou, talvez, menos. Sentimentos não se medem em réguas e não se pesam em balanças afinal.

Augusto Cury erroneamente escreveu um livro chamado "Você é insubstituível", talvez para reanimar a alma dos rejeitados, talvez para fazer o seu papel de escritor de auto-ajuda. Não importa, foi um tiro no escuro e caso tenha acertado alguém com sua bala perdida foi sua baixa auto-estima.

As pessoas são substituídas rapidamente. Ontem o “você” da redação era aquele loiro, agora um moreno, amanhã um mexicano. Só Deus sabe. O amor muda de cor, mas as fúrias são as mesmas. Os lamentos, iguais. A agonia, a dúvida, o ciúme, o mesmo ritmo.

E eu que julguei ser especial, a mulher exclusiva, agora o vejo sentar-se à mesa com a minha substituta. E ele diz como a ama e como quer que seus filhos tenham os seus olhos azuis. E nos meus lençóis agora outro protótipo, um que diz que me ama sem que eu peça para ouvir. E é tudo novo, as sensações e os nossos ânimos.

Eu troco. Tu me trocas. Estamos por aí amando amanhã e depois como se fosse a primeira vez. Estamos por aí arranjando substitutos, rasgando contratos e acenando para o "para sempre".




* Substituível aqui é empregado estritamente no relacionamento amoroso.

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Postado por Sarita às 00:04

19 comentários:

Su ZeroDois on 18 de janeiro de 2010 01:52 disse...

Adorei o texto! Muito verdade isso!
Bjos

Deborah Leão on 18 de janeiro de 2010 10:54 disse...

Estava pensando sobre isso exatamente esses dias... Terminei um namoro há pouco mais de 2 meses, e já estou quase namorando de novo. Meu quase-novo-namorado está viajando, e temos trocado e-mails saudosos. Quando releio esses e-mails, encontro as mesmas palavras que já usei antes, com outros. Releio posts no meu blog de quando me apaixonei pelo ex, e vejo que o sentimento agora é o mesmo, ipsi literis, e que eu poderia dedicar todos aqueles posts ao atual, e eles valeriam.

E é aí que a gente entende que o lugar do desejo está em nós. Amamos o outro porque queremos o amor, e esse amor é nosso. Muda o objeto, mas o desejo é sempre, fundamentalmente o mesmo. E se isso, por um lado, é assustador, por outro é consolador, e dá alento para seguir adiante.

Driks on 18 de janeiro de 2010 12:00 disse...

Sempre achei a mesma coisa desse livro.
Eu posso ser sibstituida no meu trabalho facilmente, posso ser abandonada pelo meu namorado e logo mais ele estar com outra,acontece.
Assino embaixo.
bjus

¤*Daia*¤ on 18 de janeiro de 2010 12:25 disse...

Concordo. Esses dias, quando passei por um de meus antigos empregos e vi outra pessoa no meu lugar, tive a mesma sensação desse post. Sei que aqui vc fala de relacionamentos, mas acho mesmo que com tudo na vida é assim... não só relacionamentos!

Bel on 18 de janeiro de 2010 12:30 disse...

Concordo. Acho que qualquer coisa que não seja levada pela MORTE, é substituível sim

Cris Soleitão on 18 de janeiro de 2010 12:43 disse...

Eu discordo!
Se 'desapaixonar' não significa substituir.

Cada pessoa que encontramos na vida tem uma personalidade, peculiaridades e momentos que dividimos apenas com elas. E por isso somos insubistituíveis...

O que eu acho errado é as pessoas pensarem em "amor eterno". Nenhum amor é eterno. Qualquer tipo de amor pode acabar, seja por um gigante decepção ou seja simplesmente pela maldita rotina. Mas as pessoas são únicas sim!

Eu, pelo menos, guardo recordações de cada amor que tive. Posso ter me afastados dessas pessoas, muitas vezes para meu próprio bem... Mas cada pessoa teve seu espaço na minha vida e, portanto, cada uma gerou lembranças diferentes de momentos diferentes.

Porém, quando a amizade ou o amor acaba e encontramos novas pessoas... as que fizeram parte do passado não estão sendo substituídas... Nós é que estamos apenas mudando e seguindo em frente! [enquanto os outros também fazem o mesmo]

Mas, sempre que pegar aquele álbum antigo ou aquela fita guardada há anos... você se lembrará daqueles que vê com carinho ou com raiva... de uma forma ou de outra, com algum tipo de sentimento que você guardou e é direcionado especificamente para aquela pessoa.

Não sei se consegui explicar meu ponto de vista, mas tentei... rs.

Priscila C. Souza on 18 de janeiro de 2010 13:20 disse...

A substituição no amor é relativo. Por mais que você coloque outro no lugar, dependendo do sentimento de nutria pelo anterior, pode continuar lá no fundinho... Mas nunca sabemos o que acontecerá. Mas relacionamentos vem e vão e pessoas para preencher o vazio, tem aos montes!

m.a.n.u. on 18 de janeiro de 2010 14:31 disse...

Concordo parcialmente. Acho que, sim, as coisas e as relações terminam. Acho que pode não ser para sempre (embora ainda queira MUITO encontrar o meu "pra sempre" no amor e em outros setores da minha vida). O que eu discordo é disso de "ontem, amava um, hoje, ama outro". De sair dizendo "eu te amo" em dias, semanas, poucos meses. O amor é raro de acontecer. O amor é especial. Não tem como, em dois meses, estar amando outra pessoa. Pode estar apaixonado, ter um tesão dos infernos, afinidades, gostar de estar junto, sentir um carinho especial. Mas amor é conquista diária. Amor vem aos poucos, com o convívio, com o tempo, entre acertos e tropeços, ente épocas de sexo tórrido e de "seca", entre silêncios e confissões. Amor vem quando você aprende a "se dividir" e "se doar". Isso é mais do que um cinema, mais do que andar de mãos dadas. E isso, mesmo que mude, não acaba. Pode deixar de existir a relação, mas sempre será amor. Um amor diferente. Aquela frase "é sempre amor, mesmo que mude"?! Pois é! Por isso mesmo, amores são insubstituíveis. Verdadeiros amores são insubstituíveis. Além disso, acho que cada pessoa nos ensina algo... o fato de aprender e de também ensinar já torna, a nós mesmos, insubstituíveis. Mas é só minha opinião, sei lá. Apenas estou indignada com a banalização do "eu te amo". Pode ser que eu seja a "pirada", mas eu não consigo amar assim! Só disse isso pra dois caras, até hoje. E ainda amo, mesmo tendo acabado e mudado. Me apaixono todo dia, sim... mas, amor? Isso é raro e especial! Não me sinto substituível, nem os sinto substituídos (os dois que amei).
ADORO SEUS TEXTOS, ZÍNGARA!! Beijo.

Talita Ribeiro on 18 de janeiro de 2010 23:03 disse...

Nossa, super real!
Amei o texto, e seu blog.
Beijocas, voltarei mais vêzes!

Talita Ribeiro on 18 de janeiro de 2010 23:03 disse...

Nossa, super real!
Amei o texto, e seu blog.
Beijocas, voltarei mais vêzes!

Thata on 19 de janeiro de 2010 00:31 disse...

Concordo em grau, genero e numero!!!
Vc andou lendo as minhas coisas? kkkkk
Tudo que eu penso sempre ta aq!!!!
Adoooooro vcs

Tati :3 on 20 de janeiro de 2010 10:34 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tati :3 on 20 de janeiro de 2010 10:45 disse...

Eu discordo.
Acredito que estamos sim aptos a amar outro, mesmo depois de te ter dito adeus àquele que acreditavamos ser nossa alma gêmea.
No entanto, o tempo que você passou junto com essa pessoa, as coisas que aprendeu e construiu, esses momentos são insubstituiveis. Assim, a lembrança que esse representa na sua vida torna-se unico também, sem significar no entanto, que jamais amará outro.
Uma vez que se ama realmente, de todo coração e é retribuido igualmente, a pessoa não será esquecida por completo.
Assim, acho que todos que são importantes são insubistituiveis.
O papel pode ser preenchido por outra pessoa (pode ter outro namorado), mas aquilo que a pessoa representou naõ haverá outra igual.
Acho também que não é o tempo que determina a proximação entre um casal, mas a intensidade, sendo possivel amar alguém em poucos meses.
A verdade é que não existem regras no amor, por mais que tentemos escreve-las, pra cada um acontece de um jeito, dividindo nossas opiniões, fica dificil discutir isso tudo =\

Lereassimter on 20 de janeiro de 2010 14:36 disse...

As pessoas, por diversas razões, podem perder a oportunidade de ficar com a pessoa que mais combina com ela (a tal alma gêmea). Só porque vc seguiu em frente não quer dizer que esteja mais feliz do que poderia ter sido. Muitos casados e felizes lembram dos cônjuges ao pensar em "grande amor", mas outros casados e felizes lembram-se de alguém... lá no passado. O ser humano se adapta, por isso parece que todos são substituíveis. Só não é verdade.

Jullyane on 20 de janeiro de 2010 16:36 disse...

Olha, eu tô numa fase em que isso é absolutamente verdade para mim. Fora família (pais e irmãos), o resto passa, pode até deixar sua marca, mas pode vir outra pessoa e apagar tudo, fazer uma nova história.

Adorei, Zin.

Beijos

Lu Dantas on 24 de janeiro de 2010 16:33 disse...

Oi, Zin. Isso é realmente uma grande verdade. É duro admitir, eu sei...mas o mais difícil é passar por isso..e quem nunca passou, não é mesmo? Mas, na minha opinião, isso não fica restrito ao campo amoroso e sentimental. No âmbito profissional, isso também existe.

Gosto muito dos seus textos e da forma como enxerga a vida.

Beijão

Nanda on 29 de janeiro de 2010 17:50 disse...

Tava pensando nisso, esses dias. Cheguei à mesma conclusão: somos todos substituíveis. Mas a vida pareceu tão sem sentido, assim. Deu até desanimo. Não me contentei.

Aí pensei por mais um tempo...

De repente, os papéis que ocupamos/ocupávamos são substituíveis. Quem, de fato, somos, jamais. Quer dizer, você pode ter amado e desamado, e encontrado um outro amor que preenche plenamente o papel do outro.

Mas o antigo amor some, como se nenhum sentimento nunca tivesse se formado?

Isso para qualquer situação da vida.

Acho que todos somos insubstituiveis por um certo angulo...

Marcelo disse...

Acredito que seja um uma mistura de tudo que foi dito. As pessoas são substituíveis, porém os momentos vividos não. Tudo que você fez pela primeira vez com alguém (bom/ruim) vai ficar para marcado para sempre. E digo de coisas simples, como ir a um restaurante comer aquele prato que ambos adoravam. Mesmo que você repita isso com outra pessoa, esse momento não é do relacionamento atual. Por isso acredito que as pessoas são substituíves, porém os momentos vividos não. Então procure sempre fazer coisas novas nos novos relacionamentos, senão você está se enganando e pior ainda enganando quem está com você!

Laura disse...

legal seu texto, concordo, infelizmente!

o ser humano busca aplacar a dor da solidão e se a sensação que a companhia do momento traz é boa, não importa se tem o nome A ou B, no momento, alí, vai sempre ser a bola da vez, a alma gêmea. E em termos de amor, temos sim, memória curta. E esse processo de substituição é rápido as vezes, não é à toa que se diz, nada melhor que um novo amor para curar um coração partido. Isso se chama transferencia, tendo o amor perto, que se dane a embalagem, que ela faça seu papel e que seja descartada na proxima troca.

 

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