sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O dia em que repudiei o aborto

Estou num perrengue danado, caras leitoras. Minha menstruação está atrasada há quase 20 dias.

No começo eu estava mais preocupada, mas agora, depois de fazer um ultrassom e repetir o beta hcg duas vezes e o mesmo ter dado negativo, estou mais tranquila. Segundo o médico, pode ser um probleminha hormonal ou coisa do tipo, farei mais exames para descobrir o que é.

Mas enfim, não venho falar da minha saúde. Estou aqui para compartilhar com vocês o quanto a hipótese de ser mãe mexeu comigo.
A primeira coisa que pensei foi o que seria da minha vida. Como terminaria minha faculdade? E meus planos para o futuro, o que eu faria com eles? E as viagens planejadas, como é que eu viajo com uma criança?

Passou pela minha cabeça fazer um aborto - acho que qualquer mulher pensaria nessa hipótese como primeira opção - mas, até eu que sou totalmente a favor da legalização do mesmo, vi que não sou capaz de uma atrocidade dessas. Não sou contra quem faz e até defendo o direito de toda pessoa dispor sobre o próprio corpo, no entanto, quando dei com o suposto problema de frente, vi que EU não sou capaz disso, por mais que eu pregue o contrário.

Um filho, para mim, seria um pouquinho de mim e do homem que amo. Como é que eu vou jogar qualquer pedacinho do homem que amo fora, mesmo que seja um "amontoado de células"?
Planejei tanto um filho com esse homem e agora, só porque ele talvez tivesse decidido vir na hora errada, eu iria descartá-lo? Só porque ele não veio daqui a oito anos, quando nós provavelmente já estaremos casados, com um belo apartamento e um bom dinheiro na conta bancária?

Se fosse um ex qualquer, um casinho, uma transa de uma noite, talvez meu pensamento não seria este. Talvez o aborto seria minha opção e eu não abriria mão disto. Se eu não tivesse tido tanto apoio, tanto carinho, tanta paciência e compreensão, provavelmente, se eu realmente estivesse grávida, eu faria um aborto. Ninguém segura uma barra dessas sozinha.

Entendo que quem nunca passou pela situação não tenha tanta sensibilidade para entender o que disse, então estou pronta para possíveis críticas.
Se quiserem discutir o assunto comigo, é só comentar aqui ou escrever para ivete@corporativismofeminino.com

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Postado por Ivete C. às 00:01

58 comentários:

Kika disse...

Pois é, complicado...
Já passei por isso (menstruação atrasada) e realmente vc começa a pensar como seria ser mãe sem nenhum planejamento.
Óbvio q pensei em aborto. Mas, de fato, depois de algumas horas, qdo o desespero começa a passar por puro consaço mental, a idéia ñ parece tãããão ruim.
Ñ deixa de parecer, só ñ parece tanto, entendem?
É bem isso, é um pedacinho d mim com alguém q amo (foda qdo é só uma trepada, ñ é namorado ao afim). Comecei a pensar numa coisinha linda e fofinha com os lindos olhos verdes do meu amado. Da vontade de ter, é o instinto maternal, dizem q ser mãe é a melhor coisa do mundo e dá vontade de experimentar, de viver isso.
Mas, infelizmente talvez, pensei mto nas outras coisas, questões práticas e menos românticas: meu pai tendo um troço, minha mãe feliz mas desapontada, meu namorado tb feliz mas desesperado por causa dos gastos, minha faculdade ñ terminada, minha carreira profissional indo pelo ralo...
Conheço amigas c as quais aconteceu isso (gravidez indesejada) e tiveram o filho, os amam e vivem bem assim. Mas ñ dá pra negar q mta coisa muda na nossa vida e q, ptto, ter uma outra opção torna-se uma hipótese.
Felizmente, no meu caso, tb era um "alarme falso", atraso apenas...
Mas, realmente, faz a gente pensar. E mto!

Grazi on 18 de dezembro de 2009 08:52 disse...

Também já passei por essa situação, também era apenas alarme falso.
Me desesperei e a única solução que conseguia pensar era o aborto, mesmo sendo do homem que eu amo não a hora certa, definitivamente.

O atraso não durou muito (cerca de uma semana), e depois que veio, junto com a sensação de alívio veio a sensação de que eu não teria coragem para fazer um aborto. Mas por mais egoísta que possa parecer, eu não faria apenas pensando no que poderia acontecer comigo, caso saísse algo errado. Conheço casos de mulheres que passaram realmente mal ao tentar fazer um aborto. E por isso tive medo.

Deja disse...

Minha menstruação está atrasada há muito tempo, minha barriga está crescendo... sei não.

Sabe, acho interessante uma coisa... quando uma mulher engravida e decide ter o filho, ela grita e briga por pensão, por ajuda (JUSTO!), pois ela não fez sozinha... mas quando ela decide abortar, diz "O corpo é meu".

(Generalizei, mas já vi isso ocorrer mais de uma vez.)


Pode ser uma puta de rua, mas se eu souber que o filho é meu, brigarei para não deixar ela tirar, nem que eu crie sozinho...

'Mea opinião.

Talita on 18 de dezembro de 2009 11:15 disse...

Quando engravidei em janeiro desse ano fiquei desesperada porque terminei a faculdade e queria trabalhar já! Nunca pensei em aborto porque sempre tive o sonho de ser mãe, preferi adiar planos...
Por ironia do destino, o ser aqui que nunca pensou nessa possibilidade, perdeu o bebê em julho, aos 5 meses de gestação e nada, nadinha, consegue preencher esse vazio que ficou.
Acho que toda mulher tem o direito de decidir sim o que quer fazer da sua vida, só diria a essas mulheres que pensem se estão preparadas para as consequências dos seus atos, porque são pra vida toda...

Anamyself on 18 de dezembro de 2009 11:40 disse...

Uma vez, fiquei SEIS meses sem mestruar.

Depois de mil exames e preocupações, descobri que estava com um troço chamado AMENORRÉIA, que é o que muitos atletas tem. A gente sempre ouve que ginastas ficam 6 meses, um ano sem mestruar.

O meu MEGA regime que incluia 1h30 de corrida 7 dias por semana, causou isso em mim.

... disse...

Minha menstruação está atrasada há 27 anos, mas a TPM é constante.

Verena disse...

O meu não foi alarme falso, e sim decidi abortar. Namoravamos ha um ano e eu tinha acabado de entrar na faculdade. Ele queria que eu abortasse, minhae mãe também achava melhor, mas ela mesma me disse que a decisão era minha e eu tinha que fazer o que eu achasse melhor. Me desesperei, chorava sem parar, pensava sim que tinha um ser dentro de mim e que não tinha culpa nenhuma no que tava acontecendo, mas eu pensei que não gostaria de criar uma criança morando ainda com meus avos, minha mãe e todo mundo, que eu não queria entregar a criança pra minha mãe cuidar a maior parte do tempo, pq era isso o que ia terminar acontecendo. Enfim, eu decidi que o melhor seria abortar. Fiz pelo método "seguro", com minha mãe do lado, pq o "pai" da criança tinha outras coisas mais importantes pra fazer não podia estar presente no momento.
Muitas pessoas pensam que depois do aborto você termina com o "problema", mas não, você cria um outro problema, um problema na sua consiência e no seu coração, que no meu caso eu so consegui resolver depois de algumas sessões de analise.
Eu não me arrependo, mas também não tenho orgulho do que fiz.

Grazi on 18 de dezembro de 2009 12:53 disse...

Lamento Deja, mas se ela quiser abortar, ela vai abortar. Você querendo ou não.

E outra, são situações diferentes, sim o corpo é dela!! Quem vai engordar é ela, quem vai inchar é ela, quem vai sentir dores nas costas é ela, quem vai ficar instável emocionalmente (mais ainda) é ela!! Quem vai PARIR é ELA!!!

Agora quem vai criar, educar e sustentar o filho? Pai e Mãe!

Grazi on 18 de dezembro de 2009 12:57 disse...

Verena, acredito que a minha covardia em fazer um aborto tb está relacionada a isso, minha consciência não ficaria tranquila sabendo que por irresponsabilidade minha um ser que não tem nada a ver com isso não pode nascer.

Deja disse...

Acho que essa sua visão é unilateral, só isso.

Se o homem têm obrigação de cuidar, porque também gerou, de certo deveria ter o direito de opinar também sobre ter ou não, bem como ajudar a mulher em todas as fases da gestação... tentando tornar o processo mais confortável. (Acompanhando em ultrassons, levando aos médicos diversos, curso de gestantes, fazendo compras, observando a alimentação da mulher).


E bem, eu iria repudiar a pessoa que fizesse isso com filho meu, por toda a minha vida.
Em minha opinião, aborto só em caso de risco de vida para a mãe, feto, ou em estupro.

Mas essa é a MINHA OPINIÃO, Grazi, APENAS ISSO.

Você discordar não vai mudar isso.

Andréia Freire on 18 de dezembro de 2009 15:18 disse...

O Brasil ainda tá muito atrasado em relação ao aborto. Acho que a decisão de levar a gestação adiante ou não tem que ser da mãe, levando em consideração a opinião do pai, claro, mas a decisão final é da mulher. E acho até que um homem de caráter apoia a mulher seja qual for a decisão dela, mas isso já é meu julgamento.

Eu gostei do post, realista, sem julgamentos preconceituosos, já que o assunto é delicadíssimo.

Na realidade, a mulher que tiver uma boa condição faz o aborto, seja numa clínica, seja com remédios. Mas as mulheres pobres usam métodos absurdos, como tomar produtos de limpeza, veneno de rato, perfurar o útero com objetos, etc. Já ouvi falar até de remédios abortivos para bovinos! Muitas mulheres morrem por conta da não legalização, mas as que morrem são as pobres, que não tem condições de comprar remédio ou pagar uma clínica clandestina.

A maternidade é linda, quando desejada. Nenhuma mulher deveria ser obrigada a ser mãe contra a vontade.

Grazi on 18 de dezembro de 2009 15:39 disse...

É óbvio que é sua opinião e que eu jamais irei mudá-la, também não foi esse o meu objetivo.

Entendo que você repudiasse a mulher que abortasse um filho seu, mas também entenda que a mulher é infinitamente mais envolvida numa gestação que o homem. Portanto a MINHA opinião é de que a decisão de abortar ou não deve ser tomada pela mulher.

E se ela decidir pelo aborto, ela irá fazer, você repudiando ela ou não.

Anônimo disse...

Achei desnecessário o uso da palavra atrocidade. E tb acho que o Brasil é atrasado com relação a legalização do aborto. E atrasado somente pras pobres coitadas que não podem pagar, porque quem tem faz, e faz com segurança.
Quanto a palavra atrocidade, fico me questionando que tipo de atrocidade seria... receberia castigo de Deus ou algo parecido? E se eu for agnóstica? E se eu for muçulmana (não tenho certeza, mas acredito que a religião deles prega que a "alma" só aparece na criança após tantos meses de gestação por isso o aborto antes disso é aceitável)?
Atrocidade pra mim é deixar criança sendo cuidada por babá ou por vó, ou pedindo dinheiro no semáforo. Me desculpe, mas eu não boto criança no mundo se for pra ser cuidada pela minha mãe, sem estabilidade financeira - amor não enche barriga e não compra fraldas, sorry - com tudo pela metade. Eu não mereço isso e um filho meu tb não merece isso.
Enfim, vc é a favor mas acha uma atrocidade. Sei lá, bem incoerente essa parte do texto, minha opinião.

Anônimo disse...

Não quer engravidar? Previna-se.
Mas esse papo que é a mulher que sofre tudo da gestação é egoísta demais! E eu falo isso mesmo sendo mulher e sabendo como é uma gestação!

Ivete disse...

Eu ser a favor do aborto não muda o fato de que o mesmo é uma atrocidade.

flávia on 18 de dezembro de 2009 17:49 disse...

O fato de ser horrível abortar não faz com que milhões de mulheres deixem de morrer diariamente em consequência de abortos clandestinos, as pessoas deviam parar de uma vez por todas de tentar ignorar situações reais,que acontecem idependente da opinião alheia, certas ou erradas muitas meninas e mulheres se submetem ao aborto e perecem, há de se ter um trabalho educacional junto as crianças e um controle real da natalidade, não concordar e proibir nunca resolveu, portanto acredito que só orientando as gerações mais novas que a longo prazo teremos resultados positivos em relação ao controle da natalidade.Concordo ainda que a decisão final tem de ser da mulher.

flávia on 18 de dezembro de 2009 17:49 disse...

O fato de ser horrível abortar não faz com que milhões de mulheres deixem de morrer diariamente em consequência de abortos clandestinos, as pessoas deviam parar de uma vez por todas de tentar ignorar situações reais,que acontecem idependente da opinião alheia, certas ou erradas muitas meninas e mulheres se submetem ao aborto e perecem, há de se ter um trabalho educacional junto as crianças e um controle real da natalidade, não concordar e proibir nunca resolveu, portanto acredito que só orientando as gerações mais novas que a longo prazo teremos resultados positivos em relação ao controle da natalidade.Concordo ainda que a decisão final tem de ser da mulher.

Deja disse...

Grazi, se você engravidar de mim, veremos quem é que manda nessa bagaça. ;)

Anônimo disse...

Sou contra o aborto, como pessoa, mas favorável, como médica. Como foi dito acima, eu ser contra não faz com que os abortos parem de ser feitos. Já presenciei algumas situações dramáticas, e, sim, quem morre, sempre, é a mulher pobre. Portanto, acredito que o aborto deva ser legalizado, porque, no fim das contas, de um jeito ou de outro, nós, profissionais da saúde, sobretudo os ginecos, vamos estar lutando pra salvar a vida da mãe...Se após aborto clandestino, para que não morra; se após aborto legalizado, para que não procure o "ilegal" e não se submeta ao risco. Repito, minha opinião como médica. Como pessoa, não faria. Já passei pela mesma situação de atraso menstrual, e, ainda por cima, sem terum relacionamento "mesmo" com a pessoa em questão, cogitei a possibilidade de aborto, mas, vendo que não teria coragem, pensei em alternativas, como, até mesmo, encontrar juma família disposta a adotar. Felizmente, tb era alarme falso. Pensei muito sobre a questão, e formei opinião a respeito (mas opinião é algo constantemente mutável). Ao meu ver, o nosso maior problema não é nem o fato de LEGALIZAR x NÃO LEGALIZAR, mas sim, o fato de que o nosso País, por ora, ainda não tem condições sociais, educacionais e financeiras de uma legalização. Meu real medo é que o aborto se torne algo banal, que ocupe o lugar que deveria pertencer aos métodos de contracepção, e as pessoas esqueçam que mesmo o aborto feito de forma adequada, por médicos capacitados, implica riscos e é um procedimento invasivo. Outro porém: se nem minhas amigas, esclarecidas, usam preservativos (com os namorados), o que eu posso esperar de pessoas sem instrução e que tem um "bolsa-família" à disposição? É, galera, vamos começar a nos cuidar e usar preservativo sempre, inclusive com namorados, porque NINGUÉM AQUI tá imune a ser traída e pegar uma bela de uma DST, até mesmo HIV, do "namorado fiel". Enfim, desculpe pelo tamanho do post, mas acho que tem muita coisa pra se pensar antes de haver uma legalização do aborto. A nossa conscientização e maturidade precisa mudar, pra depois de mudar algo além!!

Nick Bressan on 18 de dezembro de 2009 22:28 disse...

Desculpa entrar no meio da conversa... Mas se me permitem. Eu nunca pensei em ser mãe, nem como me sentiria, se tivesse ou não a criança. Até que conheci meu atual namorado. Que já tem um filho, e o relacionamento dele com a mãe do menino é extremamente conturbado.
Ela era doente por ele.
Ele não amava ela.
Ela só engravidou para prende-lo a si.
O que é pior nessa história toda?
As vezes sinto pena dela, na maioria das vezes fico com dó é do menino que sofre muito com isso.
Especialmente porque ela não quer mais saber do filho, deixa ele morando com os avós...

Pra ter filho basta ter um últero.
Pra criar um filho tem que ter juízo.

Anônimo disse...

a mulher é infinitamente mais envolvida numa gestação que o homem. Portanto a MINHA opinião é de que a decisão de abortar ou não deve ser tomada pela mulher. [2]

Também já passei pelo susto, mesmo tendo me previnido, mas na hora do atraso passa tudo pela cabeça, até mesmo que pode ter passado "alguma coisa" pela camisinha e mesmo o teste de farmácia dando negativo. Enquanto esperava o tempo da consulta para fazer um ultrassom, tudo que eu conseguia pensar era: onde e como arranjo uma clínica? Juro, meu maior tormento, o tempo todo, foi como eu faria para descobrir uma clínica, afinal, não é o tipo de coisa q vc sai por ai perguntando se alguém conhece...

Grazi disse...

Deja, como vc é engraçado!!

*ainda rindo*

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

Também não gostei do uso da palavra "atrocidade".

Já tive alarmes falsos. Já abortei. Ja tive filhos. E quer saber de uma coisa? Melhor coisa do mundo é ter controle sobre nossas vidas e podermos legalmente, fisicamente, emocionalmente, financeiramente, etc, tomar qualquer decisão que nos seja a melhor.

Deja, sinceramente aprecio sua posição de ser contra o aborto e de se propor a ter o filho JUNTO com a mãe. Infelizmente, eu acho que você é MINORIA, exceção mesmo. No geral, homem só consegue pensar nele quando a mulher aparece grávida (experiência própria).

Eu sou a favor do aborto, mas que fique bem claro que ele não seja usado simplesmente como método anticonceptional. Para isso existem alternativas menos drásticas e muito mais em conta.

Ter abortado não deveria fazer da mulher uma pessoa pior. Abortar é uma escolha. Legalizá-lo é um direito. Não creio que se o aborto fosse legalizado, o número aumentaria.

Andréia Freire on 19 de dezembro de 2009 21:22 disse...

Nos países em que o aborto foi legalizado ele NÃO virou método anticoncepcional. Até porque aborto não é como ir passear no shopping.

Deja, o que você iria fazer pra impedir? Porque, na boa, se uma mulher quiser abortar não há como impedir. Meio machista esse teu "vamos ver quem manda", não?

E, sim, é verdade, no geral o homem só pensa nele quando a mulher aparece grávida. Muitos não tem um pingo de empatia ou senso de responsabilidade.

"Mas esse papo que é a mulher que sofre tudo da gestação é egoísta demais!"

Não é mais egoísta ainda querer obrigar essa mulher a ser mãe contra a vontade dela? Não é tão simples assim, previna-se e pronto. Pílulas falham, camisinhas estouram, pílula do dia seguinte nem sempre faz efeito, DIU pode falhar... enfim, há uma séria de fatores. A única forma de previnir 100% é não fazer sexo.

Andréia Freire on 19 de dezembro de 2009 21:23 disse...

Egoísta pra mim é apontar o dedo, sme nem saber o que a pessoa está passando ou o que aconteceu. Julgar é muito fácil. =)

Anônimo disse...

Engrassado a Andreia Freire falar em julgar ser feio e tls pq ela sempre apedreja quem tranza no primeiro encontro. fora isso, sobre o texto mesmo eu sou contra o aborto mas isso de fazer aborto nao torna a mulher uma pessoa pior.

Anônimo disse...

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Agrilla Bass on 20 de dezembro de 2009 16:03 disse...

eu não faria aborto só pelo fato de que nao existem clinicas pra isso e se tu passar mal e for parar no hospital, boa sorte.

tataaesv on 20 de dezembro de 2009 19:58 disse...

Acho uma atrocidade m-e-s-m-o,mas comigo mesma e com a criança. Mas nao julgo quem já vez[uma amiga minha],mas se cometido por mim me sentiria praticando uma atrocidade,bjs.

Anônimo disse...

Quem já passou por isso: como descobriram e escolheram a clínica? Sempre me pergunto como eu faria, caso estivesse nessa situação, pois apesar de usar métodos anticoncepcionais, eles podem falhar, e se falhassem, eu com certeza abortaria, pois não tenho vontade de ser mãe.

Andréia on 21 de dezembro de 2009 03:36 disse...

O mais seguro eh fazer com remedios de preferencia ate 9 semanas.

Onde eu critiquei quem transa no primeiro encontro??? Oo Boei com essa, viu? Sou a primeira a dizer que quem sabe se eh hora de transar ou nao eh o casal.

A unica coisa que sou "contra" eh a promiscuidade, por principios proprios, mas nao julgo quem eh. Ate pq o numero de pessoas que os outros transam nao diz respeito a ninguem!

Mas desconfio que eh a anonima que transou com um cara casado. Nesse caso eu ja julgo sim, pq considero falha de carater.

Croft disse...

Já passei por isso.
O primeiro pensamento foi - não, não quero de jeito nenhum!
Aí fiquei pensando no quanto me custaria em $ ir a outro país onde fosse legalizado o aborto para fazer, por questões de segurança.
Então passei uns 2 dias maquinando isso e então me veio a mente a imagem de um pacotinho com cheiro de bebê nos meus braços. Me vi ninando, dando de mamar, trocando fraldas, fazendo ele rir pra mim. E o medo de estar grávida não passava, mas ainda assim não parecia mais o fim do mundo.
Tudo isso eu imaginei pensando que criaria meu futuro filho sozinha, pois por mais que o suposto pai fosse um cara legal eu não queria fantasiar compreensão e comoção vindo dele.
No fim das contas foi alarme falso mesmo, e eu senti uma pontinha de tristeza junto com alegria, porque sei que vai vir quando for a hora certa. E depois de 1 ano o "quase-pai" ainda é meu namorado e tenho certeza que ele nunca me perdoaria se eu abortasse um filho dele, fosse como fosse, difícil pra nós dois segurar a barra, porque ele nunca pensou em me abandonar, pelo contrário, pensava em vir morar comigo.

lea on 21 de dezembro de 2009 17:52 disse...

O ano era 2006 e estava no inicio de um relacionamento, nos conheciamos a apenas 3 meses e aconteceu, fiquei gravida, conversei com os meus pais, com o cara em questão e decidi realizar o aborto, concordo com que a "Anonima" disse,o que adianta ter um filho e nao ter condições psicologicas ou financeiras para cria-lo? Pois deixar com avós e babás nao seriao caso, naquele periodo estava sem trabalho nao teria o menor sentido depender economicamente deles, pois obviamente o cara pulou fora,
depois que fiz ele quis voltar mas dei um chute no traseiro. Vejo minhas amigas com filhos, solteiras que ralam pra caceta e os respectivos "pais" nao dao nenhum ajuda e nem visitam.. colocar filho tem que ser planejado e muito bem pensado.e nos dias de hoje a mulher tem q saber q o cara pode a qualquer momento pular fora e terá q segurar a barra sozinha. Mas respeito a opinião dos outros.

Andréia Freire on 22 de dezembro de 2009 02:31 disse...

Por isso que a decisão precisa ser da mulher. Eh ela que invariavelmente se fode. Pq homem quando é pai ainda pode fugir e muitos o fazem, mas pra mulher é impossível.

Anônimo disse...

Tranzar com homem casado é falha de carater, matar um ser vivo (por que já é um ser vivo) não Andréia? interesante seu ponto de vista.

Anônimo disse...

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Dainty on 23 de dezembro de 2009 15:15 disse...

Obrigado pelo texto. É a primeira vez que visito o blog.

Andréia Freire on 23 de dezembro de 2009 22:53 disse...

O conceito de ser vivo não é unânime, se você não sabe. E prioridade pra mim é sempre a vida da MULHER, que deve ser considerada antes de qualquer coisa. Ninguém pró-escolha quer sair por aí com uma placa dizem: "abortem!". Esse não é o objetivo. O objetivo é que a mulher tenha liberdade de escolha sobre o próprio corpo e sobre a própria vida. O julgamento tem que ser dela. Pra mim enquanto não há sistema nervoso e consciência não há vida.

Andréia Freire on 23 de dezembro de 2009 22:55 disse...

Mas eu adivinhei, é a anônima que se doeu quando eu disse que ficar com um cara casado era falta de caráter.

Interessante vc não ter coragem de colocar o próprio nome, não? Tá com medo ou vergonha de que? Faz-me rir.

Anônimo disse...

Tem 50 anonimos/anonimas alem de mim, Andreia. E carater eh um conceito, nao? Acho sem carater abortar, vc acha sem carater traair. enfim carater e um conceito q cada um define conforme as coisas q viveu na vida e os ensinos que os pais nos deram. simples.e nao fiquei com homem casado, mas no caso da amiga morrendo achei natural o cara ter se apaixonado q ng manda no coraçao e dai?

Anônimo disse...

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Thays disse...

Fiquei positivamente admirada pelos comentários desse post e pelo próprio, inclusive.

Tudo isso demonstra que realmente é hora de rever as leis de nosso pais.

Sou feminista e milito a favor da legalização (ou seja pelo direito da mulher decidir e ser amparada pelo Estado), mas assim como a autora do tópico eu não tenho certeza de que caso eu estivesse em uma situação como a dela eu teria coragem para fazer um. O fato é que ser a favor da legalização não quer dizer que vc necessariamente vai abortar, mas apenas será favorável que aquelas mulheres que decidiram por isso não sejam massacradas legalmente.

Sobre o direito do pai escolher sobre ter ou não o filho... Olha, me desculpe... Conheço dois caras que diziam sonhar em ser pais, a princípio apoiaram as namoradas pra ter o filho e depois de alguns anos simplesmente se mandaram! Em um desses casos a guria teve que brigar feio na justiça pra conseguir uma pensão miserável pro filho!

Na nossa sociedade patriarcal é aceitável o homem abandonar e esquecer que um dia teve um filho, agora a mulher se negar a ser mãe ... pfff!! É chumbo na certa!

Enfim... essa é uma discussão que dá pano pra manga, viu!

De qualquer maneira, parabéns à autora do post por ter coragem (não são todas que tem e por motivos bem justicáveis) de publicar esse post.

Deja disse...

Andréia, eu fiz uma brincadeira para descontrair com a Grazi, e não perco mais meu tempo com uma estúpida como você que não entende isso.

É óbvio que não poderei fazer nada para impedir, no máximo tentar convencer a mulher com argumentos... bem, mas tenho certeza que eu nunca passaria por uma situação assim, não me envolvo com gente muito diferente de mim.

Anônimo disse...

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