quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Assombração

Eu tenho medo de assombração. Não, não me refiro aos fantasmas, às almas encarnadas e aos mortos-vivos (até porque não acredito nisso).

Tenho medo dos fantasmas do passado. Daqueles que ditam o meu comportamento, daqueles que podam a minha capacidade de confiar, de me entregar, de amar.

De quanto tempo precisamos para nos livrar dessas impressões de experiências anteriores que teimam em nos assombrar?

Medo.

Falo isso porque acordei de um pesadelo terrível outro dia. Terrível não pelo roteiro, mas pelas constatações tiradas a partir dele.

Sonhei que estava em uma festa, e um ex meu estava no maior grude com a namorada. Do meu lado. Nem me olhou na cara. E eu me debulhando de chorar.

Fatos:

- Nosso "lance" não foi uma coisa tão séria, nem tão duradoura, nem tão recíproca. Mas foi todo um processo que envolveu alguns anos.

- Ele me largou para ficar com a tal que passou a dar bola pra ele (sim, eu era step – consciente disso) e ainda está com ela. Não o vejo desde então. Ela? nunca a vi, mas sempre a odiei.

- Essa história TEM QUATRO ANOS.

Acordei atordoada. O meu consciente diz que está tudo bem, mas o inconsciente teima em cutucar ferida aberta e mal cicatrizada.

Será que eu vou ser daquelas velhas cheias de ressentimento, que só confia nos seus gatos?

Aceito depoimentos e conselhos sobre como superar.

Por e-mail.

Por twitter.

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Postado por Anamyself às 00:01

15 comentários:

Ana Paula on 11 de novembro de 2009 08:39 disse...

Olhá só. Não temos mesmo como mudar o que passamos, mas podemos guardar essas lembranças e deixar que o tempo as coloque em seu devido lugar.
Talvez vc não queira, no fundo, se desvencilhar dessas lembranças, pois mesmo que sejam ruins, são coisas concretas.
Abra seu coração para novas coisas. O presente de agora é o passado de amanhã. (credo, tá igual autoajuda, hehe). Bjs

on 11 de novembro de 2009 10:33 disse...

é foda mesmo... sei bem como é isso!

Anamyself on 11 de novembro de 2009 10:40 disse...

Legal, Ana Paula... Acho que é bem isso que você falou. Enquanto estivemos juntos, foi bem bom, e mesmo com o que aconteceu depois, nada muda...

Joyce Rodrigues on 11 de novembro de 2009 11:31 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Joyce Rodrigues on 11 de novembro de 2009 11:33 disse...

É complicado... mais complicado ainda é saber que não existe fórmula, remédio ou qualquer coisa que apague isso da memória. é por isso que quando eu assisto ao filme "Brilho Eterno de uma mente sem lembranças" eu me pergunto se apagar as coisas da nossa vida e só viver o AGORA sem nos lembrarmos das coisas ruins principalmente em coisas do coração, não seria a solução. Sorte nossa que as coisas mudam, o tempo passa... E mesmo que demore ANOS, vc não se lembrará ano que vem do mesmo tanto que lembra hoje até isso ficar cada dia mais fraco. Bom, assim eu penso porque é assim que eu sinto.

.Intense. on 11 de novembro de 2009 14:02 disse...

Ando com dificuldade de deixar algumas coisas pra trás. Cheguei a conclusão que é mesmo como diz a Tia Terapeuta: os esqueletos no armário sempre existirão, sobre os mais diversos assuntos...se alguém abre a porta, encosta, esbarra...o fantasma acorda e fala comigo. Fazer oq, ele existe. Mas alimentar (ou dar ouvidos) a ele, daí já é decisão minha...

"A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional." (RR)

Clarisse Simão on 11 de novembro de 2009 14:44 disse...

Eu namorei 6 anos (entre términos e reconciliações) com um cara.

Eu tinha 13 anos qdo começamos a sair e poucos meses depois, passamos de meros ficantes para namorados apaixonados.

Numa de nossas brigas mais sérias, resolvemos terminar. E ambos juramos que seria a última vez!

Ficamos mais ou menos 8 meses separados. O motivo? Ele estava apaixonado por outra e uma semana depois de terminarmos, ele pediu a tal em namoro. Bem, o namoro durou os 8 meses q ficamos separados. Sofria cada vez que os via juntos.

Eu era praticamente uma criança qdo começamos a namorar. Ele fez parte da minha vida e, como qlq mulher que passa mto tempo com um homem, a idéia de casarmos era frequente. Nunca imaginei que poderia algum dia gostar de outra pessoa e mto menos que ele iria gostar d outra pessoa. Ele me pertencia e eu pertencia a ele. Era óbvio! Odiava a menina. Pensava sempre no q ela fez para conquistá-lo. Talvez pq eu queria fazer o mesmo e tê-lo de volta.

Depois que os dois terminaram, eu sabia que eu e ele mais cedo ou mais tarde iriamos voltar. E voltamos. É claro que nunca mais fomos a mesma coisa. Ele bem que tentou, mas todo o meu amor por ele pois se dissolvendo aos poucos. Não confiava. Ficava imaginando sempre que apareceria outra mulher e ele me largaria novamente.

Por fim, qdo eu já tinha 19 anos e ele 21, tentamos ser um desses casais moderninhos q têm um relacionamento aberto. Não deu certo. O combinado era: vc fica com outras, eu tbm, mas qdo sairmos juntos, será apenas nós dois. Ele não cumpriu.

Numa noite, durante uma festa, ele sai de perto de mim e ficou com outra garota. Como se não bastasse, ele me APRESENTOU a garota. Tive ódio. Não dela, mas dele. Me senti humilhada, feia...a pior das criaturas. Não consegui nunca mais olhar para ele. Me dava nojo. Sofri por mto tempo com isso.

Um dia, eu soube q ele fizera uma coisa parecida com uma outra menina e então percebi q o problema não era eu, mas sim ele. Ele não estava preparado para se tornar adulto. E então, consegui seguir com a minha vida.

Um ano depois, conheci um outro cara e namorei com ele por bons 2 anos. Hoje não estamos mais juntos, mas por motivos completamente diferentes.

Enfim, estarei mentindo se disser que este episódio não me machuca. Machuca sim. Fere não o corpo, mas alma. De certa forma, ao ego.

Mas o que precisamos ter na cabeça é que coisas ruins podem aparecer (ou reaparecer), mas teremos que saber lidar com elas. Como disseram ai em cima: "os esqueletos no armário sempre existirão, sobre os mais diversos assuntos...se alguém abre a porta, encosta, esbarra...o fantasma acorda e fala comigo. Fazer oq, ele existe. Mas alimentar (ou dar ouvidos) a ele, daí já é decisão minha..."

Good Lucky! ;)

Clarisse Simão on 11 de novembro de 2009 14:45 disse...

PS: Prometo parar de fazer comentários tão grandes! hehehe...

Beijos!

Maldita Futebol Clube on 11 de novembro de 2009 15:31 disse...

Phantasmas do passado? è phioda mesmo1 cruz credo pé de pato , mangalô treis veiz misifia...rs beijinhos....leandro

Cris Soleitão on 11 de novembro de 2009 17:08 disse...

Eu também tenho esse mesmo problema com fantasmas!

Infelizmente não posso dar conselho nenhum, pq eles ainda me puxam o pé à noite e tenho a impressão que não pararão de puxar nunca =/

Deja disse...

Eu não acredito em fantasmas, pra mim, terminou a relação, não há mais nada.

E eu fico é contente ao ver uma ex com alguém, daí tenho certeza de que nunca mais serei perturbado (eu me envolvo com loucas perseguidoras que ameaçam se matar na frente do meu trabalho.)

Gabriela Bonavita Sarti on 11 de novembro de 2009 21:24 disse...

Creio que a Clarisse já disse tudo.

Belli on 11 de novembro de 2009 23:01 disse...

Olá meninas, faz algum tempo que acompanho os post's, mas esse realmente me indentifiquei, e pra piorar ainda trabalho com meu ex...
Tenho sempre esse fantasma comigo..
Infelizmente também não posso dar um conselho! =/

Beijo

Carol on 11 de novembro de 2009 23:11 disse...

Gata, Maezena te ajuda!
Se quiser, manda um hello que divido o bizu! rs

Jules on 12 de novembro de 2009 08:56 disse...

Embora seja sofrido por um tempo, ás vezes maior, às vezes menor, o jeito é tentar tirar as coisas boas do que já foi vivido e perceber que você sempre será você. Eu acho muito que a gente tem que se reconstruir, independente do tempo... Cuidar de si mesma, se respeitar, conhecer gente nova e permitir que essas pessoas te conheçam de verdade. Sentir sozinho, no fim das contas, não está com nada. Tem horas que a solução é botar o salto, fincar o pé no chão e dizer resoluta: eu sou mais eu!

 

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