sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Educação Infantil, Liga das Mulheres e etc


Tá vocês vão rir que eu perco meu domingo assistindo essa merda, mas confesso que, o último "Liga das Mulheres" (pra quem não sabe, passa no Fantástico) me chamou atenção, pelo tema. Uma mulher, até bem bonita, rodeada pelos seis homens da família e tipo, enlouquecendo por causa deles. O pior, na minha opinião era o filho menor que a cada "não" começava a gritar e se jogar no chão enlouquecendo não só a mãe, mas até quem estava assistindo.

Curiosa que sou, fui futricar sobre educação infantil no orkut e vejo um tópico onde supostas mães perfeitas recriminam a atitude da mãe, que no quadro da Liga, dá um tapa no menino e começa a discutir com ele.

Gente, PELO AMOR DE DEUS!!!!!!!! Pense num guri chato esperneando e se jogando no chão "EU QUERO MEU PAI!" "EU NÃO VOU TOMAR BANHO!" "BUÁÁÁÁ!!!!!" Eu, boneca inflável, não tenho sangue de barata. Não estou dizendo que eu ia meter a cinta no menino, mas que ele ia levar uns tapas na bunda, ia sim e com gosto! Também não defendo que criança apanhe a torto e a direito, mas eu tenho três sobrinhos, já li o tal "Quem ama, Educa!" do Içami Tiba umas quinhentas vezes, e acredito sim no tapão educador, na palmada que difere a hierarquia pai, mãe e filho.

Deprimente a atitude das "mães perfeitas" do orkut "Eu não bato no meu filho! Aquela mulher é uma _____ (insira qualquer xingamento aqui)!" Se elas conseguem ser tão articuladas a ponto de educar uma criança sem uma palmadinha, tiro meu chapéu pra elas. Eu mesma posso contar nos dedos quantas vezes apanhei, e garanto que todas as vezes que levei, mereci. E deixei de levar mais palmadas merecidas porque meu pai é um desses que não acredita em palmada e passava a mão na minha cabeça. Sabe o que se passava na minha cabeça de criança inocente quando minha mãe ficava com o chinelo na mão e meu pai não deixava ela me castigar? "Escapeeei, lero lero lero, fica aí com seu chine-lo!"

É, de inocente, eu não tinha nada, e aposto que toda criança pensa isso.

E a adolescente que fui, também não foi das mais exemplares. Como sabia que não ia apanhar, pelo menos não do meu pai, quando ele me dizia não, eu agia que nem o menininho da Liga das Mulheres, muita gritaria, até ele, exausto de querer debater comigo, dizia sim. Se fosse pela minha mãe ela me dava logo um tapão bem dado eu ia chorar num canto e ficava quieta, sem estressar meio mundo, como era de costume. No auge dos meus quinze aninhos, lembro de que uma vez meu pai não me aguentou gritar - fiquei histérica - e me carregou enquanto eu o chutava (affffffff) até o meu quarto. Os vizinhos acharam que tinha alguém me matando aquele dia. Sou pequenininha, mas minha voz é estridente, agora é só imaginar a gritaria. Sem dúvida é uma das cenas que mais me deixam sem graça e que mais me envergonham. Principalmente quando uma diarista que há anos nos conhece e que estava presente neste dia, comenta que jamais esperou que eu, com a cara de tranquilidade que tenho, fosse capaz de um escândalo fenomenal daqueles.

Eu sei que é difícil dizer não, que é muito mais fácil dizer sim e bancar o amigo do filho. Mas temos que entender que ser pai e mãe não é ser amigo, é impor limites, é dizer NÃO, é ser irredutível no não. A educação hoje está muito mudada. Minha mãe comenta que, quando ela era pequena, bastava seu pai olhar feio pra ela, que pronto, ela nem discutia mais. Sem tapas, mas também sem dramas. Hoje o olhar feio não impõe mais o mesmo temor e o mesmo respeito, as crianças e adolescentes estão bem mais articulados e cheios de opinião, eu nem tenho filhos, mas falo com toda certeza do mundo que educar é um inferno!

E vocês leitores que têm filhos, como educam os seus?
=)

beijos!!

Heleninha
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Postado por Heleninha às 00:01

11 comentários:

Alisson Primo on 2 de outubro de 2009 01:49 disse...

Bater só, não resolve, ainda mais quando são as "palmadas de mãe". Respeito não é conquistado da noite para o dia, mas sim, desde pequeno. Se quando pequeno, após você falar várias vezes, seu filho não obedece, não faz mal uma palmada na bunda ou na mão. Nas próximas vezes a simples ameaça de repetir a dose passa a surtir efeito, se junto com a ameaça você lançar um olhar com o tempo bastará o olhar, como relatado no post. Existe também a questão da voz altiva, não se pergunta a uma criança: "O que meu filho quer comer?" ou "Meu filho quer uma vitamina de banana?". Você simplesmente faz o prato que você achar mais saudável e serve para a criança, chamando para a mesa com um tom de quem está ordenando e não implorando. A criança, apesar de não parecer, identifica todos esses sinais de fraqueza e passa a usá-los a favor dela, tais sinais são cumulativos e com o passar dos anos ela já sabe todos os caminhos para manipular os pais e conseguir tudo que quer. Tenho visto vários amigos dizendo: "Meu filho não gosta de verduras" ou "Meu filho não gosta de ler". Primeiro dê o exemplo para seu filho, depois exija dele. Muita gente odeia verdura e quer que o filho adore.
Existem também os castigos, que podem variar desde uma proibição de assistir tv, jogar video game, ir a um lugar que goste, até permanecer no quarto por um determinado período, dependendo da idade da criança.
Amar não é mimar, recompensar quando merecido também não é errado.
Gostei do post.
Abçs

Tyna on 2 de outubro de 2009 06:15 disse...

Adorei o post, e o comentário acima...

Acho que é quase inevitável uma palmadinha ou outra... eu estou há um tempo aprendendo a segurar a onda,mas confesso que nem sempre consigo...
Ficar sem dar a tal palmadinha para mim em particular é uma vitória,mas desde que ele aprenda... Em último caso, último mesmo eu uso de palmadas sim...

Beijos

Bruxa on 2 de outubro de 2009 09:56 disse...

Não acho que bater seja essencial, é verdade que eu apanhei muito, mas não acho que seja tão nessessario (acho q escrevi errado mas, ta de boa).
Eu não tenho filhos, mas minha mae cuida de crianças, e ela mesma diz que se arrepede de ter me batido, as vezes essas crianças demonstram mais respeito a ela do que aos proprios pais, e sem ela precisar sequer encostar neles.
Não bater não significa não punir pelos erros, a criança pode ser punida de outras formas, mas, como mams diz "se você disser que vai bater, tem que bater, pq senao perde o respeito".
Outra coisa, palmada nao impoe respeito, e sim medo. Tem uma enorme diferença entre a criança te respeitar e ter medo de você.
O que eu achei muito valido no "Liga das mulheres" foi a hora que o pai do menino comeu a comida dele por ele nao querer comer, e se nao tivesse camera acho q ele nao teria cedido, aih sim o guri ia aprender a parar de fazer manha (pelo menos com o pai), é o que eu falei de "punir de outras formas".

Nina on 2 de outubro de 2009 14:33 disse...

Cara, eu tomei váriassssss palmadasna bunda. E quer saber????
Foram ótimas. Meus pais jamais passariam por situações envolvendo criança se jogando no chão e gritando. Minha mãe só olhava e dizia: "Em casa a gente conversa". hahahaha era o santo remédio, eu me emendava na hora.
Palmada educativa SIM!!!
Meus futuros filhos vão tomar palmadas com certeza e serão crianças amáveis e com limites, não esses monstrinhos que a gente anda vendo pela rua...

Abraço!

Maldita Futebol Clube on 2 de outubro de 2009 15:08 disse...

Filho tem que ser educado com carinho, responsabilidade e diálogo. tenho 4 filhos, três do primeiro casamento já criados( entre 21,19 e 16 anos) tive três filhios até os 21 anos, ehoje, aos 38 tenho um do segundo casamento, com 4 anos , que é minha alegria e xodó de caçula e de criança inteligente. a palmada de leve até ajuda, mas não resolve, a solução é carinho, dialogo e postura firme. belo post..falat só vc me dar o prazer de sua ida ao malçdita;;; aparece por lá e comenta em algum lugar do passado, creio que gostará...beijos, leandro

Cris Soleitão on 2 de outubro de 2009 18:19 disse...

"Filho tem que ser educado com carinho, responsabilidade e diálogo."

Também acho... e tenho que discordar de você Heleninha.
Eu só me lembro de ter apanhado uma vez e era pequena demais pra saber se estava certa ou errada.
Não vou dizer que na minha casa não tinha brigas, mas não era com tapas que se resolvia. Geralmente palavras funcionam melhor.
E olhar feio... pra mim é fome.

Respeito se conquista, não se impõe. Quando é imposto é medo e não respeito real.

Vou dar um exemplo da minha prima que foi mãe adolescente. Eu sou 5 anos mais nova que essa prima.
Certo dia cheguei na casa dela, a filha dela tinha 3 ou 4 anos e derrubou o leite na mesinha. Sabe o que ela fez?
Começou a gritar como se a menina tivesse explodido metade do bairro. E a bater e a xingar... Completamente neurótica!
Resolveu?! Não...

Eu virei pra ela, numa boa e disse: Não vai adiantar vc fazer isso! Ele NÃO sabe que isso é um alimento e que não deve ser desperdiçado. Ela NÃO nasceu sabendo... Portanto ela NÃO vai entender o que fez de errado se você gritar desse jeito, se você não explicar!

Muitas vezes agente tem a impressão que todo mundo a nossa volta sabe tudo que agente sabe. Só que, principalmente para crianças, as coisas tem que ser explicadas pra que ela possa entender o que é errado e porque não deve mais fazer aquilo!

Na minha casa sempre funcionou assim. E eu fui uma criança e uma adolescente tranquila.
Sei lá... toda criança birrenta que conheci foram frutos de pais irresponsáveis e/ou inexperientes!

Talvez se as pessoas usassem mais a cabeça antes de fazer filhos (prevenção, oi!) esses problemas seriam bem menores. É preciso ter maturidade para se responsabilizar por um ser bem menor que você e completamente 'ignorante' e indefeso!
Eu, particularmente, com 24 anos ainda não me sinto pronta!

Beijos...

Mel on 2 de outubro de 2009 18:35 disse...

Existe uma grande diferença entre a tal da palmadinha pedagógica e o espancamento.
Eu e meu irmão fomos crianças tranquilas e apanhei poucas vezes. E essas poucas vezes não me fizeram um adulto traumatizado ou uma adolescente rebelde. Nem doeu muito, para dizer a verdade.
Não tenho filhos mas já tive um contato muito próximo com crianças. Se eu fosse mãe delas, em alguns momentos ali, faria uso da palmada pedagógica somada ao castigo restritivo (sem sobremesa, sem refrigerante, sem tv ou videogame, sei lá).
Criança não é anjinho não gente. Quando eles querem, tiram qualquer um do sério!!!

Ju on 3 de outubro de 2009 00:59 disse...

Concordo, a palmada educativa vale sim!

Porque nem todo mundo é igual, existem aquelas pessoas que tem uma personalidade mais forte, que é geniosa, e se você falar não adianta muito.

Anônimo disse...

Eu acompanhei o tema no Fantástico, e vc não imagina a vontade que eu tinha de dar uns tapas naquele guri.
Tanto eu e meu irmão, hoje nós com 30 aninhos, apanhamos bastante quando eramos criança, quando mereciamos é claro, não cresci revoltada, muito pelo contrario eu e meu irmão temos o maior amor do mundo pelo nossos pais e muito respeito por eles também.
Agradeço cada tapa que ganhei e acreditem ou não lembro deles com muito carinho.
Ao contrario tenho uma irmã de 15 anos que nunca apanhou, e é super rebelde, mimada, mal educada, espero que ela mude um dia por que não quero que ela sofra.
Esses psicologos que são contra uns tapinhas não sabem o que falam, quem eles pensam que são, alguns são mais problematicos que os próprios pacientes. Eu mesma tenho uma amiga psicologa que faz a pobre mãe de escrava.
Passar a mão na cabeça não é sinal de amor.


Bjos

Lais

alecrim75 on 6 de outubro de 2009 12:26 disse...

Só posso opinar como filha. Levei algumas palmadas na bunda merecidas e que funcionaram. Não tenho traumas e nem fiquei reprimida. Meus pais impuseram os limites necessários. Parabéns a quem educa apenas conversando, mas as pessoas que conheci com essa suposta qualidade deixaram a desejar, embora não aceitem. Tenho uma amiga que bem resumiu essa história:
Reunião de pais na escola com um psicólogo que recriminava a tal palmada. Todos a concordar. Ela já incomodada com a situação não se conteve: "Se vocês só conversam, então me ensinem, mas direito. Pois falo, falo, falo com minha filha até chegar uma hora que não há outra maneira e sento a palmada!"
Silêncio geral, mudou-se o rumo da reunião. Bem, pelo visto ninguém sabia ensinar a "receita" de maneira didática!

emanuelle on 11 de outubro de 2009 13:41 disse...

Quem ama educa, amar esta dentro de nós, mas educar leva tempo, dedicação e sorte tbém...
Tive amigos muito bem educados que desandaram, outros são exemplos para a sociedade...
Tenho um filho de 9 anos, qdo ele tinha uns 3/4 eu não conseguia explicar o sim e o não, apesar de tentar, então dava 3 palmadas no bumbum, qdo se tornava irritante com birrinha e tal...
Hj consigo ter um diálogo com ele e acreditem meu olhar ainda tem poder sobre ele, já precisei brigar sim, mas muitas vezes só o meu olhar já basta! Se precisar vou dar minha palmadinha sim! Mas hj esse é meu último recurso. bjos

 

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