terça-feira, 1 de setembro de 2009

Como nasce uma (g)afffe!

Começar um trabalho novo é sempre problemático. Mas, começar um trabalho novo, do qual você não possui o mínimo conhecimento é o CAOS. Estou trabalhando com pessoas com deficiência e estou acumulando gafes. Não por tentar ser piadista, ou por agir movida pela insegurança, mas por não dominar o assunto ainda. Período de adaptação é normal, mas eu lido com gente e fui jogada na linha de fogo logo nas primeiras semanas. O resultado? GAFES.

Vejam só, aposto que poucos de vocês saibam que chamar uma pessoa de portadora de qualquer deficiência é um erro gravíssimo. Mas, todos os dias, alguém diz isso na televisão. Chamar todo mundo de deficiente físico é erro brutal, ofende a pessoa que possui outras deficiências, seja de visão, motora ou mental. Mas, ainda assim, a expressão está aí, toda semana na capa do Globo e do Estadão. Patsy, isso é gafe? Não, isso não é gafe, só falta de informação, calma que eu chego lá.

Gafe mesmo é ouvir de uma pessoa com deficiência visual a frase "você vai ficar por aqui ou na recepção? como faço para te encontrar?" e responder "aaaah, a gente se vê por aí".


¬¬

Figura de linguagem ou não, é GAFE gentem. Te deixa mais constrangido do que a pessoa que poderia se ofender, indicativo mais comum de gafe "bem sucedida".

Gafe mesmo, meeesmo, é alguém te perguntar o paradeiro do palestrante Zézinho das Couves, aquele simpático cadeirante de Curitiba, e você responder "aaaah, acabei de vê-lo mais pra lá, está batendo perna por aí".

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Batendo perna, Patsy? Tipo, sério mesmo??? Que mente perversa bola uma frase dessas? O cara não anda, Patsy. Figura de linguagem? Sim, mas gaaaaafe. O ar pesa depois.

Agora, GAAAFE, gafe com letras garrafais e luminosas acontece quando você está conversando sobre a violência no Rio de Janeiro, com uma senhora com deficiência visual, e ela diz que mora em frente ao Sambódromo. Ééééééééé, EU FIZ ISSO. Encantada com a informação, respondi "nooooooossa, a senhora mora em frente ao Sambódromo? Deve dar para VER TUDO do Carnaval de lá!!!!".

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...

¬¬³²³¹²¹²¹²¹²

ai

Sério, eu juro que não é maldade, nem ignorância. Apenas... sai. E nem adianta tentar melhorar, tem coisas que são pioradas nessas tentativas. Elas são, mesmo, fadadas ao fracasso. A minha tentativa frustrada resultou em um longo e constrangido papo sobre o crescimento das favelas cariocas e o desrespeito à lei do silêncio na cidade.

E vocês, já passaram por saias justíssimas por conta de falta de informação ou costume com uma situação? Dicas, sugestões, presentes finos, cartilha sobre como lidar com a pessoa com deficiência? Mande um e-mail para patsy@corporativismofeminino.com

E aproveita pra me seguir no twitter, me adicionar no orkut e realizar meu sonho da casa própria.

Besos!

Patsy

(Gente, segura o tchan porque esse mês vai ter muita promoção legal pra vocês huhu)

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Postado por Patsy às 00:30

12 comentários:

Dama de Cinzas on 1 de setembro de 2009 07:35 disse...

Eu trabalho com uma menina que tem deficiência física, anda com muita dificuldade, mas ela é tão forte e liga tão pouco pra tudo isso que eu é que me sinto uma deficiente perto dela... rs

Beijocas

Zingara on 1 de setembro de 2009 07:58 disse...

No teu lugar eu também estaria metendo os pés pelas mãos. A língua é mais rápida que o pensamento. hahahaha

Deja disse...

Devo ter uma alma negra, porque eu ri muito de tudo isso...

Aonde eu trabalhava como monitor infantil, quando mais jovem, sempre tinham jogos de futsal de deficientes visuais. Por vezes eu cometia algumas gafes sem maldade alguma também... como estar ao lado de um, perto da quadra e, para uma jogada legal dizer "Nossa, viu só???" Ops...

E eu tenho um amigo que é campeão de gafes, de todos os tipos... desde falar alto com um deficiente visual, como se fosse um auditivo... a perguntar para alguém que acabou de perder o marido e ele sabendo, como defunto está, por pura distração...

Bel on 1 de setembro de 2009 10:28 disse...

Céus, tem que ter muito tato pra não soltar essas gafes, comigo aconteceria o mesmo, rs

Drama Queen on 1 de setembro de 2009 11:25 disse...

hahuahauhauhauhuahaha eu ri.

Olha, EU nunca cometi nenhuma gafe no estilo (pelo menos não sóbria e que me lembre), mas já vi meu namorado cometendo uma que pqp, quis cavar um buraco e enterrar a cara hueaheauheauhuah

teresafur on 1 de setembro de 2009 11:30 disse...

iiiiiih várias, q melhor nem lembrar kkkkkkkkk

é, de abrir um buraco e se meter, vergonhapropria totaaaaaal

bjoks, boa semana

Cris Soleitão on 1 de setembro de 2009 12:01 disse...

Ai, eu sou rainha de micos e king kongs... logo, um dia eu tinha que ter feito uma dessa.

Eu moro em SJC, pólo tecnológico e aéreo-espacial a 100 km de SP.
Eu e meu pai tínhamos uma locadora de vídeo num bairro ao lado do CTA e, portanto, atendiamos muitos militares que moravam por ali.

Lembram quando o Brasil tentou lançar um foguete que deu errado e explodiu tudo e matou todo mundo?!
Então... não me lembro quanto tempo depois, acho que um ano, veio um militar lá na locadora que tinha participado dessa missão.
Aí, sem lembrar a palavra certa que queria usar, soltei alguma coisa tipo "ah, aquele treco lá que explodiu no ar, né"
Eu falando completamente informal e o homem de luto e com cara de enterro olhando pra mim... ¬¬¬
Nem tentei consertar, porque não tinha conserto mesmo!

Mel on 1 de setembro de 2009 16:07 disse...

Adorei, adorei!!
Ah Patsy, você é das minhas...

Didi Iashin on 1 de setembro de 2009 17:09 disse...

Que tal contar piadinha de aids para uma menina cujo irmão era soro-positivo???
EU FIZ ISSO!!
Levei um puxão de orelhas ao acompanhar uma colega de escola, deficiente física, ao hospital da AACD (aqui em Sampaulo)e, quando outros amigos dela (todos deficientes)falaram em ir para um determinado lugar e eu, na força dos meus dezesseis anos: Ih, tem que ANDAR até lá? E um dos carinhas: Do que você está reclamando? Você tem as duas pernas boas e não quer andar?
IH!! A partir daí, nunca mais parei de andar ...
VERGONHA TOTAL!

Agrilla Bass on 1 de setembro de 2009 20:30 disse...

vocês já viram um panfleto de um candidato a vereador que diz: O UNICO QUE NAO PASSA A PERNA NO ELEITOR e é um cara sem pernas?

Bem, ele é amigo do meu tio e no niver dele, tava toda família reunida e o cara chega.
meu primo, com uns 8 anos na época, olha pra ele e diz
OOO MEU, CADE TUAS PERNAS?

ninguém sabia o que fazer, umas pessoas foram pro banheiro, outras pra cozinha, outras seguraram o riso. quando o cara foi embora, todo mundo RIU demais, pq foi mt engraçado.

por sorte esse cara é super na boa, vide o panfleto, e ainda disse que não trouxe as pernas pq veio de carro, que tava lá na rua (a cadeira dele).

Mas eu acho isso de politicamente correto um saco, foda-se. é cego, é cego, é cadeirante, é cadeirante. eu sou baixinha e não pessoa de pequena estatura.

a gente se vê por aí, se eu tiver de óculos hahaha

Anamyself on 2 de setembro de 2009 14:59 disse...

Ai, humor negro é meu sobrenome. eu sei que as gafes não foram por maldade, mas eu ri de tudo.

Isso me lembra uma música da UDR, uma banda que faz um funk DO MAL, o "Bonde do Aleijado". Eu poderia escrever um pedaço da música, mas galera ia ficar muito puta...

Enfim. Acho que não dava para evitar essas gafes. É falta de costume, mesmo. Situações completamente atípicas. Eu fico bem sem saber como agir perto de pessoas ESPECIAIS (essa é a expressão que vai no lugar de 'deficiente', não é?)...

Rê :) on 4 de setembro de 2009 00:28 disse...

huahauahuahauahauaah MORRI DE RIR!

"DÁ PRA VER TUDO DE LÁ"

huahuahauahauahauahauh!

 

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