terça-feira, 18 de agosto de 2009

A (não tão) tênue linha que separa o femismo do feminismo

Tem coisas na vida que me incomodam DEMAIS. Uma delas é gente babaquinha. A outra é gente que fala demais sobre assuntos que não dominam. O problema é que pessoas babaquinhas geralmente curtem falar muito do que não sabem. É o apocalipse em forma de discurso.

Mulheres babaquinhas e falastronas adoram tirar onda de feministas. Mas, na verdade, elas não sabem do que falam e disseminam mundo afora uma idéia absolutamente incorreto de feminismo. O que se espalha por aí como feminismo não é nada além de femismo, ou seja, machismo às avessas. "Libertação feminina" e "direitos das mulheres" em forma de hate speach contra os homens não é feminismo. Mulheres que pregam este tipo de afirmação preconceituosa e infâme são tão desprezíveis quanto os homens que subjugam as mulheres como sexo inferior. Por uma questão cultural, é muito difícil se desvencilhar desse estigma singular de fragilidade. Afinal, ainda hoje, nós ajudamos essa situação a se perpetuar. Mas, mulheres que encaram o feminismo como uma batalha contra os homens são estúpidas. E ponto.

Fuçando pela internet, encontrei uma "bonita" seleção de pérolas do feminismo de fundo de quintal. São frases que, na boca de babaquinhas falastronas, causam surpresa e admiração. São frases que incitam a queima de soutians em praça pública e suicídio coletivo de neurônios em suas cacholas. Se preparem, não é pouca merda, não.

“Quando uma mulher atinge orgasmo com um homem ela está apenas colaborando com o sistema patriarcal, erotizando sua própria opressão...” Sheila Jeffrys, professora feminista lésbica e ativista política

“Todos os homens são estupradores e é tudo o que eles são. Eles nos estupram com seus olhos, suas leis e seus códigos.” Marilyn French, novelista e feminista americana

“Sexo é a cruz em que as mulheres são crucificadas... sexo só pode ser adequadamente definido como estupro universal.” Hodee Edwards, ‘Estupro define Sexo’

“Numa sociedade patriarcal, toda relação sexual heterossexual é estupro porque as mulheres, como um grupo, não são fortes o suficiente para consentir. Catherine MacKinnon in "Professing Feminism: Cautionary Tales from the Strange World of Women's Studies, p. 129"

“Compare os relatos de vítimas de estupro com o de relatos de sexo das mulheres. Eles se parecem muito....A maior distinção entre coito (normal) e estupro (anormal) é que o normal acontece tão freqüentemente que alguém não pode fazer os outros enxergarem que há algo de errado nisso.” Catherine MacKinnon, citada no livro de Christina Hoff Sommers, "Hard-Line Feminists Guilty of Ms.-Representation," Wall Street Journal, November 7, 1991.

“Eu acredito que estupro exista a qualquer hora que a relação sexual ocorra quando este não foi iniciado pela mulher, por sua própria e genuína afeição e desejo”. De Robin Morgan, "Teoria e prática: Pornografia e Estupro" em "Indo muito longe" 1974.

“Coito heterosexual é a pura, formalizada expressão de desprezo pelo corpo das mulheres” Andrea Dworkin, feminista americana famosa por sua oposição a pornografia.

“O fato é que o processo de matar – ambos estupro e assalto doméstico são passos neste processo – é o ato sexual primário dos homens na realidade e/ou na imaginação.” Andrea Dworkin, Letters from a War Zone, p. 22..

“A descoberta dos homens que sua genitália poderia servir como arma pra gerar medo deve ser classificada como uma das descobertas mais importantes dos tempos pré-históricos, junto com o uso do fogo e o primeiro rudimentar machado de pedra.” Susan Brownmiller, Against Our Will: Men, Women, and Rape, p. 5.

“Nossa cultura retrata sexo como estupro para que homens e mulheres se tornem mais interessados nisso”. Naomi Wolf, The Beauty Myth, p. 138.

“Feministas há muito tempo criticaram casamento como um lugar de opressão, perigo e escravidão pras mulheres” Barbara Findlen, "É o casamento a resposta? Ms Magazine, Maio - Junho, 1995.

O cuidado das crianças... é infinitamente melhor deixado aos melhores profissionais de ambos os sexos que escolheram isso como vocação... [Isto] iria enfraquecer a estrutura familiar enquanto contribuiria para a liberação das mulheres. “Kate Miller, Sexual Politics 178-179

“Casamento como uma instituição desenvolveu-se do estupro como uma prática. Estupro, originalmente definido como abdução, tornou-se casamento por captura. Casamento significava que a tomada seria extendida em tempo [...]. Apenas quando a masculinidade estiver morta – e ela perecerá quando a feminilidade devastada não mais a sustentar” Andrea Dworkin

“Uma das razões que as mulheres são mantidas em um estado econômica de degradação – porque é assim que estão a maioria das mulheres – é porque isso é a melhor forma de manter as mulheres sexualmente disponíveis.” Andrea Dworkin, "Letters from a War Zone, p. 145."

“Homens que são acusados injustamente de estupro podem às vezes ganhar com a experiência” Catherine Comins, Universidade Vassar assistente de reitor da Student Life in Time, Junho 3, 1991, p. 52..

“Heterossexualidade é um costume obstinado na qual as instituições supremacistas masculinas asseguram sua própria perpetuação e controle sobre nós. As mulheres são conservadas, mantidas e contidas através do terror, violência e spray de sêmen... [lesbianismo é] um meio ideológico, político e filosófico de liberação de todas as mulheres da tirania heterossexual...” Cheryl Clarke, "Lesbianismo, um ato de resistência" in This Bridge Called My Back: Writing by Radical Women of Color, ed. Cherrie Moraga (Women of Color Press,1983), pp.128-137.

Gente, pediu pra parar, parou, por favor. POR FAVOR.

Não é a toa que esse "movimento" (palavrinha detestada do momento) ganha fama de ser uma força de ataque de mulheres homossexuais. Na cabeça de boa parte do mundo, lésbicas são meninas masculinizadas que cospem no chão e coçam seus sacos imaginários, enquanto discutem como homens são grotescos e dispensáveis. Daí aparecem essas frases e o povo ignorante soma 2 + 2, acha 17 e bate palmas. A ignorância humana compartilha a certeza de que TODAS AS LÉSBICAS DO UNIVERSO odeiam os homens, portanto feminismo é o ódio ao masculino traduzido em palavras.

Sem mencionar que, quando boçais com um pênis entre as pernas afirmam sentenças como estas, somos as primeiras a tacar pedras. Por que um pode e o outro não? Que estranha divisão é essa que privilegia um ou outro, com critérios ensandecidos?

Eu nem vou entrar em questões mais profundas do feminismo, porque eu sou uma mera apreciadora e estudante do assunto, com uma forte opinião formada. Mas, principalmente, porque esse post é apenas um convite à reflexão, para que o perseguidor não vire objeto de perseguição na falta de argumentos válidos ou, ainda pior, por pura vingancinha. Nada mais estúpido do que ver pessoas que criticam o machismo aplicando seus conceitos na vida, disfarçando-o como auto-proteção.

Quer ser uma pessoa melhor para a sociedade e para você mesma? Quer provar algo para o mundo e para si? Vá estudar, fazer o que te interessa, viajar, conhecer línguas, fazer compras, ser feliz. Depois me conta se separar o mundo em gêneros faz alguma diferença na sua vida.

"O feminismo consiste no estabelecimento de uma relação igualitária e horizontal entre as pessoas, sejam homens, mulheres, gays, lésbicas, amarelas, ou azuis de bolinhas brancas. Ou seja, todas as formas sexuais de pessoas. As idéias feministas nunca consistem em estabelecer soberania, mas, sim, igualdade."

Besos,

Patsy

patsy@corporativismofeminino.com
http://twitter.com/patsyzombilly
http://twitter.com/Corporativetes

(Gente, minha lindas amigas Corporativetes já sabem, mas é hora de avisá-las que eu vou sumir virtualmente por uns tempos. Meus posts permanecem, mas de resto vou ficar meio sumidinha :/ Juro que é só até eu me adaptar a meu trabalho e rotina novos. Comentem, me mandem e-mails sim, que eu respondo com o maior carinho do mundo, vocês sabem. Só tenham paciência com a mocinha aqui, porque o trabalho está puxado e as aulas recomeçaram! Ui ui! Besos, minhas flores coloridas ^^)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Postado por Patsy às 00:00

32 comentários:

Danusa disse...

O problema é que a parte importante ficou meio escondida no final do texto e as frases das feministas radicais, que foram detonadas, ficaram em vermelho. O que vc colocou como bobagem teve mais destaque do que a igualdade, destacada no final. É uma ótima idéia pra um próximo post desenvolver melhor a questão da igualdade de gênero (e de raça, de classe, de tudo).
Apesar de não concordar com as feministas radicais, não interpreto a posição delas como algo descolado da realidade. Muitas coisas fazem sentido, ainda que estejam colocadas de maneira extrema (por isso mesmo são chamadas de "radicais", né?). Não dá pra desclassificá-las assim, de modo absoluto.

Patsy on 18 de agosto de 2009 07:26 disse...

Ah Danusa, eu sofro do mal de achar que tudo que é extremo demais é descartável. Por isso sempre digo nos meus textos que eles são um convite à reflexão e jamais tentam ser a verdade absoluta. Para mim, pensamentos como esses citados no texto são mal fundamentados ou se aproveitam de idéias e princípios anteriores, de forma deturpada. A maioria dos trechos de livros citados está na internet para download, vale a pena dar uma lida e concordar ou não.

Um beijo :*

Zingara on 18 de agosto de 2009 08:08 disse...

Qdo as pessoas olham o nome do nosso blog ASSOCIAM a "ter odio de homem". Sei pq passei 6 meses estudando so com pessoas do sexo masculino e toda vez que eu mencionava o blog... eles reviravam os olhos HAHAHAHA

Mas essa percepção é pq o FEMINISMO RADICAL tenta colocar o homem como vilão. Nas muitas frases com um FEMINISMO ERRÔNEO estão que SEXO COM HOMEM é agressão ä mulher. COMASSIM? HAHAHAHA

ADORO ESSE POVO DA BARBA POR FAZER. AI AI =p



PATSY, saudades das suas twittadas... hahahahah

Bel on 18 de agosto de 2009 09:15 disse...

Embora extremistas até a morte, eu consigo ver algum sentido nas frases dessas mulheres PRA ÉPOCA EM QUE FORAM ESCRITAS (imagino eu, que sejam de no mínimo um século atrás). Bradar uma frase dessas nos dias de hoje realmente não teria sentido algum. (não que 1 século atrás tivesse sentido, mas eu até compreendo, pela repressão que as mulheres viviam).

Odeio quando nos vêem como "queimadoras de calcinha" por causa do blog, hhahaa

Besos.

mulherpolvo on 18 de agosto de 2009 10:40 disse...

O femismo ridículo e extremista surgiu justamente na "era dos extremos", tadinhas, não sabiam fazer melhor.
Hoje já temos condições de entender o que seria uma sociedade igualitária, sem discriminações de sexo, raça ou religião.
Essas mulherezinhas que falam abobrinhas nem me preocupam tanto quanto os homofóbicos. Esses sim, são os grandes "abobreiros" do nosso século...
Beijinhos, boa sorte no emprego e não suma!

Cris Soleitão on 18 de agosto de 2009 13:46 disse...

Questão complicada e delicada.

1º Ponto: é fácil, pra NÓS dizermos que tudo isso é sem noção quando boa parte dessas mulheres viveram numa época em que
- namorar mais de 2 rapazes durante a vida toda era chamada de P¨&*;
- Isso pq beijo em namoro só se fosse escondido. E convenhamos que namoro escondido só em novela, filme e obras de Shakspeare... Pq as jovens eram mais vigiadas que os presidiários atualmente;
- eram obrigadas a casar virgem. Se descobrissem que não era mais virgem A CASA CAIU! Desde surras a casamentos arranjados e etc...
- Uma mulher não podia se separar por mais que todos soubessem q ela era traída e espancada. Mas não interessava, afinal, "casamento é pra sempre"
- Muitos pais, tios, padrastos e avós e parentes em geral do sexo masculino estupravam as meninas da casa e pior: ELAS levavam a culpa
- Fazia parte dos espólios de guerra: estuprar TODAS as mulheres dos locais conquistados, INCLUINDO CRIANÇAS

E sabe o que é pior de tudo, numa escala bem menor, tudo isso AINDA acontece!!!

Ontem mesmo estava comentando com a minha mãe a cena da novela "Caminho das Índias".

Quando o Ramiro [Humberto Martins] traiu a Melissa com a Gabi e com a Ivone todos os seus colegas riram e aplaudiram. E a Melissa, a mulher traída, não desconta nunca sua raiva no marido e nem se separa porque "ele é um partido bom demais". Ela desconta nas mulheres com quem ele teve caso - que são solteiras, livres e desimpedidas - como se APENAS elas fossem culpadas da situação. Quem tem o compromisso de se manter fiel??? ELE.
Não to dizendo, PELO AMORE DE DIO, que ser amante seja certo. Claro que não!!!
Mas o ponto aqui é que a mulher é sempre vista como A P*&¨%$# e ele sempre como o "Garanhão", "Pegador" e por aí vai...

Continuando na novela... Quando o marido da Nanda descobriu - da boca dela - que tinha sido traído a 1º palavra que ele disse foi... VADIA!

PÁRA TUDO!!!
O amigo dele ele aplaudiu por fazer uma coisa que ele e todos sabem que é errada... Mas quando uma mulher faz - e admite, coisa que nenhum homem faz - ELA é Vadia?!
Ele [Ramiro] é o que então???

Resultado: tá todo mundo errado nessa história!!!

Outro ponto que eu queria comentar é 1 das opiniões citadas no texto:

"Feministas há muito tempo criticaram casamento como um lugar de opressão, perigo e escravidão pras mulheres" Barbara Findlen

Essa, especificamente, faz um pouco de sentido.
Como eu disse em outro tpc, sou fã do seriado Law and Order: SVU.
Em um dos casos uma mulher acusou o marido de tê-la estuprado, ou seja, obrigá-la a fazer sexo contra sua vontade.
Sabe qual foi a decisão do juiz?!

"Não importa SE ELA QUERIA OU NÃO. O Casamento é uma relação onde está implicita a EXIGÊNCIA por parte do marido deste tipo de intimidade"

Onde ficam o DIREITO dela em relação ao próprio corpo?!

Resumindo, o que o juiz disse foi: ele é seu dono [PONTO]
Isso nos dias atuais!

E aí?!
O que é femismo, feminismo e o que é machismo?

Bjos
Cris

Anônimo disse...

Só complementando o Cris:
Muitas dessas frases estão soltas e fora do contexto. Conheço algumas delas e elas "fazem sentido" (o que não significa que eu concorde) dentro do contexto em que elas estão.

No mais, isso é sim feminismo, mas como já disseram, o feminismo "radical". O feminismo em si tem N "fases" e vertentes, muito diferentes umas das outras. (o feminismo da época de 30 era diferente do da época de 50, de 70, de 90, de hoje em dia). E mesmo dentro de uma mesma época não há muito consenso entre todas as idéias.

Pelo que conheço acho que a única coisa que o feminismo tem uma mesma visão sempre é sobre a legalização do aborto. Para todos os outros assuntos, existem divergências dentro do movimento feminista.

Mas vale a pena conhecer e ler mais sobre o feminismo, saber mais sobre todo ele :)

Deja disse...

Vocês do blog não são queimadoras de soutien (ou calcinha), são somente mulheres com visões sobre boa parte dos homens, sobre seus comportamentos, caráter... E comentam sobre isso, além das experiências vividas.

Já achei vocês umas xiitas insuportáveis, mas agora eu as entendo melhor.

Fora esse comentário, gostaria de dizer que gostei muito do que a Cris Soleitão falou... E usando o gancho dela, sobre a novela global, bem... A personagem "Norminha" traia o marido e era demonstrada como uma "safada", existia uma "aura" dessa natureza em torno do personagem, já o personagem Ramiro que já traiu a esposa, bem, colocam uma "aura" de naturalidade, e é assim que funciona na vida real.
A mulher que trai, é uma vadia, o homem... normal.

Machismo? Dê o nome que for, mas para nós, homens, a mulher é algo sagrado, quando crianças, essa figura é personificada em nossas
mães, brigamos para defender sua honra, é algo com o quê não se brinca... quando adulto, são nossas namoradas,esposas... Não defendo nada, só comento sobre como nos sentimos. (Exceto exceções, claro, existem desvios nos comportamentos padrões), nossa traição NORMALMENTE (Salve exceções) não significa nada, a da mulher viola essa visão sacra.

Sei lá se é machismo, ou se é outra coisa...

Ps, Eu só queria saber da Cris se a Nanda pagou a grana do Mike...

Danusa disse...

Eu achei o post bom pra reflexão, mesmo, Patsy. ;)

As feministas radicais não são as sufragettes do início do século XX, não, gente. São pensamentos bem mais atuais, hehe. E, sim, ainda faz sentido, apesar do extremismo. As sufragistas não eram muito radicais, de modo geral, porque lutavam para serem incluídas num sistema político que as excluía. Não era uma recusa desse sistema, mas uma exigência de inclusão.

O que a/o anônima/o falou tem que ser ressaltado: existem várias correntes feministas, e não um feminismo único. Embora eu não conheça nenhuma feminista que seja contrária ao direito de decidir sobre seu próprio corpo, acho que nem a questão do aborto é unificada.

Sobre a questão do casamento, recomendo a leitura de um texto essencial (não-radical) sobre o assunto: O contrato sexual, da Carole Pateman. Ela é uma das cientistas políticas mais respeitadas no mundo, feminista e trabalha com excelência a análise do contrato de casamento, numa reflexão com o pensamento contratualista moderno (principalmente Rousseau). O melhor desse livro é que vc vai lendo e se dando conta de que tudo faz sentido e que a opressão de gênero está nas entranhas da fundação do que temos por sociedade ocidental. Não é simples ultrapassar isso, infelizmente. =/

Deja, existe uma sacralização da imagem da mulher por causa da Nossa Senhora. É uma questão muito arraigada da nossa cultura cristã (e, bem, o cristianismo é patriarcal). E a mulher é vista a partir desse viés colocando-a como "mãe", não como indivíduo autônomo que pode ser o que quiser (inclusive, não ser mãe). No mesmo imaginário social convive a idéia de submissão feminina. Sobre lutar para defender as mulheres (mães, tias, irmãs, esposas, filhas), acho que se relaciona mais a "direito de posse" e "ferimento da honra" do que a algum respeito à imagem feminina - ou seja, é manifestação patriarcal. Infelizmente, os números assustadores sobre violência doméstica mostram como as mulheres sofrem a opressão cotidiana. É bom frisar que esses mesmos números são muito semelhantes entre as classes sociais, níveis de educação, etc.

Cris Soleitão on 18 de agosto de 2009 16:09 disse...

Ah, uma coisa que esqueci de comentar... também já aconteceu comigo de falar do CF e acharem que era blog feminista.

Hahahahah... Deja, ela tentou atirar nele, com direito a uma cena à lá Matrix.
Se ele vai acertar o alvo ou não, só saberemos hoje!
E a Ivone estava presente na cena.

Sobre o que você disse da Norminha em comparação com o Ramiro... ambos tem praticamente um fã clube aqui na vida real!!!
Acho absurdooooooo... Tenho ânsias de vômito toda vez q 1 dos 2 [personagens] aparecem. A músiquinha de fundo só aumenta a ânsia... cruzes!!!

Cris Soleitão on 18 de agosto de 2009 16:31 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cris Soleitão on 18 de agosto de 2009 16:34 disse...

E sobre a "santidade" feminina é como a Danusa comentou.
E, religiosamente, o comportamento em relação ás mulheres, prefiro o paganismo onde as ninfas e deusas eram livres e poderosas.
Mas sobre religião eu não falo muito, nem sob tortura!!! rs...
Mas não sou nem cristã, nem pagã nem ateu (qual o feminino de ateu? rs).

Sobre o aborto, realmente não há consenso não!
Eu acho que quem não quer ter filhos tem zilhões de opções de prevenção. Não tem desculpa!!!
Se engravidou, a criança não tem culpa da irresponsabilidade dos pais...
Queira ou não, é uma vida!!! [e sim, já está vivo dentro da barriga]
Mas não custa pensar antes fazer, né?!

Exceto em caso de estupro, em que a vítima [mãe] não teve escolha e, de qualquer forma a criança pode ter problemas psicológicos.
Tbm sou a favor em caso de doença que se descobre antes do parto, daquelas que a criança nunca será normal [sem moralismos].

Anamyself on 18 de agosto de 2009 17:13 disse...

Eu concordo com a Bel, e acrescento mais algumas coisas:

acho que o feminismo e essas frases tiveram sua razão de ser até o fim do século XIX. Algumas frases já eram exageradas já então, mas quem sou eu para falar de exagero? Enfim.

Mulheres estavam fadadas ao serviço doméstico, não podiam usar roupa de calor (morar no nordeste e usar "roupa de época" - ó eu pensando em novela da globo, tsc, tsc, tsc - dá agonia só em pensar), e sexo realmente devia estar relacionado a uma incumbência desagradável. Imaginemos a quantidade de mulheres dessa época que morreram sem ter um orgasmo.
Ser comida pelo simples fato de ser uma obrigação acho que pode ser sim considerado um estupro. Pq se a mulher pudesse optar, tenho certeza que não iria querer o sexo daquele jeito.

Mas aí a gente pensa nos dias de hoje. É lógico que as idéias feministas foram se adaptando aos tempos. Até a Igreja Católica liberou umas coisas, pq um movimento de esquerda também não acordaria para o futuro? Tiram no Irã ali e um Afeganistão acolá, a mulher tá muito bem, se comparando com décadas atrás. Trabalhamos, nos vestimos como quisermos, atrizes não são sinônimo de prostitutas, jogamos truco e sinuca (hehe).
Voltando: então, vir bradar uma frase dessas em 2009 é absurdamente RIDÍCULO. Assim como dizer que é anarquista.
Acho que o que mais se aproxima do anarquista hoje em dia é o mendigo. Não se submete a nenhuma lei, pelo simples fato de não ser reconhecido como cidadão.

Não sei a quantas anda o feminismo hoje em dia, então nem vou opinar a respeito.

Enfim.
Bom post e boa discussão!

Anamyself on 18 de agosto de 2009 17:15 disse...

Credo, revisão zero no meu comentário. Malz aê pelos erros mil.

E parabéns pelo trampo, Patsy!

Deja disse...

Danusa, adorei seu esclarecimento, mas me diga, em sua opinião, você não acha que há muitas mulheres que corroboram para que continue existindo esse paradigma? Muitas realmente são machistas, sobretudo quando lhes convém...

E Cris, vou sair no horário aqui no trabalho, só para poder assistir hahaha...obrigado!

Camila Alves on 18 de agosto de 2009 20:04 disse...

“Sexo é a cruz em que as mulheres são crucificadas... sexo só pode ser adequadamente definido como estupro universal.”

É triste, gente!

Danusa disse...

Deja, há mulheres que auxiliam a reprodução do sistema, claro. Mas também há homens que são críticos a essa situação e defendem a igualdade de gênero (o que não quer dizer que sejam feministas - há uma discussão importante sobre a possibilidade ou não de homens serem feministas, visto que não possuem a perspectiva - ou seja, a vivência - das mulheres).
A questão é da estrutura da sociedade, então estamos todas as pessoas envolvidas nela. E também não é por se dizer feminista que uma mulher nunca vai ter uma reação misógina. Ninguém está imune a ser sexista, racista, homofóbico ou, no geral, preconceituoso, porque estamos sendo criados e recriados numa sociedade fundada nesses preconceitos. Na minha opinião, a tarefa que temos é de perceber, criticar, refletir e combater, mas consciência não é algo total e infalível.
Agora, quanto a nós mulheres estarmos numa situação melhor do que antigamente, acho bastante discutível. O que ocorre é que o tipo de dominação patriarcal se modificou. Não é que tenha nem mesmo diminuído.
Antigamente mulheres eram totalmente excluídas do mundo público e exploradas no mundo privado (doméstico). Atualmente, as mulheres têm acesso ao mundo público, mas esse acesso é limitado. Mulheres têm salários inferiores exercendo as mesmas tarefas dos homens, apesar de terem mais anos de estudo. No mundo da política, as mulheres não chegam a 10% das cadeiras da Câmara de Deputados. Alguns estados não têm nenhuma representante. A situação se repete em nível estadual e municipal. Mulheres participam mais nas esferas locais, principalmente quando não é política "formal", institucionalizada, como em movimentos sociais, mas há uma barreira clara à participação política de mulheres, apesar de haver sufrágio universal e todas as mulheres terem direito de votar e serem votadas. Mulheres não têm espaço dentro dos partidos políticos para construir carreiras políticas. A lei de cotas não funciona. Elas não conseguem chegar nem mesmo ao ponto de se interessarem em atuar politicamente, porque têm duplas, triplas, infinitas jornadas de trabalho. Além de trabalhar, são responsáveis pelo serviço doméstico. Como ter tempo para mais uma atividade, num ambiente sem incentivo?
Sobre a esfera doméstica, já citei em outro comentário a questão da violência doméstica, que é assustadora, independente de nível de renda da família. Além disso, embora existam companheiros que "auxiliam" no trabalho doméstico, poucos o assumem como uma responsabilidade compartilhada. O trabalho com o lar, assim, continua sob a responsabilidade feminina. Daí as mulheres, além de terem a responsabilidade da administração do lar, precisam estar no mercado de trabalho e se responsabilizarem pela educação das crianças.
Outra questão importante que quase não se fala é o controle público do corpo feminino, com a imposição de padrões de beleza que também oprimem.
Como eu disse ali no início, a dominação não foi ultrapassada. Ela se modificou. Antigamente existiam problemas e parece que alguns foram combatidos, mas é preciso atentar para o fato de que ainda há muita opressão pra se combater: a desigualdade na esfera do trabalho, da política, do trabalho doméstico, da responsabilidade com as crianças, com a visão sobre a mulher e o feminino, etc. E bota etc nisso!

Danusa disse...

Ops, esqueci de comentar umas coisas, hehe...

Cris, o feminino de ateu é atéia. ;)

Ana, mendigos são cidadãos. Eles não estão excluídos formalmente. Têm direito a voto, a assistência social, etc. O fato de viverem excluídos não tira o status de cidadania formal.
Usando o seu exemplo dá pra ver como cidadania formal é uma coisa muito-muito-muito limitada. No caso das mulheres, também acho que a cidadania formal não basta.
O nosso modelo de cidadão pleno, infelizmente, é homem-branco-heterossexual-proprietário. =(

Cris Soleitão on 18 de agosto de 2009 21:45 disse...

Danusa, muito obrigada!
Essa era uma dúvida que nem minha prof. de Português da faculdade conseguiu esclarecer... rs

Assino embaixo TU-DO que foi dito pela Danusa!!!

De nada Deja...

Parabéns Patsy por abordar um assunto tão importante pra todo mundo...

Bjos
Cris

Deja disse...

Danusa, você acha válido o seguinte pensamento que tenho:

Em muitas espécies de animais, o macho é o líder, ele luta por seu território, para proteger sua fêmea, ou suas, mas jamais irá permitir que outro macho se aproxime.
E nós ainda não nos libertamos de nossos traços primitivos, ainda levamos conosco nossos instintos, então o que chamamos de machismo, a visão sacra da mulher, a mentalidade patriarcal... seja oriunda dos nossos ancestrais mais antigos.

O que você acha?

E se ver lógica nisso, acredita ser possível um grau de evolução que nos permita esquecermos totalmente desses traços primitivos? Isso tanto para os homens, quanto para as mulheres.
Igualdade em direitos perante a sociedade... Sem o "isso é o papel da mulher", "Isso é coisa de homem" e etc, também.


(Eu gostaria, embora como vejo, possa ser uma utopia)

[]'s

Éris on 19 de agosto de 2009 20:55 disse...

O pior é que o feminismo já sofre preconceitos porquererem direitos iguais, aí vem o femismo que fazem todos acharem que é a mesma coisa que fode ainda mais...
Temos que mostrar mais essa diferença gritante.
Ótimo poste. ^^

Danusa disse...

Cris, de nada. ;)
Estava pensando aqui... Na verdade, segundo a regra nova é "ateia", sem acento, né? Blergh...

Deja, não concordo, não. Na verdade, a estratégia retórica de naturalizar os comportamentos feminino e masculino é uma saída fadada ao fracasso, porque ela tenta legitimar o ilegitimável. A desigualdade de gênero não é natural. É social, assim como outros tipos de discriminação (como a racial). Nós não somos animais irracionais que podem jogar a responsabilidade nos instintos selvagens do, sei lá, homo erectus.
Seria a mesma coisa que dizer que o comportamento acumulativo do ser humano é natural. Não é natural, mas cultural. Não é porque algumas características estiveram presentes na fundação da sociedade ocidental que elas eram naturais.
Acho que primeiro temos que perceber que a nossa sociedade se desenvolveu com base na violência, oprimindo quem tinha menos poder e perpetuando alguns grupos nas posições privilegiadas. Não é uma questão de instinto, mas de exercício de poder (calculado, planejado, articulado).
Sexismo não é herança dos ancestrais distintos, que nada têm a ver com a gente. É um tipo de opressão que tem relação direta com as relações sociais atuais. Não é algo do passado, primitivo, não. É um sistema de opressão e dominação que atravessou desde a antigüidade até o capitalismo avançado e continua aí porque opera se adaptando aos novos tempos. Também é interessante ver que a questão tampouco é de classe (como muitos marxistas tendem a afirmar) e que acabar com o capitalismo não significaria acabar com qualquer tipo de dominação.
É importante se dar conta de que discriminação de gênero não é coisa do passado... É um dos princípios da nossa sociedade atual. =(

Danusa disse...

Corrigindo: *Sexismo não é herança dos ancestrais distantes, que nada têm a ver com a gente.

Deja disse...

Muito interessante tudo isso...

"Não é porque algumas características estiveram presentes na fundação da sociedade ocidental que elas eram naturais."

E para você, algumas características surgiram assim:

"a nossa sociedade se desenvolveu com base na violência, oprimindo quem tinha menos poder e perpetuando alguns grupos nas posições privilegiadas."

Mas... Já não era algo primitivo e parecido com a "lei do mais forte, a lei da natureza"? Aplicada por animais e também por nossa espécie desde quando começamos a nos organizar em "tribos", que conquistavam outras "tribos"? (Só que no caso, falamos como foco na mulher, o lado mais fraco, que também desde a construção das primeiras sociedades, eram as dominadas...)

Você disse também que:

"um sistema de opressão e dominação que atravessou desde a antigüidade até o capitalismo avançado e continua aí porque opera se adaptando aos novos
tempos."


Bem, as primeiras sociedades antigas começaram a crescer a partir das tribos mais fortes, que surgiram quando nossa espécie começou a se organizar em bandos (Eliminando outros bandos, ou se juntando a eles). E inicialmente, qual era a intenção de se conquistar o mais fraco? Instinto de sobrevivência? Disputas ocorriam porque o território de um tinha mais água... Mas e isso não poderia ter se desvirtuado com o tempo e se tornado o que é hoje?

Pode estar confuso tudo isso (desculpe), mas eu tenho dúvidas se não somos tão racionais como pensamos, que nossos paradigmas em relação ao próximo não surgiram desde os tempos mais remotos, e que ainda hoje isso está inserido em nossa programação.


Beeeeem, muito obrigado por me responder, achei o tema cativante, e adorei suas respostas! E ignore minha viagem no creme do milho! Estou apenas divagando.

Abraço!

Danusa disse...

Deja, a sociedade atual não é machista-racista-homofóbica por programação genética. Primeiro, já discordo da idéia biologizante pra tentar interpretar seres humanos. Não se trata de nos racionalizar demais (até mesmo porque o conceito de "razão desencarnada" é androcêntrico), mas de perceber que processos culturais são muito fortes (e o que nos confere humanidade prioritariamente é a nossa capacidade de produzir cultura). Alguém pode ser mais magro, mais suscetível a doenças auto-imunes ou mais baixo por causa de características genéticas, mas não mais ou menos machista. Mesmo assim, se um dia o estado da dominação pode ter sido dado simplesmente por causa de força física (o que eu discordo), hoje em dia certamente não é.

Nós somos ensinadas a pensar que somos frágeis, a usar rosa, a gostar de maquiagem, a andar de salto, a achar que todas precisamos usar Dermacid senão vamos explodir de candidíase, a tirar a sobrancelha, a depilar, a achar que não servimos pra engenharia, a gostar de comédia romântica, a agir emocionalmente de maneiras específicas, a achar que o parto é um sofrimento necessário para alcançar a plena feminilidade, etc-etc-etc. Isso nos é introjetado porque é assim que as relações sociais nos mostram que o mundo é, desde que somos bebês. Não é por falta de testosterona, força, pêlos, coisas assim. É por incucação. Isso influencia de maneiras diferentes mulheres diferentes (assim como os homens também recebem um "pacote" do que é ser homenzinho e como se comportar), mas de modo geral todas recebemos essa carga (porque o comportamento dito masculino ou feminino se confirma a cada ação observada no mundo). Parece um problema ovo-galináceo, hehe, eu sei, mas é importante entender que é cultural e, por isso mesmo, está aberta a possibilidade de mudança na estrutura da sociedade. As relações sociais, inclusive as afetivas, não precisam ser eternamente desiguais. Pensar que é natural, além de tudo o que eu já citei, também atrapalha ao dar a entender que, se nossos corpos se desenvolveram assim e se as diferenças corpóreas causaram desigualdade de poder, está tudo justificado (e não precisa haver esforço para mudança). Isso é uma falácia enorme.

De maneira geral, qualquer argumento naturalizante dá esse tipo de resultado: admite como "sempre foi assim, sempre será, a natureza que quis, vamos esperá-la não querer mais".

Por causa disso tudo, discordo com veemência. ;)

Abraço!

PS: Achei legal que vcs tenham se interessado pela minha opinião sobre esse assunto. Pra mim isso é muito importante. =)

Deja disse...

Oi Danusa!
Bem, eu não pensei em algo transmitido através dos genes, mas sim como um comportamento repassado de geração para geração... Muitas mulheres (machistas) acham que o homem tem de ser o provedor (ouvi isso da minha ex namorada), nossos ancestrais saiam para a caça. Os homens machistas ainda hoje preferem que suas mulheres fiquem em casa cuidando do lar, algo que também é oriundo de tempos remotos.

E isso tudo surgiu com instintos primitivos.

Veja bem, só estou comentando para você entender bem meu ponto de vista, mesmo que ainda discorde!



E eu gostei da sua opinião sim. :)

Layanna Maiara on 21 de agosto de 2009 21:43 disse...

Ótimo post que me levou a várias reflexões.
Talvez, na época em que essas 'femistas' (como vc mesmo classificou) fizeram essas declarações elas podiam fazer sentido, mas hoje são totalmente incabidas. Não dá mais para levar uma 'feminista' radical a sério no mundo de hoje. Simplesmente não dá. É ridículo.

Lala on 8 de novembro de 2009 05:02 disse...

muitas frases estão fora de contexto, outras foram traduzidas medonhamente e outra mais, se não fazem parte do discurso feminista,deveriam sim fazer.

há muito o pênis masculino é utilizado como arma e sabemos bem disso.

P. Santos disse...

imagino que você não irá ler isso, pois faz muito tempo que você postou esse texto.

Tenho que dizer não deixo ignorar o que algo as vezes parece progressista e não é. Ao ler as frases que você citou como um tipo 'pérolas do feminismo radical', me veio a mente que talvez esse seu texto possa ser visto como um pérola do tipo " leu e não entendeu". Afinal você citou partes de livros e artigos que você desconhece o todo. Uma pena. Seria importante que você lesse antes, para não passar informaões vázias como essas. Talvez você não entenda o motivo pelo o qual a palavra estupro foi tão usada. Uma pena. Pois não apenas mostra que você não tem conhecimento suficiente, mas que você nem se deu ao trabalho de pesquisar. O post está muito mais baseado na suas suposições (mas emocionais que racionais), que em leitura, estudo e auto-crítica. Lembre-se que tanto eu como você somos machistas, e que muitas vezes nos sentimos bem em manter as coisa como sempre foram usando uma lógica apenas emotiva e distorcendo fatos para assim confirmá-las como a única realidade possível, pois faz parte de nossa 'naturezA'. Antes de criticar as coisas que você vê, tente fazer uma auto-avaliação. Ver em que pontos você possa estar errada. Tenha coragem de se assumir primeiro como uma pessoa racista, homofobica, machista etc(pois dentro dessa sociedade todos somos), depois tente quebrar cada um deles, cada ponto desconfortável (ou confortável demais, pois esse sim é perigoso) Espero que do tempo que você escreveu esse post você já tenha mudado bastante. Procurado estudar mais as relações culturais e sociais, e tenha visualizado você mesma dentro desse contexto. Caso quando você tiver feito isso você verá que aquelas frases, se não estão completamente certas, também não estão completamente erradas. Mas enquanto isso não acontece vamos seguindo com esses dados estatísticos absurdos de violência. Por último gostaria de reforçar que antes de uma mulher ser 'femista', ou 'feminista radical', ela é antes de tudo machista. Realmente espero que você tenha entendido. Uma pena, mas nem de longe uma surpresa, ver que tantas garotas concordaram com você ou acharam que você as informou de alguma forma para algo melhor. suas críticas são caducas e conservadoras. Mas uma coisinha: a sociedade tende a achar que qualquer feminismo é feminismo radical. Sim, há organizações feministas que usam argumentos ridículos. Mas a grande maioria das organizações, que leva informções e soluções e essas também são vistas como radicais. Você pode me responder o motivo das pessoas não verem a diferença entre as organizações de falastrona como as riot girls (uma minória) e os diversos grupos que fazem trabalho baseados em estudos, pesquisas, experiências com pequenos grupos sociais (em universidades, favelas, ou locais de trabalho etc)?

Anônimo disse...

Primeiro, vc quotou frases soltas da internet para construir seu argumento. Isso é uma coisa que me enche de vergonha alheia vindo de qualquer estudioso. É como citar uma única frase de um livro de 400 pags sem te-lo lido. Isso para mim é ser falastrona, coisa que vc critica. Bem, quanto ás frases e autoras, conheço algumas delas e li alguns de seus livros. Até onde sei, são feministas da segunda onda, lá pela década de 70 e 80, caracterizado mesmo como um feminismo radical. Grande parte delas tem orientação lésbica e nutre realmente sérias críticas a respeito dos homens e da heterossexualidade. Não concordo com tudo, mas respeito e tenho consciência histórica a respeito do "movimento"de que se hoje é possível eu lhe dizer tudo o que disse acima (de que feminista pode gostar de homens, de ser vaidosa, de ser mãe) é por causa deste primeiro movimento que elas fizeram. Radicalizou-se, criou-se a mobilização política para em seguida descosntruir tudo aquilo. Tivemos que passar por esta via mais radical para em seguida olharmos para nós mesmas e acreditarmos que não precisávamos ser lésbicas ou odiar os homens para nos identificarmos com o feminismo. Uma professora minha relatou certa vez que sua heterossexualidade era mantida em segredo no métier academico dela, nessa época (rsrs). Acho que todo reconhecimento de direitos passa por este tipo de radicalização.

Anônimo disse...

parabém pela reflexão,coragem e iniciativa de levantar essa questão

mag on 12 de novembro de 2012 17:50 disse...

.vcs querem descontar nos homens jovens e inocentes o que os tataravos de vcs fizeram a suas mulheres naquela epoca.(feminismo e vingança e?)to tentando entender.

sobre varios parceiros leiam isto
Por que o homem promíscuo é o bom, o garanhão enquanto que a mulher promíscua é simplesmente puta?

A primeira resposta que a vem a mente da maioria das pessoas é de que simplesmente vivemos numa sociedade machista e por isso injusta com as mulheres. Entretanto essa resposta é tendenciosa e deturpa a possibilidade de uma resposta satisfatória a pergunta do título.

Então, não sejamos asnos e não fiquemos papagueando o que qualquer néscio diz.Pensemos um pouco, para uma mulher de beleza mediana ou até menos, uma mulher que não seja considerada feia e que tenha o mínimo de atrativos físicos.Essa mulher pode conseguir sexo com vários homens por dia sem fazer muito esforço, basta que ela ceda às muitas investidas e indiretas que recebe ao longo do dia de vários homens. Ou talvez que se insinue um pouco, para assim ela poder dizer que fez algum esforço.
Para uma mulher é muito fácil conseguir sexo porque o desejo sexual do homem é praticamente constante durante todo o dia e portanto sempre disposto a transar. Que dificuldades enfrenta a mulher?Quase nenhuma!

Agora pensemos no caso do homem. Para homem convencer uma mulher a fazer sexo com ele, ele precisa vencer uma certa resistência dela que pode ser por não achá-lo atraente ou bom o suficiente para ela.Outra dificuldade é que a libido na mulher varia ao longo do dia e depende muito da fase do ciclo menstrual, sendo o desejo sexual nela mais intenso nos dias férteis, cerca de oito dias.

Para um homem vencer essa resistência da mulher em relação a sexo, o homem precisa ter certas características físicas e psicológicas, boas habilidades de lábia, boa expressão corporal e muita autoconfiança. E se tiver carro e dinheiro é meio caminho andado, apesar de que é bobagem pensar que apenas carro e dinheiro são suficientes para isso.
Portanto, percebemos que não é nada fácil um homem ser promíscuo. Por isso homem que tem várias mulheres acaba se destacando mesmo e atraindo o interesse de mais mulheres. E ainda que seja bom ter muitas mulheres, haja tempo e saco pra lidar com joguinhos femininos.

Tendo isso em mente percebemos que uma mulher ser promíscua é a coisa mais fácil do mundo, o difícil na situação da mulher é se manter virgem ou ser recatada.E por isso muitos homens valorizam esse segundo tipo de mulher.

Para o homem o mais difícil é conquistar várias mulheres e levá-las para cama, enquanto que ser virgem é o cúmulo do fracasso e praticamente nenhuma mulher valoriza isso, mulher gosta é de homem experiente.

Então, é idiotice querer julgar homens e mulheres da mesma maneira, afinal são diferentes e procuram coisas diferentes.E não adianta vir com discurso politicamente correto pra mim, o que importa é a realidade.

Querer que os homens vejam mulheres promíscuas como boas para relacionamentos é o mesmo que exigir que as mulheres se interessem pelos virgens e pega-ninguém sendo que esses nem são considerados homens pelas mulheres, eles são tratados como invisíveis ou como amigos eunucos.

 

Corporativismo Feminino Copyright © 2009 Baby Shop is Designed by Ipietoon Sponsored by Emocutez Edited by Blog Feminino