sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Desilusão Ortográfico Amorosa e Outros Babados


É tenso quando você conhece uma pessoa, se encanta por ela, troca MSN, começam a conversar e... você, menina fofa que se chama Júlia, vê o cara te chamando de Julha. Eu brocharia no ato (sim, após anos tentando descobrir se é com CH ou X, descobri que é com CH mesmo), e pensaria duas vezes antes de dar uma nova chance ao cidadão.

O que mais me aborrece, hoje, é saber que as crianças chegam à Universidade escrevendo que nem a bunda. Na minha turma, sempre prefiro eu mesma revisar os textos dos trabalhos antes de entregá-los. É "Homen", "Chingar" e outras pérolas da língua portuguesa à se perder de vista. Fora os erros de concordância. Tudo bem que eu não sou uma mestra em escrever corretamente, lembro que num post escrevi "ecatombe", porque não sabia mesmo que era com H. Um leitor não muito simpático me corrigiu. Na hora a gente se sente meio burro, mas nunca mais escrevi essa palavra da maneira errada. Errar tudo bem, insistir no erro e fingir que não aprendeu o certo é demais.

O que noto na geração da metade final da década de 80 e, principalmente a de 90, é que é uma geração que não gosta de ler, não gosta da Língua Portuguesa, se entedia quando sabe que tem que ler um livro novo pra escola. Se orgulham de passar meses sem abrir um gibizinho da Mônica! E, muitas vezes a família não incentiva a leitura. Não que minha mãe incentivasse muito, muitas vezes ela escondia - e ainda esconde - meus livros, para que eu os largue e vá jantar e depois lavar a louça "SE A GENTE NÃO ESCONDE O LIVRO VOCÊ PARECE QUE FICA EM ALFA POR HORAS, NUNCA VI!!!". Mas admito que, na infância, ganhava um gibi por semana, um livrinho, um diário pra me ver incentivada a escrever. Aprendi a ler com 4 anos, num gibi da Luluzinha, quando minha irmã, irritada de ter que ler pra mim a tarde toda, disse: Você já conhece as letras, tente você mesma, é só juntar! E fui muito elogiada em casa por tal feito. Ler, na minha cabeça, se tornou algo bom desde então.

Conheci gente que faz Direito e não gosta de ler, por exemplo. A profissão que mais exige leitura e atualização e um cara que não gosta de ler fazendo um curso desses! Confesso que, quando fui escolher a faculdade nova, fiquei muito tentada a fazer o curso, passei meses indecisa até decidir pela Engenharia mesmo. Fiquei surpresa, tivemos meio semestre de Leitura e Produção de Textos, para desespero da maioria que adora um cálculo. Achei certíssimo! Engenheiro também tem que saber escrever como gente!

No mais, fica o recado. Se você tem criança pequena em casa, incentive a leitura, mostre que ler é legal, quanto mais se lê, ,menores as chances dela escrever errado no futuro, ou de ser uma pessoa que fica "ain, tetesto ler".

E, na próxima semana, não percam o talk show "De Frente com Heleninha". Vai ser o máximo!

Beijos e até lá,

Heleninha.

heleninha@corporativismofeminino.com

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Postado por Heleninha às 00:01

29 comentários:

Zingara on 14 de agosto de 2009 08:03 disse...

É isso aí.

Meu filho adora a turma da Mônica JOVEM, eu passei a vida toda lendo a tradicional... hehe

E, sim, o tanto de gente passando micagem aí é cabuloso. Alguns blogs são bem tensos (como diz vc). hahahah

Bel on 14 de agosto de 2009 09:31 disse...

Huahahauha, ainda não lí o post pq tô correndo, mas tive que comentar que morri de rir com a foto hahahahaa

JULHAAAAA :D

Depois volto pra ler e comentar direito.

Deja disse...

Acho que realmente há algo de errado com a geração nascida à partir dos anos 90, por isso concordo com a Heleninha...

Eu sempre li muito gibis da turma da Mônica (Nos consultórios de psicologia, casa de primos), comprava vários (Almanacão de férias era uma delícia!), depois passei para os da Marvel e DC... mas também, desde a primeira série, nós éramos incentivados a ler, tínhamos uma aula somente de leitura... livros infantis com textos simples, figuras, isso ajudou a despertar o meu gosto pela leitura.
Aos 10, 12... lia muito Agatha Christie, Conan Doyle, Marcos Rey... Diversos livros da série vaga-lume! No colegial, acho que somente um livro eu detestei: "Primeiras estórias", de Guimarães Rosa, o restante... foi um prazer.

Não recebi incentivos dos meus pais, na verdade com o tempo, quando já adulto, fui eu quem incentivou minha mãe, que até já leu todos os que eu tenho em minha prateleira (Que não são poucos).

Bem, adoro cheiro de livro novo (mas leio e-books, pelo custo!), e pra mim também é muito brochante uma mulher me falar "Não gosto de ler". E infelizmente é comum.

(Não gostar dos filmes que eu gosto, também é, mas daí já é outra história...)

Paulo César Nascimento on 14 de agosto de 2009 10:01 disse...

Ô eleninha, iso é tudo enveja das peçoa descolada que axam que ler é coisa de nerd. Se o cara iscreve Julha poblema dele, tá ligada?

Nina disse...

Adorei o texto! Eu sou o tipo de pessoa que tem neurose por escrever certo! Claro, como vc disse, não sou nenhuma especialista, mas ver até os meus professores cometendo deslizes básicos é de doer o coração. Ainda mais agora com o acordo ortográfico... concordo com o que minha professora de português disse (sim, eu faço curso de português pra escrever melhor): "o pessoal reclama do acordo, fica com preguiça de aprender pq ainda tem 4 anos de adaptação. Mas aí daqui há 4 anos eles vão ter que começar a tentar entender as regras e vão gastar mais 4 anos pra aprender... vão ficar igual o pessoal mais velho que ainda hj escreve flôres, êles, ..."
Ah, e até hj AMO Turma da Mônica!!! :):):)

Bjos para todas as corporativetes, em especial pra Heleninha!!

Eduardo Araújo on 14 de agosto de 2009 10:46 disse...

"Conheci gente que faz Direito e não gosta de ler, por exemplo."

hauhauhaua

Tenho um amigo que é exatamente isso aí! Não é de graça que todo mundo duvida que ele se forme! hauhauhahuaha

--

Vc ta sumida do meu blog!!! Bjos minah boneca inflável predileta!

Anália on 14 de agosto de 2009 10:48 disse...

Little Helen, e quem escreve ''agente''? Puta que pariu, né!

Assim como o Deja, me habituei a ler desde cedo. Primeiro os gibis, depois a coleção vagalume... Hoje sou uma leitora inverterada, não passo mais de um mês sem ler um livro que seja. E tenho que continuar assim, meu curso exige muita leitura. Não entendo como gente que não sabe escrever uma frase sem errar ainda está no Direito. Não entendo! Pessoas assim envergonham a profissão, sinceramente.

Anamyself on 14 de agosto de 2009 11:09 disse...

Meu pai é a pessoa que eu conheço que é mais viciada em leitura. É bastante assustador; ele lê um livro de história, um romance, um de economia e um de ciência tudo no mesmo período!

Eu não consigo essa proeza: o meu máximo é ler uma futilidade (Harry Potter ou Crepúsculo) e um livro sério simultaneamente.

Minha escola era uma merda. Não sei como diabos eu escrevo decentemente e como leio bastante. Minha escola nunca incentivou NADA.

Comecei lendo Turma da Mônica e gibis da Disney, principalmente Tio Patinhas. Aí li Agatha Christie, li vários livros do João Carlos Marinho, li Pedro Bandeira e esses livrinhos pré-adolescentes bestas. Só com uns 16 anos comecei a ler coisa mais decente.
Tem muitas falhas no meu conhecimento literário. Nunca li, por exemplo, Jorge Amado!
Pois é.

Mas aí eu vejo uma pesquisa que diz que o brasileiro lê até 2 livros por ano. Eu leio entre 20 e 30 por ano e sinto que é pouco!
Minha meta é ler, ao menos, 2 livros por mês.

Eu tinha um rolo que era o gênio das exatas, mas não sabia escrever uma frase sem um erro. paçarinho e coisas do gênero. Eu encostava nos cadernos dele e começava a revisar tudo! hahaha! No fim ele melhorou, depois de muita insistência minha.

Mas Julha foi ótimo! hauhahuauhauha

Drama Queen on 14 de agosto de 2009 11:20 disse...

Eu sou uma chata com erros de português, me seguro ao máximo para não sair corrigindo todo mundo. Na internet, eu aturo, mas do meu lado... haja paciência.

Sou muiiiitchooo feliz por ter nascido numa família que adora ler. Cresci cercada de livros! E ler é uma das coisas que mais gosto de fazer.

Fazer Direito e não gostar de ler é dose, hein?

Deja disse...

Eu vou escrever um dicionário, para que vocês possam conversar com alguns tipos que permeiam a internet.
Estou separando palavras / expressões mais utilizadas por eles.

Campião = Campeão
Poço = Posso
Comcerteza = Com certeza

e etc, etc, etc...

Já reuni muitas palavras, será um "Susseço"!

babiih on 14 de agosto de 2009 12:59 disse...

Escrever "Julha" já é demais por se tratar de um nome próprio, porém devemos tomar cuidado com o termo "erro de português", pois de acordo com os lingüístas, a nossa língua, como todas as outras, só funciona quando está em uso e não apenas nas gramáticas tradicionais (lembrando que existem muitas outras gramáticas).Desta forma, não podemos ter o preconceito lingüístico de desprezar quaisquer manifestações de nossa rica língua materna. Não existe certo e errado em língua, o que existe, na verdade, é o uso adequado e inadequado de acordo com a situação de comunicação. Entender que as expressões que utilizamos na fala fazem parte de nossa realidade e identidade histórica e sócio-cultural e não devem ser reprimidas por mais absurdas que possam parecer diante do nosso manual de regras, a gramática, é de fundamental importância para que todos conheçam todas as maneiras de uso da língua (até mesmo a tradicional) e assim se insiram criticamente nas diversas esferas comunicativas de nossa sociedade.
Bjos, adoro o corporativismo, leio todos os dias!!

Bel on 14 de agosto de 2009 13:13 disse...

Agora sim, comentando o post.

Helenita, a fama que corre por aí é que engenheiros são ogros e não sabem escrever. Alguns são mesmo, mas né, é bem mais vergonhoso ser um aluno de letras ou direito e não saber escrever, do que de um curso de exatas. (É vergonhoso de qualquer forma, mas falta de bom senso na hora de escolher a faculdade é o fim...haha).

Também comecei com gibis da turma da mônica e livros da Disney, ainda tenho meus primeiros livros, Tio Patinhas, Tico e Teco, Gato de botas e A galinha Ruiva...

Não sou um primor com português, mas pelo menos me esforço, quando tenho dúvidas corro no dicionário ;)

Lica disse...

Que santo baixou nessa "babiih"?
hahahahahaha

Ane on 14 de agosto de 2009 14:53 disse...

Lembrei de quando ainda estava na escola,e meu pai escondeu o livro do Harry Potter(siiiim,harry potter ;P) de mim,pra eu poder estudar haha.
Acho que,aqui em casa,sou a única que gosta de ler,mas todo mundo acha boniito =) haha.
Aai,deu até saudade da turma da Mônica.Adoorava,mas tem muito tempo que não leio.(isso meu pai lia rs)
;**,meninas

Anamyself on 14 de agosto de 2009 15:07 disse...

Deja:

além dos erros que você apontou, têm alguns outros que me dão uma agonia extrema:

derrepente (de repente)
ajente (tudo junto e com j!)

Aff. Fico indignada.

Shadowcat disse...

"Julha" hahahahahahaha
Sobre os nascidos da década de 90 pra frente não gostarem de ler e escreverem errado é verdade, mas sempre há as excessões!!
Erros de escrita são imperdoáveis pra mim, cheguei a receber uma vez um carta que não consegui terminar de ler, pois tinha muitos erros! Sempre que converso com alguém uma das primeiras coisas que pergunto é se gosta de ler e o que lê.
Pode se dizer que eu me "autoincentivei" a ler, meus preferidos eram Conan Doyle e Agatha Christie, agora eu sou fã do Sidney Sheldon[tenho quase a coleção inteira], mas também leio outros autores que me chamem a atenção ou sejam elogiados pelos meus amigos. :D

Pollyanna on 14 de agosto de 2009 21:42 disse...

e eu faço Direito e não tenho nenhuma matéria relacionada à Lingua Portuguesa, produção de texto, redação e afins.. faculdade de merda, por isso que advogado hoje não sabe mais escrever.

Tibes ;* on 14 de agosto de 2009 23:17 disse...

"Julha"? Noooooossa, HUDSAIHDUIASHDUh
Adorei o post, dá para rir e também tirar uma boa lição para a vida.
:***

teresafur on 15 de agosto de 2009 00:08 disse...

isso não é de brochar
é de fazer pau cair (se tivesse um)

e tenho dito

Camila Miranda on 15 de agosto de 2009 00:38 disse...

Não dá para aturar um "nóis vai"... Acreditem, já aconteceu comigo!!!!

Como já disseram por aqui: acho que tenho sorte, minha família toda é composta por gente inteligente, que adora ler!!! Sempre fui incentivada a comprar (e a devorar) livros..

Hj em dia Mami precisa me mandar "parar de comprar" estas relíquias cheias de letrinhas... ai ai...

Engenheiro não gosta de ler mesmo não!! Acho que só conheço um que não é analfa, mesmo assim o rapaz foi nerd a vida toda...

Mel on 15 de agosto de 2009 11:04 disse...

Concordo, concordo e concordo.


Mas essa foto, PER-FEI-TA!
Mimijei de rir

Didi Iashin on 15 de agosto de 2009 13:56 disse...

Eu, que participo de algumas cominidades de novelas no Orkut, preciso me segurar para não sair corrigindo as bobagens que o pessoal escreve. Sem contar a irritação que me causa o tal "miguxês". CREDENCRUIZ!!
Eu aprendi a ler com gibis - como quase todo mundo. Depois de alfabetizada, tive a sorte de ter como "tutor" o patrão de minha mãe, que era professor. Eu terminava de fazer as lições da escola e ele, então, lia Monteiro Lobato para mim e me ensinou a não levar "desaforo" (palavra desconhecida) para casa. Então, passei a me divertir com dicionários. Eu leio muito, mas muito, mesmo. Policiais, então, são meu parque de diversões.
E me dói ouvir alguém dizendo: não gosto de ler. Não perco meu tempo com isso. É ogro em estado virgem!
(Ou ogra, também).
Acho que a melhor forma de se escrever bem é ler MUITO.

Leonardo disse...

Já que o post é sobre erros de português, fica uma dica. Na frase "É "Homen", "Chingar" e outras pérolas da língua portuguesa à se perder de vista.", o acento grave foi empregado de forma incorreta. O acento grave deve ser utilizado quando há a crase (crase não é o acento, é o fenômeno do encontro da letra "a" preposição com a letra "a" artigo feminino definido, sendo o acento grave a sinal gráfico que indica tal fenômeno). No caso, só há a preposição. Seria necessário que o "a" estivesse também ligado a um substantivo feminino para justificar o uso do acento grave.

Zingara on 16 de agosto de 2009 11:01 disse...

Sério mesmo que as pessoas aparecem no nosso blog NO DOMINGO para dar explicações dessa natureza? Putz grila.

Heleninha on 16 de agosto de 2009 11:49 disse...

HUAHUAHUAUHAUHAUHAHUAUHAUHAUHAUHAUH TO RINDO ALTO AQUI.
Pior que eu me atrapalho com a crase mesmo.

Ingrid disse...

Leitura e Produção de Textos na grade de Engenharia? Pôxa, bem interessante mesmo, qual faculdade vc faz?
Faço Direito em uma estadual do PR e para minha infelicidade no ano anterior ao meu ingresso, excluíram as aulas de português da grade, uma pena, pq vejo cada uma...

Bel on 17 de agosto de 2009 13:19 disse...

Oi? como assim sem português nas aulas de direito?

Eu também tive aula de "Redação e expressão" no curso de engenharia, pensei que isso era obrigatório pra qualquer curso.

Mas não adianta que 1 semestre não faz milagre, huahaua

Sama disse...

Depois de ler o post e os comentários, vou fazer as minhas considerações:

Sou professora de Língua Portuguesa e o que mais vejo são "pérolas" ortográficas, como o já citado agente (afff), o "com certeza" (já repararam que a maior parte das pessoas não responde mais "sim" ou "não"? É sempre "Com certeza!!!", sem falar nos "ce" e "ci" com cedilha"!!!! Mas me dão cólicas o "seje" e o "esteje"....

Outra coisa: TODO o tipo de leitura é importante para a aquisição de vocabulário, mesmo que sejam os livros infantis/juvenis "bestas". É melhor do que não ler.

Para finalizar: babiih, um dos erros mais comuns (ou equívocos) é dizer que linguísta aceita tudo como correto. NÃO. Escrever "errado" só é válido em situações extremamente informais, como bilhetes para os amigos, por exemplo. O que pode dar ou tirar o crédito de uma pessoa é a maneira como ela escreve e, a não ser que quem lê desconheça o erro, vai pensar que quem escreveu errado é "burro", fato!

Errar é humano, mas estar aberto ao aprendizado é fundamental.

Hilton Neves on 12 de abril de 2012 14:43 disse...

Este artigo cai fácil no grupo dos textos que mais dão margem a comentários farisaicos, encharcados de auto-suficiência ou quase ovina ingenuidade nas reações de apoio.

Ou seja, a maioria das mulheres que vejo na web escreve mal pra caramba e se lança a cobrar freqüentemente dos outros.

Gostam de insinuar que são mais inteligentes que os homens ao mostrar que leram centenas de livros, e... tal quantidade gigantesca só reforça como a absorção delas é pífia.
Ainda mais no que tange à pontuação... Nem Freud dá conta dum trem desses.

Abraço

 

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