sábado, 11 de julho de 2009

Causos de família

Quando eu era criança, ouvi muito um tio dizer: "família é pai, mãe, irmão e olhe lá". Isto nunca saiu da minha cabeça e, ainda que involuntariamente, analiso as sábias palavras dele, já que não posso mais discutir com o próprio o que ele queria dizer, pois ele faleceu em 2005.

Seria tão fácil conviver com pessoas que NÓS nos identificamos, com pessoas que NÓS escolhemos para fazer parte da nossa vida, amarmos de verdade e darmos a nossa vida por elas, caso fosse preciso (exagerei, vai).
Mas não, não podemos e adivinha como acaba a noite? Com aquela sua tia perua-de-morrer perguntando quando, enfim, você vai arrumar um namorado, ou casar, ou o escambau. Sim, porque elas nunca se conformam. Se você não está namorando, perguntam quando você vai desencalhar. Quando desencalha, perguntam daqui a quantos anos vai casar. Casou? Te encherão o saco pra saber quando vem o primeiro filho. Não sei como não perguntam pra quando é o divórcio (não perguntam, mas apostam...)

Já que viver em uma bolha é totalmente inviável, o melhor mesmo é nos divertimos com esses causos! Não vale a pena se stressar porque a mocréia da sua tia fica falando do casamento da filha dela o t-e-m-p-o-i-n-t-e-i-r-o, enquanto você não pega nem gripe há uns 3 anos.

Recebi por e-mail a história da Jocycleide* e gostaria de compartilhá-la com vocês. "Tudo começou na adolescência, eu tinha 15 anos e um gosto musical duvidoso. Apesar da família feliz, das roupas caras, eu sofria. Eu era grunge. O que eu considero um emo do passado. Eu me vestia de preto, usava correntes e era a chacota da família. Sem saber que tipo ser humano eu era, eles me classificavam como gótica e, meu favorito, hippie. Minha mãe brigava comigo, morria de vergonha, e as reuniões de família, que antes eram a alegria da minha genitora, se transformaram em um suplício.
No Natal de 1999, último com minha avó que viria a falecer alguns meses depois, minha família se reuniu na casa da minha pior tia. Lúcia é a mais fofoqueira, a mais asquerosa, a mais desprezível das tias. Assim que cheguei, vestida de preto no Natal (oh, que tragédia), ela começou a circular por toda a casa fazendo comentários a meu respeito. Cochichava com um primo, dava risadinhas com um tio, apontava discretamente meu all star surrado enquanto fofocava com um amigo.
Quando percebi, toda a festa falava de apenas um assunto: EU! Não sei o que se apossou de mim naquela noite, mas foi o melhor dia da minha vida, porque eu comecei a gritar OS PODRES DE CADA UM, no meio da casa de titia, a começar por ela:
"Titia, você odeia 9/10 da sua família e fala mal de todos pelas costas"
"Titia, sua filhinha querida dá para a turminha inteira do colégio há dois anos"
"Titia, seu marido te trai com sua irmã, a Marina. Oi, tia Marina, beleza?"
"Aliás, tia Marina, seu filho engravidou a namorada, beijos"
"Está rindo de que, tio Otávio, depois de corno ficou risonho?"
"E meu adorado primo Fernando, está rindo com seu pai por causa do efeito da maconha, né? Cuidado que vicia"
E assim foi, a ceia ocorreu em silêncio, dois casamentos foram desfeitos naquela noite e eu nunca dormi tão bem na minha vida."

Quer dividir seu causo com a gente? E-mail me: analia@corporativismofeminino.com
*Assim como a identidade da Jocy, a sua também será mantida em segredo.

CF no orkut: clique AQUI!

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Postado por Anália às 00:01

14 comentários:

mulherpolvo on 11 de julho de 2009 08:50 disse...

hahahah

Eu tamb´pem era uma adolescente esquisita. meio hippie,meio grunge, meio maconheira e muito piranha.
Sobrevivi.

Carlinha Said on 11 de julho de 2009 09:13 disse...

eu nunca tive um passado tão agitado...mas nada como mentiras sinceras pra dormir bem no final da noite...

eu concordo: familia é pai, mãe e irmão...restante é parente...

Thais on 11 de julho de 2009 11:00 disse...

ISAUHSAIUHSAISAUHSAIUHSAIASHISAUHIASUHIASUHIUHASIHSAIHIUHSAIUHSISAUHASIUHSAIASUHASIUHSAISAUHSAIUHASIH
to imaginando a cena

Liana on 11 de julho de 2009 12:17 disse...

SENSACIONAL.

as pessoas adoram fofocar dos outros né, pois é muito bom jogar as coisas na caradestas pessoas.

Zingara disse...

HAHAHAAHAHAHAHAH

Um espírito libertador se apossou dela, isso sim!

Drama Queen on 11 de julho de 2009 12:44 disse...

Nessas horas dá até vontade de ter família por perto pra poder aprontar uma dessas *-*

suelen on 11 de julho de 2009 14:21 disse...

isso é que é desabafo kkkkkkkkkkkkkk

.Intense. on 11 de julho de 2009 14:46 disse...

ahuahauhuahhaha
adorei!

=p

Babizinha on 11 de julho de 2009 19:11 disse...

Mas e quando... Pai, mãe e irmão, são melhor separados do que juntos? "/

As vezes, sinto isso aqui em casa. É um omitindo, outro mentindo... Quando pensa que é o bastante, outro aparece para brigar. Enquanto uma se cala (eu).

Bel on 11 de julho de 2009 21:01 disse...

Apesar de um ou outro desentendimento esporadico, sempre pude contar com meus parentes, e vice-versa, não posso reclamar e acho bom tê-los por perto. Ainda mais no meu caso, que não tenho irmãos, sempre fui muito próxima aos meus primos.

tereSafur on 12 de julho de 2009 00:35 disse...

passei por coisas semelhantes na adolescencia, fui grunge e costumava falar na cara o que me incomodava... tem fatos q prefiro apagar rsrsrs

bjoks,

Teresa.

Carol Fonseca on 12 de julho de 2009 21:25 disse...

adorei!!!
minha familia também é assim...

alice disse...

eu prefiro simplesmente me afastar... não falo com quase ninguém da minha família hoje em dia

mas que tascar a verdade na cara dos outros deve ser libertador, ahh isso deve...

Fernanda on 16 de julho de 2009 00:28 disse...

Hahahahahaha, muito da hora! To cascando o bico imaginando a cena! rs

Eu tô precisando de soltar uns podres desses pra família do pai do meu filho, que insiste em querer se meter na minha vida.

 

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