segunda-feira, 22 de junho de 2009

O Sobrenatural e Eu - Parte 2

Muita gente pediu continuação do meu último post, e como ‘causos’ não faltam, resolvi fazer uma segunda parte. Vou contar algumas coisinhas bizarras que já aconteceram ao meu redor, mas já vou avisando: ficou grande! Nem reclamem, hunf.


Caso 1 – Hospital


Aconteceu em abril do ano passado. Minha avó estava internada e minha tia me pediu que levasse algumas coisas para ela. Chegando lá, vovó já estava com vários parentes dentro do quarto, então a enfermeira me pediu para aguardar na sala de espera daquele andar.

Na tal sala tinha um homem com a perna enfaixada e alguns arranhões, aparentemente esperando atendimento, uma recepção com duas atendentes, e só. Eu sentei ao lado do homem e tentei assistir TV, mas ele começou a puxar papo:

Homem: Você está esperando para ser atendida?
Eu: Não, minha avó está internada, vim vê-la. E sua perna, ta doendo muito?
Homem: Agora não mais.
Eu: Sinal de que seu tratamento está funcionando!
Homem: Não exatamente.

Ele disse a última frase com um sorriso irônico no rosto, mas antes que eu pudesse perguntar como ele se machucou, um barulho nos roubou a atenção: duas mulheres chorando no corredor. Elas estavam vindo na direção da recepção, uma delas estava muito abalada e dizia inconformada “Mas ele estava bem hoje de manhã! Eu achei que o acidente não tinha sido tão sério, que no máximo ele perderia a perna. Como eu vou contar isso pra mãe dele?”.

Na hora que ela falou da perna, eu virei assustada para o lado, mas ele não estava mais lá. Olhei para os corredores e não o vi, então corri na recepção e perguntei para uma das moças “para onde o senhor ao meu lado foi?”, a moça cochichou com a outra “não disse! É paciente do Dr. Fulano (psiquiatra)!”, e então pegou na minha mão e falou com todo cuidado do mundo “eu sei que você acredita que estava conversando com alguém, mas na verdade éramos só nós 3 o tempo todo. O Dr. Fulano já deve estar vindo te atender, pode ficar tranqüila” “então eu estava falando sozinha?” e ela fez que sim com a cabeça e disse “sinto muito”.

Tudo bem que ela me confundiu com algum paciente esquizofrênico do tal psiquiatra, eu até podia ter contado direitinho do homem que conversava comigo e tê-la deixado apavorada se arrependendo amargamente de ter aceitado o emprego no turno da noite; mas eu estava ocupada demais ficando feliz pelo cara ter sumido... porque se ele achasse que eu ia dar uma de Melinda Gordon e sair dando recadinhos pra família, estaria muuuuuiiiito enganado!

Caso 2 – Vovó


Isso foi no mesmo dia do caso 1. Depois do episódio na sala de espera, fui ver minha avó, e por mais que ela sempre estivesse doente e ficar internada em hospitais já fosse algo comum, dessa vez tinha algo diferente, eu conseguia sentir, mas não explicar.

Uma de minhas tias ficava o tempo todo no quarto com ela, e então quando ela saiu por uns instantes fiquei finalmente a sós com minha avó. Ela acordou, me reconheceu, perguntou da minha irmã mais velha. Eu brinquei, como fazia desde pequena, com a pele flácida de seu braço, apelidada carinhosamente de “pelanquinhas” pela minha pessoa, e ela falou:

- Aproveita porque é a última vez. E você sabe disso né?
- Sei.
- Eu sei que você sabe.
- Mas como VOCÊ sabe que é a última vez?
- Eu só sei. Seu avô vai ficar muito mal.
- Vai mesmo.
- Vai tranquilizando suas tias, elas não são tão fortes quanto parecem.
- Você só está esperando tia fulana (a única filha que ainda morava com ela e que não se perdoaria se vovó morresse justo quando ela viajou) chegar?
- E dessa noite não passa.

Fiquei mais alguns minutos com ela, falei que era injusto ela morrer antes dos 140 anos (quando eu era criança garanti que ela viveria isso tudo) e pedi desculpas por não ter conseguido levá-la ao Beto Carreiro World (outra promessa de quando eu era criança).

Minha tia que morava com ela chegou ao hospital às 2h da manhã, vovó morreu as 02h30min. Ela só queria se despedir.

Não sei explicar como eu sabia que daquela vez ela morreria. Da mesma forma que ela, eu “só sabia”.


Caso 3 – Não foi o vento



Esse foi uma bobagenzinha, mas me assustou tanto na hora que quero contar.

Eu devia ter uns 11 anos e dividia o quarto com minha irmã. Ela tinha a mania de deixar a porta do quarto sempre fechada quando ela estava lá dentro, e sempre me falava “já que você entrou não custa fechar a porta né!”.

Eu entrei no quarto e, como estava vazio, deixei a porta apenas encostada, a janela do quarto estava fechada. Eu sentei na cama de costas para a porta, então ouvi o barulho dela abrindo, imaginei que minha irmã tivesse entrado, mas não olhei para conferir, aí, na tentativa de imitá-la, falei com toda ignorância que lhe era especial “já que entrou, fecha a porta né!”, A PORTA BATEU COM TUDO e minha irmã não tinha entrado no quarto! Não tinha como ter sido o vento porque a janela estava fechada, o vento vindo do corredor poderia ABRIR a porta, mas fechá-la seria impossível.

O fato é que meu c* travou, eu respirei fundo e saí do quarto.


Caso 4 – De quem é essa mão?


Eu estava no meu quarto deitada com meu namorado, ele tinha acabado de comprar um celular com câmera (ainda não era comum como hoje), e fomos testar a qualidade tirando uma foto nossa.

Nossa posição: Eu estava deitada por cima do braço esquerdo dele e com as duas mãos em seu abdômen, a mão direita dele tiraria a foto.

Para nossa surpresa, saiu uma mão a mais na foto, não só a mão como o braço. Na foto, o braço passava por cima do pescoço dele e a mão chegava no meu pescoço, ficou parecendo que a mão me enforcava. Apesar da qualidade não ser mil maravilhas e a cor da tal mão ser meio escura, não tinha como ser nenhum tipo de sombra, e era uma mão perfeita! Nós não estávamos fantasiando! Ele, que ainda duvidava um pouco das minhas queixas sobre as coisas que vejo, ficou surpreso e depois disso passou a dar mais credibilidade aos meus medos.

Eu queria ter passado a foto pro computador, mas a reação dele foi apagar a foto o mais rápido possível. Pelo menos tenho testemunha!


Caso 5 – Dia de finados


Não aconteceu exatamente comigo, mas presenciei e vale a pena contar.

Dia de finados, eu era criança. Fui com minha mãe e minha tia ao cemitério colocar flores no túmulo do meu tio (aquele que se matou, ou melhor, não se matou, do outro post) chegando lá, começamos a procurar o túmulo e, de repente, minha mãe sai de perto de nós e começa a andar numa direção totalmente oposta de onde estávamos.

Minha tia e eu ficamos observando o que ela iria fazer, e eis que ela para na frente de túmulo, que não era do meu tio, e começa a conversar. Ela não conversava com o túmulo, mas como se alguém estivesse lá em pé na frente dela. Não entendemos nada. Depois alguns minutos minha mãe voltou e não tocou no assunto.

Somente anos mais tarde fui saber, pela minha tia, que ela encontrou um “cara” que a visitava sempre (detalhe que mamis morava em outra cidade), que, inclusive, minha tia já tinha chegado no apto da minha mãe e encontrado ela sentada na cadeira conversando com outra cadeira vazia, e ela alegava ser fulano de tal, que estava enterrado no mesmo cemitério do meu tio, informação que ela adquiriu conversando com o cara, porque nunca tinha visitado o túmulo e nem conheceu o sujeito em vida.

Uma pena minha mãe ter morrido quando eu era tão nova, ela teria me ajudado com alguns desses meus “probleminhas”. Pelo menos eu sei que tenho a quem puxar. Mas ficar fazendo amizade com gente que já morreu e batendo papo como se fosse BFF que eu não vou!


Caso 6 – Natal fora de casa



Esse tem pouco tempo.

Viajei com meu namorado para passar o natal com a família dele, ficamos hospedados na casa de um tio dele. A casa tinha um quintal enorme que para ter acesso tinha que descer uma escadinha. Nesse quintal que estava tendo toda aquela confraternização típica de natal, e nós dois éramos a atenção do local, visto que ninguém me conhecia e fazia tempo que meu namorado não ia até lá.

Essa casa foi o local que mais vi gente que não existe/desencarnados/almas penadas/assombração. Mas, diferente dos outros lugares, lá eu conseguia distinguir quem era de verdade de quem não era, se é que me entendem. Eu grudei no meu namorado, mas não comentei nada sobre o assunto, não queria parecer chata e ficar reclamando.

O problema é que a festinha continuou até anoitecer, e pela noite o número de espíritos (não decidi como chamá-los ainda) aumentava, mas tudo bem enquanto eu estava acompanhado. Só que, para acabar com minha felicidade, meu namorado pede para que eu pegue a câmera digital na mala, que estava láááá no quarto; eu pedi para que ele fosse comigo, mas ele estava empolgado na conversa e pediu para que eu pegasse sozinha, mais uma vez, para não ficar de chata, não quis insistir e fui.

Atravessei o quintal inteiro sozinha, subi as escadinhas, e, para piorar, a casa estava toda escura. Até eu chegar ao quarto e encontrar a luz, eu vi tanta “gente”, que parecia que estavam em festa também. Ninguém falou comigo, mas o que eu senti não tem como explicar, o ar estava denso, tinha uma espécie de energia (ou sei lá o que era aquilo) pesada.

Quando estávamos voltando da viagem, meu namorado começa a me contar “ah, amor, sabe aquela casa que a gente ficou? Morreu tanta gente lá (...), minha tia até tem medo de morar lá e está doida pra mudar (...)”. Quase o matei nesse momento ¬¬, contei tudo pra ele na base de tapas. Não sei se o que aconteceu naquela casa foi alguma tragédia que matou várias pessoas ou é algum tipo de maldição e quem mora lá não vive muito tempo. O que eu sei é que não volto lá nem que me paguem!

Foi, de longe, a pior experiência que tive.




***

Eu escrevi mais dois ‘causos’ só que o texto já está enooorme. Não vou fazer uma “parte 3”, então se alguém tiver curiosidade, me manda um e-mail que conto: dramaqueen@corporativismofeminino.com

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As histórias são todas verdadeiras, pouca gente sabe das coisas que vejo, evito contar justamente porque a maioria não acredita, mas aqui na internet eu não perderia meu tempo (e nem teria essa criatividade) para contar mentiras. Se quiser comentar o post, usa esse tópico
aqui!


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Postado por Yasmin às 00:01

4 comentários:

Dama de Cinzas on 22 de junho de 2009 08:09 disse...

Bem... Eu li tudinho... Sou espírita Kardecista e acredito muito em tudo isso... O que vc tem é uma mediunidade e mediunidade é uma característica/capacidade herdada, naturalmente veio de sua mãe que tb era vidente...

Eu assisto o seriado Medium e amo exatamente por mostrar esse lado que ainda é tão discriminado...

Se quiser me mandar os outros dois casos meu email é damadecinzas@gmail.com

Beijocas

Sabrina Mix on 29 de junho de 2009 18:11 disse...

Menina,

Eu tive uma "visão" assim com minha vó, mas isso foi há muito tempo e nunca mais aconteceu (felizmente!).

Vou escrever um post sobre isso inspirado neste seu.

Beijos, felicidade e sucesso!!!

Ana Carla on 16 de julho de 2009 18:16 disse...

olá!
nossa, vc tem uma mediunidade muito aflorada!
quando eu era pequena, eu tbm tinha "visões", minha mãe me levou em um centro espírita e lá me perguntaram se eu queria ou não esse dom, e eu disse que não queria...
desde aquele dia nunca mais vi nada!

Bruna Belatriz Brasil on 25 de fevereiro de 2010 02:58 disse...

Nossa
Me arrepiei com os "causos". Já frequentei centro espírita, tentando desenvolver minha mediunidade mas aqui em Cascavel o povo fica mais na teoria, não é aquela coisa direta blerghhh!!! Mas o teu dom é muito extraordinário. Se eu não me engano, o famoso médium Divaldo Franco, também vê desencarnados como pessoas normais sem conseguir distingui-los. Meu irmão que é mais teórico e mais aprofundado nisso disse (anteontem!!!!) que esse é o grau de mediunidade pra comunicação mais alto e que as pessoas que o tem não podem trabalhar com muitas pessoas (atendimento em lojas por exemplo) sob o risco de ficarem a margem da sociedade, sendo consideradas loucas. Apesar de seu um tanto terrível, conversar com pessoas que vc nem conhece, eu acho que é melhor do que ser do tipo de médium que vive tendo pressentimentos macabros, revelações em sonhos, vultos e mais vultos a todo mundo. Por outro lado também tenho medo, de ver o que o outro mundo tem. Tenho uma tia que ela já tem a mediunidade um tanto quanto desenvolvida e viu o espírito que anda com meu pai, e disse que de um lado do corpo é uma pessoa normal e do outro lado é tudo seco, como se fosse uma mumia. Morro de medo de ver essas coisas. Mas de qualquer acho que quem recebe o dom da mediunidade tem uma missao com ela e deve cumpri-la. Beijos.

 

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