terça-feira, 16 de junho de 2009

Herrar é umano quando o amor é cego


O amor de Carolina era lindo. Moreno, alto, de sedutores olhos azulados, ela mal podia acreditar. Nunca houvera amor mais bonito e mais completo. Ela sabia disso e repetia a informação para quem quisesse ouvir. Seu amor era puro, ainda jovem, a idade nem importava, o que se destacava era que já sabia o que queria. Ele era estudante, o curso não importava, ele seria o melhor no que fizesse. Com tanta beleza e iniciativa, seu amor seria o melhor de todos os amores consumados e ainda por vir.

A noite de ontem fora incrível, não havia uma pessoa que não percebesse o quão belos eram Carolina e seu amor juntos. Sua mão suava junto a dele, apenas por estar ali, a seu lado. Como ele era galanteador! Na boate, pagou drinks coloridos e rodadas de tequila, durante toda a noite. Carolina não sabia se tanto êxtase se devia ao calor da boate, ao teor alcoólico das bebidas ou ao charme de seu amor. Seus olhos a fuzilavam e a dança por ele conduzida era sensual e envolvente. Suas amigas a invejavam, tinha certeza. Sempre captava seus olhares furtivos a seu amor, o mais precioso.

"Quanta sorte" - ela pensava - "Conseguir um amor tão bom e tão puro quando todas da minha idade estão esperando o que sobrou das outras". Ela estava completa com seu moreno, alto, de olhos azulados. Quando a noite se tornou cansativa, eles saíram em busca de intimidade. Como ele era galanteador! Seu amor abria a porta do carro, retirava o cabelo dos olhos de Carolina com as pontas dos dedos, enquanto sussurrava palavras doces e dóceis. Carolina sequer as ouvia, era apenas absorvida pela atmosfera de carinho que a envolve. Não haveria amor melhor em todo o mundo.

No motel, ele provou mais uma vez ser inigualável. Os dedos que percorreram seus cabelos, mostraram-se hábeis ao percorrer seu corpo nu. Ele sabia o caminho de seu prazer, como o do seu coração. Carolina foi feliz por três vezes naquela noite. Deitou-se relaxada e entregou-se ao sono com a mesma volúpia que havia se entregado ao amor. Na manhã seguinte, já em sua casa, ela recordava com gosto da noite que passou. O Dia dos Namorados nunca fora tão excitante e avassalador. Sentada em seu computador, ela esquecia dos trabalhos por fazer, dos encontros marcados com as amigas solteiras. "Elas que procurem um amor como o meu" - divagava. "Porém, duvido que exista um que se assemelhe".

Nesse clima de felicidade, ela constatou que recebera um novo e-mail. Um e-mail de seu amor! Empolgada e palpitante, ela abriu sua carta apaixonada. Não poderia ser outra coisa, apenas uma carta do amor cativo de seu coração.

Querida Caroline, blz?

Kara, ontem a noite foi muito foda né/
Foi bom pra caralhu te conhecer, vc é especial gata.
Espero que não fique xateada por meu cartao não ter pasado, foi malz heheheheheh
Axei que meu pai tinha pago a conta, mamndei malzão não conferino issu.
Mais relacha, vamo resolver essa parada ainda esas semana vlw? Vamo faze mais amor gostozo esse semana gata.
Me manda teu cel, axu que não anotei o num direito.

bjux Kadu


Carolina desligou o computador e pegou o telefone para ligar para as amigas. Apenas elas saberiam como curar a dor de uma noite das solteiras desesperadas no Dia dos Namorados.

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Besos, besos

Patsy

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Postado por Patsy às 00:00

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