terça-feira, 5 de maio de 2009

O dia em que descobri a pornografia


Veja bem, eu sou filha única de pais católicos apostólicos romanos, que nunca, sequer, me ensinaram que as abelhinhas poderiam encostar nas flores e criar algum tipo de vida. Acredito que a estória da cegonha nunca foi contada em minha casa. Eu, ao menos, não me recordo de nada que porventura me remetesse ao sexo de alguma forma.

Se eu sei que os meninos têm pênis e as meninas têm vagina, devo isso ao filme "Um tira no jardim de infância", mesmo. Quem já assistiu sabe a que me refiro. Porém, meus conhecimentos dos prazeres carnais ou, simplesmente, da reprodução humana foram um mistério até minha idade alcançar os dois dígitos. O treinamento para freira que meus pais deveriam esperar não ocorreu, já que encontrei minhas fontes subversivas no colégio e nas revistas pré-adolescentes.

Porém, nunca tive contato com um filme pornô até meus 21 anos de idade. E aqui faço uma ressalva, já que o filme que assisti não era um vídeo pornográfico, em que o antregador de pizza sem camisa chega a seu destino para entregar o produto, repleto de peperonni. Eu jamais aceitaria um "pega na minha linguiça" naquele juvenil estado de espírito.

Fui a uma festa, muito querida na época, que eventualmente apresentava uma edição erótica. E por isso entende-se: exibição de filmes sensuais, apresentação de sexo quase explícito e músicas libidinosas. Era engraçado pela empolgação alheia e divertido porque o som era bom. Mas acabei sentando para assistir à exibição cinematográfica da noite e fui surpreendida com um filme intitulado "Fist Fucking IV". NUNCA ESQUECEREI. Foi um choque e, quando percebi que o dedo introduzido na mocinha, posicionada de quatro, não parecia ser suficiente, quase infartei. Caso vocês não saibam, fist em inglês, significa punho. Ou seja, o cidadão introduziu quase meio braço na digníssima senhora que estava com suas partes íntimas direcionadas para a tela dicumforça.

O choque existe até hoje. Alguns amigos se espantaram com um vídeo que se popularizou no YouTube, o "Two girls, One cup", mas isso foi fichinha perto do baque do punho alvejador. Até hoje, posso fechar meus olhos e lembrar da cena traumática. Perdi minha virgindade pornográfica com um braço sendo introduzido em uma vagina e isso gera traumas, minha gente.

Depois disso, percebi que iniciei uma série de críticas à pornografia. Mas, nunca tinha "prestigiado" a pornografia para poder maldizê-la. Bom, meu lema sempre foi: para criticar algo, estude o assunto e consiga argumentos válidos. Foi nesse período que percebi que meu flerte com a pornochanchada brasileira era, de fato, uma paixão. Alô-ôu hipocrisia. Ponografia é pornografia, independente do nível de intensidade. Eu apreciava historinhas sexuais com enredo, mas não curtia o pá-pum-pum puro e direto, ou seja, eu só precisava de um blá blá blá para aceitar o videografismo do sexo.

E foi assim que meu preconceito começou a minguar. Até hoje ainda enfrento algumas barreiras "ideológicas", como escatofilias em geral, mas me descobri mais tolerante à sexualidade visual. Até descobri o PornoTube, vejam só! Patsy, a pessoa que fala vagina e pênis, chama "fazer sexo" de "fazer coisinhas" e revela seu apetite carnal dizendo que "quer brincar", consegue assistir a alguns vídeos na internet. E, se eu posso, you can do it!

E você, o que acha da pornografia? Conte para nós na Comunidade do Corporativismo no Orkut! Existe um tópico destinado ao esmiuçamento (mãe, inventei uma palavra?) da pornografia aqui.

Mas se quiser confessar algo muito obscuro, mandar links para downloads de "Dama do Lotação" ou me chamar de depravada, envie um e-mail para patsy@corporativismofeminino.com :)

Besos, besos!

Patsy

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Postado por Patsy às 02:30

1 comentários:

Pan on 11 de março de 2010 11:17 disse...

hahha poxa, adorei. eu descobri com a lucélia santos sendo estuprada, tenso né :p

escrevi mto disso ultimamente e fico feliz de ver seu post, tá lindo ^^

ce viu q o pornhub tem uma parte só pra meninas agora?

 

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