domingo, 17 de maio de 2009

Emagrecer enlouquece


Eu já comentei aqui que eu odeio dietas? Ah, com certeza. Mas apenas por descargo de consciência, esclareço: EU ODEIO DIETAS.

Pode parecer papo de gordo (e é) mas boa comida e boa bebida me trazem uma satisfação quase que sexual. O fato de eu não poder comer tudo o que quero me faz sentir mais vontade ainda.

Dieta envolve sofrimento, privação, frustração e autosabotagem (agoratudojunto). Minha vida é assim mesmo. Mas eu não vim aqui chorar as pitangas não. Vim contar um episódio da minha saga:

Era segunda-feira. Tinha resistido a um final de semana inteiro repleto de pizza, macarrão, panquecas, caixa de bombom e outros absurdos característicos de uma família impiedosa, que não se compadece do único membro que engorda só de olhar para essas coisas, eu.

Por causa disso, eu evitava a cozinha. Fazia as refeições na sala e sempre antes de todo mundo. Quando se entra em regimes medonhos como os que eu fiz, essa é a única opção, afinal, você pensa em comida mais do que em qualquer ocasião e está sempre contando os minutos para a próxima refeição inodora, insossa e de baixa caloria.

Voltando ao momento fatídico...eu já tinha almoçado uma "saborosíssima" refeição composta por muita, MAS MUITA verdura, pouca lentilha e peito de frango grelhado (naquela época eu ainda comia bichinhos) e fiz a burrada de esquecer de repor a garrafinha de água antes do almoço da minha desnaturada família.

Respirei fundo e fui. Já no corredor, calculei friamente minha rota: direto para o filtro, pego a água e saio correndo.

O cheiro que vinha daquela cozinha fazia meu estômago se contorcer, mas eu estava irredutível. Passei pela baleira que fica sobre o microondas, repleta de caramelos. Sobrevivi. Alcancei o filtro...sem copo. Contagem regressiva, me volto para o armário de copos, onde duas prateleiras abaixo estavam as bolachas. Tinha trakinas, waffer, passatempo... Jeová me acode!!

Volto para o filtro e descubro que está sem água. Nessa hora minha boca já tinha salivado tanto que nem sentia mais sede. Mas eu ainda tinha um propósito, minha água, que iria preencher meu estômago enganado por chicletes e tic tacs e aguardava ansiosamente por meia pera (agora sem acento), que seria ingerida daí três horas.

Fingi que nem vi o bolo de fubá com goiabada sobre o fogão e fui direto e reto na geladeira. Sim, eu iria conseguir. Só que eu não contava com uma lata de leite condensado aberta lá, parada, brilhando sob a lâmpada. Parecia sorrir para mim.

Agi rápido. Peguei a lata, corri para o meu quarto e devorei a pobrezinha em segundos. Minha mãe veio atrás, dizendo para eu não fazer aquilo, não jogar todo o esforço fora, mas já era tarde.

Foi uma das melhores sensações da minha vida. Acho que hoje eu sei como corre a adrenalina nas veias de um criminoso (caaaalma gente, eu sou do bem).

Depois desse dia, nunca mais me submeti a uma tortura dessas. Minhas forças se esvaíram naquele leite condensado todo e no enjôo felomenal que se seguiu depois.


E esse foi mais um capítulo da vida da corporativete que sabe bem como vive uma sanfona e gosta tanto, mas tanto de doces, que até seu pseudônimo é melado.


Beijos de alta caloria a todos (porque tudo que é ligth, é sem graça)


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Postado por Mel às 23:29

1 comentários:

Desdhemona on 20 de julho de 2009 01:47 disse...

Esse post me deu muuuuuuita fome.

 

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