quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sapatinho de pão frances

Pra ler ouvindo O caderno.

Desculpas aos que não lembram da infância com os olhos marejados de carinho. Mas eu sou assim, vou fazer o que né ?! Não que ela tenha sido perfeita, mas há muito pra se guardar e relembrar. Não só da minha ou da de vocês, mas observar a infância alheia é uma coisa que me soa bem divertido (tirando a parte de crianças fazendo caquinhas de todos os gêneros, chorando e coisa e tal, essa parte eu prefiro nem lembrar).

Uma amiga me contou que sua filhinha tirava um cochilo toda tarde. Certa vez, receberam visitas em casa, e a criança não fez sua siesta. Quando o pai chegou à noite, perguntou: - O que você fez hoje a tarde querida? A criança respondeu: - Hoje não teve tarde, papai!

São coisas assim, que surgem espontaneamente e nos fazem dar aquele sorrisão de orelha a orelha quando acontecem.

Isso foi algo semelhante ao que aconteceu com meu primo, que assistia Chaves todas as tardes, mas em um dia que passamos à tarde em outras brincadeiras na rua, ele sugeriu assistir chaves em um horário que provavelmente já estava passando Maria do Bairro. Ao ouvir da prima mais velha que não tinha mais Chaves aquele horário, ele bateu o pé no chão e disse: - Mas claro que tem zabel, eu ainda não liguei a TV!!

* Corre a boca pequena, que Fernandinha, ao ser apresentada a um amigo do pai muito gago, perguntou: - Mamãe, por que ele fala com eco?

* Dizem ainda que Heloísa, mãe de Fernandinha, ficou muito brava com a filha, colocando-a de castigo. Depois de algum tempo, a menina pergunta:
- Mãe, quando é que eu vou sair do castigo?
- Ah! Fernanda, eu tô muito zangada com você! Só quando Deus quiser!!!
Passa mais um tempinho, e a criança diz com voz bem grossa:
- Helóíííííísa, aqui é o Deeeeeeus! Eu queeeeeeeeero que você tiiiiiiiira a Fernanda do castigo."

Teve também o dia que minha mãe me levou ao centro da cidade e me comprou um sorvete, e eu quis levar pra comer em casa. (hahahahaa)

Traumatizante mesmo foi descobrir que o pão de açúcar não era um pão doce gigante. Ainda mais quando minha mãe disse: "Vamos ao pão de açúcar". Passamos no supermercado "antes", saímos do supermercado e voltamos pra casa.

Pequena Bel: - Mãe, mas a gente não ia no pão de açúcar?
Mãe: - Sim, já fomos...

Como assim o pão de açúcar não é um pão doce gigante, gente? Isso é a arte de ludibriar uma criança.

Outro dia a pequena Bel começou a comer um pão Frances, mas decidiu ir esculpindo um sapatinho nele. Comeu primeiro o miolo e depois foi tirando delicadamente a casca, de modo que ele ficou no formato de um chinelo rider. Quando terminou, colocou o pão no pé e saí andando pela casa.

Bel era apenas uma pequena artista, não merecia ter levado aquela bronca por desperdiçar comida. (OBS: Entre os parentes, sou zoada até hoje pelo sapatinho de pão frances)

E você, o que nos conta?!

Tem um tópico na nossa comunidade cheinho de pérolas da infância do garelê, eu queria até reunir as melhores nesse post, mas até eu conseguir autorização dessas pessoas ia demorar, então leiam lá!


- Os parágrafos marcados com * são trechos adaptados do livro "Me dá o teu contente que eu te dou o meu", da Cristina Mattoso, que eu super recomendo.

- Malz pelo post maisoumenos, mas tempo tem sido artigo de luxo por aqui!

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Postado por B. às 08:00

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