sábado, 4 de abril de 2009

Quando o sexo é casual?


"Eles flertavam há anos. Ela sempre soube que por trás dos óculos de armação fina dele, se escondia um homem que saberia domá-la. Sua falsa timidez nunca a enganou, mas se era o papel que ele gostava de representar, ela não reclamaria. Ela também usava máscaras. Por muito tempo representou o papel de mocinha indefesa, até passar por uma desilusão e adotar a postura de uma mulher decidida e independente. Logo ela se deparou com as pequenas grandes decisões da vida. Se encontraram, se encararam, se enxergaram. Ele ainda despertava nela aquele calorzinho conhecido, acordava as borboletas adormecidas no estômago e ressuscitava desejos que ela não experimentava com outro homem há muito tempo. Enquanto a beijava, movia suas mãos em movimentos cíclicos por sua cintura, passando por suas costas e chegando ao pescoço. Seu toque era firme, mas delicado. Ela só conseguia pensar em sexo. Com ele."

Esse é o único trecho de um blá blá blá que eu comecei a rabiscar há alguns dias. Mas depois de fantasiar sobre a personalidade da protagonista e suas aventuras sexuais, eu percebi que não sou a pessoa mais indicada para fazer isso. Sexo na minha vida sempre andou de mãos dadas com amor e, agora que o amor se foi, não sei como um se sustenta sem o outro.

Minhas poucas tentativas de encarar com tranquilidade o sexo fora de relacionamentos foram uma grande CILADA. Da primeira vez, eu era novinha e enfrentava um namoro à distância. E quando digo enfrentava, não estou exagerando. Era uma batalha me relacionar com aquele ser, mas deixa pra lá. É tão bonito quando somos inocentes ao ponto de acreditar que uma relação falida pode funcionar, não é mesmo? Mas, um belo dia, o namoro esfriou, as visitas ficaram mais dispersas, a saudade foi virando esquecimento e, de repente, veio a libido. Opa, o que eu faço?

Não hesitei em dividir estes temores com um amigo que passava por uma situação similar. E, como acontece nos desenhos em quadrinhos, nos olhamos e uma lâmpada acendeu no topo de nossas cabeças. Naquela noite eu ganhei um sex buddy, dois meses depois eu ganhei um problema: me apaixonei. E me ferrei, porque é minha sina - aaai, como sofro.

Em outra ocasião, eu bebi a vida e achei justo jogar todo o meu charme para um amigo. Por esporte, sabe? Mas, o dedinho que é podre para namorados é ótimo para peguetes. Portanto, sem fazer o menor esforço, fui conduzida à residência do querido amigo para uma noite - ou quase manhã, já era bem tarde - de sexo descompromissado. Resultado? Uma ressaca moral enorme. Ele tinha uma namorada e estava tentando se resolver com ela, para isso estavam dando um tempo. E eu conhecia ela. E eu tinha dado conselhos. E eu tinha oferecido o ombro para ouvir os problemas do relacionamento. E eu tinha pedido pra ele puxar meu cabelo com mais força. E eu tinha pedido pra ele me dizer o que gostaria que eu fizesse. E eu tinha tocado ele em lugares que amigos não deveriam ter contato.

Porém, o melhor sexo da minha vida foi com uma pessoa completamente aleatória. Um conhecido com um olhar tímido e um sorriso malicioso. É nele que penso quando tento rabiscar meu pseudo conto sobre as aventuras sexuais de uma personagem ainda desconhecida. E ele não ganhou o posto de "MELHOR SEXO EVER" por ter o maior pênis ou falar mais sacanagens na cama. Ele me levou à loucura com os pequenos detalhes e, aaah meus amigos, os pequenos detalhes são os pontos essenciais. Aquele jeito de me olhar no fundo dos olhos enquanto fazia o serviço, barra qualquer estocada frenética, juro. Ele não é relationship material, mas faço questão de sua presença como personagem da saga de minha solteirice. Já que é um caminho a ser percorrido, que seja divertido ao menos, não?

E quanto ao sexo casual, eu compro a idéia, desde que obedeça à minha noção de casualidade. Se não houver um pingo de intimidade e existir excesso de álcool, estou fora. Agradeço a tentativa, mas vai ficar para uma próxima. Cada um tem seu limite e ser uma mocinha bem resolvida nos anos 2000 não significa dar para qualquer um. Buscar o prazer é absolutamente natural e, eu até diria, necessário. Mas, como última romântica que sou, mesmo após os baques da vida, acredito que sexo com amor ainda é a minha combinação perfeita. Já sexo de coelho, pá pá pá bum gozei acabou, só se for com um rabbit.

Para me dar dicas de vibradores eficientes, links para download do Kama Sutra completo e sites de namoro virtual, mande um e-mail para patsy@corporativismofeminino.com

E o que você acha de sexo casual? Qual a sua noção de casual? Comente aqui na comunidade conosco ;)

Besos, besos!

Patsy

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Postado por Patsy às 00:00

1 comentários:

sergio on 10 de julho de 2012 14:49 disse...

Tenha 514 canais em sua casa www.tvdigitalnopc.com.br

 

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