quinta-feira, 9 de abril de 2009

Páscoa Macabra OU Acho que vou vomitar...

Eu tinha um mísero dígito na idade quando fiquei cara-a-cara com um embrião humano. Era aula de ciências e, agora, com uma mente mais maliciosa experiente percebo que os embriões poderiam bem ser os filhos daquelas freiras! Isso não vem ao acaso. O fato é que o feto (sintam a musicalidade!) olhou para mim, com sua pele esbranquiçada e quase amarelada no formol.

Havia muitos embriões, de pouquíssimos meses e outros de formação mais avançada. Percebendo-se o desenvolvimento dos membros e o cérebro avantajado. Aquela visão me deixou nauseada o resto do dia.

Na época era Páscoa, logo a posição oval e a coloração dos fetos me fizeram asssociá-los a um ovo de Páscoa Laka nº15, outro poderia bem ser o nº20 e foi assim que se deu meu trauma com ovos de chocolate branco.

Naquela semana abriríamos os ovos de Páscoa e eu, tolamente, não havia mencionado que comeria até ovo de BOSTA, mas JAMAIS um de chocolate branco. Como Murphy ama pobre-coitadas como eu, minha mãe me presenteou com um enorme embrião, digo, um ovo de páscoa laka de nº100 mil, enorme, quase uma criança-feto de 1 ano.

Eu olho para o ovo, ele olha para mim e vomito no tapete da sala de estar. Só não girei o pescoço a la Regan McNeil (menina do filme O Exorcista), mas cheguei muito perto.

Anos passaram, o tapete foi trocado, a casa também e eu havia ganhado mais um dígito à idade e o desejo ignóbil por meninos. Era meu primeiro namoradinho. Passaríamos a primeira data comemorativa juntos: A PÁSCOA.

Ótima oportunidade para presentear o MEU NAMORADO! Lindo, belo, maravilhoso, wonderful SE eu fosse sagaz com os homens. Mas não era. Era novata. Agradando sem medir forças ou analisar MERECIMENTO. E foi aí que Jorge, este é o nome real da criatura, me provou da forma mais cruel que HOMEM MERECE DESPREZO.

Lá estava eu na minha bike vermelha, indo à sua residência que era bem distante da minha. Pus o ovo na sacolinha e acoplei-o no guidão (havia comprado o maior ovo das Lojas Americanas). De repente, um carro surge do nada quando estou atravessando a rua. O susto me fez cair e espatifar o maravilhoso ovo no chão. Eu estava ensaguentada, mas lamentava o ovo destroçado. Chorei. Não porque os joelhos e cotovelos estivessem sangrando, mas pelo ovo. O bendito ovo do meu príncipe encantado.

Pensei "Tudo bem. A intenção é o que vale!". Continuei a jornada, dessa vez com o ovo esmigalhado dentro do saco.

Jorge me recebeu com admiração, talvez susto. Hoje, mais maliciosa experiente, sei que o espanto do rapazola poderia ser em decorrência do MEDO de um possível flagra dele com outra. Mas eu era café-com-leite, não sabia das artimanhas e ATÉ estava ali toda esborrachada para agradar UM HOMEM. Vejam vocês!

Jorge não ficou com pena dos meus cortes, na verdade, ficou furioso quando viu seu chocolate espatifado. Disse que não me daria um, já que eu havia quebrado o dele. Assim a Páscoa cumpriu sua profecia: A náusea veio mais uma vez e eu não consegui comer ovos de páscoa, dessa vez nem preto, azul ou amarelo. E foi assim que se deu meu trauma em ser uma mulher dedicadinha a um homem.


Contem-me seus traumas pascoais, sim?

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Postado por Sarita às 00:04

1 comentários:

Queen T. on 9 de abril de 2009 11:01 disse...

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
mesmo depois de quase 3 décadas tentando convencer o povo aqui de casa que eu NÃO GOSTO D CHOCOLATE sempre vem alguém tentando, nem me dar o chocolate, eles vão tentando fazer comer mesmo... essa pascoa n to p brincadeira... vou dar um fight em quem quiser me empurrar BLEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERGHT

bjoks, boa pascoa, muitas cenouras, 0 chocolate,

Tessa.

 

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