quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mulher à venda, aceitamos cheque pré!

Que as propagandas publicitárias usam a mulher como chamariz para a venda de seus produtos, isso ninguém tem dúvida. A cerveja é campeã nesta abordagem, porém até um produto estritamente feminino, precisamente o absorvente intimus gel, se valeu de tal tática para vender. O comercial mostrava homens olhando para a bunda de uma mulher. A propaganda do absorvente tinha a intenção de alertar à consumidora: "Use intimus gel e, certamente, eles olharão para sua bunda".

[1] Propaganda da Skol, onde sereias mergulham num mar da cerveja.
[2] Homens olham a bunda da mulher que usa intimus gel.




Fora das telas, há a abordagem corpo-a-corpo, vejamos onde estão alguns deles:

NO SHOPPING
É muito comum uma vendedora de roupas simular interesse pelo seu cliente para empurrá-lo produtos. Algumas chegam a paquerar descaradamente, no desejo de induzir o homem-babão à compra. Se você for homem e estiver lendo isso, responda-me: Você já caiu numa dessa, achando que estava abafando? (Duvido que digam que "caíram", mas vale tentar arrancar a honestidade deles).

Condenar a postura dessas mulheres para venderem é fácil, talvez algumas de nós não precisem pagar um aluguel. Essa, talvez, seja uma prostituição sorrateira que ocorre nos grandes centros comerciais. Sorrisos e insinuações estão longe de ferir a dignidade de alguém. E de quem é a culpa? Do homem que cai feito um patinho e garante uma comissão gorda à vendedora, induzindo-a a usar a mesma tática mês que vem?

NO BAR
O Hooters é um restaurante/bar oriundo dos EUA que chegou ao Brasil por volta de 2002, em São Paulo. As garçonetes devidamente equilibradas em patins, exibem micro-short e top ao atenderem seus clientes. A novidade chegou em Brasília, num dos shoppings mais high society da cidade e não raro encontramos homens admirando frangos-assados as garçonetes pela vidraça. Tudo bem, olhar não arranca pedaço. A culpa é de quem? Das mulheres que precisam ter um salário ou dos homens que estão famintos e anseiam aos frangos-assados da vitrine?



Protesto Feminista nos EUA, a mulher, propositadamente de aparência
desleixada (para denegrir a intenção) exibe cartaz "Women are not for decoration".

NO BANCO
Na Rússia, um banco decidiu contratar strippers-mulheres para atrair novos clientes. A culpa é de quem? Da crise econômica que deixou todo mundo para baixo, literalmente, e precisam de uma mãozinha básica?


Strip-tease no caixa eletrônico, que tal?

NO LAVA-JATO
No entorno do Distrito Federal, um comerciante que mantinha um lava-jato foi indiciado por, segundo denúncias, induzir meninas à prostituição. O dono do estabelecimento empregava garotas para lavar carros, vestindo camisa branca de malha sem sutiã e um short também branco. O que posso dizer mais? Sim, elas ficavam semi-nuas enquanto ensaboavam o carro do cliente. O que rendia ao comerciante uma bagatela considerável de lucro com a ideia. De quem é a culpa? Do capitalismo selvagem?

Flanelinha molhadinha: Tio, cadê a mangueira?

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR!
- Quem é o culpado pela abordagem MULHER-PRODUTO:
1. Dos homens que consomem produtos onde as mulheres estão em destaque?
2. Das mulheres que vendem sua imagem/intimidade?
- Quantos homens voltarão ao blog com o intuito de encontrar MAIS fotos no estilo acima?

Apontar um culpado e procurar uma solução cabível sem parecer antiquada ou feminista é quase impossível. A emancipação da mulher trouxe-nos jornadas intensas de trabalho, dentro e fora de casa, bem como a nossa exposição demasiada, sem fronteiras e repleta de vulgaridade.

Para leitura: Seduzir Clientes, Oliveira, Vanessa de; Toigo, Reinaldo Bim. O livro ensina as estratégias de uma garota de programa para conquistar e fidelizar seus clientes e aplicá-las em seu próprio negócio.

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Postado por Sarita às 00:04

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