segunda-feira, 9 de março de 2009

O drama das formigas solteiras

Opa, fiquei solteira, e agora?

É uma pena, mas relacionamentos não têm prazo de validade como os biscoitinhos no mercado. Já falamos tanto disso por aqui, mas acho que nunca é demais. Quando chega esse momento e eu cheguei há algumas semanas, você perde o rumo. Mas quando acaba a fase de luto e sofrimento, você pensa: e agora? Procuro um novo amor, fico quieta no meu canto, saio pegando geral, ou bebo uma cerveja antes do almoço pra ficar pensando melhor? Conversei horrores com muitas pessoas e a conclusão óbvia a que cheguei é que não existe fórmula. Mas eu vou te mostrar como cada opção pode ser agradável:

Procurar um novo amor:
Não significa sair por aí perguntando para poste se ele está interessado em uma relação estável. De forma alguma. Procurar um novo amor é se abrir para as possibilidades. É evitar o trauma, o bloqueio que pode ocorrer após um término. Se você dá uma chance para conhecer pessoas novas, passa pelo momento de estresse com mais facilidade. Flertar é tão bom nessas horas.

Situação:
Diana teve um relacionamento com Carlos por 5 anos. Quando eles terminaram, Carlos levou os cachorros da "família", todos os CD's e urinou nos sapatos de Diana. Ela se permitiu sair para dançar com uma amiga, para curar as dores do coração. Como seus sapatos estavam inutilizados, usou um da amiga, dois números maiores. Resultado: tropeçou em Gabriel que, após outras esbarradas pela noite, tornou-se seu namorado. Hoje moram juntos.

Fico quieta no meu canto:
Ter um momento de reflexão e epifania é necessário. Você pode adiar isso o quanto quiser, mas esta é uma fase inevitável do pós-término. Porém, se você opta por ela logo após o baque, as chances de decidir de fato o que fazer com sua vida são maiores. Ótima para pessoas racionais e centradas. Ou seja, péssimo para mim.

Situação:
Marcelo conheceu Aline após separar-se drasticamente de Cris. Marcelo pediu pro mundo parar e ele poder descer, se matriculou em um curso de Impostação Vocal em uma oficina pseudo-cult e se apaixonou por sua parceira de treinos. Ele e Aline estão muito bem, obrigada. O gato, Almodóvar, também.

Pegar geral:
Veja bem, pegar geral no nível de mocinhas do Corporativismo Feminino não é sair dando para qualquer um por aí não. É possível galinhar com estilo sim, considero uma arte até. Achou gatcheeenho? Pegue. Desenvolva sua auto-estima, pegue tudo o que o ex destruiu e reconstrua. Sozinha. Isso é até um plano de vingança. Quer fazer sexo? Faça. Não com um aleatório, mas com alguém que despertou algo em você, aquele bichinho lá dentro que estava adormecido.

Situação:
Laura foi abandonada por Gustavo e tentou se ocupar. Pegou Rafael, um amigo que sempre teve um tchã-nã-nã, saiu pra dançar e esbarrou num gatchenho de longe, deu uns beijos e foi ser feliz. Ligou o radar, aceitou a solteirice mais rápido e conheceu rapazes interessantes. Permanece solteira, mas feliz e cheia de interessados em relacionamentos duradouros.

Beber uma cerveja antes do almoço pra ficar pensando melhor:
Sim, beba. O álcool é o melhor companheiro da fossa. Sempre. Amigos, conversas, abraços, conselhos, são figuração. Sente na mesa de bar com todos estes belos adereços ao seu redor e faça da jaca sua pantufa por tempo DETERMINADO. Alcoolismo não vai aumentar suas chances de sair da merda, fica a dica.

Situação: Vou contar não, é minha e vergonhosa. Só digo que bebi por 3 semanas inteiras. E parei.

E é assim que funciona, você tem que deixar as coisas fluírem, mas da sua forma. Eu, por exemplo, consegui me identificar com um detalhe da psicanálise, o modelo de Reversão, e me fez muito bem. É, eu sou a louca que depois de sofrer e amargar a dor de ter o coração despedaçado como bolachinhas de água e sal, tenta de tudo para entender o que se passa. Sou a porta-bandeira de uma escola de samba levando seu estandarte para ser abençoado na igreja católica e na umbanda.

De qualquer forma, encontrei na Reversão uma explicação que me acalenta o coração. É como a famosa imagem das formigas de Escher. A gente está nesse buraco sem fundo que é a existência e tem sempre um novo desejo, uma ânsia. Mas ele passa e depois chega outro para ocupar esse vazio. E depois outro. E mais outro. E outro... e nunca acaba.

Eu sei que sou uma formiguinha condenada a passar por altos e baixos até o fim dos tempos, mas agora eu cheguei no ponto neutro: a indiferença. Eu não sei o que está por vir, mas sei que quero o desafio. Quero mais, sempre mais. O que vier está valendo, que o novo ciclo se inicie. Droga, eu sou humana.
Darwin disse que "o homem que tem coragem de desperdiçar uma hora de seu tempo não descobriu o valor da vida". Então, vai duvidar? Eu não. Eu vou ser feliz (ou não) ali e já volto. Vou viver.

Para mandar eu parar de filosofar ou perguntar o que eu estou fazendo agora que parei de beber, mande um e-mail para patsy@corporativismofeminino.com

E essa conversa termina lá no Orkut. Divida suas idéias com a gente, mesmo, responda Como você faz para dar a volta por cima?

Besos, besos

Patsy

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Postado por Patsy às 01:00

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