quarta-feira, 25 de março de 2009

É dos nerds que elas gostam mais (?) - Parte I

Desde cedo a vida tentou ensinar a pequena Livie Loo que nerds não são uma boa alternativa. A primeira decepção veio quando ela fechou os olhos e descobriu um sapo em suas mãos. “Mas Herbert é apenas um anfíbio inofensivo” - dizia Luke, enquanto Livie Loo gritava. Então Livie Loo concluiu que garotos que batizavam sapos de Herbert nunca deveriam ser uma opção.

Anos depois, Livie se apaixonou por um praticante de RPG. A princípio, Livie pensou que se tratava daquela fisioterapia que sua tia Mary Loo fazia. “As sessões de RPG me custam os olhos da cara, mas fazem um bem danado” – dizia sua tia. Até que um dia, entre o grupo de amigos de seu namorado, ela foi reconhecida como Rainha Malvakiana. Não preciso dizer que Livie Loo abdicou da realeza muito em breve.

Logo depois viria aquele que lhe escreveria um algoritmo para lhe declarar todo seu amor, e mais tarde, também traduziria para a linguagem Java script e lhe entregaria em um belo cartão com o tema do filme Matrix. Livie Loo não entendia direito porque ele sempre pedia para era entrar em loop infinito durante o sexo.
Programadores também não eram muito normais, pensou Livie.

Teve também aquele com o símbolo do Star Wars tatuado em uma parte do corpo. Livie nunca se incomodou com a tatuagem, pensou que tudo ficaria bem depois que ela conseguiu convencê-lo a tirar as mãos do bolso enquanto a beijava. E ficou, por um tempo. Depois que a intimidade se acentuou, Livie Loo começou achar estranho quando durante o sexo, ele dizia “chupa” e “meu sabre de luz” na mesma frase. Além do que, ele insistia em escrever frases de amor como se fosse o mestre Yoda: “Iniciado, meu amor por você está...”

A cada novo caso, pelos motivos citados aqui, e por outros, Livie prometia para si mesma desistir dos nerds. O nerd Jedi foi um grande marco nessa decisão, Livie estava convencida que nerds não eram uma boa alternativa – cedo ou tarde eles se revelavam uma péssima escolha.

Livie já passara dos 20, e agora era uma moça bem resolvida mentira que não queria saber de nerds. Mas...

Desde o começo da faculdade, Livie observa aquele garoto de 1,80m na primeira fila, com sua barba por fazer, sua voz rouca e seu olhar profundo, Livie ainda nada sabe sobre ele, mas já alimenta uma paixão platônica.

Algum tempos depois, Livie percebe que em 3 meses, ele apareceu na faculdade com 3 notebooks diferentes. Ela tenta ignorar o fato, ele não pode ser um nerd maníaco por computadores. Um dos notebooks tinha 7 polegadas, totalmente portátil, outro era de 15 polegadas (faz sentido não? Ela pensava – um é portátil e o outro tem um tamanho decente). O terceiro pertencia a empresa na qual ele trabalhava.
Livie se convenceu de que não havia nada errado no fato ele possuir 3 notebooks, nada errado, absolutamente.

Mas a veio a realizada, e Livie quis morrer ao perceber que seu amante platônico colecionava aqueles quadrinhos que são lidos de trás pra frente. Certo dia também o flagrou em uma discussão sobre downloads de anime. Pra completar, a portadora de tosse alérgica que Livie era, ainda descobriu que ele fumava. Blergg - pensava LivLoo.

Ela tentara se convencer de que ele não era uma boa alternativa, Livie se esforçava, estava até de rolinho com outro colega engomadinho de sua sala, mas quando seu príncipe fumante de barba por fazer e tênis de trekking aparecia com um “Hey, Livie..”, ela sentia aquele frio da espinha. O mesmo frio que sentia ao ver o amigo do sapo Herbert, o Rei Malvakiano, o aspirante de Bill Gates e o trainee de Mestre Yoda.

Livie Loo não aprendia. Livie Loo nunca ia aprender.

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Postado por B. às 01:35

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