quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Eu googleio, você googleia, nós googleamos...

(home page do uol de maio de 1998)

*fugindo do tema mulherzinha, desculpaê!

Minha vida virtual começou em 1998, o plano de Internet discada que eu finalmente consegui fazer com que meus pais contratassem era fornecido pelo uol, custava algo em torno de R$ 12,00, e me dava direito a incríveis 4 horas mensais de acesso à Internet.

Era praticamente o milagre da multiplicação se virar o mês inteiro com 4 horas de Internet – ainda mais considerando a lentidão de uma Internet discada em um modem 14kbps.

Naquela época não existiam as redes sociais, o mais parecido que tínhamos eram os fóruns, que prevalecem até hoje. Mas a coisa felizmente foi evoluindo: Internet Grátis (saudoso IG e seu fofo cachorrinho!), Bate-papo, ICQ, MSN, blogs, fotoblog, o famigerado Google e por fim, as redes sociais.

Passei muito tempo tendo minha vida como um livro aberto na Internet. Assinava em fóruns com meu nome completo, mantinha meu nome completo nos meus blogs, entre outras informações, como idade, e-mail, MSN. Ok, nunca fui tão ingênua de colocar endereço e telefone, mas não precisou disso pra que certa vez me sentisse com a privacidade invadida.

Um sujeito que eu conheci virtualmente não-lembro-como (provavelmente em algum fórum que eu participava) simplesmente levantou a TODA FICHA DA MINHA VIDA pela Internet. Ele começou pesquisando pelo login de e-mail, e isso levou até meus blogs, CADA UM ELES, ELE ACHOU, confesso, que alguns, não sei como ele achou, nem eu lembrava que existiam! Com infomações conseguidas assim, foi possível que ele identificasse onde eu estudava, trabalhava, entre outras informações.

E em uma conversa de MSN, de repente o sujeito começou a dizer coisas sobre mim, coisas que nunca tinha dito a ele antes. Ele não fez qualquer ameaça, mas não tem como não se sentir ameaçada depois de perceber que alguém deu ao trabalho de vasculhar toda sua vida.

Foi aí que minha ficha caiu: Eu sou uma anta virtual! Se esse cara for do mal, ele tem poder pra foder comigo bonito – ele pode ir na porta da minha faculdade me seqüestrar, se quiser. Ele pode ligar onde trabalho e falar coisas sobre mim, ele pode me chantagear. "Puta que o pariu, eu to fodida né? Ele vai vender meus órgãos! Vou acordar em uma banheira de qualquer pocilga com 8 cubos de gelo no lugar do rim esquerdo!"

E o pior! Eu pouco sabia sobre ele, não adiantava googlear o login de e-mail dele, eu nada encontrava! Felizmente não era alguém com más intenções e não usou nada contra mim, mas isso serviu pra que eu largasse de ser uma toupeira virtual.

Desde então, tenho trabalhado pra me tornar uma pessoa um pouco mais anônima, o MSN que eu usava na época tinha meu sobrenome e já estava altamente googleável, parei de usar imediatamente, não uso mais meu nome completo em cadastro nenhum, meu orkut não revela nada mais do que futilidades sobre mim, e procuro não postar nos meus blogs informações como local de trabalho, faculdade etc.

E o outro lado da moeda? Eu também googleio. Eu googleio nome de conhecidos, procuro no orkut, e confesso, quando eu tinha que fazer seleção de funcionários na empresa, eu googleava o nome de cada candidato antes de chamar pra entrevista, além de procurar no orkut e analisar friamente cada perfil.

Esse post é mais um alerta, pra pensar no quanto a virtualidade pode nos deixar vulneráveis, felizmente eu percebi isso antes de perder um rim, mas poderia ter sido diferente.

Então, tenha cuidado, o próximo googleado pode ser você.

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Postado por B. às 00:09

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