quarta-feira, 10 de junho de 2009

Se o meu cartão de crédito falasse..


Tenho que contar pra vocês, foi uma vitória ter chegado aqui. Ela realmente nunca deu bola para cartões de créditos, alguns de meus amigos foram enviados a ela (sem a sua solicitação), e ela os quebrou, lançou-os no lixo, sem titubear. Confesso, senti muito medo, mas felizmente, hoje estou aqui.

Tive sorte, pois já fazia meses que ela observava algumas promoções na internet, que ofereciam descontos e condições fantásticas para pagamento com um de nós, (sem querer me gabar, claro) além de ter alimentado desejos por objetos de lojas virtuais internacionais: não tinha escapatória, ou ela nos aceitava ou se limitaria as compras nacionais eternamente.

Foi então que nosso banco entrou em contato com ela, oferecendo anuidade grátis e um ótimo limite. Ah, tenho que dizer, eu detesto ser rebaixado com anuidade grátis! Sou o instrumento de compras fugazes e fúteis, o salvador do saldo negativo, forneço excelentes condições de pagamento, sou internacional e ainda se recusam a pagar a minha mísera anuidade? Faça-me o favor, nossa classe está muito desvalorizada, sinceramente. Onde está o reconhecimento de nossa importância?

Mas foi por conta da anuidade grátis que ela me solicitou (Essa mão de vaca!), ainda desconfiando de minha índole, fez questão de ler todas as letras miúdas do contrato, e ter ciência de todas as minhas taxas. Senti-me praticamente um nada! Estava claro, ela me queria, mas não confiava em mim, só assinou a minha adoção depois de muita resistência (apesar da anuidade grátis, essa mão de vaca!).

Cheguei. Lindo e loiro! (Loiro sim, pois sou Gold, mas nem assim me oferecem anuidade...vida de cão cartão!) e só depois disso me senti um pouco menos desprezado, já que ela foi correndo me desbloquear (Ufa, eu já não agüentava mais), e no meu primeiro mês em suas mãos, fez muitas compras comigo. Agora nas vésperas de Natal então? Ela realmente não seria absolutamente nada sem mim. NADA!

Na verdade, eu sabia. Eu sempre soube, ela sempre me quis, sempre!

Alguns meses depois, já me sinto bem melhor, já me sinto assim, mais humano, vocês entendem, né? Mas mesmo assim, sou tão só. Sou eu o único encarregado de pagar todas as compras, não tenho um amigo sequer! Fico o dia todo solitário nessa carteira (Quer dizer, tem o cartão de débito e o vale refeição, mas sinceramente? prefiro não me misturar com essa gente).
Definitivamente, minha única alegria são os passeios no fim de semana.

Mas é obvio que essa mão de vaca nunca vai solicitar ao banco um companheiro pra mim, tudo porque se recusa a pagar a anuidade.

Verdade seja dita, não é todo dia que cartões como eu são oferecidos por aí com anuidade grátis, né? Não são todos que se sujeitam a isso. Ela teve muita sorte, muita sorte.


Ass:. Mastercard - Presidente interino da Carteira Rosa

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Postado por B. às 01:20

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