sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Aventuras de Uma Nerd ao Som de Exaltasamba

*Já postei esse texto no meu blog, um tempo atrás. Porém, o reli essa semana e cheguei à conclusão de que se encaixa como uma joselitagem - e das grandes. Por isso, divido aqui com vocês a experiência de uma nerd decidida a conhecer a festa mais famosa do Brasil.

Meu lindo Carnaval.

Eu vou ficar em casa e assistir O Senhor dos Anéis. Eu vou ficar em casa e assistir O Senhor dos Anéis. Eu vou ficar em casa e assistir O Senhor dos Anéis.
Então, depois de esperar quase 30 minutos na fila, eu e mais três amigas fomos desfrutar do famoso Carnaval.
Na verdade, nunca gostei muito dessa festa. Sempre arranjei desculpas pra não ir, livros, acampamentos, trabalhos e etc. E nesse não teria sido diferente, não fosse o fato de que minha própria mãe disse que se eu não fosse, estaria perdendo o melhor dos meus 17 anos. Ok, mãe.
Não é que eu não goste de festas, eu até gosto. Mas carnaval me lembra gente suada, bêbada e fedida. Meninas de barriga de fora gritando "beber, cair e levantar" e exibindo seus traseiros em shortinhos minúsculos, como se exibissem troféus internacionais. Fora as competições de quem dança mais vulgarmente, seja se esfregando em outros caras ou outras meninas.
Entramos na festa, que estava lotada de gente de todos os tipos. Dançamos, grudamos no trenzinho, nos livramos de bêbados e tarados de plantão. Lá pelas duas da manhã, eu já não agüentava com meus pés (céus, quantos anos eu tenho?). Sentei um pouco com uma amiga também esbaforida. Outras meninas que tinham se juntado a nós, continuaram dançando com o grupo. Ficamos lá mais ou menos 15 minutos, até que resolvemos voltar para o calor infernal que fazia lá dentro. Quase as três da manhã, eu já estava de saco cheio de ouvir "Berimbau metalizado" e "O Araketu, Araketu quando toca, deixa todo mundo pulando que nem pipoca". Continuei me mexendo, sem o ânimo do começo, tomei dois goles de água e senti tudo girar. Tonta, só deu tempo de chamar uma amiga e dizer "Estou passando mal". Ela me levou ao banheiro, sentei, e pluft.

Tudo que lembro foi que acordei deitada, com mais ou menos 30 mulheres em volta de mim, algumas amigas desesperadas, gente me trazendo água, refrigerante, gente querendo tirar minha roupa (não me pergunte o porquê), gente querendo me molhar, e minhas amigas gritando "Ela não tá bêbada, ela não bebeu, é sério!". Depois de tudo aquilo, me levaram pra farmácia, onde mediram a minha pressão e constataram que estava baixíssima. Aí viemos pra casa. 3:45 da manhã, as meninas me forçando a comer mortadela (argh), e sal, enquanto ouvíamos a banda tocar no clube.
Então elas voltaram pra festa, e eu fui dormir.

Mas ainda não acabou. Às quatro e meia, minha mãe chegou desesperada (ela não mora comigo), fez uma sopa de coisas verdes, me fez engolir um pote de sal e ainda me deu um sermão de uma hora sobre os males do vegetarianismo.
Como acabou meu carnaval? Metade das pessoas que me viram na festa devem achar que eu estava bêbada, e a outra metade, que eu tenho anorexia ou alguma coisa desse tipo. Fui proibida de não comer carne, recebi várias ligações de amigos pedindo se eu tive convulsão (hahaha) e minha vó, que é religiosa assumida, quase teve um surto de felicidade ao saber que a festa do diabo só deu problemas.

E sabe o que é pior?
Eu nem cheguei a tempo de assistir o final de O Senhor dos Anéis.

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Postado por C. K. às 11:07

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