segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O dia em que dei o troco.




Ele era lindo, provavelmente o que mais chamava atenção na festa. Começamos com aquela coisa básica de trocar olhares, e cá pra nós, é muito gostoso isso de flertar. Não demorou muito para estarmos nos amassos no estacionamento. Ok, tudo foi muito bom, muito gostoso, e eu seguindo aquela velha regrinha de não dar no primeiro encontro, e aquilo tecnicamente nem era um encontro!

O problema é que o sujeito não conseguia ser só safado, ele tinha que ser canalha! Logo nesse dia ele me disse que me achou linda, que eu era o sonho de consumo dele, que ele queria uma namorada daquele jeito e blábláblá. Eu só pensava “Cala boca, porra! Eu não quero namorado.”

O primeiro “encontro” passou, trocamos telefones, ele fez questão de me ligar todos os dias, mais de uma vez por dia, até eu estar disponível pra sair com ele. Depois de toda a melação dele, eu comecei a me esforçar pra retribuir. Nós saímos, mais amassos.. e muita, muita conversa. Ele parecia bacana, sincero e coisa e tal.

O sujeito (vamos chamar de B) continuou me ligando todo dia, dizendo que adorou minha companhia, que queria me ver de novo. Bom, eu já estava conseguindo retribuir, estava até mesmo pensando em considerar um relacionamento com ele, não tinha nada a perder mesmo.

Saímos de novo, terceiro “encontro”, uebaa! Minha intenção inicial ficando com ele, era ter uma noite maravilhosa de sexo, e terceiro encontro é terceiro encontro! Finalmente rolou e foi melhor do que eu esperava. Fiquei nas nuvens.

B me ligou no dia seguinte, e no outro. E então não ligou mais. Como boa orgulhosa que sou, também não liguei.

Cerca de uma semana depois, quem eu encontro no shopping? B! Falei normalmente com ele, ele falou que estava com saudade, aí uma moça apareceu. Ele me apresentou como sua namorada. Eu me fiz de amiga e falei “olha só, já está namorando hein, B”, e a moça comentou “já namoramos há 2 anos”. Ele quase cavou um buraco pra enfiar a cara, inventou uma desculpa e saiu.

Pra ser sincera eu ainda esperava que o B me ligasse, o sexo foi maravilhoso! E, minha gente, pra que o homem inventou toda uma historinha de que queria namorar e que eu era perfeita? Se era sexo que ele queria, sexo ele teria, não precisava atuar.

Bom, semanas passaram e o B me ligou, disse que não conseguia me tirar da cabeça, que tudo que tinha dito era verdade, pediu desculpas por não ter contado que namorava, e que queria me ver de novo. Aceitei.

Nos vimos, transamos, foi ainda melhor que a outra vez. Quando acabou ficamos naquele climinha romântico, ele fez declarações de amor, e então me contou que tinha terminado com a namorada. Não deu tempo que eu falasse nada, meu celular tocou, atendi toda meiga. Quando desliguei, ele estava perplexo e perguntou: “Quem era?” “Ah, então, meu namorado”. Ele tentou disfarçar a raiva, afinal ele não estava em posição de julgar. Não tem como descrever o prazer de ver a cara dele nesse momento.


Nunca mais vi o B.
Eu dei o troco. Se ele pode ser canalha, eu também posso.


Lady X.

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Postado por CF às 11:58

1 comentários:

Desdhemona on 27 de julho de 2009 19:49 disse...

Noffa!!!!!

Mereceu mesmo! Queria ter visto a cara dele ehueheuheuhe!

 

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