quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

ORGANIZE-SE PARA O ANO NOVO!

Creuza, sabendo da sua necessidade em começar o ano com tudo organizadinho, trouxe várias dicas para você pôr no lixo o seu porta-jóias que mais parece um ninho, menos uma singela caixa com jóias e bijús.
Não se desespere, a seguir algumas dicas:

1. Colares podem ser perfeitamente organizados, sem que fiquem enrolados com outros. Compre um porta-chaves (chaveiro) de madeira e cole na porta do seu guarda-roupa com cola para madeira. Pendure seus colares nos ganchos.


2. Compre uma tela dura e emoldure. Pode usar dentro da gaveta ou pendurado por um cabide (ou cordão) no guarda-roupa. Em cada furinho, prenda os brincos. Nada de porta-jóias que "machucam" as bijus e fazem com que você perca tempo a caça do seu brinco. Esse recurso é uma espécie de mostruário, muito usado por vendedores de brincos artesanais. (Veja que alguns sites já vendem PRONTO)

3. Não empilhe roupas, sob o risco de derrubá-las (desperdiçando todo o tempo que você levou para organizar). Mas se não houver jeito: Procure organizá-las por cor. O ideal é comprar estante (ou organizador) plástica (vendida em lojas como Leroy, Tok & Stok etc) para guarda-roupa. Assim você fará pequenos rolos com sua roupa e terá uma perfeita visualização da peça. Sem essa de puxar algo e derrubar tudo.

4. Para organizar pulseiras, procure guardá-las presas por uma fita, meia ou laço (veja o laço preto na ilustração). Geralmente compramos kit de pulseiras e jogamos num porta-jóias para depois ficar catando por horas. Não faça isso, junte o o kit de pulseiras e prenda.


5. Não guarde botas dobradas, isso danifica o material (mesmo que seja couro). Neste momento, temos que deixar de lado a nossa praticidade e primar pela boa conservação: Ponha um papelão em cilindro dentro do cano da bota.

6. Para guardar maquiagem é recomendável a compra de maletas para maquiagem. Mas como GAMBIARRA, você pode utilizar dentro de uma gaveta potes de plástico (de sorvete, margarina), mas NADA DE SOLTAR TUDO DENTRO DE UMA GAVETA. Procure separar por "assunto": Uma caixinha só com batons, outra só com corretivos, lápis, esmaltes. Veja, como está numa gaveta, ele não ficará disponível e é APENAS uma alternativa. Chique é ter uma maleta mesmo de maquiagem.


7. Para guardar correspondências, contas, notas físicais e cia, não faça como a Winnie. Compre uma pasta sanfonada (que custa menos de R$ 10 na Kalunga) e use uma divisória para cada mês do ano.

Quem tiver MAIS DICAS de organização faça-nos a gentileza de ensinar!

Cursos de Organização Doméstica: http://www.organizesuavida.com.br

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Postado por Sarita às 06:00 2 comentários

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Contramão


Na época de ensino fundamental, eu tinha uma amiga, a Ritinha, que detestava as aulas de Educação Física. Principalmente porque, quando chegava a vez das líderes escolherem o time, esse minha amiga, a Ritinha, sempre sobrava. Junto com ela, no final, restavam as desajustadas: a Carla, aquela menina gordinha e sem muito talento pra corridas de 45 minutos, a Amandinha, aquela de 1.45 m que não sabia muito bem conduzir a bola, e duas ou três das quietinhas – que as líderes, por assim dizer, tratavam de colocar no gol, pra não atrapalhar os estrelismos em campo.

Pois então, a Ritinha, a minha amiga, fazia verdadeiros malabarismos pra não participar da Educação Física. Ia de calça jeans pra não poder jogar, ou matava aula e ia pra biblioteca, nem que fosse pra folhear um Guiness enquanto a hora não passava. Ao contrário das outras, que contavam os minutos pra Educação Física, a Ritinha tinha pavor de quando o sinal tocava pra essa aula. Por sorte, ela era extrovertida a ponto de ter várias amiguinhas pra jogar ping-pong ou matar aula pra ver o Guiness empoeirado da biblioteca.

Ritinha andava na contramão e não sabia. Sardenta, baixinha e com uma coordenação motora um tanto quanto mínima para esportes, descobriu desde cedo que figurar entre o time das populares era coisa pra poucos, e que os requisitos para tal não eram exatamente o que ela procurava para sua vida. Sim, já aos onze, ela tinha planos para sua vida – mesmo que ser astronauta, cientista ou arqueóloga figurasse entre esses planos. Passou a observar a escola e escrever sobre isso. Anos depois, andou encontrando seu diário de colegial e me passou alguns trechos. Segue abaixo alguns deles:

“Querido diário,
Hoje, estava caminhando com minhas amigas no intervalo, quando a fulana X passou pela gente. Ela usava várias fitas no cabelo. Passou por mim e riu! Depois, minha amiga disse que, quando ela estava conversando com as outras, disse que eu sou CDF e puxa-saco da saco. Ora, quem ela pensa que é pra me chamar de puxa-saco? Mas também não tô nem aí. Sou CDF com orgulho. Só não sou puxa-saco, mas sei que ela diz isso só pra me provocar.”

“Querido diário,
Fui convidada pra viajar pra uma feira de experiências em outra cidade, com minha professora de Ciências. Ainda não falei com mamãe, mas estou feliz por isso! Espero que ela me deixe ir. Vou poder apresentar também dois trabalhos na Feira, se eu for.”

“Querido diário,
Como eu odeio a Educação Física! Hoje, sobrei de novo. Não sei porque insisto em participar do futsal, se sou péssima... por sorte, a Jô e a Mi não queriam jogar, então a gente saiu do jogo e foi na biblioteca pegar livros da coleção Primeiro Amor pra ler.”

Ritinha cresceu, descobriu outros gostos, aprendeu a ouvir música e mudou de gêneros literários. As sardas diminuíram, o cabelo cresceu, o corpo se desenvolveu. Não foi exatamente uma transformação de patinho feio em cisne, mas um crescimento.

Foi engraçado como, de uma hora pra outra, o esporte simplesmente passou a ter menos importância. Olhando pra trás, ela vê que foi até bom ser a que sobrava nos esportes coletivos: assim nasceu sua paixão pelos livros, naquelas tardes quentes na biblioteca. Pra que ela usaria um talento pra futebol hoje em dia?

Ritinha entrou na faculdade, namorou, fez muitos amigos. Encontrou, tempos atrás, a fulana X, que não mudou muita coisa, mas ficou mais feia e mais flácida. E ela não está estudando porque, aos 19 anos, está com dois filhos. Nem praticar esportes pratica mais. Algumas das populares se deram bem, obviamente (Ritinha sabe que a vida não é novela, e que depois dos doze anos as pessoas mudam muito). Mas Ritinha adorou quando, aquela que gostava de colocar papel cheio de cola na sua cadeira, disse que ela estava linda e que daria tudo pra voltar no tempo e ter sido estudiosa também.

Então, o que Ritinha aprendeu, dá pra ser resumido numa frase: ir na contramão pode ser bom a longo prazo. Ela aposta que, das populares que zombavam das outras por não se darem bem com esportes, nenhuma está usando seu talento com bolas de futebol hoje. Ritinha, ao contrário, usa todo seu acervo literário mental no dia-a-dia.

E, não espalha não, mas Ritinha também se chama Penélope.


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Postado por C. K. às 08:33 0 comentários

domingo, 28 de dezembro de 2008

O drama do Natal nunca tem fim!


O Natal passou. Com alguns contratempos, porque não poderia ser diferente. Então vamos a conferência:


Todo mundo se empanturrou, ok.

Reencontramos aqueles familiares que só vemos uma vez por ano, ok.


Houve troca de "lembrancinhas" no amigo secreto, ok

Sua calça jeans que servia no dia 24 já não fecha no dia 26, ok

Você ganhou poucos presentes (porque já é bem grandinha e sua família já não tem mais qualquer obrigação moral) e desses poucos surgiram alguns que você não usaria nem se estivesse em uma ilha deserta. OK.

Então chegou a segunda.


Você vai rezando para aquele mar de gente que costuma povoar o shopping estar todinho na Praia Grande (para quem é de outro estado que não São Paulo, leia-se praia de pobre ahahaha) enquanto você troca aquele longo de listras horizontais branco e azul bebê tamanho P, que ganhou de alguma tia insana.

Pois bem, você finalmente encontra a loja e se pergunta como alguém tem coragem de comprar algo em uma loja tão brega. Tão brega e cara! Como alguém tem coragem de manter uma loja dessa num shopping?!


Enfim, você respira fundo e caminha até a tal loja, dessa vez em direção à vendedora e não fugindo dela como sempre.


_Posso ajudar? (sorriso amarelo de vendedora)

_ Sim, é que eu ganhei isso...errr, esse vestido, e queria trocá-lo.

_Mas está com defeito?

_Não, eu não gostei muito dele mesmo.

_É que nós só efetuamos troca se estiver com defeito. E acompanhado da nota fiscal.


Ah claro, lógico que minha tia me daria um presente com a nota fiscal junto!


Discussão por mais uns 5 minutos com a vendedora e você foi derrotada. Game Over!


Sem muito argumento porém revoltadíssima, você valida o estacionamento e sai.


Gastei R$4,00 para nada! O que vou fazer com isso? Deixar para pano de chão? Um pano de chão de R$ 150,00! Não, vou doar. Puts, uma doação de R$ 150,00!! Vou dar um jeito nisso...


A pessoa chega em casa, entra esperançosa no site do Procon procurando algo para esfregar na cara da venderora, quando lê o seguinte:



"Apesar de ser uma prática comum, o comerciante não é obrigado a efetuar a troca de produtos se não houver defeitos. É uma liberalidade que pode, inclusive, ser estipulada por meio de regras próprias de cada um . Para garantir o direito de substituição por motivo de tamanho, cor, ou modelo, o consumidor deve exigir que essa informação conste na nota fiscal ou recibo de compra, especificando eventuais restrições como dia da semana em que a troca poderá ser efetuada, prazo, condições da embalagem etc.

Se o produto apresentar algum problema que impossibilite sua perfeita utilização, o consumidor deve entrar em contato com o fornecedor ou assistência técnica autorizada para solucionar a questão. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, quando um produto ou serviço apresentar vício aparente (de fácil constatação), o prazo para reclamar é de até 90 dias, se o bem for durável, ou de 30 dias, em caso de não durável."

A vendedora tinha razão!!


So lhe resta xingar muito a sua tia ( e a vendedora também, por que não?) e levar o vestido para a doação.



Essa história foi baseada em fatos reais e aconteceu hoje de manhã.


Não façam como eu, não desrespeitem a vendedora sem razão. Eles realmente não são obrigados a trocar, apesar de que poderiam....


Odeio vendedoras mas dessa vez fiquei com remorso. Ainda bem que jamais compraria qualquer coisa naquela loja. Vou até evitar passar lá em frente por um tempo, até que apareça outra maluca xingando a coitada e ela se esqueça de mim.


Vou começar a odiar o dono da loja. Aquele ditador...


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Postado por Mel às 21:15 0 comentários

Superstições de Ano Novo.


Eu já pulei sete ondas, usei calcinha rosa, pulei com a perna direita à meia noite comendo três uvas, e para cada uva, um pedido. E sabem de uma coisa? Tudo o que eu pedi, só aconteceu na hora certa. Nunca, mas nunquinha mesmo, essas superstições funcionaram.
Vocês sabiam que, usar branco no Reveillon é tradição brasileira? No resto do mundo, não tem disso.
Algumas pessoas se apegam demais a essas crendices. Eu já fiz muito isso e, quando alguma coisa no meu ano dava errado, ou, não saía como o planejado, eu pensava logo que faltou fazer alguma coisa na meia noite do dia 31...
O mais legal da chegada de um novo ano, é a oportunidade de refletir e enxergar o que você quer diferente para o ano vindouro. E quando você chega a uma conclusão, é arregaçar as mangas e fazer por onde a realização dos seus sonhos.
Não se prenda à calcinha rosa que você deixou de usar, às ondinhas que você não pulou... Nada disso impediu que algo acontecesse ou deixasse de acontecer.
Acredite nos seus sonhos, é importante acreditar. Defina suas prioridades, clareie suas idéias, trace seus objetivos. Não tem “simpatia” melhor do que essas para uma virada na sua vida, e não apenas no próximo ano.

Desculpem a brevidade dos textos e a falta de respostas nos blogs amigos, mas a titia beiça está super gripada, além de dezembro ser um mês muito complicado e corrido.

Só vou desejar feliz ano novo no outro domingo...

Beijos e excelente semana.

B. Beiçola


**********Sugestões, caixinha de final de ano, simpatias que funcionem e outros, escrevam para: bruxinha@corporativismofeminino.com

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Postado por B.Beiçola às 08:00 0 comentários

sábado, 27 de dezembro de 2008

Para ler e [insira o que lhe faz sentir-se mellhor aqui]

Se as pessoas soubessem os benefícios da leitura, andariam todas com um livro embaixo do braço. Fila do cinema? Claro, você e um livro, por que não? Pausa para o almoço e cansado de agüentar conversa chata do cara mais sem noção do seu trabalho? Tcham ram, abra um livro e desligue-se do mundo! Aquela sua tia de segundo grau que nunca casou veio perguntar se você já arrumou um namorado? Não, dessa vez não se faça de blasé, jogue o livro na cara dela mesmo!

Para ler quando se tem 12 anos:
Todos, sem exceção, da Coleção Vagalume – Editora Ática º Todos, sem exceção, do escritor Pedro Bandeira

Para ler em uma tarde chuvosa:
Depois que você foi embora º Vinícius de Moraes – Nova Antologia Poética º O Apanhador no Campo de Centeio º Memórias de Minhas Putas Tristes º Cem Anos de Solidão º A Cabana

Para ler e chorar:
Pollyanna º Pollyanna Moça º O Caçador de Pipas º Travessuras da Menina Má º A Menina que Roubava Livros º A Rosa do Povo º O Diário de Anne Frank

Para ler uma vez na vida, gostar, porém, não ter saco pra ler novamente:
O mundo de Sofia º Budapeste

Para ler e depois querer picotar o livro para usar como papel higiênico
[insira aqui o título de qualquer livro do Paulo Coelho]

Para ler e não conseguir dormir porque-você-só-quer-saber-como-vai-ser-o-final:
Linha do Tempo º O Código da Vinci º Quem Tem Medo do Escuro? º A Ira dos Anjos º Anjos e Demônios º Escolha Fatal º Diário Secreto de Laura Palmer º Dexter - A Mão Esquerda de Deus º O Perfume - A História de um Assassino º Crepúsculo

Crônicas:
Assim Caminha a Insanidade º Crônicas do Cotidiano º Topless

Chick-lit (mais conhecida como literatura de mulherzinha)!
Casório º Férias º Melancia º É agora ou Nunca º Sushi º Los Angeles º O Diário de Bridegt Jones º Bridget Jones no Limite da Razão º Delírios de Consumo de Becky Bloom º Delírios de Consumo na Quinta Avenida º As Listas de Casamento de Becky Bloom º A irmã de Becky Bloom º O Chá-de-bebê de Becky Bloom º Samantha Sweet – Executiva do Lar º Antes Mal-acompanhada que Solteira º Temporada de Caça Aberta º Procura-se um Namorado - Última Chamada

Ajudem-me a completar a lista, sei que existem milhares de livros maravilhosos por aí, mas, por motivos óbvios, é impossível citar todos!

- Para doações de livros, críticas, xingamentos e depósitos na conta bancária: analia@corporativismofeminino.com
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Postado por Anália às 00:01 0 comentários

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Impraticável

No nosso primeiro encontro, cheguei atrasada mais de uma hora. Fui normal, skinny jeans, Melissas douradas, regata. Um barzinho charmoso, mas nada de muito romântico. Bem o estilo dele, rock, menino de banda, iaiaiaiê.

Pedi desculpas pelo atraso, ele disse que achava que eu não ia aparecer e ficou contente em me ver.

Na terceira ida dele ao banheiro, pensei em algo impraticável, porém muito útil: UM DISK ZARA 24H! (Zara Nossa Terra, e tudo à R$49,90 ALELUIA IRMÃOS!). Eu explico: meninos de banda são charmosos, bons de papo, bons de beijo... mas as roupas, ai meu Pai Eterno!

Enquanto ele se descabia no banheiro, eu imaginava minha cena, digna de um Oscar. Ok, um Kikito já está bom.

Tiro meu celular do bolso e...
_ Zara 24h, para ecatombes da moda, disque 1, para comprar pelo telefone, disque 2, para uma roupa urgente, disque 3, ouvidoria, disque 4, falar com um atendente, disque 5.
_ Cinco! Espero que a Viviane ainda esteja lá!
_FIQUE NA LINHA! EM BREVE ESTAREMOS ATENDENDO A SUA LIGAÇÃO! SUA LIGAÇÃO É MUITO IMPORTANTE PARA NÓS! ZARA 24H COM VOCÊ EM QUALQUER LUGAR!
_Zara 24h, Viviane de Orleans e Bragança falando, em que posso ajudar?
_ Viviane, ainda bem que te peguei aí! Colpaso estético, amiga, preciso de uma equipe, agora!
_Mas o que houve? - ela perguntaria aflita, com os grandes olhos verdes maquiados arregalados.
_Ele, ele está usando um suéter marrom! - eu diria com a voz embasbacada, quase ganindo.
_Mas marrom é o novo preto, Heleninha, ele tá in, IN!
_Mas um suéter estilo "meu avô usava em 1947!" - neste momento meus olhos se encheriam de lágrimas.
_Retrô, IN, SUPER IN. Alô - ou. - uma voz de desdém. Provavelmente Viviane estaria enrolando o fio do telefone nos dedos, toda despreocupada.
_Mas o pior vem agora! TEM UM FURO ENORME NO OMBRO DIREITO!
_Você disse UM FURO? - ela pararia de enrolar o fio do telefone nos dedos, aflita.
_ Um FU - RO.
_Que tipo de homem é esse? Vou mandar uma equipe agora!

Aí ela pegaria um papel com uma lista de roupas legais:
_ Jaqueta de couro modernosa, confere! Blusa branca sob a jaqueta de couro, confere! Calça jeans levemente ajustada na perna, confere! Álcool e uma caixa de fósforos de segurança, confere!
_Espere, para que o álcool?
_Nós vamos queimar este lixo velho que ele está usando. Vou surtar se você disser que o suéter tem bolinhas de tanto usar!
_PIOR QUE TEM! - e tinha, mesmo.
Neste momento os dedos enrolados no fio do telefone estariam arroxeados.

A equipe iria ate aonde nos encontrávamos e trocaria as roupas dele, e eu ficaria feliz com o serviço prestado. Pagaria tudo em 4X no Visa, satisfeita.

Ele volta do banheiro e eu acordo. O furo enorme no suéter marrom cor de burro me deixa com urticária. Ele me beija e eu esqueço do furo. Vamos embora juntos e depois que ele tira o suéter e eu posso ver sua linda tatuagem nas costas, eu não penso em mais nada...





Heleninha.

para um Visa sem limites, uma bazuca ou um e - mail me mandando pr'aquele lugar:

heleninha@corporativismofeminino.com
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Postado por Heleninha às 00:01 0 comentários

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Um scarpin sem chulé esperando Noel

É Natal e não há como fugir do assunto pelo simples fato de não comemorá-lo dentro dos termos básicos. Não que eu seja estrangeira e siga o calendário Elfo ou qualquer coisa dessa natureza. Mas desde que completei 12 anos de idade, minha mãe decidiu que não comemoraria o Natal. O motivo? Seu filho havia falecido e ela decidiu que não teria nada a comemorar. Achei justo e ignorei a data.

O Natal tornou-se um produto PARA MIM, onde o verbo crucial é COMPRAR. É em dezembro que o extrato bancário vira um livro. E é dezembro que deixa suas marcas por todo o ano vindouro, lembrando em parcelas o espírito-consumidor Natalino. Comemoramos a data indo a alguma instituição de idosos ou de crianças abandonadas. Pegamos algumas cartas de crianças enviadas ao Correio e fingimos ser mamães noéis. Mas nada de ir à Igreja ou orar/rezar diante de uma árvore pomposa. Confesso que gostaria de perder horas numa loja de artigos natalinos, à procura da estrela perfeita para compor a minha árvore de Natal. Mas não acontece, não fazemos nada disso.

Quando meu filho nasceu, decidi que ele teria o Natal que eu tive quando criança. Assim, toda aquela coisa de Papai Noel deixando presentes dentro da sua bota da Xuxa. Claro, trocando apenas a bota da Xuxa por algo do Seninha, do Batman ou qualquer outro personagem. E assim aconteceu. Devo admitir que depois de tentar fazer o papel do "Papai Noel", descobri, taxativamente, que minha mãe era boa nisso (em ser Papai Noel). E eu não. Comprava o presente pro meu filho e queria muito contar-lhe a respeito dele. Não esperava a noite de Natal, ficava muito ansiosa. E suas perguntas sobre Papai Noel me deixavam embaraçada, a tal ponto que rapidamente acabei contando-lhe que EU era o Papai Noel... Talvez cedo demais, mas juro que não lhe causei nenhum trauma. Devo garantir a todas vocês que ele se sentiu muito vitorioso ao me fazer confessar que eu havia mentido por alguns anos.

Minha mãe tinha o dom de negar mil vezes enquanto eu lhe perguntava "Papai Noel existe mesmo?", "Como ele entra?", "De onde ele vem?". Mesmo depois de 11 anos, mocinha inclusive (sim, já menstruava há 1 ano), eu fazia perguntas mais maduras, do tipo "Mas não é ridículo que um homem vestido daquele jeito venha a uma cidade quente como a nossa?" ou "E por que as crianças que realmente precisam não ganham presentes?" ou ainda "Pelo amor de Deus, já sou adulta, você vai continuar mentindo para mim?". Mas ela não cedia, respondia a tudo com uma justificativa irreparável. Ela era boa nisso. Muito boa.

Não lembro quando realmente descobri que Papai Noel não existia. Talvez tenha sido no dia em que eu dormia, numa sexta-feira qualquer, depois de brincar muito na rua com os meus amigos. No dia que acordei, ouvindo as vozes dos meus pais. Eles falavam, um atropelando o outro. Meu pai estava bêbado, percebia isso no tom da voz e, por isso, eu estava assustada. Quer dizer, era muito assustador ir ao seu encontro quando ele estava naquele estado. Levantei com uma camisa da copa passada e fiquei assustada quando os portões da minha casa estavam todos escancarados e meus pais, sentados no meio-fio, discutiam. Ora, não era realmente estranho uma coisa como essa? Era.

O que minha mãe disse foi "Volte a dormir". Talvez minha mãe tivesse tendo uma de suas brigas com meu pai por conta do álcool. Não contestei a sua ordem. Quando se tem 12 anos é fácil adormecer, definitivamente. Apaguei rápido. Depois de algumas horas fui acordada por barulhos lá fora, agora toda vizinhança e parentes estavam na minha casa. Minha mãe entrou abruptamente no meu quarto, dizendo: "Quero que você saiba que seu irmão sofreu um acidente e está no hospital". Olhei para ela com certo pavor, sinceramente. Decidi que ela estava mentindo. E estava. Logo, outras pessoas apareceram no meu quarto em lágrimas. Meu irmão se parecia muito comigo, entende? Olhar-me era como vê-lo na versão feminina. Então, devo admitir que ME VER era como um choque para todos que estavam ali.

Não tenho grandes memórias com meu irmão. Brigávamos muito e ele me batia bastante, por ser mais velho que eu. Lembro vagamente que dias antes de sua ida definitiva, batemos uma bola no jardim de casa - Algo REALMENTE incrível, já que vivíamos em desacordo. Sabe, quando as pessoas morrem viram santas, as pessoas atribuem a elas dons e qualidades majestosas (que elas estariam longe de possuir caso estivessem vivas). E, claro, não vou quebrar o protocolo: Ele tinha 16 anos e já era um homem incrível. Nunca se interessou pela escola, talvez soubesse (de alguma maneira ou quero crer nisso) que não ficaria muito tempo para usufruir de aprendizados para entrar numa universidade. Então, usufruía da vida de outras formas.

Minha mãe conta que meu irmão tinha 4 anos quando pediu um presente de Natal e ela não podia dar. Ele ao invés de chorar ou espernear, apenas disse que "Tudo bem" e escolheu outra coisa. Conta também que aos 4 anos ele cuidava de mim com alguns meses de nascida, enquanto ela ia a sua pós-graduação - Inclusive tenho uma foto dele me segurando nos braços, com apenas 4 anos e acho aquela cena uma coisa incrível. Sempre olho para essa foto quando tenho meus ataques infantis e medíocres - Devo dizer que a foto está envelhecida pela ação antropológica.

Digo, não quero torná-lo um herói ou coisa do tipo, mas meu filho, por exemplo, com 4 anos era um bebê, irresponsável e egoísta (como qualquer outra criança nessa idade que eu já tenha conhecido). Meu irmão não teve Natais incríveis, nem chegou aos seus 20 anos, não conheceu seu sobrinho, não me viu ganhar diploma (muitas vezes ele dizia "Não vou estudar, você quem vai me sustentar"). Não sei que feição teria com 30 e poucos anos, não sei se seríamos arquiinimigos ou se seríamos unidos. O que sei é que gostaria de ter sido sua Mamãe Noel naquele Natal que ele tinha apenas 4 anos.

Talvez, talvez mesmo essa coisa de Papai Noel permaneça existente na minha cabeça. Quer dizer, se minha mãe resolver contar-me que, de fato, ele virá, não vou contestar. Dessa vez, poderei beber algo estimulante para me manter acordada até que ele ponha o meu maldito presente dentro do meu scarpin pink de 15cm, sim, só posso pensar nele para essa atividade, já que não consigo usá-lo... Sorte do Papai Noel porque nele não tem resquício do meu chulé. Vejamos, o que eu pediria? Talvez um scarpin pink andável ou a paz mundial. Difícil questão...

Feliz Natal a todos!

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Postado por Sarita às 05:46 0 comentários

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Tresloucada

Não bastasse eu ter uma dúzia de opiniões polêmicas e com as quais a maioria das pessoas não concorda, eu ainda nasci sem aquele filtro de triagem entre o que o cérebro pensa e a boca fala. Até estou tentando encontrar o equilíbrio, mas sabem como é, esse é um exercício difícil e demorado. Um dia chego lá. Enquanto isso, aumento minha coleção de situações desastrosas que assim ficaram por conta da minha língua.

***

Primeiro mês de aula com o professor bonitinho (que já era meu amigo). Aula de Ciência Política, uma matéria que não é definitivamente uma das preferidas dos estudantes de direito acéfalos e preguiçosos. Pauta: cotas raciais. O professor bonitinho se mostra claramente contra as cotas, usando argumentos absurdos como “cotas raciais são preconceito contra branco” ou “negros também tem capacidade, não precisam de cotas”. E eu, quieta, ouvindo tudo com maior cara de blasé. Mas não me agüentei quando ele disse que as cotas baixam o nível de uma universidade. Peço a palavra, e digo em tom indignado:

- Me desculpe professor, mas pra mim você é claramente reaça e racista. O que baixa o nível de uma universidade não é a diversidade racial, mas a falta de senso histórico de alguns docentes que não sabem patavinas daquilo que falam!

Não à toa, fiquei muito espantada quando contei a ele que tentarei cursar Direito e Ciências Sociais simultaneamente, em outra cidade, e ele disse lamentar pela perda de uma das melhores acadêmicas da instituição (e não foi em tom irônico!).

***

Minhas amigas gostam de me levar pra comprar roupa com elas, porque sou sincera mesmo. Esses dias, minha prima experimentou um vestido de tule e cor-de-rosa, e me pediu opinião sobre ele. Não pensei duas vezes:
- Como vestido, ele é um ótimo embrulho de bombom!

***

Em outra ocasião, presenciei uma conversa sobre Ditadura Militar, um tema que tenho estudado bastante de uns dois anos pra cá. Eu estava acompanhando um amigo numa festa (tá, não era só meu amigo, mas é tão chique dizer “amigo” quando a gente se refere à ex, né?), e seus amigos falavam sobre o "milagre econômico" e "o quanto o país precisava de uma ditadura militar novamente". Não me segurei.
- Pra quê tortura? Já é tortura, e das grandes, ouvir comentários tão ignorantes e limitados sobre o período triste que foi a Ditadura Militar.

***

Por conta desse meu gênio, descobri dois lados. O ruim é que a gente acaba conquistando uma legião de pseudo-inimigos, e o bom é que eu acabo conhecendo muita gente bacana que às vezes concorda comigo, ou me mostra que estou errada. Não sou sincericida, acho que sei bem a diferença entre ser sincera e magoar quem eu gosto. Se uma amiga corta o cabelo, me pede a opinião, e eu acho feio, digo apenas que ela não ficou feia, mas eu achava que seu cabelo antigo era bonito demais pra ser cortado. Se me pedem qual sapato é mais apropriado pra usar, entre um horrível e um cabuloso, eu dou um jeito de achar uma terceira opção. Mas com gente escrota eu não tenho paciência mesmo!

É complicado dosar, principalmente porque eu sou esquentadinha quando alguém se mostra preconceituoso. Não discuto religião ou futebol. Mas não me peça pra ficar calada se alguém sair com o absurdo “aborto, independente do mês da gestação, é assassinato” ou “gays deveriam passar por tratamento psicológico”.

Até fico calada, se eu não estou exatamente na conversa. Mas que o sangue me sobe à cabeça, ah, se sobe!

Se alguém tiver dicas sobre como controlar o pavio curto, aceito sugestões. A primeira resolução para o ano-novo é controlar minha língua e pensar dez vezes antes de falar.

A segunda é descobrir se eu tenho alguma chance com o professor bonitinho.

Penélope.


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Postado por C. K. às 05:00 0 comentários

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ano Novo de cu é rola


Não sei quanto a vocês, mas eu não vejo nada demais nessas datas, o Natal e o Ano Novo têm uma peculiaridade irritante: hipocrisia. Mas como Natal não está com nada, o foco aqui é o Ano Novo.

Todo mundo sabe que nada vai ser diferente. É só mais uma semana como outra qualquer, um feriado como outro qualquer e tudo volta ao normal. Mas o cerumano tem que dar um jeito de ver diferente, então monta sua listinha de resoluções para o ano vindouro, promete a si que irá seguir à risca, mas, como nada de novo/mágico/especial acontece, continua com a vidinha que sempre levou.

Então vamos esclarecer umas coisinhas:

> Não, meu bem, se você não trocou de carro, não é porque está na sua listinha que você vai conseguir trocar esse ano.

> Se você não arranjou um namorado (a) em 2008, a culpa não é do ano, é sua; 2009 não vai “trazer” alguém para você.

> Sabe aquela reforma na garagem? Pois é, não vai sair assim tão fácil.

> Para fazer aquela tão sonhada viagem, você continuará precisando de tempo.

> Suas dívidas não vão se liquidar sozinhas, aloou! Quem dera os credores todos se envolvessem no espírito de “adeus ano velho” e as perdoassem.

> Se você não conseguiu economizar até hoje, não é porque 1º de janeiro ta aí que, magicamente, sua poupança vai engordar.

> Você não vai passar no concurso público só porque 2009 representa o ano de seiláqualbicho de seiláqualhoróscopo, e, por coincidência, é o bicho que a vidente da esquina disse ser seu bicho de sorte.

> Sua barriga saliente continuará aí.

> Sua estante continuará precisando ser organizada.

> E, sinto te informar, mas usar amarelo/branco/vermelho meia-noite do dia 01/01 não vai te trazer dinheiro, paz e paixão, respectivamente.

RESUMINDO, força de vontade não depende de data preestabelecida. Quer que algo de bom aconteça em 2009? Mexa-se, você tem 12 meses. A chegada de um novo ano não vai mudar em nada a sua vida, quem vai mudá-la é você. Se a motivação que você precisa para dar impulso aos seus planos é um acontecimento divino, esqueça! Economize, paquere mais, faça exercícios físicos, estude, organize seu tempo melhor, enfim, faça sacrifícios, porque, a não ser que você seja um puta sortudo que ganhe sozinho na mega-sena, você vai depender deles para atingir suas metas.

Bem disse Honoré de Balzac: "Os costumes são a hipocrisia das nações”.

Eu sei, eu sei, as pessoas necessitam se apegar a algo, ter esperança de que, por razões que independem delas, tudo vai ser diferente. Eu compreendo perfeitamente. Aliás, vou lá fazer minha lista de resoluções.

Que foi? Eu nunca disse que não era hipócrita também.

___________________________________________________
Para quem me ama ou odeia:
dramaqueen@corporativismofeminino.com

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Postado por Yasmin às 08:00 0 comentários

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sentido do Natal


Houve um tempo na minha vida que eu passei a “desgostar” do Natal. Acho que isso aconteceu quando eu cresci e descobri que o Papai Noel não existe e eu não ganharia mais tantos presentes como se ganha quando somos pequenos.

Durante muito tempo, eu “comemorava” o natal apenas para agradar uma parte da minha família que faz questão. Até que, em 2007, precisamente no dia 30 de novembro, eu fui pega de surpresa por algo que mudou a minha maneira de ver a vida.


No dia 13/12/07 eu estava dentro de um centro cirúrgico, com aquela roupinha verde e olhando para o teto rezando... Quem já passou por isso deve saber o quanto é ruim olhar as luzes de um centro cirúrgico.

Rezar: algo que eu não fazia há tempos... Algo que eu tinha deixado de lado e tinha até desaprendido.

Corria o risco de passar o Natal no hospital e foi aí que percebi a falta que ia me fazer comemorar o natal em família.

Mas, por conta de toda essa situação, eu acabei aprendendo de verdade o que é o Natal. Está longe de ser uma data de amigo-secreto, de dar abraços e sorrisos amarelos para aquelas pessoas que você xingou o ano todo, e tão pouco, mostrar sua caridade apenas nesta época.

Para mim, hoje em dia, é celebrar um aniversário muito especial e época de agradecer, por comemorar mais um, na presença do Dono da Festa.


Beijos e Feliz Natal


B.Beiçola.

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Postado por B.Beiçola às 08:00 0 comentários

sábado, 20 de dezembro de 2008

Natal verde e vermelho-sangue

Fim de ano tem um significado especial na minha vida.
É época de fazer compras de Natal, tudo, tudinho para mim, que se danem os outros.
É época de aproveitar a mega liquidação da Zara.
É época de sair no tapa por uma blusinha laranja de viscolycra da Mercatto, que não vale o dinheiro, muito menos o esforço para adquiri-la.
É época de vasculhar as araras da C&A em busca de algo meramente vestível, como se fosse uma arqueóloga em busca do Santo Graal.
Ai, ai. Meu coração se enche de paz e esperança em dezembro.
Mas, como meu bom senso sempre pede férias neste período para aproveitar as festas com seus primos favoritos, o orgulho e a auto-estima, fico meio "a Deus dará". Tento me cuidar durante estes dias, pensando que tudo deveria ser feito com o máximo de cuidado para evitar constrangimentos e reações adversas, mas... ha! Até parece.
Fui ao shopping há duas semanas fazer minha tradicional compra de Natal acompanhada de meu pai. Tenho 24 anos na cara, mas ainda peço, anualmente, roupinhas bonitas de fim de ano.

Vergonha, não trabalhamos.
Ir ao shopping comigo é uma coisa bem mais simples do que o namorado ironiza. Eu tenho meia dúzia de lojas favoritas e restrinjo minha visita a elas. Caso não encontre nada no TOP 6... aí sim, é guerra, babe. Entro em TO-DAS-AS-LO-JAS. Até nas de jovens senhoras. É daí direto para o Pinel, que, por sinal, fica bem próximo do shopping que eu freqüento.


Mas, meu dia de compras estava sendo produtivo até entrar na Zara. A meca das pessoas que gostam de comprar coisas que nunca usarão, jamais, em qualquer hipótese, na vida. E lá, enquanto vislumbrava toda uma gama de peças que não fariam a menor falta em meu guarda-roupas, avistei o Graal. Sim, o meu cardigan vermelho-sangue. O meu cardigan vermelho-sangue que sempre quis e sonhei. O mesmo que eu vejo em capas de revista e editoriais informais de inverno desde 1992, mas jamais encontrei em qualquer loja por um preço razoável. O mesmo utilizado por Claire Danes, em "My so called life", na pele de Angela Chase, meu personagem/alter ego favorito.


O único problema é que ele estava na mão de outra pessoa. Corri a loja inteira em busca da pilha secreta de cardigans vermelho-sangue que sempre quis e sonhei e NADA.
Quis morrer, quis matar. Matar a lambisgóia que estava roubando meu cardigan, meus sonhos adolescentes de me assemelhar à Claire Danes e a minha sanidade!
Só que, se o bom senso estava de folga, a sanidade mental eu nunca possuí. Percebi que estava vestida com calça e camiseta pretas, assim como as vendedoras da loja, e não hesitei... fui resgatar meu cardigan.
Me aproximei da ninfa etérea loira e curvilínea que se apossou do meu casaco e iniciei o diálogo non-sense:

Eu - "Aaahamp. Oi... er... posso ver este cardigan, por favor? Er... temos que devolvê-lo ao estoque", disse puxando o cardigan.
Lorão - "Ahn? Por quê? Oi?", respondeu puxando de volta.
Eu - "Não posso explicar... eer... olha, é uma coisa meio secreta, eles tiveram um problema. Na fabricação entende?", sussurrei, olhei para os lados, fiz cara de 007.
Lorão - "É mesmo? Uuuuh, tem drogas nessa história, né? Deve ter, sempre tem drogas nessas histórias da Zara. Lembra a de 2003, né?", perguntou suspeitamente com um brilho nos olhos.
Eu - "Hmmm... drogas? É, talvez. 2003? Foi... foi uma coisa louca, né?", respondi, com medo, muito medo do Lorão.
Lorão - "Aaaah, foi", disse com olhar saudoso.
Eu - "Me dê o cardigan. Tudo vai ficar bem. Tudo muito sigiloso ainda. Nada concreto", respondi com palavras soltas em uma espécie de código.
Lorão - "Iiih, então vai dar um trabalho recolher todos eles, né? Ainda tem aquela pilha enooorme ali", disse apontando para um pilha de cardigans de TODAS AS CORES DO ARCO-ÍRIS, bem na entrada da loja.
Eu - "Eer..ééé. Aaanh. Ah", gaguejei e saí.

Até fiquei com raiva de ter feito toda uma representação a troco de nada, mas o cardigan da loira curvilínea obviamente era P e eu precisava de algo maior. Fui em direção à tal pilha e era tão bonito. Eram tantos. Bem na minha frente. O meu "cardigan vermelho-sangue que sempre quis e sonhei" e vários amiguinhos em volta. Eles custavam menos de R$50,00 e, definitivamente,... não caberiam em mim. Nunca. Nunquinha. Nenhum deles. Só nascendo de novo.
Toda a pilha era de "cardigans vermelho sangue que eu sempre quis e sonhei" no tamanho P e, bom, P não é meu tamanho desde os 12 anos. Sou uma mocinha grande, pensei. Fudeu, pensei de novo.


Chamei uma das simpáticas atendentes da loja e, já prevendo que o M não passaria do meu pescoço, pedi o G. Aí, a Terra parou de girar, os pólos magnéticos se inverteram e ela disse:
"Tamanho G? Para você? Hmmmm... Olha, não queria falar nada não, mas essa modelagem é muito pequena... (olhando para meus seios). Honestamente, não vai caber em você (olhando para meus quadris, de forma reprovadora)".


E eu, pensando em de que forma meus quadris se relacionam com um casaquinho, respondi:
"Não queria falar nada não, mas a sua calça também é muito pequena para sua bunda e eu não estou comentando nada, então... chop chop - sim, eu falo isso - você poderia tentar localizar meu cardigan?"


Em tempo, a bunda era realmente muito grande para a calça que se esforçava em vestí-la e esse detalhe ficaria entre eu e minha mente sórdida, mas NÃÃÃÃÃÃO ela tinha que tentar transformar "meu dia fabuloso de compras no cartão do papai" em um inferno. Argh.
O cardigan existia em G e, sim, se ajustou ao meu corpo como se tivesse sido feito por encomenda por habilidosas freiras cegas dedicadas à arte de serzir em um convento no sul da Espanha.
Ao sair da loja o Lorão comentava com uma senhora aleatória algo sobre cardigans azuis. Acho que ela piscou para mim. Surrealismo é o fruto do meu dia-a-dia.
The end.

The end my ass. Cheguei em casa e concluí o ritual anual de sair com o papai e acabar com seu 13º: experimentei tudo o que comprei, combinando com todas as peças pré-existentes em meu armário. Dediquei atenção especial ao cardigan e me impressionei com seu potencial camaleônico. A peça mais coringa que já possuí, certeza. Então, enquanto dobrava-o gentilmente para apresentá-lo ao meu guarda-roupas, sua nova residência, um pequeno detalhe na etiqueta chamou minha atenção.
70% Cotton
30% Nylon
Made in Cambodia.


...

Made in Cambodia!!!!!
MADE IN FUCKIN' CAMBODIA!

Teto preto seríssimo. Não lembro dos cinco minutos seguintes, pois durante este pequeno período eu tive flashes incessantes de crianças de sete anos de idade tendo membros amputados por máquinas assassinas no Camboja. Crianças de sete anos de idade recebendo U$0,04 por dia de trabalho. Crianças de sete anos de idade sendo molestadas pelo dono da fábrica. Crianças de sete anos de idade sendo chicoteadas para acelerar o processo de fabricação de tênis da Nike e CARDIGANS VERMELHO-SANGUE DA ZARA.


Sabe o porquê do nome vermelho-sangue do meu cardigan? Ele é vermelho porque foi lavado com o sangue das criancinhas cambojanas que o fizeram. Argh. Aaaargh. Argh.

Nunca usei meu cardigan. Está no fundo do armário acumulando karma.
Argh.






TEXTO ESCRITO POR Patsy, vencedora da Promoção "Delírios de Consumo", que ganhará o livro "Delírios de Consumo de Becky Bloom" de Sophie Kinsella. Parabéns, querida! Adoramos o seu humor e o espírito Becky Bloom que se apossou de você nessa crônica, aguarde nosso contato ainda hoje!

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Postado por Sarita às 06:13 1 comentários

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

TPM: tô puta mesmo!

Tem coisas que olhe, me revoltam! Este será mais um post polêmico da Heleninha, A Inflável. Se quiserem me processar mandem um e - mail.
Berenice, segura! A gente já bateu, amica.

Idosos em lotação, filas de bancos e afins:

Não, não dá pra entender! Mas olhe, tem dias que parece que abriram a porta do asilo! E os idosos de hoje estão muito folgados, francamente. Minha finada avó não era assim, eu juro! O ônibus tem uns 6 bancos todos na FRENTE DA CATRACA destinados a idosos, gestantes e pessoas com criança de colo (detalhe para o DE COLO e não NO COLO - falaremos disso adiante), geralmente com pessoas que não são nada disso, ocupando tais lugares. Mas não, ao invés dos idosos irem reclamar com os idiotas mal educados que estão sentados lá, eles passam pela catraca e andam, se arrastam e cambaleam até o fundo do ônibus e quem tem que escutar reclamação deles? Nós, pessoas normais, que estamos ocupando lugares que são de direito nosso! Uns anos atrás, no auge dos meus 21 aninhos, arrumei um emprego temporário no shopping. Doze horas longas de pé, subindo escada, vendendo, atendendo 3 pessoas ao mesmo tempo, com um Big Mac no estômago e 4 Red Bulls na cabeça, pra aguentar o pique do Natal. Um dia meu pai não pôde ir me buscar e eu tive que voltar de ônibus. Sentei bem bonita, no fundo, quando uma senhora, carregada de compras, me cutucou:
_ Moça, eu estou carregada de compras e sou idosa, você não poderia ceder seu lugar pra mim?
Respondi:
_Não, estou metade do dia em pé, sem comer, cansada, e amanhã começa tudo de novo. A senhora , aparentemente, teve um dia agradável, passeou e fez compras e agora vai para casa dormir, e amanhã que é domingo, descansar.
Virei a cara pra janela e deixei ela lá. Ela me xingou de mal - educada, falou da juventude de hoje, e outra pessoa cedeu o lugar.
Sinceramente? ACHO MUITA FOLGA. Tem idoso que acha que porque a gente é jovem a gente não pode se cansar, se estressar e nem dar respostas descabidas!

No banco, uma vez só não aplaudi uma mulher porque seria linchada.
Os idosos já têm a sua fila. O banco cheio, e um idoso tenta, todo fanfarrão, ir no caixa ao lado do preferencial, achando que ninguém ia notar. Uma mulher que estava na vez cutucou o velhinho:
_Dá licença? A fila preferencial é a outra e o senhor está furando a fila que não é.
_Mas eu sou IDOSO, você não pode me tratar assim!
_ O senhor é IDOSO E É MUITO FOLGADO. Eu tenho que trabalhar em 25 minutos e a sua fila é a outra. Dá licença que eu tenho contas à pagar e espere pra lá!
Chamaram o segurança, o rapaz do caixa tentou intervir,e no fim, a mulher acabou pagando as coisas dela e o senhor teve que esperar.

E quanto às crianças de colo: Criança de colo, na minha concepção é até 3 anos. Depois, me desculpe, É CRIANÇA NO COLO.

Bêbados em baladas:

Só ajudei um na minha vida, pra NUNCA MAIS. Hospital nenhum aceita coma alcoólico como emergência. Eu, o taxista, o bêbado que eu nunca vi mais gordo, e um amigo, rodamos nada mais que três hospitais. Quando um hospital aceitou e enfiou glicose na veia do retardado sabe o que aconteceu quando ele acordou? Ficou xingando a gente, querendo ir embora, que aquele hospital era uma pobreza. Pelo menos ele pagou os 80 reais de táxi. Quer fazer bafo em balada na minha frente? Eu pisoteio. Ajudar é para os fracos.

Gente chata em lojas

Toda vez que alguém entra e diz "Vou dar só uma olhadinha." tenho vontade de retrucar "Mas a loja é toda envidraçada, não dá pra olhar pelo lado de fora? Tem que entrar e encher meu saco e o saco da outra menina?" E quando provam oitocentas peças e nada fica bom? Vontade de dizer: "Tá aqui ó, um cartão do Pitangy, porque, você, só nascendo de novo." Não é possivel que uma pessoa vá com 15, 20 peças pra um provador E NADA FIQUE BOM.

E mulher que vai provar entupida de maquiagem? Aí saem do provador: "Vou levar, mas este está manchado, você tem outro?" LÓGICO QUE ESTÁ MANCHADO! VOCÊ MESMA MANCHOU ESFREGANDO ESSA CARA CHEIA DE BLUSH NA MINHA PEÇA CARÍSSIMA!

E quando falam que está caro? Eu fico possuída pra levar a pessoa até a porta da loja e dizer: A LOJA XIMBOCA É PRA LÁ, BEIJOS, SE JOGA! Mas depois não venha chorando que não tem o seu número, que eles não fazem troca, que você pagou 25 pilas na peça e na primeira lavagem ela se desmanchou.

Sério, tem coisas que, olhe, só estrangulando.

E depois, quando eu tenho dias de querer estuprar a humanidade, ninguém entende.


Um beijo, se joga, põe rosa e até a próxima sexta,

Heleninha.


P.S. Desculpa a demora pra responder os comentários. A época de Natal é tensa no meu trabalho. Mas eu leio tudo, e adoro o carinho - e as críticas - de vocês.

seu plá, seu cartão de Natal, se pedido de casamento ou envio de uma bazuca, AQUI:

heleninha@corporativismofeminino.com

RESPONDO TODOS!

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Postado por Heleninha às 00:01 0 comentários

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Quando crescer, quero ser sexy!

Meninas, esse post é algo como "Não faça o que eu faço, faça o que eu digo". Exatamente! Se vocês agirem COMO EU espantarão todos os candidatos ao posto de namorado. Não sei como tive mais de UM namorado até hoje, visto que quando saio com alguém ajo de uma maneira desengonçada e débil-mental. Além disso, gosto de listar meus defeitos. É algo inevitável, sei que está pensando "É aquela baixa-estima por conta do seu pai alcoólatra" ou "Tudo bem, a gente entende, você pariu sem um homem para segurar sua mão", ou ainda, "Certo, a gente sabe que você precisa tomar seus remédios antes de escrever aqui". Não, nada justifica minha maneira idiota de listar meus defeitos.


NÃO LISTE SEUS DEFEITOS.
Sai com um moçoilo que fora apresentado por uma amiga. Ele parecia interessado e sorria para mim, bestialmente. Enquanto me enchia de elogios. Encher-me de elogio é afrodisíaco, deve ser algo com a minha carência, não sei (talvez seja só mal de mulher mesmo), e lá estava ELE dizendo quanto isso e aquilo em mim era maravilhoso. Pedi para sairmos no meu carro e anunciei "Olha só, eu só dirijo descalça e tenho um chulé cabuloso. Quer um pegador de roupas?". Disse isso muito rápido, não pude medir que estava queimando o meu filme. Tudo bem, ele achou engraçado. Eu pareci achar engraçado, mas estava realmente envergonhada POR MIM. E mesmo agora contando a todos vocês que tenho chulé, que meu pé é feio pra cacete e que eu só uso sapatos... Parece que a vergonha volta de súbito. Não é algo que eu planeje. É natural. Quer dizer, vocês achariam bom ser assaltados por um chulé esfuziante SEM SER ALERTADOS ANTES? Exatamente, eu não gostaria. Por isso anunciei.

NÃO FALE DOS SEUS EXS.
Homem nenhum entende (eu no lugar deles também não entenderia), mas quando falo dos meus exs... Não é uma maneira de menosprezá-los, mas de alertá-los, ou ainda, exemplificar o que não se deve fazer. Mas eles não interpretam assim e ficam com cara feia, se sentindo diminuídos. Falei, então, para um namorado em potencial que "Meu ex costumava dizer que não ficaria com garotas de 15 anos e acabou casando com uma de 14 anos" (Tudo bem, essa informação não é verídica, não sei se casaram (ainda mais quando a criatura tinha 14 anos), mas entendam: Para exemplificar COISAS, você precisa exacerbar!).

Depois, entre gargalhadas, eu contei que havia "ficado" com um aluno, mas disse "Tudo bem, nunca tive problemas em me relacionar com pessoas mais novas!". É verdade que minha índole ficou abalada, ele sempre costumava lembrar do fato e mencioná-lo como fetiche. Não voltei a lecionar, mas se o fizesse... Acho que ele visualizaria cenas eróticas (e por que não pornôs?) enquanto eu estivesse SÓ trabalhando.

Portanto, sejam mais espertas, não mencionem seus exs. Finjam ser virgens, imaculadas!

NÃO FALE INTIMIDADES.
Sério. Tudo bem que quando seu filho urinou na sua boca, quando você tirou a fralda, É ALGO REALMENTE HI-LÁ-RIO! Mas contar isso para um futuro ex-namorado é depreciativo. Ele imagina sua boca urinada (desculpem, mas odeio o termo mijada) e pensa se terá que encarar aquilo. PUTZ! Não é nada romântico.

Tudo bem que macho que é macho (e que te ama!) beijaria até a sua boca CAGADA (o termo foi inevitável), mas daí é APELAR DEMAIS. Ninguém precisa saber os bastidores da vida de mãe. Sinceramente, guarde para si. Guarde para si, "remembers" nada louváveis.

Não seja uma pessoa como eu que adora RELEMBRAR fatos esdrúxulos e contá-los cheia de orgulho.

Vejam vocês que NÃO ME INCOMODO quando minha mãe SEMPRE conta aos meus namorados (juro que ela conta SEMPRE essa história no PRIMEIRO dia que um namoradinho vai a minha casa): Sabe, a Zíngara menstruou muito cedo. Ela sempre brincou só com meninos e no dia que menstruou foi jogar bola. Chegando lá, avisou para todos os meninos 'Estou menstruada, se vocês virem meu short sujo me avisem!'. Só que quando cheguei do trabalho, ela estava com um short branco todo sujo de sangue. Eu a chamei para entrar, avisando que seu short estava sujo. Ela então voltou até o campo de futebol e gritou com todos os meninos, jurando vingança.

Minha mãe sempre conta essa história com muito orgulho. E acho que não é algo tão louvável para se contar, quer dizer, só se você quiser queimar seu filme.


NÃO PERGUNTE SE TEM ALGO SUJO EM VOCÊ
Agora é muito sério. Eu tenho dentes que adoram segurar a comida, sempre ando com um fio dental na bolsa. E após as refeições até me levanto para ir ao banheiro e fazer a limpeza sem parecer uma idiota com uma alface no dente da frente ou um feijão preto que faça parecer que sou filha do Zé da Capitinga. Mas sabendo que o banheiro do lugar era sujo, sorri para o meu parceiro e perguntei "Qual dente está sujo?". Sabe, isso não é algo muito bonito para perguntar a alguém. Não mesmo.

SEJA DISCRETA.
Quer dizer, eu me sinto muito incomodada com calcinhas de lycra e na maioria das vezes uso uma calcinha de algodão. Quando saio em calcinha minúscula (querendo, tolamente, parecer sexy), não seguro a expectativa, não uso tática, tiro a calcinha da bunda ali mesmo. Ali, com a pessoa olhando para mim. E ainda faço questão de dizer "Nossa, essa calcinha tá me estuprando!". É certo que eles riem, mas também é certo que eu poderia ficar sem essa. Mostrar que sou uma mulher surpreendentemente sexy e que consegue ser sodomizada por um fio de lycra, mantendo a pose. Quer dizer, garotas em revistas conseguem isso, não é?

Ok. Peçam para ir ao banheiro, derrubem a bandeja do garçom, mostre para ele um E.T. acima da árvore, mas não deixem que eles vejam que você só estava querendo tirar a calcinha da bunda.

DEIXE QUE ELES ACHEM QUE VOCÊ ACORDA COM AQUELE CABELO MARAVILHOSO.
Sério, nenhum homem precisa saber que você usa bobs enormes no cabelo para que ele tenha aquele aspecto de sereia. Não abra a porta assim, por favor. Não faça como eu que carrega o namorado para o salão de beleza e faz DRAMA quando ele diz que não vai. Quer dizer, sempre acho que me amam menos quando não topam me acompanhar. E, por favor, não fotografe com a cabeça cheia de bobs, não é bonito, ainda mais quando você envia essas fotos para o seu futuro ex-marido.

SEJA FRÁGIL, PORRA!
Nada de mostrar que encara uma barata, que poderia matar uma barata na mão e jogar no lixo. Dê chilique, essa conduta está no protocolo da mulézinha. Nada de burlar isso. Veja você que um dia engarrafei um escorpião quando poderia ter continuado a lixar as unhas, enquanto meu respectivo se encarregava de tão árdua tarefa. O certo é GRITAR DE PÉ NO SOFÁ, é bonito, atraente, sexy.

NÃO COMA MAIS QUE ELE!
Sei que disse isso muitas vezes: Mas é MUITO SÉRIO. Controle a gula diante de um macho, procure comer bem menos que ele. Tudo bem, você pode devorar feito uma vaca aquela pizza gigante, mas SÓ quando ele não estiver por perto. Por favor, coma só a azeitona. Quer dizer, fui convidada para um rodízio de pizza e comi mais que o moçoilo. Ele me olhou decepcionado, com a frase "Uau, você come bastante...". Não é sexy comer muito. Não mesmo.

NÃO FALEM PALAVRÕES.
Adoro falar Puta que pariu. É certo que depois que meu filho passou a repetir minhas palavras, o "Puta que pariu" foi substituído por "Poxa vida" (Por isso que as mães são tão caretas, a gente se obriga a falar coisas ridículas como "Poxa vida"). Se você for como eu, por favor, segure a sua onda. Aja como você agiria se tivesse na companhia do seu filho, nada de coisas cabeludas. Evitem, evitem.




Devo ter cara de milionária ou algo do tipo, ninguém em sã consciência voltaria a sair comigo (a não ser para dar o golpe do baú, achando que tenho dinheiro). Sou daquelas pessoas muito atrapalhadas, que derruba molho de tomate na sua camisa branca e que menciona como é terapêutico chupar as patinhas de um caranguejo. Displicentemente, estou dizendo “Tenho que depilar minhas axilas” para o meu príncipe encantado, devidamente montado no seu cavalo branco.

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Postado por Sarita às 06:00 0 comentários

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sobre esses seres adoráveis e que tantas mulheres amam! - Parte II


É com imensa alegria que venho anunciar que a nossa postagem de hoje foi escrita por duas leitoras. Meninas, de verdade, adorei os e-mails com a histórias de vocês! E quem quiser aparecer aqui no blog, manda a sua história pra gente!

Como as meninas não falaram nada acerca do sigilo quanto aos nomes das mesmas, chamarei uma de Cleosvalda e outra de Sany.

Divirtam-se!

O encosto de Cloesvalda
Minha ex-sogra era um pé no saco. Primeiro que eu odeio que fiquem mexendo em mim, e ela vivia pegando no meu cabelo, pegando nas minhas roupas, pegando meus braços, pegando minha barriga... sempre com aquela coisinha:
"Ai que cor linda desse teu cabelo, é o quê?"
"É natural, nunca pintei."
"Aahh.. até parece mentira, se tu não fosse namorada do meu filhinho eu não acreditaria"
E pega, e puxa, e enrola meu cabelo e a minha paciência se esgotando. Ou puxa a minha blusa nova, quase a ponto de esgaçar toda, e diz:
"Ai que coisa linda, foi o Greg que te deu?"
"Não, comprei no centro."
"Ah, mas é bem a cara do meu Greguinho!"
Ou pega no meu braço, puxa minha camisa, aperta minha barriga e diz: "Creeeedo, como ta magricela, tem que comer alguma coisa, homem não gosta de mulher muito magra, né Greguinho?"
Bom, isso é o que eu passava todos os dias que o tal Greguinho resolvia me levar pra almoçar na casa da mamãe.

Uma vez fomos pra praia, e ela junto.

Abre parênteses, meu Deus, a véia vivia pendurada no pescoço do filho, onde a gente ia, ele levava a tia a tiracolo. Era muito chato isso, passamos 1 semana na praia com a véia aporrinhando. Fecha parênteses.

Mas, o que eu quero falar é, bem, eu sou alérgica, sofro de rinite desde sempre. Desde que me conheço por gente eu sofro crises de espirro. Mas a veia achou uma explicação maravilhosa pra isso! Imaginem... era encosto! Como eu não pensei nisso antes? E encosto se cura com uma visita lá no terreiro na sexta feira. A veia queria me levar numa seção de sei lá o que que ela praticava, pra curar a minha rinite alérgica, vê se pode? Óbvio que não fui, e ainda tive que brigar com o meu ex, por que ele queria que eu fosse também.
Essa foi minha primeira sogra, espero nunca repetir a dose.

E quando o sogro é um pé no saco?

Em verdade são previlegiadas as garotas que se obrigam a competir com suas sogras pela atenção de um homem!
No meu caso, a sogra é MARAVILHOSA, eu empresto roupas pra ela, ela me espresta as dela, meu cunhado é a coisa mais querida do mundo, minha concunhada também é muito legal (aliás me apresentou o blog de vcs), enfim, uma família que seria perfeita, se não fosse... O SOGRO!

É verdade, não sofro do mesmo mal do que os descritos nesta página por um simples detalhe... que tem a mania de competição comigo é o sogro.

Em uma dos primeiros jantares em que fui convidada para ser apresentada a família, este ser inominável soltou a seguinte frase... "Encontrei hoje aquela garota que tanto te ama sabe?! Perguntou por ti! Disse que nunca iria te esquecer!". Eu como menina bem educada que sou resolvi entender que a frase foi dita pelo simples fato de que ele não havia se acostumado com a idéia da presença de uma namorada de seu filho mais velho.
Contudo, com o passar do tempo entendi que tal ato não foi realizada por descuido de um homem distraído, mas sim maldade de um pai enciumado. As demais frases não foram tão gentis como a mencionada (Tais como "vamos lá, irei te apresentar mulheres maravilhosas" ... "não te mete égua").

E tudo que sofro é em nome do amor, e espero que valha a pena... ao menos meu namorado não deixa em branco, deixa claro seu desgosto nos atos cometidos pelo pai ("Não quero conhecer ninguém, ela me satisfaz por completo" Obs: o papaizinho fica com cara de cu ao ouvir tal resposta)
Bom, esse é o resumo da minha história com relacionamento "com sogra", espero que ninguem mais tenha que passar por isto. Dê graças a Deus que é a sua sogra que quer competição e não seu sogro!


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Postado por Anália às 14:08 0 comentários

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Invernos Passados


Guardo diversas memórias da minha infância bem nítidas na minha cabeça. As ruins, lógico. Das boas a gente normalmente esquece (a não ser que seja MUITO boa, como aquele Natal em que ganhei patins e bicicleta, os dois!)
Na época, o que eu passei acho que nem tinha nome. Hoje tem: bullying.
Desde já aviso que esse texto não passa de um mero relato, totalmente leigo. Não tenho vasto conhecimento sobre o assunto, tampouco sou psicóloga ou pedagoga.
Minha vida naquela época se resumia à escola e passar a tarde brincando com meu irmão, jogando Prince of Persia ou assistindo Chiquititas. A escola era a pior parte.
A neta do dono da escola era da minha sala e todo mundo a olhava como se fosse a Lady Di em pessoa. Eu não era das mais bem sucedidas nas aulas de educação física, então sempre era escolhida por último naquela maldita seleção de times. Por causa dessa humilhação, ia para a escola com o estômago retorcido e as mãos suando toda segunda-feira.
Como não me enturmei com o pessoal pop, foi como se pedisse para ser alvo de constrangimento por anos a fio.
Era abrir a boca na aula e pronto. Quando o professor desse as costas eram risadinhas, bilhetes e bolinhas de papel para cima de mim. Deixei de perguntar.
Entrava sempre antes ou depois delas. Subir a escada junto era pedir para ter as calças abaixadas, um bilhete de "chute-me" nas costas ou até um tombo.
Antes de sentar, aprendi a conferir se não tinha cola ou tinta na minha cadeira.
Só ia no banheiro durante as aulas. Ai de mim se entrasse numa daquelas cabines durante recreio. Das duas uma: ou todas elas apareciam por cima me falando putarias que eu nem sabia do que se tratava, ou um rolo de papel higiênico molhado voava na minha cabeça.
De tanto ouvir que era gorda, acabei acreditando. Deixava de comer, ou quando o fazia era escondido (e aos montes). Não demorou muito para que meu corpo adoecesse.
Tinha apenas aquela única amiga, que era a minha salvação.
Meus pais não levaram a sério. Quando contava o que eu passava só ouvia "você tem que falar com a diretora" ou então "se te xingarem, você xinga também". Eles não entendiam que isso só pioraria as coisas. Como eu ia revidar se nem sabia o siginificado daquelas palavras que elas me diziam?

Com a auto-estima no freezer e sem amigos, comecei a me envolver com pessoas não muito aconselháveis. Não me lembro como as conheci, só sei que uma levou a outra e quando me dei conta, estava em um grupo com pessoas muito mais velhas que eu, aprendendo a falar todos os palavrões, bebendo e fumando aos 11 anos.

Naquela época não aparentava a idade que tinha, nem fisicamente, nem mentalmente. Ficava com caras muito mais velhos porque isso alimentava minha auto-estima.
Aos 13 comecei a namorar. Não gostava dele, só queria esfregar na cara delas que eu tinha um namorado enquanto elas ainda brincavam de "pera, uva, maçã ou salada-mista".
Nem preciso dizer que iniciei minha vida sexual cedo demais, com a pessoa errada e de forma precária.
Meus pais ficavam horrorizados comigo. Meu comportamento era agressivo, minhas roupas eram sempre pretas e um tanto vulgares, e quando minha mãe descobriu que eu não era mais virgem, fez um escâdalo, gritou, chorou, chamou meu pai que também chorou (e essa imagem eu nunca vou esquecer).
Me senti como uma vagabunda. Bloqueei o sexo na minha mente. Encarava como algo sujo e proibido.
Essa fase da minha vida (dos 11 aos 14) foi sem dúvida a mais difícil e mais marcante. Até hoje carrego as seqüelas. Ainda tenho alguns problemas relacionados ao sexo, minha auto-estima é baixa (eu a chamo carinhosamente de baixa-estima) e às vezes sinto vergonha de comer na frente de outras pessoas.
Penso que tudo isso poderia ser evitado se meus pais tivessem atendido aos meus pedidos para mudar de escola, se tivessem acreditado que eu não estava "exagerando" simplesmente.
Sei que é um tanto de coisa para descarregar na análise, mas é algo que ainda não consigo fazer. Todas as minhas tentativas foram frustradas.
Todos nós temos uma maldade inerente. A maldade adolescente é das mais cáusticas. Ainda tremo na base só de pensar naqueles tempos.
Depois disso, aprendi a pensar um pouco mais nos outros. Tento não repetir o que fizeram comigo e não menosprezar as fragilidades alheias.
Muitas vezes, o que nos parece apenas um floco de neve, para o outro pode ser uma nevasca...e das grandes.

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Postado por Mel às 10:10 0 comentários

domingo, 14 de dezembro de 2008

Ceia de Natal Light - Sim, é possível!


Bom, como este não é o último domingo antes do Natal, eu vou deixar meu post sentimental para o próximo domingo.

E como na semana passada eu reclamei que a gente só engorda nessa época do ano, aqui vão algumas dicas para optar por uma ceia mais “leve”.

Aqui na família da Bruxa, todo mundo adora uma salada, então, a nossa ceia SEMPRE tem muita variedade de saladas. Eu como as carnes magras e as saladas. Nada de lombinho, arroz à grega, bolinho de bacalhau e afins. As rabanadas são light! . Não, isso não é fazer dieta, mas é reduzir alguma coisa... E o resto você queima em 2009.



Dicas:

- Canapés:

Aqui em casa rola muito canapé, a gente compra torradinha light e pasta de soja (gente, soja não tem que ser ruim. Existem sabores variados).

- Farofa de Cereais (para acompanhar as carnes):

80g de cereal triturado
3 colheres de cebola picada
2 cenouras raladas
3 claras de ovo cozidas picadas
2 colheres de salsinha picada
Sal e pimenta-do-reino a gosto
1 colher de sopa de uva passa
1 colher de sopa de damasco seco picado
1 colher de sopa de figo seco picado

(quem não gosta das frutas secas natalinas, é só tirar)

Leva a cebola ao fogo para secar. Acrescente as cenouras, junte o sal a pimenta e a salsinha, e deixe cozinhar por alguns minutos mexendo sempre, junte o ovo, o cereal e as frutas só para aquecer, por mais um minutinho. Acompanha as carnes.


- Rabanada Light:

1 xicára de chá de leite desnatado
1xicara de chá de suco de uva
1 ovo
1clara
4 fatias de pão diet amanhecidos cortados ao meio
1 colher de sopa de leite em pó desnatado
1 colher de chá de adoçante em pó
1 colher de canela em pó


Em um prato fundo, misture o leite, o suco de uva e o adoçante. Em outro prato, coloque o ovo e a clara. Bata com um garfo. Passe as fatias de pão no leite e, depois, no ovo. Coloque em uma frigideira antiaderente e deixe dourar dos dois lados. À parte, misture o leite em pó, o adoçante e a canela para polvilhar as rabanadas.


Essas receitas eu já fiz e gostei, mas, existem milhões de sites com receitas desse tipo.

Beijos e excelente semana.

B.Beiçola


********************* para dicas de outras receitas, convite para ceia de natal, caixinha e similares, entre em contato com bruxinha@corporativismofeminino.com

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Postado por B.Beiçola às 08:00 0 comentários

sábado, 13 de dezembro de 2008

Sobre esses seres adoráveis e que tantas mulheres amam!


As boas que me perdoem (incluindo a minha), mas as más fazem a fama.

Quem nunca teve uma sogra com uma índole não muito boa (ahnn.. eufemismo mode on!) que atire a primeira pedra.

Meu namorado costuma dizer que mulheres são competitivas demais, então noras sofrem mais que genros (seguindo a lógica dele), já que sogra e nora estarão sempre dispostas a travar uma batalha medieval, tudo pelo amor do pimpolho delas.

Depois de longa discussão, a CF decidiu reunir as melhores histórias de sogras que as membras relataram em uma compilação única, claro que contadas com um pouco de exagero, então você, mulher desesperada por um peguete/namorado/marido faça-nos o favor de não se assustar e desistir do Santo Antônio, porque quem conta um conto, aumenta um ponto - e não seria diferente com a gente.

O dia em que Sinforosa sentou no lugar do cachorro
Sinforosinha, amiga minha há anos, muito fina e delicada, foi convidada pra almoçar na casa do namorado novo.
Ela, moça educada que é, aceitou o convite de bom grado e teve a delicadeza de fazer uma torta de chocolate para levar de sobremesa, afinal, não custava nada agradar a sogra, certo? Errado! Sinforosa chegou na casa da megera na hora marcada e eis que, na hora do almoço, a sogra diz: “Poxa, mas que pena! O único lugar disponível pra você é o do Boris (um poodle xexelento, mais sujo que cachorro de mendigo!). Que alternativa restava a Sinforosa? Almoçar no chão? Lá foi ela pro lugar do Boris, uma cadeira com o estofado todo encardido e com um tufo de pêlos brancos.

Cocotinha mais rebaixada que o Vasco
Quando Maricota (Cocotinha para os íntimos) recebeu o convite para almoçar na casa do namorado, Clebyston, no domingo de Páscoa, não foi capaz de imaginar o que a esperava. Eis que quando toda a família de Clebyston se reúne na mesa, Dona Tribufu se levanta e diz: “Queria apresentar a vocês a Cocota, colega de trabalho do Clebyston!” Mas que porra é essa? – pensou Cocotinha. Eu namoro com o Clebystinho há 10 meses e essa vaca vem dizer que sou colega dele? Clebyston, venha cá, por que sua mãe fez isso? RESPOSTA DO CLEBYSTON: “Maricotinha, não liga, amor. É o jeito da mamãe, é a maneira dela de falar que você é minha namoradinhazinha!”.

Gleyscilene e o elefante
O namorado de Gleyscilene, Joséph, resolveu fazer uma festa surpresa de aniversário para sua amada. Festa vai, festa vem... salgadinhos gostosos, bebidas mil, balões super coloridos e, de repente, Gleyscilene escuta: “JOSÉPHHHHHHHHHHHH, VEM AQUI E TRAZ A GLEYS, FILHO!” Lá vão os dois na sala, lugar onde a Dona Chatonilda se encontrava. Dona Chatonilda pega o presente e diz: “Gleys, querida, vi e lembrei de você. Espero que goste.” Gleysicelene abre o presente e... tcham ram ram... um chaveiro de elefante! Um elefante. Um elefante de circo. Todo branco com rosa e uma florzinha na orelha. Não que Gleys pareça a Kate Moss, mas pra Preta Gil falta muito, heim? Gleys se pôs a chorar compulsivamente. Reza a lenda que até hoje ela tem pesadelos com sogras, circos e elefantes.

Você tem uma história de sogra pra contar? Manda pra gente!

Manteremos o anonimato se assim desejar (pra alguma coisa minha criatividade para nomes toscos tinha que servir!)

- Dúvidas, críticas, xingamentos, elogios, depósitos na conta bancária? analia@corporativismofeminino.com

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Postado por Anália às 06:00 0 comentários

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ser egoísta pra viver

Não. Sim. Não, não era assim que eu queria começar este texto. Bom, tá, vai ficar assim. O fato é que eu me descobri muito egoísta (e vocês devem estar pensando "nossa que novidade, agora conte - nos algo que não sabemos").
Sempre fui assim, mas nunca tinha reparado. Quando pequena, odiava emprestar coisas, dividir meu lanche, sempre inventava uma desculpa idiota do tipo "minha mãe não deixa eu dividir o lanche." Minhas amiguinhas me chamavam para brincar na casa delas e falavam "traz lá aquela boneca legal." Nunca levava a tal boneca legal, fingia que esquecia.

Como vocês já viram em alguns posts passados, odeio dividir a mesa do almoço. Pego uma mesa para quatro pessoas e me esparramo, grunindo para qualquer um que tenta se aproximar e sentar comigo.

Mordo a perna dos coleguinhas da academia quando eles estão usando o aparelho que quero usar (a série de musculação tem uma sequência, como vou fazer a minha sequência se tem um ser vivo ENORME, BOMBADO QUE DEMORA TRÊS HORAS PRA USAR O APARELHO QUE EU QUERO!? Sério, como fas? E quando eles inventam de gemer ainda enquanto puxam ferrro? Isso merece um post próprio, anotar nas notas mentais.).

Compro Pringles e escondo no closet junto com os sapatos para minha mãe não se meter a besta de pegar. Também faço isso com sapatos novos, escondo tudo, minha mãe e minha irmã tem os pés largos e a mania de sempre quererem usar o meu sapato novo antes de eu mesma usá - lo. No fundo eu e minha mãe temos o mesmo lema: o que é meu é meu, o que é teu é nosso. Até porque, esses dias, fui puxar uma bolsa do closet dela e caíram barras de chocolate na minha cabeça. Óbvio, seguindo o lema, peguei metade das barras para mim, que estão devidamente escondidas com meus soutiens.

Roupas então, aff que DESFAVOR! Uma vez emprestei um casaco de peles luxo, belíssimo, para uma conhecida minha. O casaco voltou fedendo a cigarro do bueiro que ela se enfiou! Poxa, tudo bem vai usar ele pra balada ok, mas quando for devolver tenha a dignidade de pelo menos estender o casaco pra tomar um vento e o cheiro sair.

Também odeio dividir as pessoas que amo, gosto, simpatizo, insira qualquer afeto neste espaço. As pessoas são todas minhas e devem girar na minha órbita, porra, é tão difícil compreender isso (eu ri)?

O pior disso tudo é que transmiti meu egoísmo eterno ao meu animal de estimação.

Tenho uma cachorra, ela deve pesar um quilo e meio de puro egoísmo, mas é a coisa mais amada desse mundo. Tenho ela e o pai dele que é da minha irmã. Vamos chamá - los de Phil (o da minha irmã) e Lil (o meu) para facilitar a visualização dos fatos.

Esses tempos Phil estava magérrimo e arqueado. Descobrimos que Lil não deixava ele se aproximar do potinho de ração que eles, teoricamente, deveriam dividir. Doeu meu coração, mas tive de deixar Lil de castigo alguns dias. Eu sei como é foda ter alguém mexendo na nossa comida, mas enfim, foi necessário. Phil voltou a ganhar peso.

Depois descobrimos que ele vivia com sede, já que Lil não o deixava chegar perto do pote de água. Ok, eu sei que é nojento ter alguém mexendo no nosso copo. Conversei com a Lil (sim, batemos altos papos), e no fim acabei comprando outro potinho para ela não se sentir enojada de ter que dividir sua água. Eu sei como é, odeio dividir copos, dói meu coração, mas eu sei!

Agora ela está confortavelmente estirada na minha cama, gorda que nem o boneco da Michelin. Phil está sentado no chão, já que ela não gosta de dividir a minha cama com alguém que não seja eu.Neste momento ele tenta subir na cama, mas Lil dá um movimento rápido e lhe morde a orelha. Ele desiste.

Outro dia a caminha de Phil estava do lado de fora, com pedaços de enchimento saindo. Sim é tenso ter que dividir o espaço, a nossa privacidade, eu entendo a Lil, eu entendo.

Na verdade eu entendo quase todo ato de egoísmo. Todo egoísta, no fundo, sabe dividir as coisas quando é necessário. A contra - gosto, é verdade. Mas ser assim é também um ato de amor próprio, de auto preservação. Imagina se a gente faz tudo o que os outros querem? Eu mesma sou egoísta e vivo me ferrando, justamente porque com gente que gosto não sei ser egoísta radical e acabo cedendo.



seregoístapraviver. Ponto final.



*Que os nossos sempre sejam nossos, que os delas sempre sejam nossos, e que os nossos nunca sejam delas!



Para vc, que me ama,

Heleninha.


Mande seu plá, seu e - mail, sua reclamção ou um e - mail me processando para este endereço:

heleninha@corporativismofeminino.com
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Postado por Heleninha às 00:01 0 comentários

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

PLANTÃO CF



Estávamos preparando piadinhas para o caso MARCELO SILVA - SUSANA VIEIRA, quando nos deparamos com isso:

Pergunta do dia: ele morreu de quê, afinal?
a) macumba
b) overdose (MESMO!)
c) capanga da Susaninha
d) morreu de vergonha - LITERALMENTE
e) morreu de remorso - LITERALMENTE
f) Fernanda resolveu se vingar e agrediu o moço
g) castigo divino

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Postado por Anália às 11:38 0 comentários

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Como não me presentear no Natal

Que fique claro que tudo que será escrito aqui é opinião minha, tenho certeza que vocês vão discordar de muita coisa, mesmo assim, fica aqui como desabafo, pra você que pretende me dar um presente este Natal:

1) Ursinhos de pelúcia: Sim, acho lindo, fofo, uma verdadeira gracinha [Hebe]. Mas verdade seja dita, eles não servem pra porra nenhuma. Minhas prateleiras estão cheias de livros, dvd's e outras parafernalhas, minha cama eu não consigo dividir com bichos de pelúcia, então se você me der um urso, saíba que ele vai ficar socado no maleiro do meu guarda-roupa, junto com os outros seres de sua espécie que venho acumulando desde a minha infância.
Exceção: Se for um daqueles que da pra pedurar no vidro do carro tudo bem, acho fofo e não atrapalham.



2) Bibelôs, enfeites de mesa e cia: basicamente pelo mesmo motivo dos bichos de pelúcia, já tenho coisa demais espalhada pelo meu quarto, e sofro pra achar espaço pra alocar coisas úteis, quanto mais pra coisas inúteis, como um enfeite que não faz porra nenhuma. Eu acho lindo, sério mesmo, mas eu não sou um símbolo de organização e não consigo manter enfeitinhos organizadamente no meu quarto, eles ficam todos bagunçados, amontoados, e dão um trabalho danado pra limpar. Estou pra pegar os que tem aqui e enfiar numa caixa pra guardar, então por piedade, não me dê mais deles.
Exceção: Se for um porta jóias (grande) algo com portinhas e gavetinhas pra organizar bijuterias, também acho bom. Enfim, não basta ser enfeite, tem que ter utilidade.




3) Porta-retrato: Tem coisa mais clichê que isso? E porta retrato caí na categoria enfeitinhos de mesa, além do mais, desde o advento das câmeras digitais, minhas fotos preferidas viram papel de parede no pc, e não porta retratos.
Exceção: Mural de fotos de PAREDE. Bem mais prático e ocupam menos espaço de que porta-retrato.



4) Roupas e calçados: Sou a pessoa mais chata do mundo pra isso, todo ano ganho roupas que nunca uso e estou cheia delas aqui. Acredite, vai ser muito difícil você acertar algo que eu goste.
Exceção: Algo genérico como um pijama, pantufas ou roupão de banho, pois não faço muitas exigências com o que uso dentro de casa.


Pode parecer estranho eu preferir uma pantufa do que um scarpin, mas a pantufa pelo menos é certeza que vou usar.


5) Flores: É nessa parte que vocês me chamam de insensível. Não me dê flores, principalmente buquês ou qualquer outra coisa sem raíz que inevitávelmente vai murchar dentro de no máximo uma semana. Não me obrigue a ter que jogar um maço de folhas secas no lixo uma semana depois e ainda ter que me livrar daquela água fétida que fica no vaso. Se for numa cesta, talvez eu aproveite a cesta pra outra coisa, ou não. Se é pro presente ser perecível, que seja um caixa de chocolate ou um Panettone Havanna com gotas de doce de leite.
Exceção: Não tem exceção, pois flores não perecíveis (de plástico) caem na categoria enfeite.




6) DVD's Musicais: Música pra mim se resume em música. Não faço a mínima questão de ver o Freddie Mercury rebolando enquanto canta Tear it up.
Exceção: Nem tem! DVD's pra mim, só de filmes.



7) Sabonetes caros: Sério, o sabonete vai derreter no banho de qualquer forma, realmente não precisa gastar 50 dinheiros com dois sabonetes Lush, L'occitane, ou os clássicos Boticario com pétalas de rosas e uvas passas. Claro, sabonete é útil, afinal, todo mundo toma banho, mas acho um disperdício sabonete de luxo. Sabonete caro pra mim, só te tiver alguma finalidade, como meu amado La Roche Effaclar anti-acne.
Já que vai entrar na Boticario pra comprar sabonete, em vez disso, compre um frasco de transporte de perfume, que tal? É muito pratico e útil!


8) Artigos dourados: Eu não uso nem sob tortura jóias ou bijuterias douradas (viu mãe?) não me dê, não me dê, mil vezes, não me dê! Adoro cobre, prata, adoro colares, brincos e pulseiras. Pode ser até cor de bosta, mas dourado não! E tô pouco me importando que é ouro, viu? Se for ouro, menos ainda que vou usar, acho desnecessário sair dando bandeira com ouro pelas ruas de São Paulo.



Por fim, é claro! Lembrem-se que um cartão com uma dedicatória pessoal, completa qualquer presente!

Agora podem lançar as pedras, eu sei que muita coisa que está aqui é opinião particular minha.

Quer falar mais sobre presentes de Natal? Vamos discutir isso no tópico criado no orkut!

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Bel@corporativismofeminino.com
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Postado por Bel às 06:00 1 comentários
 

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