quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Brasileira e jovem no exterior: problema na certa

Essa história está arquivada faz tempo, mas precisa ser compartilhada.

Seguinte: 2009 (é, eu sei) foi um ano cheio de coisas. Desemprego, desilusão, viagem, mais viagem, voltar a trabalhar e tentar (e não conseguir) mudar a vida. Mas não estou escrevendo para explicar o que aconteceu. Quero me focar na parte da primeira viagem.

Sempre fui uma pessoa individualista. Gosto de fazer tudo sozinha e na minha. Amo amigos, família e tal, mas prezo pela minha independência acima de tudo. À convite do meu pai, que queria companhia para assistir ao show do Paul McCartney na Escócia (pois é), acabei aproveitando a oportunidade (e o desemprego) para ir uns dias antes para a Europa, sozinha, para conhecer alguns lugares.

Nunca tive problemas em aeroportos. Nunca fui parada pela Alfândega, nunca nem olharam na minha cara. E ó que eu viajo bastante, desde criança.

Na imigração do aeroporto de Lisboa, em Portugal, o policial olhou meu passaporte: brasileira, 20 e poucos anos, viajando sozinha. Me olhou torto, medindo de cabo a rabo e tentando decidir se eu seria prostituta ou carga de drogas. Perguntou o que eu fazia no Brasil. Nem ousei dizer que estava desempregada. Percebi que a mera desconfiança de que eu não tinha um emprego no Brasil me daria um problemão. Como eu estava em Portugal de trânsito (não ficaria lá, só ia passar umas horas na cidade e a tarde voaria para a Holanda), ele deixou como estava.

Na Holanda, tudo lindo. Já estava com bilhete do metrô na mão e tudo, saindo com a minha mala, quando um policial me pergunta da onde estou vindo. Respondo. Depois pergunta qual minha nacionalidade. Mal terminei de falar "brazilian" e ele já estava com a minha mala num canto pedindo a chave para abrir e fuçar o que tinha dentro.



Perguntou o que eu estava fazendo na Holanda.
- Viajando, ué. Quero conhecer melhor a Europa.

Perguntou se eu estava viajando sozinha:
- Sim, e já viajei sozinha várias outras vezes. 

Perguntou se tinha alguém me esperando fora do aeroporto.
- Quem dera. Vou é ter que me virar para descobrir como chegar no albergue.

Enquanto isso, ele sacudia CADA PEÇA DE ROUPA - calcinhas, casacos, meias... - que tinha dentro da minha mala à procura de coisas ilícitas.

Ele disse que não acreditava que eu estava apenas viajando. Disse que eu estava com drogas no corpo. Simples assim.

*Por que eu não lembrei de pegar meu passaporte velho e vencido? Tinham uns 20 carimbos de países diferentes para eu enfregar na cara do seu policial, inclusive visto dos EUA. Ou eu era a traficante master, ou uma simples viajando latino-americana.*

Daí que o policial NÃO se convencia de que eu estava limpa e simplesmente viajando. Brasileira, jovem, sozinha na Europa. Não tinha roupa de prostituta na minha bagagem, não tinha N-A-D-A de errado com nada. Então, achou que eu estivesse COM DROGAS NO CORPO. Sabe? Já assistiram “Maria Cheia de Graça”? Então. Naquele esquema.

Então ele disse que eu ficaria retida no aeroporto por três dias para fazer exames (fezes, urina, raio x e o caralho a 4) para ver se eu tava limpa mesmo.

TE JURO. Até hoje, 3 anos depois, o ódio ainda pulsa forte. Por ele e por sua truculência, pelo preconceito dele a brasileiros, por me olhar como se eu fosse sub-raça.

Antes de continuar preciso alertar sobre um aspecto muito preocupante meu: sempre que estou nervosa  choro. É incontrolável: começo a tremer, a gaguejar e as lágrimas logo vêm, incessantes, seguidas de soluços. Coisa de dar pena.

Daí imaginem meu nervosismo tentando explicar MINHA VIDA e MINHAS VIAGENS, em inglês, para um cara truculento e que ameaçava me reter no aeroporto. DESESPERO. Chorei horrores e queria demais mandá-lo à merda.

O foda é compreender o porquê desse preconceito todo contra brasileiros, jovens, sozinhos na Europa, e todo o contexto xenófobo, racista, impregnado nas desconfianças deles por nós… E lá fui eu de novo contar toda a história da minha vida, tentando demovê-lo da decisão de me prender para averiguação - porque era exatamente isso.

Mas daí surgiu o good cop. Não sabia que o conceito bad cop/good cop existe na prática, mas existe. Ele nem quis ouvir a história pela milésima vez. Só sentiu pena e disse que sabia que eu não tinha nada a esconder, e perguntou se eu gostaria que ele desse um chute na bunda do outro policial. Ele até me ajudou a arrumar minhas coisas (uma mala de 15 dias de Europa, sente o drama), me explicou a melhor maneira de chegar ao meu albergue e me desejou boa viagem.

A lição que fica: leve SEMPRE todos os documentos possíveis que provem que você é alguém no Brasil. Que você estuda, trabalha, que tem dinheiro para bancar a viagem. Documento do carro, imposto de renda, o que for, mesmo sendo em Português: eles só vão olhar a cifra, de qualquer modo.

Outra lição que fica: brasileiro é sempre mal visto. Agora somos a 6ª maior economia do mundo, somos os maiores gastadores de dinheiro em Miami, somos um país com sede de viagens e conhecimentos. Aos poucos estão mudando o modo de nos tratar, contanto que tenhamos dinheiro para isso. Mas ainda representamos uma das grandes nações exportadores de imigrantes ilegais, nunca se esqueçam disso.

Para ler meu relato completo da viagem e ver fotos clique primeiro aqui, depois aqui, daí aqui e por último aqui.


Você já me segue no twitter?


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Postado por Anamyself às 08:00 3 comentários

terça-feira, 28 de agosto de 2012

LIVRO: "A Lista Negra" de Jennifer Brown


Terminei de ler "Hate List" (A Lista Negra) hoje, li em inglês, mas ouvi dizer que a tradução está bem boa! Ainda estou naquela depressãozinha pós livro, mas resolvi falar um pouco dele, porque é um que vale a pena!

Valerie é aquilo que se pode chamar (ou que chamam) de "loser", uma vítima de bullying (tema central do livro). Estudante do último ano do colegial, Valerie namora Nick. Eles têm alguns amigos em comum, mas passam a maior parte do tempo sozinhos, incompreendidos pelo resto e compreendidos entre si. Valerie, em um momento de raiva começa uma lista com nome de pessoas que  ela odeia e acredita que o mundo seria melhor sem. Vítimas de provocações diárias na escola, problemas na família, ela e Nick começam então a preencher a longa lista. No dia 2 de maio, Nick aparece na cafeteria da escola com uma arma e começa a atirar, seguindo os principais nomes da lista. Morrem 6 alunos e alguns outros feridos. Valerie tenta impedir o tiroteio e leva um tiro na perna, logo depois Nick se mata. E esse não é o final da história, apenas o começo.

Você não lembra do nosso plano? - Nick diz antes de se suicidar.

Eles tinham ou não um plano? Valerie é ou não também culpada, mesmo não tendo atirado em ninguém? Pelos diálogos que ela relata, eles conversavam muito sobre suicídio, sobre morte, inclusive sobre como seria se realmente aquelas pessoas moressem. O problema é que um estava falando sério e o outro não.

Nick era fã das tragédias de Shakeaspere e falava em como eles eram Romeu e Julieta, como eles pensavam parecido, como "we get to win sometimes". Mas ela nunca percebeu. Eles sentiam tanta raiva que falar dessas coisas era normal, uma forma de extravasar. Valerie decide voltar para a escola, mesmo se culpando e sendo acusada pela maioria, inclusive seus pais. As pessoas estão divididas entre acreditar que Valerie é inocente e dar crédito a ela por ter parado o tiroteio. Lembram daquela história do gordinho que foi filmado se defendendo de um bullying, arrebentou o moleque e virou ídolo? E aí, Valerie heroína ou vilã? Nick, herói ou vilão?

Valerie tem que lidar com o fato ainda ama Nick, mesmo depois de tudo, ela ama um Nick que ela se apaixonou, não o atirador daquele dia. Um Nick que sofria as mesmas coisas que ela, que era doce, amável, enfim, vítima. As pessoas não estão prontas para lidar com isso, elas estão com raiva e sofrendo, então Valerie escolhe se isolar.  Como o ponto de vista inteiro da história é o da Valerie (e de alguns jornais da cidade), nós acabamos simpatizando com  Nick de alguma forma, o que eu achei uma escolha bem interessante da autora.

Quando a raiva e o tempo passam, as pessoas começam a se perguntar, mesmo que em silêncio, sobre os motivos dele. Por que eu estava naquela lista? Onde eu errei? Quais motivos eu dei? Não seria Nick tão vítima como qualquer outra pessoa naquele tiroteio?

Você começa a pensar em todas as pessoas que odiou também quando era adolescente, até que ponto isso era real e se coloca no lugar de Valerie, onde as coisas saíram completamente do controle. De uma forma ou de outra, Nick mudou aquelas pessoas, Valerie em alguns momentos até se pergunta, ele foi um herói? Aquilo era realmente necessário e só Nick viu?

O livro é um drama social de primeira e invoca naturalmente muita reflexão. Na fala dos outros estudantes, dos pais, da própria Valerie, o tempo todo é colocando um "e se...".

- E se eu tivesse prestado mais atenção?
- E se a escola tivesse tomado alguma providência?
- E se eu tivesse percebido antes?
- E se nós tivéssemos tratado ele melhor?

- E se eu não tivesse começado a lista?


Post também publicado no meu blog pessoal.
@_thaprado

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Postado por Thaís Prado às 19:50 2 comentários

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Um repúdio ao facebook (a bad dos novos tempos)




A modernidade trouxe, junto aos prozacs, valiums e rivotris, um motivo a mais para nos deprimir: a vida alheia escancarando sucesso e felicidade no facebook. 

Destaco o facebook, porque trata-se da janela do mundo. As campanhas publicitárias gastam tubos atrás do nosso curtir; fotos de sucesso, corpos belos e magros, amores duradouros, crianças alegres, vidas sociais agitadas, vernissages, lançamentos, shows, filmes, mesas de trabalho organizadas, cupcakes, "solidariedade" enchem nossos feedbacks.

Se há tanta felicidade no mundo, e se todos são tão bem resolvidos e bem amados, por que continuamos a gastar tubos com terapias, com noites regadas a álcool, drogas e um grande vazio na alma?

No twitter as pessoas são mais pés no chão (ao menos as que sigo - muito amor). Reclamam da vida, da solidão, do tédio. Comentam filmes, comentam viagens. São pessoas normais, com altos e baixos. No facebook, parece haver um filtro: o que é ruim não entra. Temos a impressão de que a vida de todo mundo é perfeita. Ou quase de todo mundo - a nossa não.

Esses dias entrei na página de uma amiga de infância, com quem perdi completamente o contato. Eis a vida dela: morou na Itália, fez curso de vinhos e hoje faz harmonizações (ah, que saudade da época em que eu fingia entender de vinho) em um restaurante chique de São Paulo. Além disso, ela está lindíssima, magra, amando e bem amada.

Tem como não bater uma invejinha?

Até porque meu ofício não desperta grandes elogios. Quando digo que sou jornalista na Prefeitura de Osasco me retornam muxixos de desaprovação. Quando dizia que fazia USP, curso de Geografia, me olhavam com uma cara de "que merda inútil". 

O facebook tornou as pessoas intolerantes, arrogantes e, pior: vítimas de seus próprios mundos do faz de conta.  

E assim, a cada perfil que fuço, mais me decepciono com a minha vida, que no fundo não é tão ruim: tenho um emprego, tenho amigos em diversos círculos, já viajei bastante na vida; mas, ainda assim, parece que não evoluí o suficiente. Minha vida parece menor, comparada às suas fotos de Cancun, às suas fotos namorando à beira do lago, aos seus comentários cheios de sabedoria, curtidos por legiões. Sei que é uma grande farsa: não afirmo que ninguém seja feliz, mas sei que há muita ansiedade, muito drama e muita insatisfação não-dita no facebook.

Fiquem na paz e me adicione no twitter, aquela terra que não é um faz de conta: @anamyself


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Postado por Anamyself às 14:48 7 comentários

domingo, 4 de março de 2012

Renovando o guardaroupa - A SAGA

Oi! É a primeira vez que tenho a honra de participar do Corporativismo Feminino. E quis trazer um assunto que tem me intrigado um tiquinho. Algumas já me conhecem de outros carnavais, outras só agora. Meu nome é Ghiza Rocha, estou com 36 anos e tenho uma filhoca de 5, quase 6 anos... E é sobre isso que vou falar.

Minha relação eu, ela e meu guarda-roupas.

Eu sou daquelas que tinham guarda-roupa da Vandinha Addam's sabe? Cheios de roupas iguais e pretas. Nunca tive muita vaidade.Até que... a pequena foi crescendo... A herdeira deu de uns tempos pra cá, de ficar apontando vestidos soltinhos nas vitrines, estampas, cores, tudo bem fluido, alegre... Aponta e fala: “Mamãe, queria te ver assim”...

Putz, chute na boca da mãe né?

Aí comecei a procurar e procurar lojas que apresentassem opções que me convencessem a mudar o estilo-não-estilo que eu tinha... Nada. Gente parece que nada que eu goste posso ter. Por dois motivos: 1- Não me serve. Ou então 2- Custa mais de 5 dígitos.

Aí me revoltei e comecei um curso de corte e costura. Sim daqueles que te deixam na vibe dos tempos da vovó. E estou adorando! Agora posso olhar coisas nas revistas, sites, lojas e posso fazer! Eu mesmíssima, olhando, medindo, comprando moldes apropriados.

Tudo isso acontece paralelo a minha reeducação alimentar, (não eu não fiz dieta!!!) há 6 meses cortei o açúcar refinado da minha vida, optei por adoçantes e troquei tudo que era refinado por integrais, grãos e afins. Muita fruta e pouca gordura. Procurei um endócrino e ele me acompanha desde então. Deu certo, foram até agora 18 quilos que deram ADEUS. Meu manequim hoje é 42/44 depende do que encontro pela estrada afora... Mas... tudo tem um mas... Gente, como é caro refazer guarda-roupas! Então estou me jogando em brechós, lojas de tecido e minha máquina de costura! Mas, (olha o “mas” de novo aí geeeente!) e os acessórios?

Aí que entra uma descoberta minha, eu não estou ganhando nada do site pra fazer divulgação, estou fazendo porque já comprei lá e gostei. E porque tem coisas bem lindinhas, muito dignas e por preços bons. Eles trabalham somente com 3 preços: R$69,90 - R$99.90 e R$129,90. Ou seja, preços considerados “possíveis” dentro do orçamento mediano da mulherada! Então eu estou na cara dura, fazendo este post pra divulgar o link do meu convite. Se vc se inscreverem no site, não se comprometem financeiramente com nada, é apenas mais uma inscrição pelo mundo virtual, mas vocês poderão ver a vitrine bem charmosa que eles possuem. E o mais legal, a gente responde a um pequeno teste, que traça um breve perfil do seu gosto e estilo e o site se encarrega de mostrar produtos que podem te agradar, porém você pode ver todos os outros também. Enfim, eu gostei, e estou convidando todas as minhas amigas, porque é um lugar legal, já comprei, entregam direitinho e tem coisas fofas com preços bacaninhas.

Clica aqui ó, e além de poder usufruir das promoções, você já ganha de cara R$10,00 pra usar como desconto em qualquer produto. E ajuda esta mãe aqui, em plena reforma de guarda-roupas pós perda de peso!


Obrigada meninas!
Ghiza Rocha

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OBS: O que a Ghiza não contou é que é artista plástica e faz trabalhos lindos!!! Pra conferir é só clicar aqui e ir pro flickr dela!

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Postado por B. às 19:37 6 comentários

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tudo bem, eu adoro café.

Sente falta de Companhia?
-Prazer meu nome é café. Sou quente, sou gostoso e te faço ficar acordada a noite INTEIRA!

Porra. Porque é tão difícil hoje em dia ter um relacionamento? Porque nós mulheres reclamamos taaaanto que não tem homem que valha a pena disponível no mercado? Ta eu sei que esse assunto ta mais que malhado aqui, mas foda-se, deu vontade e eu vou falar, “óquei”?

Nos tempos de hoje, na modernidade do beijomeliga fica difícil descrever como seria o verdadeiro homem que as mulheres tanto procuram. Os homens de mentira não são necessários citar não é mesmo? Além dos homens bananas e dos cagões que se multiplicam mundo afora.

Esse post não é indignação com alguém específico, que fique bem claro, mas como mulher e solteira notei que; ou o número desses "tipinhos" aumentou, ou então o número de homens de verdade e disponíveis no mercado, caíram drasticamente. Chorei.

Eu acho que foram poucas as vezes que dei sorte com homens, costumo me classificar como dedo podre – pode falar que é exagero da minha parte, nem me ligo. Mas hoje em dia ser legal, falar sobre futebol e ser amiga dos amigos dele, realmente não é mais o suficiente.

Você sai com as suas amigas, toda linda e cheia de boas intenções. Conhece um fulano que parece ser legal, além de ter aquele sorriso lindo e aquelas covinhas... Ah as covinhas! Vocês trocam olhares a noite toda e ficam naquela conversa tímida até chegar naquele momento que a conversa flui um pouco mais e záz! rola um beijo. Pronto! Nessa hora enquanto ele imagina você pelada jogada na cama, você começa a pensar se a história vai desenrolar ou vai terminar junto com a conta do bar. Não tem jeito, mulé é bicho burro.

Confesso que depois de algumas decepções eu hoje ando sempre com um pé atrás quando o assunto é homem. Ok, os 2 pés atrás virados ainda por cima.

A verdade é que é irônico que o símbolo do infinito seja tão usado hoje em dia, quando ninguém mais faz questão de que as coisas durem, quem dirá que dure para sempre. Ainda bem que tenho amigas maravilhosas que me levam pra dançar, me garantem gargalhadas, noites inesquecíveis e me dão doses de tequila... Beijo Manolas.

E se algum dia o amor vier me procurar, diz a esse monstro que fugi de casa.

Agora se for um moreno, alto, de sorriso safado... Passa meu número pelo amoooooor de Deus!


Verdade seja dita:

O trabalho te faz amadurecer... os estudos te fazem crescer... e os homens... Ah, os homens te fazem esquecer tudo isso aí!

Beijos


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Postado por Tati às 21:35 8 comentários

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Careca sim! Estou vivendo – tem gente que tem cabelo e está morrendo.

Ilustração: Mariana Rolin
 Cansei de cabelo, cansei de post sobre cabelo, cansei de hidratação caseira. Acho que o negócio é, não ter cabelo e pronto. Ui, ela é radical. Não sou. Reparem que não é o mesmo tipo de revolta estilo “nenhum homem presta, vou virar freira”. Tosar a cabeça não tem nada a ver com frustrações com terceiros, é frustração 100%  pessoal. É LOUCURA, MINHA GENTE.

- Mas seu cabelo é tão bonito, que horror.

Quem noonca pegou aquela tesoura de sobrancelha ou a gilette pra arrumar uma franja que me perdoe, mas você não sabe o que é ERRO na vida.

Encara o cabelo no espelho – Eu vou te vencer. Mas todos os produtos e todo o tempo do mundo não são suficientes contra a ira do cabelo. Aliás, o cabelo não é só raivoso, mas irônico também, olha que coisa. Você tá indo dormir em plena sexta-feira sem programa, quando olha no espelho, seu cabelo está PRONTÍSSIMO pra sair, lindo, tirando uma com a sua cara. Agora, tenta domar o bicho quando você tiver um encontrinho! Sem chance. Ele vai usar todo seu poder de frizz contra você, pra mostrar quem manda.

E pintar o cabelo sozinha em casa? Quando você vê que metade ficou manchada e a outra metade tá lá, entupindo o ralo da pia.

Já fui loira, morena, ruiva, cabelo curto, comprido, médio, já fiz de tudo pra agora ter certeza que tudo CANSA. Imaginem usar peruca, minha gente. Que coisa boa dos deuses. Cada dia uma cor, um modelo, manda lavar, chega cheirosinha no ponto, só ajeitar. Ah, o sonho do “cabelo próprio”.

Definitivamente, é isso ai.
CARECA WAY OF LIFE vemnimim! 



Sigam! @_thaprado


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Postado por Thaís Prado às 11:18 5 comentários

sábado, 31 de dezembro de 2011

Resoluções de fim de ano OU Que tal ser um pouco clichê dessa vez?




Comecei 2011 muito desanimada. Ainda brigava com Deus por meu filho ter perdido o pai. Jurei que seria mais outro ano, sem muito para aprender. Mas eis que...

1. Aprendi a viver "só por hoje" e aplico isso em tudo que faço.
2. Aprendi a concentrar a vida nas ações.
3. Aprendi a amar, de verdade, mesmo ficando solteira cada mês do ano. E amar é querer que o outro seja muito muito muito feliz, mesmo que você não esteja em seus planos.
4. Aprendi a me amar. E isso foi a coisa mais difícil de se aprender.
5. Aprendi a comer, mas continuo aprendendo.
6. Aprendi que preciso amar mais as coisas que tenho para não sentir saudades delas no futuro.
7. Aprendi a correr 8kms.
8. Aprendi a estender a mão, mas ainda estou aprendendo.
9. Aprendi que existem homens bons, de verdade. E os canalhas também existem, mas isso não é da minha conta.

E agradeço a Deus por tudo abaixo:
1. Oportunidade de ficar sozinha, sem homem, para aprender a chamar um garçom na mesa, dirigir meu próprio carro, escolher minhas próprias roupas e viajar para onde eu quiser.
2. Oportunidade de trabalhar com uma pessoa tão genial, divertida e carinhosa como é minha chefe.
3. Oportunidade de rever os amigos e a família, chorar e sorrir com todos eles.
4. Oportunidade de ser mãe de um menino muito muito muito feliz.
5. Oportunidade de abraçar irmãos de verdade e saber, de coração, que não estou mais sozinha.
6. Oportunidade de olhar o espelho e ver Deus olhando de volta.
7. Oportunidade de me aproximar de Deus.

Neste ano (que é só por hoje), minhas resoluções não são mais perder peso, nem arranjar um emprego. Também não desejo ter um namorado. O que eu desejo é continuar aprendendo, mesmo que isso signifique ficar "solteira", porque seria blasfêmia dizer que estou sozinha.

Isso é legal de fazer, hein? De vez em quando é bom ser um pouco clichê.

Façam também e compartilhem comigo! =)
@A_Sarita
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Postado por Sarita às 00:49

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Divã Cinematográfico - "Timer"

Assisti Timer hoje, uma comédia romântica(?) bem diferente. Não sei se gostei muito, na verdade o filme em geral é bem bobinho, mas traz algumas discussões interessantes. Em resumo, vive-se num mundo onde  existe uma aparelhinho chamado "Timer", que promete dizer a data exata que você encontrará sua alma gêmea. 


Num mundo como o de hoje, onde as pessoas precisam mais do que nunca de certezas e provas científicas, calculem o sucesso de um brinquedinho desses. A pergunta que fica no ar durante todo o filme – É realmente melhor saber? Um dos efeitos que aparecem no mundo pós Timer do filme , é que as pessoas não “perdem” mais tempo namorando, conhecendo outras pessoas se não puderem ter certeza que aquela é a sua alma gêmea. Por exemplo, você sabe que vai encontrar o amor da sua vida quando fizer 48 anos (que é o caso de uma das personagens do filme), o que fazer? 

Um diálogo que eu achei muito interessante e me fez refletir foi esse:

- Você acha que antes do Timer eles pensavam assim, que só acontece uma vez? A expressão "primeiro amor" não implica que teria um segundo e um terceiro?

Na cabeça das duas personagens principais do filme, a princípio nem passa a ideia de que seria possível encontrar um outro amor que não sua alma gêmea. Os amores são válidos. Num mundo onde a tentação por certezas e garantias é cada vez maior, não podemos deixar de acreditar que todas as experiências também são válidas. A vida merece ser vivida com não um grande amor, mas alguns. Acredito demais no amor pra acreditar que existe um só - pra vida toda. 


O que vocês acham?



Sigam! @_thaprado


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Postado por Thaís Prado às 19:53 2 comentários

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

100% você, com gelo e sem limão

Uma coisa é o famoso tiro no pé, o problema é que, no meu caso, o tiro é sempre de metralhadora. Quem noonca? Você sai com alguém, resolve ser espontânea, natural, 100% você, correndo dois riscos, o do cara gostar e você sair meio com o pé atrás ou do cara não gostar e você sair frustrada com você mesma. – Ninguém me aceita do jeito que eu sou! O problema não é esse, a verdade é que ninguém tem a obrigação de te engolir num primeiro encontro. De se encantar com a sua (minha) verborragia alucinada, com tudo de bom e de ruim que você tem a dizer sobre você mesma. Agora, como controlar? Se eu começo a falar, não tem jeito, já sei que não paro tão cedo. E quando vejo, antes fosse só um tiro no pé, mas já estou com metade da perna pra ser amputada and counting.

Começa como um encontro normal e tímido, até acontecer o temido “começamos a nos entender”. Aquela ansiedade em querer tudo, querer saber tudo e contar tudo,  faço melhores amigos em segundos, alguns julgam outros, permanecem. 8 ou 80. Se eu não estou falando é porque não gostei de você. A detalhada história da minha vida (se der tempo, dos meus familiares também), todas as minhas crenças, angústias, expectativas que, basicamente, variam de meia em meia hora.  O mais incrível? Normalmente ninguém perguntou. Vaca amarela way of life a partir de hoje? Nah, seria chato.

Enquanto eu estou mirando no meu pé, pode ter um mirando na minha cabeça, mas a vida segue!



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Postado por Thaís Prado às 11:30 3 comentários

domingo, 23 de outubro de 2011

E quando no coração cabem dois?



Há alguns dias esta frase "Se você acha que ama duas pessoas ao mesmo tempo, escolha a segunda. Porque se você realmente amasse a primeira, não teria uma segunda opção" se alastrou no Facebook, tal como a sujeira no seu scarpin de camurça. E todo mundo saiu compartilhando e curtindo. Eu não concordei. Já amei dois caras ao mesmo tempo. 

Sabe aquela série "Aline"? Acho que foi tudo o que sonhei naquela época. Não precisar me desvencilhar de um para ser feliz. Pois toda vez que optava por um cara eu adoecia literalmente. Sei que parece coisa de mulher safada, mas amava os dois. A personalidade de um não vivia sem a personalidade do outro. Claro que essa história não terminou bem.

Para começar, o primeiro homem era meu namorado há pouco menos de 1 ano. Tínhamos uma história bem bonita. Coisa de cinema mesmo, sabe? Com direito a primeiro encontro no estilo Filme Norte-Americano. A primeira vez que nos vimos eu havia entrado no cinema com umas amigas e não tinha mais ingresso à venda. Ele ficou de fora. Ficamos nos encarando através do vidro fumê e não podíamos no tocar. A sessão ia começar e eu o deixei rindo para o vidro fumê enquanto tropeçava para encontrar um lugar no cinema.

O segundo apareceu-me num show de hardcore. Era bem mais jovem do que eu. Fazia coisas para me impressionar. Ligava para mim e dizia "Eu estou aqui embaixo no seu prédio e preciso te ver". Não tinha perspectiva de vida. Abandonara os estudos. Vivia deprimido e não cortava o cabelo há anos.

Fiquei muito confusa sobre quem realmente amava. E já posso perceber os olhos inquisidores de todos, dizendo que isso era paixão, safadeza, piranhagem, piriguetagem ou qualquer coisa que o valha, mas que não era amor. E eu digo sem constrangimento nenhum que amava os dois.

Acabei tendo que optar por um, não porque joguei limpo. A verdade é que o namorado descobriu através de conversas pelo computador que andávamos nos vendo pela madrugada. Adoeci quando o namoro terminou, não conseguia comer ou rir. E fiquei com o segundo cara. Ele agora ocupava o cargo de namorado e eu me sentia estranhamente infeliz.

Então tomei a decisão de romper com o segundo cara e perseguir o primeiro cara, o primeiro namorado. Foram meses de muito pedido de perdão, só faltei mandar aquele carro brega de declaração de amor. Até que ele, vendo todo meu desprendimento, conseguiu me perdoar e voltamos. Quando voltamos eu me sentia estranhamente infeliz por ter deixado o segundo cara. Mas rompi completamente com o segundo, sofrendo muito por isso. E o namorado às vezes me perguntava se eu tinha feito a escolha certa. Nunca consegui responder. Pois agora não podia voltar de novo para o outro. 

Não foi fácil. Eu pensava num e no outro o tempo todo. Um já tentou atropelar o outro. Os dois eram estranhamente diferentes, em físico e espírito. E eu podia ter sido a mulher mais feliz do mundo se tivesse ficado com os dois. E, claro, com os dois sabendo isso. Porque viver às escondidas, correndo e mudando o nome que sai da sua boca enquanto você suspira... Não é lá uma das atividades mais fáceis. Requer muito teatro, muita concentração e jogo, literalmente, de cintura!

E você concorda com a frase do facebook ou já amou 2 caras ao mesmo tempo como eu?




Até a próxima, @A_Sarita
sarita@corporativismofeminino.com


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Postado por Sarita às 17:22

sábado, 15 de outubro de 2011

Sumiu por quê?



Uma das coisas que me deixam mais perdida e triste nesse mundo dos solteiros, onde eu me arrependo amargamente de ter caído, é quando um cara com quem eu tou me envolvendo, já venho conversando há um tempinho, resolve sumir. Eu sempre acho que a culpa é minha, que eu devo ser uma criatura tão chata e louca, que os caras estão fugindo de mim em disparada para as montanhas! Minha autoestima não é das melhores e eu teria certeza absoluta de que é isso mesmo, sou chata, louca e ninguém me aguenta, se não fosse por uma coisa: os caras do meu passado hoje babam meu ovo. 0_o

Pois é, pois é, pois é... todos os homens que chegaram a ter uma importanciazinha na minha vida hoje são meus admiradores de carteirinha. Os que eu namorei de verdade hoje são grandes amigos meus, os melhores que tenho, embora não os veja muito. Os com quem eu me "enrolei" e até quis namorar, mas eles nunca se manifestaram em prol disso, hoje ficam de saudosismo, achando que deveriam ter me aproveitado mais. Até ensaiam propostas de "revival", mas foi mal aê, passado é passado, depois que eu tiro da cabeça, não pego mais, dá até uma aversãozinha.

Será que, fora os namorados que tive, que eram pessoas muito especiais, os outros caras só são capazes de reconhecer meu valor depois que já não me têm por perto? Que pasa?

Por que, diabos, ninguém reconhece meu valor no presente, caralho?????????? Alguém me põe no colo e me diz que vai passar e vai ficar tudo bem, por favor?????

Será que eu ando fechada, sem mostrar quem eu realmente sou, portanto só me admira quem me conheceu no passado? Algo me diz que um pouco é isso sim, mas não é tudo... Ainda tem alguma coisa que não consigo explicar... será que, por estar me sentindo perdida e com medo eu estou passando má impressão? Acho que um pouquinho pode ser isso também.... :pppp Mas ainda parece que falta alguma coisa para resolver esse mistério... Será que, por estar sentindo falta do carinho e da amizade que eu tinha quando tinha um namorido, eu tou indo com muita sede ao pote quando me interesso por alguém e tou assustando o cara? Mas que espécie de babaca se assusta com uma menininha que só quer carinho????????? Será que os homens andam tão idiotas assim?

Será que eu pareço que quero logo casar, prender, dominar e fagocitar o cara??? Mas eu nem quero nada disso! Eu sou uma das maiores defensoras da liberdade! Não confundir liberdade com promiscuidade. Liberdade que eu falo é que as pessoas possam, mesmo se relacionando, manter seus hobbies, seus gostos, suas atividades solitárias, suas viagens, que não tenham que ficar como que algemados um ao outro. Será que logo eu, que não prendo ninguém, ando parecendo que quero algemar???

Será que o anticoncepcional, com hormônio de gravidez, é que está me deixando louca e tudo isso é só paranóia da minha cabeça? E não existe nenhum grande mistério em torno disso, e a única coisa que aconteceu é que eu dei azar de, em 1 ano e 10 meses, não ter topado com ninguém que tivesse os mesmos valores que eu, para poder reconhecer os meus? Provável.

Não sei. Não sei o que me parece mais provável de todas essas hipóteses. Na verdade, o melhor seria parar de formular hipóteses, mas minha cabeça funciona assim, desde criança... Formulando e testando hipóteses... O problema é quando está fora do meu alcance testar as hipóteses, como agora. Aí fico perdida... como uma gata que caiu do caminhão de mudança. :P

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APRESENTAÇÃO: Olá. Estou aqui como colaboradora (Muito obrigada pelo espaço, meninas!). Ando completamente perdida no mundo dos solteiros, desde que terminei um relacionamento longo. Tive que começar a escrever sobre isso para não surtar. Se não escrevo, os pensamentos ficam girando na minha cabeça, como numa máquina de lavar roupas. Se escrevo, parece que joguei-os no cesto de lixo e fico mais leve. Se alguém aí também estiver perdidaça como solteira e se identificar com o tema, pode me acompanhar em http://gataquecaiudamudanca.blogspot.com . Obrigada! :)

- A Gata que caiu da mudança

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Postado por CF às 22:09 6 comentários

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Infância Policamente Correta


Os pais conservadores que me desculpem, mas a infância de hoje é tão super protegida que não tem graça nenhuma.

Colocar desenhos no perfil do Facebook me traz saudades do tempo em que a infância não era politicamente correta e as crianças eram apenas crianças e não mini-adultos. Hoje, ao invés de brincar, as crianças assumem compromissos cada vez maiores em prol de garantir um futuro decente e superestimado e esquecem do presente. O grande problema da atualidade são os pais que decidem ter filhos, mas só querem arcar com algumas responsabilidades e o resto a babá que se vire. A desculpa são as influências exteriores que põe em xeque a formação de caráter da criança, e não a falta de assistência. Condenam os jogos de videogames ou os programas de TV como os grandes vilões deturpadores infantis. Ora faça-me o favor! O caráter é resultado da criação que se recebe.

Ninguém ataca um casal gay na rua por causa do jogo Tal, mas porque os pais não o ensinaram a respeitar as diferenças e provavelmente justificava ações contrárias como “isso é coisa de viado”. Ninguém estupra porque o programa de TV mostrou que isso é certo, mas porque não aprendeu a ouvir “não”. Ninguém mata por causa dos filmes, mas porque não foram impostos limites. Ninguém invade a tiros uma escola infantil porque sofreu bullying, mas porque os pais não deram atenção às queixas e orientaram o filho a lidar com a situação. Aliás, ninguém insulta gratuitamente o outro por causa de jogo, programa ou qualquer coisa que acusem de causar ruptura de caráter, mas porque os pais não souberam educar, escutar e acimar de tudo, não ensinaram a respeitar. É muito mais fácil transferir a culpa do que assumir a falha. Pais negligentes são os verdadeiros vilões.

Não quero criar polêmica, mas realmente acho que cercar as crianças de todos os lados não a fará um adulto melhor. Sou do tempo em que a alimentação não tinha que ser obrigatoriamente saudável, os chocolates tinham formatos de cigarros, os meninos brincavam com arminhas de brinquedo, e os ícones da época não eram em nada corretos: o Bozo era cheirador, o Mussum bêbado e a Vovó Mafalda era, na verdade, um homem transvestido de mulher. E mesmo assim, crescemos muito bem. =)

A maldade está nos olhos do adultos cri-cri’s que enxergam no desenho violência e apologia homossexual, sendo que o que a criança vê são apenas super-heróis combatendo o crime com a ajuda indispensável do amigo. A decodificação perversa vem de cima. Ou vai me dizer que foi você quem percebeu o pênis na capa da “A Pequena Sereia”, e consequentemente se tornou um pervertido ao assistir o filme?

Tantos “cuidados” não preparam crianças para se tornarem adultos sensatos, mas hipócritas que se indignam com um propaganda de lingerie alegando ser preconceituosa e depreciativa à imagem feminina, mas que vai para o bar e chama de gorda a moça da mesa ao lado. E porque não veem problema das meninas brincarem de casinha? Ao meu ver, isso também é depreciativo, já que reforça a ideia de que o papel da mulher é de servir a casa, aos filhos e ao marido somente (mas isso é outra discussão).

É claro que deve haver um controle do que chega até as crianças, mas particularmente não acho que se deve podar todo o tipo de influência externa, pois dessa forma não há auxílio dos pais em criar filhos que saibam discernir o que é certo ou errado e se transformam em adultos passivos que aceitam tudo que lhe é dito, sem argumentar ou raciocinar sobre aquilo. É conversando e orientando aos filhos que aquilo que se vê na TV ou no jogo não é como se deve agir na vida real. Este sim, na minha opinião é o dever dos pais. Pais devem ser pais e não representantes da Santa Inquisição dando nova roupagem ao Index.

Não sei quanto a vocês, mas o que fundamentou minha formação foi o modo como meus pais me criaram e não o que eu via ou brincava. Eles me mostraram que o mundo não é bonitinho, mas somos nós separamos o joio do trigo; souberam falar sim e não na hora certa; me deixaram de castigo quando aprontava; me deixaram subir na árvore, mesmo sabendo que eu podia me machucar; e me ensinaram a respeitar o outro, independente da minha opinião; e graças a deus não me superprotegeram, mas que educaram sem me privar de diversão.

Pai, Mãe, obrigada por me ensinarem a ser sensata e humana sem deixar a vida chata e monótona.


Follow me: @claris_simao
E-mail me: claris@corporativismofeminino.com


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Depois de meses sem postar nada, estou de volta. Nesse tempo eu fiquei desempregada, briguei com as coleguinhas, formei, arrumei novo emprego, enchi a cara e conheci novas pessoas. Não me aconteceu nada demais, nada de muito novo, apenas falta de criatividade e inspiração para escrever para o CF. Mas agora estou de volta!

Beijos! ;)


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Postado por Claris Simão às 08:00 2 comentários

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E quando ele não faz nada?

É sábado à noite. É a nossa quarta saída. Até o dado momento tudo ficou no 0x0, pergunto-me se me rogaram uma praga, se meu cabelo novo não agradou ou se simplesmente ele não está afim. Eu até pensaria nesta última opção numa boa, não sou tão vaidosa a ponto de não encarar tal realidade. Mas responda-me: Por que ele continua me chamando para sair? Por que me liga e diz que pensou em mim? Por que já me fez um novo convite esta manhã?

Enquanto as amigas dizem que: É porque ele quer algo sério e está enrolando! (duvido!) e os amigos dizem que: Ele é gay! (duvido!), eu tenho certeza: Não vai rolar. E nem é porque me faço de difícil, sou da "galera", eu brinco, eu elogio, eu deixo a mãozinha se demorar no ombro.

As amigas mais experientes dizem: Vai lá e dá uma imprensada na parede. Mas, vê bem, até para "imprensar na parede" você tem que ter uma brecha, uma frestinha de luz sequer. Mas não tem. Ele não dá. Se houvesse um frestinha, eu teria metido o pé na porta e entrado de sola. Mas não, ele fica na dele. Às vezes fala pelos cotovelos. Às vezes fica num silêncio infernal e me pergunta sobre coisas bobas, como "Qual é a sua sobremesa predileta?". E talvez essa pergunta boba é que me faça olhar para ele de novo e topar sair mais uma vez para ficarmos no 0X0.

Ora, o meu espírito feminista do 2º Reich é muito prático: Decida não querê-lo. Por que ELE tem de decidir se quer você? Pois é, pois é. Palmas para essa pessoa perspicaz e prática que eu não sou no momento. Continuo querendo que ele me convide amanhã e depois para eu passar frio na madrugada.



Até a próxima,
@A_Sarita
sarita@corporativismofeminino.com

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Postado por Sarita às 12:56

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sorteio - BAZAR MCD

Está rolando o bazar da MCD aqui na terra da garoa, todas as peças da marca disponíveis no bazar estarão com 50% de desconto. E o que é mais legal? é que a MDC está oferecendo 3 vouchers de R$ 50 para sortearmos entre as leitoras do Corporativismo feminino.

Como participar?
Fácil! Tem que ter twitter, tem que seguir o CF, e tem que postar a mensagem: "Eu vou aproveitar o Bazar da MCD com Corporativismo Feminino http://kingo.to/MtJ"

Vamos realizar o sorteio amanhã, 19/08/11 durante o dia, portanto, não perca tempo!

OBS: Para que a promoção se viabilize deveremos ter um número mínimo de participantes para sorteio!

MCD promove bazar com 50% de desconto


A marca MCD – More Core Division promove bazar “Just For Girls” da coleção de
Inverno 2011 com desconto de 50% em todas as peças. Destaque para os trench coats,
vestidos, moletons, calças de diversas modelagens e acessórios da coleção atual.

O Inverno 2011 da marca tem forte influência na década de 80: mangas e ombros
destacam-se com pregas e franzidos, com muitos detalhes de tachas e rebites de
metal, fazendo um contraponto às golas e capuzes desestruturados. Tops, casacos de
moletom e vestidos com modelagens mais amplas e orgânicas são opções para quem
busca conforto sem abrir mão do estilo.

Para uma maior comodidade nas compras, o bazar foi dividido em dois finais de
semana de agosto, de 12 a 14 e de 19 a 21. O local escolhido foi o novo espaço da
Vértices Casa, que fica na rua Fidalga, 66 – Vila Madalena.


Bazar feminino MCD – More Core Division
Local: Rua Fidalga, 66 – Vila Madalena.
Tel.: (11) 3525-0544
Datas: de 12 a 14 e de 19 a 21 de agosto.
Horário de funcionamento: sextas-feiras das 15h às 21h; sábados e domingos das 11h
às 19h.

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Postado por B. às 21:05 3 comentários

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dicas para se dar bem com os amigos DELE

Resolvi reunir um pouco do conhecimento que tenho sobre o assunto, por meio de observações e vivências, em um post. Sempre tive facilidade em me dar bem com os amigos alheios, e sempre reparei muito bem nos casais, e como eles lidam com certas situações.
Os casos citados são reais.

* Ele tem uma banda fuleira que toca em porões úmidos e féticos do centro da cidade (presumindo que vocês morem em uma cidade cujo centro é deplorável). Você tem duas opções: ou você vai com ele, engole a dignidade e mostra a maior disposição para curtir o rolê pedreirão; ou o libera sem medo para que vá sozinho.
Se você nem é do tipo que curte shows fuleiros em lugares sujos e decadentes, não force a barra. Sua cara amarga diante dele e, principalmente, dos amigos, será fatal. Se você for a UM desses shows e ficar de cara amarrada querendo ir embora, os amigos dele SEMPRE vão lembrar de você como aquela menina que IMPEDE O AMIGO DE SER FELIZ. Não é exagero. Ouço direto homens reclamando das "namoradas megeras" dos amigos por motivos semelhantes.

* Futebol é a mesma coisa. Sempre vai ter uma vadiazinha olhando as pernas dos homens do futebol, e você tem que respirar fundo: não pega bem barraco na frente dos amigos: seja lá por qual motivo seja. Além disso, você tem que se conformar: sempre vai rolar um movimento para emendar uma cerveja e depois uma balada. Mas o futebol é importante na vida dele. Não tente competir com isso. Jamais o impeça de participar. Sei que é difícil pra caralho, mas confie.

Estou falando para evitar esses rolês, mas também não seja uma relapsa. Os amigos precisam conhecê-la, saber que VOCÊ é a NAMORADA dele. Saber dar liberdade, mas também se mostrar presente é para poucas. Se você domar essa arte, a chance de criar ao menos empatia nos amigos é maior.

* Se você é do tipo que sorri e joga charme para todo mundo, controle esse impulso quando estiver ao lado dos amigos dele. Nada de ficar azeda, é claro. Mas lembre-se que fidelidade de homem com outro homem é bem mais sólido que amizade de mulher com outra mulher. Se cruzar pela cabeça de um dos amigos que você está jogando charme para alguém do grupo (mesmo que seja impressão), seu namorado VAI ficar sabendo. A menos que o amigo queira te comer.

* Nem ouse controlá-lo na frente dos amigos. Nada de pedir para maneirar na cerveja e nos bolinhos de bacalhau: ele deve estar ciente de que é melhor não abusar. Se ele é do tipo beberrão e botequeiro, peça para que pegue leve estando SOZINHA com ele.
Repito: você NÃO QUER ficar com fama de ditadora e manipuladora com os amigos dele.

Por fim, o resumo da ópera:
É fundamental avaliar o grupo e os indivíduos que fazem parte da rede "amigos do meu namorado". É bom saber lidar com eles e manter, no mínimo, uma relação cordial. Imagine que um deles pode ser o seu padrinho de casamento, e você não quer ele como desafeto, certo? Aliás, tem muito cara que acha fundamental que sua namorada se dê bem com seus parceiros (o que é compreensível, na minha opinião).

Você tem que saber do que eles gostam e não gostam, e procurar agir dentro dessa esfera. Não precisa deixar de lado sua personalidade, mas maneirar, pelo menos no começo. Às vezes, como eu, você fala palavrão com frequência. E daí descobre que os amigos do moço acham feio mulher falando palavrão. Em vez de falar um "foda-se, pau no cu deles", você vai engolir isso e deixar para mostrar essa faceta aos poucos.

Se você curte encher a cara, também pode pensar em não exagerar nos primeiros encontros com os amigos. NADA mais queima filme do que estrear com uma belíssima perda total diante deles.

Lembre-se: Saiba que você pode ser lembrada eternamente por eles por causa de um só cagada.

POST EM ETERNA CONSTRUÇÃO E ACEITANDO OUTRAS DICAS :)

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Que outras táticas vocês usam para se dar bem com os amigos dele?
Que outras situações são completamente queima-filme diante dos amigos dele?

Beijo,


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Postado por Anamyself às 08:00 9 comentários
 

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